segunda-feira, 21 de setembro de 2020

[Off Topic]: Uma visita virtual ao Museu dos Transportes de Praga à boleia do Honest Guide

Honza e Janek são os mais conhecidos guias turísticos da República Checa, na Internet. Começaram por criar vídeos com sugestões e conselhos e o sucesso foi tal que deu origem a um guia turístico da cidade de Praga. Nesta semana Europeia da Mobilidade, Honza acaba de divulgar um vídeo onde nos dá a conhecer o Museu da empresa de transportes públicos de Praga, local que já visitei mais de 5 vezes e que aconselho sempre a quem visita a capital da República Checa. 

Em tempos de pandemia, nada como aproveitar então esta boleia do canal Honest Guide no Youtube e mergulhar na evolução dos eléctricos da Dopravny Podnik Hl. Města Prahy, que por sinal tem uma história muito semelhante à da Carris, como aliás escrevi no livro "Lisboa e Praga de Eléctrico", cujo a 3ª edição está prestes a esgotar. 

Deixemos então de palavras e vamos viajar até Strešovice, a 10 minutos do Castelo de Praga, a maior sede de governo da Europa. 


sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Parabéns Carris! : Em ano de pandemia, os 148 anos da Carris celebrados da forma que é possível...

E  de repente contamos 148 anos. A Carris está hoje de parabéns. F
undada no Brasil, a 18 de Setembro de 1872, desde então muito mudou. Se inicialmente os serviços de transportes começaram por carros puxados por animais, os "americanos", vieram mais tarde os eléctricos a 31 de Agosto de 1901 e seguiram-se depois os autocarros nos anos 40 adquiridos para serviço à Exposição Mundial que se realizou em Belém. A empresa foi crescendo, e acompanhando o crescimento surgiram novas estações e foi-se ao longo dos anos apostando na renovação da frota, que possibilitou em 2006 à obtenção da certificação. 

Ate 2011 a Carris continuou a sua aposta na melhoria do seu serviço, quer com a renovação de quadros humanos quer com a renovação da frota de autocarros. Contudo, nos últimos anos com a passagem da gestão da empresa para a autarquia, a aposta virou-se para as energias renováveis, com a chegada dos novos autocarros a gás e com um regresso da aposta nos eléctricos, como foi o caso da reabertura da carreira 24E há três anos e a chegada dos novos autocarros eléctricos. 

Mas este aniversário marca também a forma como a empresa deu resposta à pandemia que tomou conta do mundo, trazendo uma nova realidade que todos desconhecíamos e para a qual não estávamos preparados. Com perdas na receita avultadas, à semelhança de todas as empresas, a Carris não pôde no entanto parar e esteve na linha da frente. As entradas passaram a efectuar-se temporariamente pela porta traseira, e dispensou-se a validação, de forma a evitar o contacto e manter o distanciamento com o pessoal tripulante. Os eléctricos habitualmente repletos de turistas, passaram a andar vazios e com os poucos portugueses que também não pararam. As ruas da cidade desertas espalharam a angustia e o medo por vezes quanto a este vírus. 

Veio depois o retomar as actividades económicas e uma vez mais a Carris teve de se preparar para enfrentar a nova realidade. Um ano sem dúvida atípico e que certamente jamais será esquecido, mas que queremos que termine rápido para podermos festejar de outra forma os 149 anos. Recorde-se que se no ano transacto o aniversário trouxe ás ruas os veículos que contam a história desta centenária empresa, este ano isso não acontecerá devido à Covid-19.

Também este ano a habitual cerimónia do aniversário da Carris, não terá lugar. A empresa optou por se dirigir aos seus tripulantes através de uma mensagem digital enviada pelo seu presidente do Conselho de Administração. Pouco mais há a dizer sobre esta comemoração que se queria certamente de outra forma que não esta, mascarada a esconder o sorriso de quem celebra 148 anos de vida. 

Parabéns Carris! 148 Anos a servir a população de Lisboa. Obrigado por viajar na nossa companhia. Boas viagens...


sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Renovação do CAM: Uma semana para relembrar os conhecimentos e conhecer as alterações do novo Código da Estrada

De volta à sala anos depois, é sempre com prazer que participo nestas acções de formação ministradas pela Academia de Formação da Carristur. Desta feita, o regresso às instalações de Cabo Ruivo, tal como aconteceu em 2007 quando ali dei os primeiros passos nesta carreira profissional como motorista de transportes públicos, deveu-se à formação necessária para a renovação do CAM/CQM, o cartão que nos permite exercer a profissão no transporte de passageiros, além da carta de pesados de passageiros. 

E esta sexta-feira culminou então com o fim desta semana de formação, onde foram abordados temas como a actualização do código da estrada, com o respectivo reconhecimento dos novos sinais de trânsito, a mecânica e electrónica, sinistralidade,  as relações interpessoais e regulamentação laboral. Uma semana de partilha e recepção de conhecimentos e vivências do dia-a-dia na condução do transporte público. 

Todas as estações da Carris estiveram representadas através dos 14 tripulantes que participaram nesta acção de formação, que à semelhança das anteriores, foi bastante produtiva, muito graças ao dinamismo e conhecimento transmitido pelos formadores aliados à participação do grupo. 

Foi uma semana longe da rotina do abrir e fechar portas, do vender bilhetes e responder a perguntas, mas obrigados a cumprir as regras que parecem ter chegado para ficar, pelo menos até que a pandemia esteja controlada. O uso de máscara e o distanciamento social não faltou nesta formação que decorreu num ambiente típico que caracteriza esta família que é a Carris, com a certeza que aprendemos sempre algo de novo no fim destas acções de formação. 

Agora o merecido descanso de dois dias para o regresso à realidade, onde voltamos a colocar em prática os conhecimentos adquiridos em sala, para que sejamos os melhores tripulantes a desempenhar funções naquela que queremos que seja sempre a melhor empresa de transportes do país. 

Boas viagens a bordo dos veículos da CCFL! 

domingo, 30 de agosto de 2020

E assim vai Lisboa numa nova normalidade fora do normal...

Naquele que continua a ser um ano atípico devido à pandemia, o fim de Agosto começa a trazer um crescente número de turismo. Os eléctricos voltam a andar repletos de turistas num vai e vem constante como se não houvesse amanhã. Todos querem após o confinamento, viajar a bordo das casinhas amarelas da capital portuguesa, em busca de ruas e ruelas desconhecidas, miradouros e praças onde tudo tem de ser registado fotográficamente.

As filas para o 28E voltam a formar-se nos pontos mais movimentados, como os casos do Martim Moniz, Camões, Estrela ou Prazeres e se muitos dos que nos procuram tentam minimizar os custos da pandemia cumprindo as regras e comprando antecipadamente os bilhetes, outros há que, ou entram sem máscara ou que entram já com uma nota grande pronta a receber um bilhete de volta e muito troco, ou não fosse o dinheiro uma das coisas mais sujas do mundo. Há de tudo e para todos os gostos, e até há aqueles que insistem em não querer sair no terminal, como aliás desde sempre me recordo existirem, como se fossem eles os ditadores das regras e todos os outros estivessem errados.

Ainda assim, tenho que destacar o aumento do turista nacional, aquele que aproveita um fim-de-semana ou umas curtas férias para conhecer melhor o seu país e claro está, Lisboa não é excepção. Embarcam no 15E em busca do famoso Pastel de Belém, o tal que só é bom na hora, mal sabendo muitos deles que ali tão perto no Cais do Sodré há a Manteigaria, com semelhante iguaria pronta a comer e chorar por mais.

Mas muito veio mudar esta pandemia que abalou o mundo. Muitos foram os espaços que encerraram ao longo do trajecto por onde vou passando, qualquer que seja a carreira, numa cidade cujo centro se virou nos últimos anos para o turismo. Há na cidade zonas completamente descaracterizadas ou desertas, ao mesmo tempo que novos espaços surgem com a esperança de dar um novo fôlego à cidade que não dorme.  

E porque o Covid-19 veio implementar uma nova normalidade, também a Feira do Livro de Lisboa, realiza-se este ano em finais de Agosto no local do costume, o Parque Eduardo VII, onde ficará até 13 de Setembro. Uma oportunidade para editores e livreiros reduzirem o impacto da crise que se instalou devido ao vírus que obriga também no recinto da feira, a que os seus visitantes usem máscara e desinfectem regularmente as mãos, conforme já é prática na maioria dos espaços públicos.

À porta está também o mês de Setembro, e com ele vem a celebração dos 148 anos de vida da Carris, e muitos têm sido as mensagens que têm chegado ao Diário do Tripulante, com a questão referente à realização ou não do desfile Anual dos Eléctricos do museu da Carris. Pois por enquanto ainda não há certezas quanto à realização ou não do referido desfile pelo que sugiro estarem atentos ao site oficial da Carris e do Museu da Carris. 

Assim sendo, resta-me desejar a todos os que têm questionado a ausência de novos post's aqui no blogue, uma boa viagem a bordo dos amarelos da Carris, na esperança que tudo isto passe rapidamente para que possamos voltar a ter um contacto mais normal com todos e novas histórias a cada viagem. 

sábado, 11 de julho de 2020

Regresso da normalidade na nova normalidade


Empresário cansado trabalhando com bateria fraca | Vetor PremiumE no meio da nova normalidade, regressam os turistas. E com eles vem a chico-espertice dos que querem entrar à borla ou dos que pensam que a gola da t-shirt serve de máscara. Numa era em que todos nos tentamos proteger do vírus, nem que seja através de uma falsa sensação de segurança, aliadas às regras impostas pela DGS, ainda há quem leve tudo isto numa brincadeira, ignorando tudo e todos como se fossem donos do mundo. Começou a "tourada" ou melhor, recomeçou porque se há coisas que o vírus não mudou foi a estupidez humana e acreditem, não estou a ser demasiado rude, mas contra factos não há argumentos. 


Do distanciamento social não cumprido, à tradicional máscara nos queixos e ao bilhete de uma viagem que julgam dar para o dia inteiro, há de tudo e para todos os gostos, numa 28E perto de si. O calor aperta, a paciência acaba por se evaporar e depois o complicómetro de muitos começa a disparar, numa manhã que tudo tinha para ser tranquila, sem a tradicional feira da ladra, suspensa devido ao covid-19, e que terminou de forma atribulada.

Porque como se não bastasse o regresso dos turistas que querem andar no 28 como se não houvesse amanhã, o sistema de controlo de tráfego também não quis ajudar, o que fez com que se juntassem mais de 6 eléctricos da carreira numa interrupção, onde as comunicações parecem também elas terem entrado em confinamento. Dias difíceis nesta nova normalidade, numa profissão que embora muitos não o queiram classificar como tal, se torna cada vez mais desgastante.  

E assim vão as viagens pelas ruas de Lisboa... Amanhã será outro dia, porque o de hoje está feito e já passou, já passouuuu....

BOAS VIAGENS A BORDO DA CCFL

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Sabia que... O Eléctrico de Arraiolos anda há 3 anos a espalhar arte pelas ruas de Lisboa?

Sabia que foi a 22 de Junho de 2017 que foi inaugurado, no Largo da Graça, o eléctrico de Arraiolos? Uma ideia que me surgiu numa das muitas visitas ao Alentejo, onde os tapetes são a arte mais visível, produzida pelas mãos das tapeteiras, e que foi possível tornar realidade dada a receptividade da Fábrica de Tapetes Hortense, em querer trazer até à capital uma marca do Alentejo e do seu artesanato, uma vez que seria impossível o eléctrico chegar até lá. 

Numa parceria conjunta com o Turismo do Alentejo e com a Carristur, passou-se então da ideia no papel para a tela, e afixação do bordado no eléctrico. Após meses de trabalho, o eléctrico 744 afecto à rota turística "Tram Tour" do serviço da YellowBus Tours, chegava ao Largo da Graça acompanhado dos eléctricos de cortiça, que também eles tinham sido anteriormente apresentados, dando a conhecer também uma das matérias que Portugal tem em abundância, sendo um dos maiores exportadores do mundo de cortiça. 

Hoje é impossível celebrar os três anos de "Electric'rug" viajando num tapete ambulante por Lisboa, porque os serviços turísticos estão ainda parados, devido à pandemia do Covid-19 que veio mudar o Mundo. Portugal não foi excepção e o regresso à nova normalidade faz-se a um ritmo ainda lento e ainda com poucos turistas. Com regresso previsto para Julho de 2020, o Eléctrico de Arraiolos poderá então ser apreciado pelas ruas de Lisboa ao longo do trajecto do "Tram Tour", ou se ainda não viajou nele, irá poder fazê-lo de forma segura, uma vez que a CarrisTur já obteve o selo "Clean and Safe", um reconhecimento atribuído pelo Turismo de Portugal, às empresas do sector que comprova o cumprimento das medidas de Higiene e Segurança recomendadas pela Direcção-Geral da Saúde.

Recordemos então como foi esse dia da inauguração e como foram os trabalhos que envolveram uma vasta equipa para trazer esta arte secular e tão portuguesa até à capital portuguesa, através do Diário do Tripulante que tanto se orgulha de ter feito parte deste projecto que tanto deu que falar... 

sábado, 9 de maio de 2020

O desconfinamento em Portugal no jornal 12/13 da France 3, com o olhar sobre uma Lisboa Covi'deserta

Portugal começou lentamente a voltar à normalidade com o fim do Estado de Emergência, o que trouxe novos hábitos e regras para aceder aos serviços e espaços públicos. Nos transportes públicos passou a ser obrigatório o uso de máscara e limite de lotação dos veículos, e o pequeno comércio reabriu portas com restrições de lotação e distanciamento social. Embora longe do fim desta pandemia, e apesar dos números comparando com outros países, não podemos baixar a guarda. Portugal continua no entanto a ser visto além fronteiras como um dos casos de sucesso na resposta ao covid-19. 

Em França a equipa do programa "Mediterraneo" que em 2014 viajou comigo no 28, contactou-me de novo, agora para uma entrevista para a crónica sobre o desconfinamento em Portugal, no jornal 12/13 deste sábado. A reportagem é de Yannick Arroussi, com recurso a algumas das imagens que fiz sobre Lisboa Covi'deserta...


Quem pretender ver o vídeo completo do jornal 12/13 da France 3 pode aceder através do site da France 3.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

O primeiro dia do resto das nossas vidas num transporte público perto de si...

Foi o primeiro dia do resto das nossas vidas! O fim do Estado de Emergência deu lugar ao Estado de Calamidade e as montras cobertas de papéis nas lojas e as ruas vazias, começaram agora a ver a luz do dia e a vestir manequins, e as ruas a ganharem alguma vida com o regresso aos poucos à normalidade. Espaços comerciais a reabrirem e transportes a voltarem a ter os seus lugares mais preenchidos, ainda assim é preciso cautela para que este passo em frente não sejam dois ou mais para trás. Hoje demos início a uma nova fase nos transportes públicos. Estava algo apreensivo quanto a este reabrir da porta da frente a este aumento da lotação que até então era de 1/3 e agora passou para 2/3 da total capacidade de cada veículo, mas o certo é que as pessoas corresponderam na sua generalidade ao que lhes foi pedido, para muita surpresa minha, confesso. 

Embora o meu serviço de hoje fosse num eléctrico articulado, na carreira 15E em que o meu contacto com os passageiros, esteve ainda assim longe da proximidade a que os meus colegas tiveram quer nos autocarros quer nos eléctricos históricos (remodelados), o certo é que ao longo de todo o meu serviço apenas tive de chamar a atenção de dois passageiros que entraram sem máscara, que passou a partir de hoje a ser obrigatória nos transportes públicos. Aceitaram a chamada de atenção e saíram de imediato por iniciativa própria. Contudo, se a maioria não esqueceu a máscara para o acesso ao transporte público, muitos foram também os que continuaram a viajar sem validar qualquer título de transporte. 

Recorde-se que a validação voltou a ser obrigatória e ao contrário do que muitos adoptaram como regra, o transporte público nunca foi grátis durante o Estado de Emergência. Contudo, a Carris em conjunto com a Polícia Municipal, iniciaram hoje uma fiscalização nos principais interfaces de transportes, para já com uma atitude preventiva, reconhecendo as dificuldades que muitos possam estar a atravessar, contudo convém alertar que a tarifa de bordo voltou a estar disponível, sendo que a compra deve ser efectuada com valor certo. A entrada voltou assim a ser pela porta da frente, deixando a de trás para as saídas. 

Estamos todos a viver novos tempos, na esperança que juntos consigamos vencer esta batalha contra um vírus invisível que não escolhe idades ou géneros. Estamos todos numa fase de adaptação a uma nova normalidade que por vezes nos deixa a pensar se já não deveria ser sempre assim, não deixando a higiene de parte ou não viajando uns em cima dos outros e aos empurrões. É certo que esta normalidade vai conhecer uma nova fase no dia 18, mas espero sinceramente que se tire algo positivo desta nova fase de aprendizagem de que estamos a ser alvos. 

À Carris, quero agradecer as condições que nos têm proporcionado, que nunca serão certamente perfeitas e que estarão em constante mudança e adaptação, mas todos temos de ter consciência que isto é novo para todos nós. E agradecer também à Câmara Municipal de Lisboa e Polícia Municipal pela coordenação conjunta quer de sensibilização quer de fiscalização nos transportes. #Estamosjuntos nesta viagem e por isso a colaboração de todos é imprescindível para que tudo fique bem! #Ajudenosanãoparar e siga as normas impostas para o uso do transporte público para o seu bem e para o bem de todos. 


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