sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Carris coloca em funcionamento os primeiros 15 novos autocarros

O Natal chegou mais cedo à Carris e mais precisamente para os seus passageiros, que a partir de hoje podem desfrutar dos primeiros 15 novos autocarros, de 250 que estão a chegar e continuarão a chegar no próximo ano. Estes novos autocarros que hoje entram ao serviço nas ruas de Lisboa, são movidos a gás natural e dispõem de WI-FI gratuito a bordo, assim como, mais conforto e motores mais ecológicos.

Na cerimónia de apresentação que decorreu esta manhã na Estação de Miraflores, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, após o discurso onde enalteceu o esforço de todos em reerguer a empresa, e a marca Carris após a desintegração do Metropolitano, enaltecendo igualmente o empenho de todos os tripulantes que durante anos viveram momentos de angústia quanto ao futuro da empresa,  entregou as chaves do autocarro ao motorista de serviço e iniciou-se de seguida a primeira viagem, na carreira 728.

Carro do Ano 2019 - CARRIS
Recorde-se que esta renovação de frota permitirá uma redução em cerca de 40% em emissões poluentes, indo assim ao encontro do compromisso assumido por uma cidade cada vez mais amiga do ambiente e pela saúde dos seus habitantes.

Já antes, a empresa lançou uma campanha de promoção aos novos autocarros, apelidada de "Carro do Ano 2019", campanha esta muito bem recebida graças à sua estratégia comunicativa, fazendo um paralelismo às habituais campanhas do comércio automóvel, pretendendo-se assim que sem créditos e taxas, se possa circular pela cidade de forma sustentável e amiga do ambiente.

Entretanto, recordamos também os nossos passageiros que dada a aproximação da quadra festiva, deverão estar atentos ao site oficial da empresa quanto às mudanças de horários em vigor, aproveitando igualmente para desejar a todos um Feliz Natal e próspero Ano 2019, com boas viagens e agora, mais cómodas, a bordo dos veículos da CCFL.

sábado, 1 de dezembro de 2018

O Eléctrico de Natal está de volta pelo 39º ano, mantendo a tradição e espalhando a magia do Natal

Lisboa inaugurou as iluminações de Natal no último fim de semana de Novembro, que vieram trazer mais cor e alegria às ruas da capital. No parque Eduardo VII foi instalada uma mega feira de Natal onde não falta a roda gigante. As tendas dos circos montadas nos locais habituais, já recebem centenas de crianças e famílias para os espectáculos de acrobacias, mas o Natal em Lisboa só fica completo com a chegada do Eléctrico de Natal, que começou este sábado a circular pelos carris de Lisboa, ainda que apenas para os colaboradores da empresa. Uma vez mais a Carris e a Carristur juntam-se para dar um colorido diferente entre a Praça do Comércio e Belém, espalhando igualmente sorrisos e muita alegria. 

Se durante a semana, as viagens estão reservadas para as escolas, já aos fins-de-semana e feriados, viaja nele quem quer ser guiado pelas ruas de Lisboa pelo Pai Natal guarda-freio, que por estes dias troca as renas pelos eléctricos do tipo 700, que durante o ano realizam serviço no circuito Tram Tour.

Recorde-se que esta é uma iniciativa que dura já há 39 anos. Decorado com grinaldas e azevinhos, o Eléctrico de Natal, este ano, com os seus tons dourados, realiza viagens com partidas da Praça do Comércio entre as 10h00 e as 18h30 com partidas a cada 45 minutos. A viagem conduzida pelo Pai Natal dura cerca de 1h15 e passa pela Praça da Figueira, Cais do Sodré, Av.24 de Julho, Calvário, Santo Amaro (onde está instalado o Museu da Carris) e Belém onde inverte a marcha rumo ao ponto de partida.
Os bilhetes são válidos para uma viagem e têm um custo de 8€ para adultos, e 4€ para as crianças. A YellowBus criou ainda um bilhete de família com um custo de 20€ para 2 adultos e 2 crianças e os clientes da companhia turística têm um bilhete disponível por 5€. Por cada bilhete vendido, 2€ serão doados à Operação Nariz Vermelho.

As viagens não têm paragens ao longo do trajecto e realizam-se nos dias 8 e 09 de Dezembro e prolongam-se depois entre 15 e 31 de Dezembro, com excepção para o dia de Natal (25 de Dezembro). Mais informações em www.yellowbustours.com  

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

10 anos de Diário do Tripulante


Começou no anonimato quando decorria o ano 2008. Rapidamente chegou ao destaque da blogosfera tendo dado origem a um livro com as melhores histórias aqui relatadas. Depois, o nome do blogue "Diário do Tripulante", deu igualmente nome às edições de autor de Rafael Santos, o tripulante deste diário. Depois de "Diário do Tripulante - As melhores histórias e aventuras" que esgotou, surgiu uma edição de autor mais direccionada para as viagens e descobertas da nossa cidade. Com uma paixão semelhante por Praga, o autor deste blogue decidiu inspirar-se num projecto de um fotógrafo checo que em 2004 fotografou "Lisboa e Praga aos olhos dos guarda-freios", querendo assim mostrar que passados mais de 10 anos, muito poderá mudar nestas cidades, menos a importância dos seus eléctricos. Assim surge em 2015 o livro que junta as duas capitais, "Lisboa e Praga de Eléctrico", com o apoio da Embaixada da República Checa e do Museu da Carris e da Dopravni Podnik Hl. Mesto Prahy.
O livro teve uma boa aceitação e no início deste ano foi lançada a sua 3.ª edição, assinalada com uma exposição fotográfica sobre os Eléctricos de Praga, que teve lugar na livraria Palavra de Viajante, em Lisboa. Mas a par desta 3.ª edição do livro que dá a conhecer as capitais portuguesa e checa, surgiu uma edição de postais também com a chancela das Edições do Diário do Tripulante. "Os Eléctricos de Lisboa - Livro de Postais" é uma colecção exclusiva de 8 postais num pack em forma de livro, ideal para coleccionadores. 
Ambos os livros encontram-se à venda no Museu da Carris e na livraria Palavra de Viajante, em São Bento. "Lisboa e Praga de Eléctrico" tem o custo de capa de 12.00€, enquanto que "Os eléctricos de Lisboa - Livro de Postais" tem o custo de capa de 5.00 €. 
No entanto para assinalar estes 10 anos na blogosfera, ao adquirir qualquer um destes exemplares através de um pedido para os endereços de email: livro.diariotripulante@gmail.com ou lisbonandpraguebytram@gmail.com, poderá beneficiar de um desconto de 10%* sobre o valor de capa. Os portes de envio são grátis para Portugal. 
*Promoção válida até 30 de Novembro de 2018, para compras exclusivas on-line através dos endereços acima indicados.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

25E: De Bollywood para o Corpo Santo só muda o estilo de Acção para Comédia

Hoje foi dia de madrugar e abrir a "loja" na 25E e faz tempo que não conduzia um eléctrico nesta carreira, sobretudo depois da queda de parte de um edifício em meados de Agosto deste ano. E se ontem o dia foi dedicado às filmagens dessa mega-produção de Bollywood, que está em Lisboa a gravar um filme ao estilo da "Missão impossível", do qual a produção não revela ainda o nome, o certo é que hoje o filme foi outro. A manhã até começou de forma tranquila para os lados da Rua de São Paulo sem as habituais interrupções. Primeiro, porque o estacionamento é agora reservado a residentes que têm conhecimento da passagem do eléctrico, e em segundo lugar porque também hoje decorriam filmagens mas para outra produção, porque na verdade Lisboa está na moda e os holofotes estão apontados a todas as colinas e praças da cidade. 

Mas fazer um serviço na 25E e não trazer uma história para contar, seria algo de estranhar e hoje não foi excepção. Após algum atraso, o eléctrico que seguia na minha frente, partia a meio da manhã dos Prazeres com bandeiras de destino "C.Santo", por indicação da nossa central de comando de tráfego e logo de seguida rumava eu em direcção à Praça da Figueira. E até aqui tudo bem. O pior mesmo foi quando chegámos ao Corpo Santo. Solicitada a paragem para entrada, um passageiro na faixa etária dos 40 entra pelo eléctrico dentro, como se de um foguete se tratasse, em direcção à rectaguarda do meu eléctrico. 

Alertei o passageiro em causa que deveria validar o título de transporte e o mesmo responde-me "Já validei!". Começava ali a cena de um filme que tanto poderia ser de acção, comédia ou ficção. «-Desculpe, mas entrou aqui directo à porta traseira sem dizer nem ai, nem ui e muito menos bom dia. E vi perfeitamente que não validou!» Mas o passageiro em causa, que muito devia à educação, insistia no discurso repetitivo a dizer que "já validei sim e não preciso tirar da mala para validar". Disse-lhe então que «-o senhor não é diferente dos restantes passageiros e se tem título de transporte deve validá-lo» .

Resultado de imagem para velha da bengalaRevoltado e já mais exaltado num tom de voz mais elevado diz-me que já tinha validado no eléctrico que tinha terminado no Corpo Santo e que não era obrigado a andar a correr para ir para a Praça da Figueira, porque a carreira 25E é da Figueira e não do Corpo Santo, dizia. Contei até três e expliquei-lhe que o eléctrico onde tinha entrado tinha bandeira de destino Corpo Santo. Se queria ir para a Praça da Figueira teria de apanhar um eléctrico com esse destino. Ele, após validar a custo o título de transporte, desce o degrau para a plataforma  da frente e insiste na questão "mas a 25E não é da Praça da Figueira? Então não é Corpo Santo." E lá lhe respondi «-Estamos conversados. Já lhe expliquei e o senhor só não entende porque não quer. Não adianta estar a falar mais.» 

E eis que entra a mudança de estilo de filme. Ele retira os óculos de sol para a testa e diz-me "não seja mal educado que se não partimos para a violência", e eu tive de lhe dizer que não estava a ser mal educado e que se ele não se acalmasse teria de partir lá para fora. A certa altura deste episódio, uma das passageiras, uma senhora já com alguma idade e de bengala sentada tranquilamente, mas pasmada com a situação, diz do seu lugar lá para a frente... «Deixe o rapaz que está a trabalhar e a fazer o trabalho dele!» E o passageiro em causa, já de tairoca calçada questiona, "mas a conversa já chegou à cozinha?" e a senhora sem papas na língua diz que "olha que eu sou velha mas ainda tenho força para te dar uma marretada com a bengala, vê lá mas é se respeitas parvalhão."

A risota foi geral e transformou toda aquela cena numa verdadeira comédia com o dito passageiro a ser enxovalhado por todos os restantes passageiros ao sair na Praça do Comércio. Terminando depois a viagem na Praça da Figueira com todos a despedirem-se com "um resto de bom dia, que vocês têm de ter uma paciência..."

E assim vão as viagens sempre hilariantes e diferentes pelas ruas da nossa Lisboa cinematográfica. Boas viagens a bordo dos veículos da CCFL...

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Lisboa está uma "tretinete" mas eu continuo a amá-la.


Modelo da Trotinete Elétrica Lime-S em Lisboa

O trânsito em Lisboa está uma verdadeira "tretinete" sobretudo se falarmos em mobilidade e facilitar o acesso aos transportes públicos. Sempre fui defensor de que esta junção entre a empresa de transportes que serve a cidade de Lisboa e a autarquia, fosse um bem essencial para o bom funcionamento de uma rede de transportes, e continuo a acreditar que seja. E prova disso mesmo, é o que acontece em grandes cidades europeias.

No entanto, o aumento substancial de viaturas privadas, nomeadamente nos prestadores de serviços como Uber's, Cabify's, Chauffeur Privé's, aos quais podemos juntar tuk-tuk's e serviços ocasionais, faz com que o trânsito em Lisboa seja cada vez mais caótico, porque a estes juntam-se os carros privados, que diariamente entram e circulam nas artérias da cidade.

Depois torna-se difícil cumprir horários, e quer autocarros quer eléctricos, acabam por chegar com atrasos ou com viagens encurtadas, o que causa sempre algum transtorno a quem neles se transporta. Mas Lisboa está de facto - e isso ninguém pode negar - mais bonita, mais verde e com mais espaços de lazer. Foram criados novos jardins e ciclovias. A GIRA foi um avanço fundamental na mobilidade sustentável dos habitantes da cidade nas suas deslocações, sobretudo nas avenidas novas e no eixo ribeirinho. Mas tudo isto é bonito e funcional quando rolam nos canais próprios. E se as bicicletas até se movem bem com o apoio da energia eléctrica, já o mesmo não se pode dizer das mais recentes trotinetes, que invadiram nas ultimas semanas as ruas de Lisboa. 

O veículo apesar de não ser tão seguro como a bicicleta, não é confortável para andar no empedrado e talvez por isso os seus utilizadores acabem por recorrer às vias reservadas aos automóveis. Os citadinos ainda vão conhecendo as artérias, e vão sabendo que as linhas dos eléctricos, por exemplo, têm de ser cruzadas e não atravessadas na diagonal, para que o destino não seja um valente trambulhão. Já os turistas que usam e abusam deste serviço à mão de semear, não olham a meios e surgem de todos os lados possíveis e imaginários, não respeitando as regras do serviço, nomeadamente quanto ao abandono após a deslocação. 

A cidade ganhou portanto em alguns pontos e veio a perder noutros. Lisboa parece agora uma cidade do vale tudo, com trotinetes espalhadas por todos os cantos e passeios, impedindo por vezes, a circulação de invisuais, quando há lugares assinalados onde as devem deixar após a utilização.  O excesso de licenças passadas aos tuk-tuk's fazem igualmente com que a zona central da cidade seja uma autêntica selva na caça ao cliente, nem que para tal, tenham de parar a meio da via, fazendo esperar quem vem atrás. Lisboa no que diz respeito à mobilidade e às novas tecnologias, digamos que está uma verdadeira "tretinete", mas ainda assim continuo a amá-la como antes. 

Foto:biskates.pt

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

A paragem do 24E mudou: "Aqui há rato..."

A semana começou bem cedo. A primeira viagem do 24E de hoje estava por minha conta e bem mais fresca do que estamos já habituados, embora estejamos quase no Natal. Sim no Natal, porque basta ver as carrinhas azuis dos Castros para sabermos que o Natal está mesmo aí a chegar. Mas quando pensava que iria ficar preso numa interrupção, até porque era a primeira vez que ia fazer a primeira viagem do dia na 24E, eis que a interrupção foi na Rua de São Paulo, ainda no trajecto de saída da estação para o Largo do Camões. 

Foi ainda assim, uma interrupção de curta duração. Duas chinesas surgem na janela de um prédio, admiradas por verem um eléctrico parado ali mesmo à porta, quando o relógio ainda apontava as 06h25. De pijama e numa correria surgem na rua. Uma para estacionar melhor o carro e a outra para ajudar a estacionar. Pediram imensa desculpa, mas disseram que não sabiam estacionar e que não sabiam que o eléctrico passava tão cedo. Foram honestas! O eléctrico prosseguiu e lá cheguei ainda a tempo de fazer a partida das 07H00 rumo a Campolide.

Mas hoje na 24E a manhã foi cansativa, num chega e vira constante, dado o trânsito e a quantidade de passageiros transportados, que tem vindo a aumentar. Mas o que me chateia de facto nesta carreira, é apenas o facto de não ter um terminal em condições para os lados de Campolide. As pessoas não têm um abrigo e mal vêm o eléctrico chegar, ainda mal os passageiros acabaram de sair da viagem anterior e já estão os outros do lado de fora, a bater à porta para entrar. Depois reclamam muito com o facto de estarem ao sol ou ao frio, como se fosse culpa do guarda-freio não ter ali uma paragem. 

E por falar em paragens, já não se pode usar aquele termo que aqui já foi referido, da paragem do Rato ser na "cochinchina". Na verdade o termo devia-se não só ao facto da mesma ficar longe do Largo do Rato, mas sobretudo porque estava à porta de um restaurante com esse nome. Agora a paragem foi recuada para o candeeiro anterior, estando mais próxima do Largo do Rato, mas ainda assim, a satisfação dos passageiros não é total. 

Uns porque estão na paragem anterior e o eléctrico pára antes... Outros porque dizem que não avisaram nada, e outros ainda, porque dizem que a paragem devia ser era juntamente com a do 758. Hoje aquele troço da Escola politécnica parecia portanto, um carreiro de baratas tontas, à procura da paragem, mas nunca o guarda-freio pode estar certo do local da paragem, a confirmar pelo comentário de uma passageira ao entrar após uma curta corrida... «você já não sabe onde tem de parar o eléctrico?» , ao que respondi: «Sim sei, é nas paragens, e foi o que fiz....» Convicta de que tinha razão, a senhora questiona «então e não sabe que a paragem é na Mercedes?».... Esclareci: «Basta olhar para o postalete e ver onde é a paragem minha senhora», disse. Ela espreitou pela porta que entretanto já se fechava e meio corada disse: «Queira-me desculpar, não tinha visto que tinham mudado a paragem!» É caso para dizer que "Aqui há rato..." 

terça-feira, 18 de setembro de 2018

146 Anos: Parabéns Carris!

A casa onde trabalho está de Parabéns! A Carris comemora esta terça-feira, 146 anos de vida desde que foi fundada em 18 de Setembro de 1872 no Rio de Janeiro. A Companhia Carris de Ferro de Lisboa, introduziu na cidade o então moderno sistema de transporte, composto por carris instalados na via pública por onde circulavam carruagens puxadas por animais – os chamados «americanos», que tornaram mais cómodas as viagens até então realizadas noutras carruagens que não evitavam o mau estado das vias por onde passavam. E um ano depois era então inaugurada a primeira linha de carros «americanos», entre Santos e Santa Apolónia.


Depois dos Americanos vieram os eléctricos a 31 de Agosto de 1901 e seguiram-se depois os autocarros nos anos 40 adquiridos para serviço à Exposição Mundial que se realizou em Belém. Ao longo dos anos, construíram-se novas estações, e apostou-se fortemente na renovação da frota o que fez com que a Carris tivesse obtido a certificação em 2006. Até ao ano de 2011 a Carris vinha então, continuando a apostar na melhoria do serviço, com a vinda de novos autocarros, mas esquecendo um pouco a aposta nos eléctricos. Na verdade foram eles o ponto de partida da Carris e são neles que a maioria das cidades europeias aposta. Não posso deixar no entanto  de referir, que actualmente a gestão da Carris está a cargo da Câmara Municipal de Lisboa, que tem vindo a apostar no modo eléctrico, e reflexo disso, foi no decorrer deste ano o regresso do eléctrico 24E, após ter sido suspenso há 23 anos atrás. Nos planos próximos estão o prolongamento da 24E ao Cais do Sodré e do 15E a Santa Apolónia a este e à Cruz Quebrada a oeste. 

No próximo mês entrarão ao serviço os novos autocarros movidos a energias mais amigas do ambiente e será lançado o concurso público de aquisição dos novos eléctricos. A Carris está assim a rejuvenescer a sua frota, mas também os seus quadros, com a contratação de novos tripulantes, para poder responder aos seus objectivos, que é servir cada vez mais e melhor a população da cidade de Lisboa.  

Parabéns Carris!

domingo, 16 de setembro de 2018

A história voltou às ruas de Lisboa com o Desfile de Eléctricos do Museu da Carris

Teve início este domingo, a semana europeia de mobilidade sob a temática "Combina e Move-te". Organizada pela Câmara Municipal de Lisboa, estas iniciativas que convidam a uma mobilidade mais sustentável, tiveram uma vez mais a participação da Carris, até porque esta semana, a empresa celebra mais um aniversário, já no próximo dia 18 de Setembro, e são já 146 anos de vida. "Desfile de Eléctricos - Passeio com História" foi o evento que a Carris em cooperação com o Museu da Carris decidiu apresentar nesta semana da mobilidade que decorre em Lisboa até ao próximo sábado, 22 de Setembro. 

Com partidas de Santo Amaro às 11h e às 16h, os eléctricos que outrora percorreram as ruas da capital transportando milhares de passageiros, voltaram assim a ganhar vida, porque habitualmente estão estáticos no Museu, de onde já não saiam desde 2008, quando teve lugar o último desfile de Eléctricos em Lisboa.  Assim, os icónicos eléctricos 283, 444, 330, 508, 535, 802 e o 2 foram o centro das atenções de quem conseguiu um ingresso ou simplesmente de quem ficou a vê-los passar. 

Não se sabe quando será o próximo desfile até porque o último tinha ocorrido há 10 anos atrás, mas o certo é que os passageiros gostaram e reviveram certamente muito do passado da cidade de Lisboa e do meio de transporte que a move.  

Impossibilitado de marcar presença no desfile, o Diário do Tripulante acompanhou a saída do cortejo matinal, e registou através de algumas fotografias o momento em que o público entrou a bordo para uma viagem com história e saudade entre Santo Amaro e a Praça da Figueira, que contou com a excelente colaboração da Polícia Municipal que fez a escolta do Desfile de Eléctricos da Carris. Esperemos portanto que para o ano haja mais e que seja cada vez melhor...








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