sexta-feira, 15 de abril de 2016

[Off Topic]: "Do Dafundo ao Poço Bispo - Uma História sobre carris" de Luís Cruz-Filipe apresentado em Lisboa

Ao fim de 28 anos de investigação, Luís Cruz-Filipe autor da conhecida página "a minha página carris", decide transcrever para o papel alguns dos dados recolhidos ao longo de anos acompanhado de imagens e mapas inéditos. Nascido em Lisboa, o autor que é licenciado em Matemática Aplicada e Computação pelo IST e doutorado pela Universidade de Nejmegen na Holanda, interessa-se pela história da Carris desde cedo, e apresenta agora numa edição de autor uma obra ilustrada com 250 fotografias de diversos autores, várias inéditas e mais de uma centena de mapas.

Contribuíram para este resultado, o acesso a diversos arquivos entre os quais e numa fase final, o do Museu da Carris. A apresentação do livro que decorreu esta sexta-feira no Museu do Carmo em Lisboa, esteve a cargo da Drª. Elisa Cunha do Departamento de Transportes e Logística da Escola Náutica Infante Dom Henrique, e foi entre túmulos que se desenterrou de forma aprofundada, factual e contextualizada, a história das carreiras de eléctrico da Carris, perante amigos, convidados e entusiastas deste meio de transporte tão característico da cidade das sete colinas. 

Enquanto autor do Diário do Tripulante, mas sobretudo como amigo, estive presente na cerimónia da apresentação do livro para o qual foi uma honra poder disponibilizar algumas imagens nele presentes, entre as quais a da capa. O livro pode ser adquirido nesta fase inicial, directamente com o autor, através do endereço lcfilipe@gmail.com 

Com um preço de venda ao público de 35.00€, o livro será enviado por correio com custos adicionais dos portes de envio. 
Para os que não puderam estar presentes, poderão visualizar uma pequena entrevista que em colaboração com a Webrails.tv efectuei ao autor após a sessão de apresentação do livro.




domingo, 13 de março de 2016

Sugestão do Tripulante (15): Com o 25E até ao Museu da Marioneta "mergulhando" no cinema de animação Monstra 2016

A 15.ª Sugestão do Tripulante não é apenas direccionada para adultos. Os mais novos também vão gostar certamente de o acompanhar. À boleia do eléctrico 25E que actualmente liga a Praça da Figueira aos Prazeres devido às obras de requalificação do Campo das Cebolas, sugiro uma viagem até Santos-o-Velho onde está localizado o Convento das Bernardas, que com a saída das freiras abriu-se a vários inquilinos. Primeiro deu espaço ao Colégio Académico de Lisboa e mais tarde foi moradia de quase duzentas famílias de pescadores e varinas oriundas da zona de Aveiro. O espaço do claustro era usado para reparar cascos dos barcos e cozer as redes. Já na capela funcionava o Cine-esperança, uma sala de espectáculos e cinema. Em 2001 após remodelação por parte da Câmara Municipal de Lisboa, o Convento adquiriu os contornos de hoje. Os andares superiores continuam a albergar famílias. Na antiga cozinha funciona o restaurante «A Travessa» e há ainda uma colectividade local no convento. No restante espaço funciona o Museu da Marioneta, onde recai esta sugestão de visita. 

O Museu da Marioneta

Fica a 250 metros da paragem do eléctrico 25E, bem  próximo da embaixada de França. No bairro de Santos, o Museu da Marioneta, que outrora teve lugar no Largo de São Tomé, está de portas abertas desde 2001 no Convento das Bernardas, depois de ter sido criado em 1987 pela Companhia de Marionetas de São Lourenço. Actualmente está sobre gestão da EGEAC, EEM e Câmara Municipal de Lisboa.

É o primeiro e único espaço museológico, no panorama nacional, inteiramente dedicado à interpretação e divulgação da história da marioneta e difusão do teatro de marionetas, percorrendo a história desta fascinante forma de arte através do mundo, apresentando os diferentes tipos de marionetas e as diversas abordagens que elas permitem, com especial relevo para a marioneta portuguesa.

O espólio do museu tem vindo a ser progressivamente alargado e diversificado, ilustrando as diferentes formas teatrais que derivam de tradições antigas ou emergem de procuras artísticas contemporâneas, explorando novas formas, novos materiais e novas técnicas. Tal alargamento só foi possível com a participação de diferentes personalidades, autores, coleccionadores e marionetistas que, connosco, abraçaram este projecto, dando o seu inestimável contributo através da cedência dos seus espólios, aos quais o Museu agradece reconhecidamente.

Numa primeira fase, mantivemos o acento tónico no universo nacional, podendo-nos orgulhar de integrar uma das mais significativas e completas colecções de marionetas tradicionais portuguesas. Desde finais de 2008, alargamos agora as portas ao mundo com o acolhimento, em depósito, da excepcional e vasta colecção de marionetas e máscaras do sudeste asiático e africanas do coleccionador Francisco Capelo.

Exposição Temporária Cinema de Animação - Monstra 2016
"A Pequena da peixaria" de Jan Balej

Até 30 de Abril de 2016 pode também visitar de forma gratuita a exposição inserida no festival Monstra 2016- FESTIVAL DE ANIMAÇÃO DE LISBOA que regressa ao Museu da Marioneta, com uma exposição com os cenários e personagens do filme de animação LITTLE FROM THE FISH SHOP, de Jan Balej. 

LITTLE FROM THE FISH SHOP é uma exposição temática, com os bonecos originais e os cenários autênticos usados na produção do filme «Little from the Fish Shop». É a oportunidade para conhecer as verdadeiras «estrelas de cinema» e vê-las em acção, numa exposição interactiva, que permite explorar os bastidores de um filme de animação e perceber como funciona a técnica stop motion.

O conjunto de peças e marionetas resulta do trabalho de Jan Balej, também diretor e co-argumentista do filme. 

O filme «Little from the Fish Shop» é uma animação em stop motion, que combina marionetas e animação digital. Esta adaptação moderna do conto «A pequena Sereia», de Hans Christian Andersen, aborda uma poderosa história de amor não correspondido e os valores da sociedade de hoje. O Rei do Mar e sua família, incluindo a nossa heroína, são forçados a abandonar as águas profundas de sua casa e mudar para o porto de grande cidade, onde um grande amor se enraíza…

Informações úteis:

Horário

3ª a Domingo - 10h-13h | 14h-18h | últimas admissões: 12h30 e 17h30 | Em dias de espectáculo até ao seu início

Preços

Museu
5€Entrada no Museu
1,5€Grupos escolares e crianças até aos 5 anos de idade
3€
 
 
 
13€
 
 
Outros Descontos
 
Menores de 30 anos
Reformados e pensionistas >65 anos
Grupos organizados
Familias (dois adultos e duas crianças) “Bilhete Familiar”

Portadores do “Lisboa Card”
Outras entidades, de acordo com o estabelecido em protocolo celebrado com o Museu (ACP, Carristur, Cityrama, Lisboa Card)
IsentosVisitantes ao Domingo de manhã
Crianças até aos 2 anos de idade, quando acompanhados por familiares; Professores quando acompanham grupos de alunos
Profissionais da Comunicação Social e guias-intérpretes em exercício de funções
Membros do ICOM e APOM
Amigos, doadores, mecenas e patrocinadores


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

O orgulho da marca Carris de outros tempos em semana atípica...

Há muito que por aqui não tenho passado e não porque não hajam histórias para contar. Apenas porque vou sendo vencido pelo cansaço e porque o tempo disponível não é o de outros tempos, porque voltei a estudar checo e as aulas acabam por ocupar parte desse tempo, à semelhança de outras actividades entusiastas ligadas aos eléctricos. Depois das viagens românticas dos dias dos namorados em que inúmeros casais aproveitaram a tarde para ir comer um pastel de Belém, veio o meu regresso à 28E nestes últimos dias em que a carreira tem andado como se diz na gíria... "insuportável". A Páscoa está à porta mas as enchentes da época já se fazem sentir e não há carros que cheguem para tanta gente.

Se no Martim Moniz, continuam as filas a aumentar porque a maioria quer lugar sentado, já ao longo do trajecto as filas vão diminuindo porque há sempre lugar para mais um. Empurra aqui, aconchega ali e lá se vai andado tipo sardinha em lata. Quase amassado, lá vou prosseguindo no movimento constante da manivela ora para ligar, ora para cortar a corrente aos motores, para que se vá vencendo os declives desta cidade de colinas.

Confesso que gosto muito do que faço, mas não posso esconder que ando a ser vencido pelo cansaço e pelo turismo de ponta a ponta. E perguntam vocês o que é esse turismo de ponta a ponta... Pois bem é aquele que vai do Martim Moniz aos Prazeres e dos Prazeres ao Martim Moniz com um único fim. Dizerem que andaram no tram 28 e que viram toda a Lisboa quando nem viram um terço. Dizerem que ficaram com os bolsos mais vazios ou que tiveram a sorte de não serem sorteados. Os amigos do alheio falam cada vez menos português mas tiram qualquer português do sério, mesmo aqueles que conduzem todas as nacionalidades com um horário pré-estabelecido que não se consegue cumprir, muito graças aos tampões criados por estes na entrada dos eléctricos. 

Os atrasos sucedem-se e se quem está do outro lado a gerir a carreira perde o fio à meada, então temos pano para mangas, sobretudo quando nos fazem perguntas do género «porque é que anda atrasado?», não vale a pena responder, porque quem não entende um atraso de um eléctrico dificilmente vai compreender o porquê do mesmo se atrasar... Resta-nos como dizia o actor português António Silva na rábula «A culpa é da Carris», ajudar e colaborar...

Mas deixando o presente de parte, vamos ao passado à boleia da passageira que esta tarde se transportou no 28E. «Boa tarde ò senhor.. diga-me lá uma coisa... que sabe, eu era mulher de um colega seu graduado da Carris, que infelizmente já faleceu de repente....» Sim diga... «Sabe se a Sé está aberta? É que venho com estas três amigas da Figueira da Foz que somos de lá, mas ainda temos casa cá mas não venho cá há tanto tempo que não sei como está isso dos bilhetes...»

Dos bilhetes? Questionei eu. «Sim, tenho o passe de mulher do graduado da Carris, mas esses ladrões que lá estiveram disseram que iam tirar... Afinal não sabemos porque esta amiga está manca. Não pode andar, também lhe morreu o filho há pouco tempo coitada. (ao mesmo tempo que a amiga reportava "esteja calada com isso senhora, vamos lá noutro dia...) e gostava de lhe mostrar a cidade, está a ver?»

A senhora parecia ligada à corrente e na distância entre a paragem de São Vicente e das Escolas Gerais, já me tinha contado a vida toda sem que lhe tivesse perguntado nada. «Foram bons temos os que o meu marido viveu nesta companhia. Desejo-lhe saúde e a mesma felicidade aqui que o meu marido teve. Muita saúde é o que lhe desejo...» 

E lá foi ela dar a conhecer a Sé e a Igreja de Santo António, «aquela onde casam as noivas...», dizia.

E assim vão as viagens no presente e ao passado a bordo das "casinhas" amarelas da Carris...

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Na 25 acontece de tudo e do mais inesperado!

Hoje aconteceu-me algo inédito... na carreira 25E acontece mesmo de tudo e do mais inesperado. Uma passageira entra na paragem da Bica com destino Praça da Figueira e ao validar dá um passo atrás e cheira-me o casaco/pescoço, mas fazendo questão de chamar a atenção com o som da inalação... Surpreso coma situação, olho para a jovem pensando ser alguém conhecido. A passageira abre-me os olhos e diz: "Era para ter a certeza que este perfume agradável era seu, é que mal entrei cheirou muito bem e está confirmado!" E fiquei literalmente sem saber o que lhe responder... fechei a porta e segui viagem.

Já numa outra viagem, na paragem do Canas também com destino à P.Figueira, entram dois passageiros e questionam: "É o 25 não é?" e esclareço: exactamente! E eles acrescentam: "É que diz lá Praça da Figueira!" E diz muito bem, é para lá mesmo que vai!  

sábado, 9 de janeiro de 2016

Uma forma diferente e cantada de conhecer Lisboa a bordo dos eléctricos...

Está encontrado aquele que promete ser o sucesso musical deste ano de 2016, sobretudo para quem anda sobre carris. Inserido no projecto cbbc criado no Reino Unido, Emeli Sande apresenta mais uma paródia musical com base nas músicas de Mark Ronson and Bruno Mars' 'Uptown Funk'. A música além de divertida apresenta aquele que é o mais emblemático transporte da capital portuguesa e só isso é suficiente para que aqui tenha lugar reservado este êxito musical muito bem conseguido a bordo  das «casinhas» amarelas da Carris.

Clique no play and enjoy de music...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

É tudo uma questão de «chip avariado»...

Há muito que aqui não trazia uma história vivida a bordo de um dos autocarros da Carris, até porque apenas ocasionalmente os conduzo, desde a minha transferência da Musgueira para Santo Amaro, contudo hoje transcrevo aqui uma história digna de registo e que prova que nós tripulantes, temos mesmo de estar preparados para o mais inesperado. 

A situação passou-se a bordo da carreira 735 a caminho do Cais do Sodré quando na Avenida de Roma mesmo junto ao Hospital Júlio de Matos, uma senhora com os seus 50 anos, a quem passamos a chamar de Estrela, entra e após o reinício da marcha do autocarro questiona o motorista sobre a sua validação. Admirado com tal questão, até porque não tinha visto nada passar na máquina, nem tão pouco ouvido o som do validador, o motorista questionou... «Mas validou o quê?!» ao que Estrela de imediato terá respondido: «O meu passe!»

Estranhando a conversa, o motorista sugeriu então para «passar o passe novamente para verificar», e a senhora Estrela não terá perdido tempo, encostando o seu dedo no validador mesmo na zona vermelha. «Mas a senhora não passou nada, apenas encostou o dedo!», disse o motorista. E a senhora Estrela explicou: «Sabe, eu tenho um chip no dedo...» Enquanto o passageiro que viajava sentado no primeiro lugar do autocarro se ria perdidamente, o motorista do 735 contendo a gargalhada lá lhe disse «então deve ter o chip avariado, é melhor ir tratar dele para poder viajar sem problemas».

Acatando a sugestão, a senhora Estrela disse «vou já tratar disso», saindo imediatamente na paragem seguinte em Alvalade. A viagem da senhora Estrela foi curta, mas certamente que motivou conversa para o resto da viagem e provou que o tripulante da Carris tem mesmo de estar preparado para o mais improvável, porque quando as portas do autocarro se abrem, tudo pode mesmo acontecer.

E assim vão as viagens a bordo dos amarelos da CCFL... 

[n.d.r.]: Esta história foi transcrita graças à colaboração do tripulante Rogério Dias, que foi o interveniente na história.



terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Mudou o ano, mas não as perguntas...

E cá estamos nós em 2016, o ano que promete ser de recuperação após longos anos de esforço. É altura de se ouvir dizer muitas promessas como «é este ano que vou dar um novo rumo» ou «é este ano que vamos melhorar», fazem-se os habituais planos da dieta após as festas, as idas ao ginásio ou a aprendizagem de um novo idioma, mas há coisas que nunca mudam. Além da fila interminável no Martim Moniz em busca do 28E e de um lugar sentado, há aquelas perguntas básicas.

«Vai para o Castelo?»
«Como faço pr'a pagar?»
«Vai para Belém?»
ou....
«Sabe a que horas vem o próximo eléctrico?»
«Sabe a que horas fecha o MiniPreço?»

Há de tudo e para todos os gostos, que juntas e repetidas várias vezes ao longo do dia, deixam a cabeça de quem quer que seja, feita em água. E por falar em água, essa tem sido visita habitual na ultima semana, com chuva intensa, o que causou algum caos e os consequentes atrasos que deixam as pessoas impacientes e prontas a descarregar com quem menos culpa tem no cartório, o guarda-freio claro está!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

É Natal: As portas encantadas para o perigo...

É Natal! É Natal! A simpatia volta às ruas, depois de estar quase todo o ano recatada entre rostos que num entra e sai constante por vezes nem uma saudação proferem. As ruas enchem-se de carros. Há um movimento constante de pessoas nas ruas com sacos nas mãos. Os transportes atravessam o centro num pára-arranca constante. Os horários, esses passam a ser meramente indicativos e por vezes nem a hora da recolha é cumprida. Poucos se importam por tal facto, mas muitos reclamam. Reclamam com razão e sem razão. A cidade não facilita o uso do transporte embora todos os anos lembre a 22 de Setembro que seria importante dar mais uso ao transporte público, mas tudo não passa de campanhas publicitárias e muitas vezes políticas. 

Fecham-se ruas, fazem-se corridas, ligam-se as luzes e fazem-se projecções. O que interessa é colocar o povo na rua, mesmo que para lá chegarem tenham de estar horas intermináveis numa saturação que leva muitas vezes, a uma tarde ou noite para esquecer. À semelhança de outros anos, a Câmara Municipal de Lisboa, decidiu uma vez mais dedicar esta quadra às crianças com projecções de vídeo mapping na fachada principal da Praça do Comércio e o perigo voltou mesmo que lhe chamem "as portas encantadas". Mas afinal que encanto terá assistir a um espectáculo correndo o risco de ser atropelado por um carro?

Onde está a segurança? Policiamento zero, barreiras zero, e uma multidão de gente que perante uma praça enorme prefere estar a assistir como no cinema, na primeira fila. O eléctrico tem dificuldade em passar porque o som da projecção está tão alto que o toque da campainha alertando da sua chegada é abafado. As pessoas de olhos colados nas fachadas ignoram o que se passa em redor. Ignoram a campainha do eléctrico e até mesmo o movimento deste. Afinal de contas o espectáculo é de borla e há que aproveitar, os outros que esperem. As crianças sentam-se no lancil com as pernas para os carris onde o estribo do eléctrico passa a centímetros. Resta parar e atrasar mais uma viagem. 

O trânsito fechado na Ribeira (do caus) das Naus é desviado para a Rua do Arsenal e as filas prolongam-se por quilómetros. As ambulâncias que se dirigem para o hospital de São José, demoram eternidades a lá chegar, mas o que interessa é a festa, é o povo na rua e as ruas fechadas. 

O espectáculo acaba e as paragens enchem de imediato como de um final de jogo de futebol se tratasse. Entram com pressa para chegar a casa, ora porque está frio, ora porque têm o jantar para fazer. Não interessa o que já empataram aos outros, interessa sim reclamar e questionar porque demorou tanto o eléctrico a chegar. Dizem que todas as semanas há atrasos, que todas as semanas têm de ficar a meio da viagem ou esperar mais de trinta minutos. Depois se chegam dois eléctricos, e se o primeiro vai encurtado, perguntam o que se passa afinal. Dizemos que houve uma interrupção e respondem-nos: «já o seu colega da frente deu a mesma desculpa!» Ora bolas então se já tinha perguntado ao colega da frente, porquê veio perguntar novamente? «Era para ver se batia certo». E lá estamos nós novamente como os maus da fita. 

Depois estranho ou talvez não, a passividade de várias entidades. Afinal o INEM ainda não foi capaz de alertar que podem perder-se vidas a caminho de um hospital? A Carris ainda não alertou para os prejuízos constantes das viagens que ficam por se realizar? Ninguém referiu ainda a falta de segurança durante estes espectáculos, onde não há barreiras a separar o trânsito das pessoas nem muito menos policiamento? Mas que capital é esta onde as corridas se fazem no centro e no meio dos carros que circulam com precaução?!

Vale a pena pensar nisto! Boas Festas...

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