domingo, 25 de setembro de 2016

Dos carris de Lisboa para o Mundo, através da revista francesa "Destination"

E o Diário do Tripulante "leva-me" mais uma vez até França, desta feita à boleia da revista Destination, inteiramente dedicada a Lisboa. Depois da entrevista para a televisão francesa que também por aqui passou para viajar no 28, agora foi a vez da imprensa escrita dedicar uma reportagem sobre o tão procurado 28E, levando assim, a que fosse contactado por uma jornalista francesa para contar alguns episódios do dia-a-dia naquele eléctrico. São mais de 5 páginas dedicadas ao 28 numa reportagem que nos remete aos Prazeres para daí viajar pelas colinas rumo a Alfama. A revista não é fácil de encontrar em Portugal, mas aqui deixo algumas imagens do artigo publicado. 


Mas para além do 28, a revista aborda também o bairro de Belém e fornece um guia para quem nos visita. Entre então a bordo desta viagem em francês pelas colinas de Lisboa com o amarelo da Carris...





O Diário do Tripulante agradece a Annie Crouzet pelo envio do artigo no formato PDF.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

[Off Topic]: Carris celebra protocolo com CaetanoBus e testará novo autocarro eléctrico 100% português

A Carris e a CaetanoBus celebraram hoje no Museu da Carris em Lisboa, um protocolo para a cedência gratuita de um autocarro e.city Gold, entre 03 de Outubro e 02 de Janeiro, com o objectivo de serem realizados testes em contexto de serviço. Com capacidade para 88 passageiros, o autocarro eléctrico não produz dióxido de carbono nem ruído e apresenta baixos custos de energia e de manutenção. Segundo Tiago Farias, o administrador da Carris, este autocarro irá circular em duas carreiras.

"Vamos testar [o autocarro] em duas linhas que são emblemáticas na cidade: a 706, que é uma linha circular que faz Cais do Sodré, Santos, Rato, Avenida da Liberdade, Conde Redondo, Estefânia, Praça do Chile e acaba por terminar em Santa Apolónia, e a 758, que é uma radial que sai do Cais do Sodré, vai até à Praça de Camões, segue até ao Rato, Amoreiras, Campolide e vai até Benfica", informou.

A autonomia do protótipo que será usado nas ruas de Lisboa é de 80 quilómetros e o tempo de carregamento ronda os 30 minutos. "Tudo isto tem de ser testado para que possa funcionar em pleno numa cidade complexa como a cidade de Lisboa, com ruas muito estreitas, com uma topografia muito acentuada e com velocidades comerciais muitas vezes baixas", observou Tiago Farias. 
Já no que diz respeito à relação da Carris com a CaetanoBus, Tiago Farias confessou: "Só tenho pena que, desde 2009, nunca mais nos tenham fornecido. Mas a culpa não é vossa, a culpa é nossa, que nunca mais comprámos um autocarro". Ainda assim, vincou que a empresa vai apostar numa "frota moderna e com qualidade".
Segundo o site "Notícias ao Minuto", o secretário de Estado adjunto e do Ambiente, José Mendes, que também marcou presença no evento, recordou que, no âmbito do quadro comunitário Portugal 2020, haverá "financiamento para operadores privados e públicos para a renovação da frota com veículos amigos do ambiente", tanto a gás natural como eléctricos. Também no âmbito dos fundos comunitários se prevê a "possibilidade de financiar sistemas de carregamento" para autocarros eléctricos, que "têm de estar estrategicamente situados", realçou José Mendes.

Os interessados em conhecer melhor este autocarro concebido pela CaetanoBus poderão consultar as características ténicas no site do construtor. Segundo o que o "Diário do Tripulante" conseguiu apurar numa primeira fase o autocarro terá como estação de recolha, a estação de Santo Amaro onde recolhem os veículos eléctricos da empresa que no passado dia 18 de Setembro comemorou 144 anos de vida.

Mais infos: http://caetanobus.pt/pt/buses/e-city-gold/

Fonte: Noticias ao Minuto Fotos: Rafael Santos

[Off Topic]: Carris celebra protocolo com CaetanoBus e testará novo autocarro eléctrico 100% português

A Carris e a CaetanoBus celebraram hoje no Museu da Carris em Lisboa, um protocolo para a cedência gratuita de um autocarro e.city Gold, entre 03 de Outubro e 02 de Janeiro, com o objectivo de serem realizados testes em contexto de serviço. Com capacidade para 88 passageiros, o autocarro eléctrico não produz dióxido de carbono nem ruído e apresenta baixos custos de energia e de manutenção. Segundo Tiago Farias, o administrador da Carris, este autocarro irá circular em duas carreiras.

"Vamos testar [o autocarro] em duas linhas que são emblemáticas na cidade: a 706, que é uma linha circular que faz Cais do Sodré, Santos, Rato, Avenida da Liberdade, Conde Redondo, Estefânia, Praça do Chile e acaba por terminar em Santa Apolónia, e a 758, que é uma radial que sai do Cais do Sodré, vai até à Praça de Camões, segue até ao Rato, Amoreiras, Campolide e vai até Benfica", informou.

A autonomia do protótipo que será usado nas ruas de Lisboa é de 80 quilómetros e o tempo de carregamento ronda os 30 minutos. "Tudo isto tem de ser testado para que possa funcionar em pleno numa cidade complexa como a cidade de Lisboa, com ruas muito estreitas, com uma topografia muito acentuada e com velocidades comerciais muitas vezes baixas", observou Tiago Farias. 
Já no que diz respeito à relação da Carris com a CaetanoBus, Tiago Farias confessou: "Só tenho pena que, desde 2009, nunca mais nos tenham fornecido. Mas a culpa não é vossa, a culpa é nossa, que nunca mais comprámos um autocarro". Ainda assim, vincou que a empresa vai apostar numa "frota moderna e com qualidade".
Segundo o site "Notícias ao Minuto", o secretário de Estado adjunto e do Ambiente, José Mendes, que também marcou presença no evento, recordou que, no âmbito do quadro comunitário Portugal 2020, haverá "financiamento para operadores privados e públicos para a renovação da frota com veículos amigos do ambiente", tanto a gás natural como elétricos. Também no âmbito dos fundos comunitários se prevê a "possibilidade de financiar sistemas de carregamento" para autocarros eléctricos, que "têm de estar estrategicamente situados", realçou José Mendes.
Fonte: Noticias ao Minuto Fotos: Rafael Santos

domingo, 18 de setembro de 2016

Parabéns Carris: 144 Anos a fazer movimentar Lisboa

Todos juntos fazemos a história de uma empresa que em 18 de Setembro de 1872 foi fundada no Rio de Janeiro. A Companhia Carris de Ferro de Lisboa, introduziu na cidade o então moderno sistema de transporte, composto por carris instalados na via pública por onde circulavam carruagens puxadas por animais – os chamados «americanos», que tornaram mais cómodas as viagens até então realizadas noutras carruagens que não evitavam o mau estado das vias por onde passavam. E um ano depois era então inaugurada a primeira linha de carros «americanos», entre Santos e Santa Apolónia.

Depois dos Americanos vieram os Eléctricos a 31 de Agosto de 1901 e seguiram-se depois os autocarros nos anos 40 com os primeiros a serem adquiridos para serviço à Exposição Mundial que se realizou em Belém. Ao longo dos anos, construíram-se novas estações, e apostou-se fortemente na renovação da frota o que fez com que a Carris obtivesse a certificação em 2006. Até 2011 a Carris vinha então, continuando a apostar na melhoria do serviço, com a vinda de novos autocarros, mas esquecendo um pouco a aposta nos eléctricos. Na verdade foram eles o ponto de partida da Carris e são neles que a maioria das cidades europeias aposta.

Depois a empresa viria a passar por dias mais difíceis com a crise instalada em Portugal e planos que levaram à redução drástica de serviços e tripulantes, e hoje a Carris está quase irreconhecível tendo em conta ao que nos foi habituando ao longo da sua gloriosa história, mas o presente diz-nos que o futuro terá novos desafios. Começaram a chegar já novos tripulantes e em breve a gestão passará a ser feita pela autarquia. Não se sabe se será melhor ou pior, resta-nos esperar para ver e esperar para que sejam boas mudanças, levando a que a empresa volte a ser imagem de marca de uma cidade que tem também ela crescido e que volte a ser a Carris que todos nós nos habituamos a conhecer e a viver. 

A todos os trabalhadores da Carris, o Diário do Tripulante dá os parabéns porque são eles o motor desta marca que comemora hoje 144 anos de vida. Parabéns Carris!

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

O regresso à 25E num dia em que o trânsito teve tudo menos "fashion"

E ontem foi dia de regresso à 25E depois de muitos meses de ausência. Não é que esta seja uma carreira que cause saudades, muito por culpa dos carros mal estacionados na Rua de São Paulo, que nos impedem de realizar um serviço a 100%, mas também que nos impedem muitas vezes de recolher a horas. No entanto o seu trajecto mais curto desde Agosto devido às obras que se realizam no Corpo Santo, levaram a que esta se tornasse uma carreira mais tranquila, sobretudo para quem habitualmente anda na 15E ou na 28E e não é portanto de estranhar que durante a tarde andássemos como se de uma folga se tratasse... em plena acalmia. 

Mas o mesmo já não se podia dizer com o aproximar da hora de ponta, sobretudo numa semana de regresso às aulas e com uma "fashion night" nas lojas dos arredores, causando um caos no trânsito do centro de Lisboa que não foi nada fashion. E se a isto juntarmos um corte de corrente momentâneo então o horário fica mesmo para esquecer. Encurtamento à Estrela e no regresso, a viagem dos «porquês?». Chegados ao Corpo Santo, informo que termina a viagem mas há sempre aqueles que além de não lerem os avisos das paragens, não lêem também os destinos da bandeira. Explico que a carreira está encurtada desde Agosto, mas muitos dizem não compreender pelo facto do 15E poder passar... Deixo essas questões para o provedor do cliente, que só ele saberá dar a resposta mais correcta, apesar de constar nos avisos afixados.

Regresso aos Prazeres já atrasado muito por culpa do trânsito, mas um passageiro entra e de forma agressiva questiona mesmo que não saudando ninguém: «Estão em Greve?». Não respondi porque a forma vaga como lançou para o ar a questão podia não ser para mim. Apesar de ter uma vontade enorme de dizer que sim, muitos estão em greve ao título de transporte dado serem cada vez mais os passageiros que viajam à borla... 

Mas o dia e a semana não podia acabar sem a típica interrupção da Rua de São Paulo com um carro mal estacionado a impedir a passagem do eléctrico. Recebo ordens para aguardar no Corpo Santo porque a chapa da minha frente aguardava nesse local a chegada do reboque, o que não aconteceu até ao final do serviço da 25E, tendo os eléctricos recuado para efectuar a recolha. 

Para a semana há mais e já com uma Carris a assinalar 144 anos de existência...

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

28 ao rubro: Mais trabalhasse e mais interrupções teria para tardar a entrar na folga

Mais uma viagem mais uma interrupção. Poderia ser esta a frase resumo desta semana sobretudo por esta quarta-feira, o meu último dia antes da merecida folga. Mas se ontem o dia tinha sido calmo na 15E ao ponto de apanhar passageiros a dormir no fim da viagem, já esta manhã energia parecia não faltar aos passageiros que mal dormem para andar no 28E. Após realizar a primeira viagem do Martim Moniz rumo aos Prazeres, já depois de ter feito uma viagem no sentido inverso, aproveitava ou pouco tempo disponível entre a chegada e a partida da próxima viagem para atender uma chamada que tinha recusado no decorrer da viagem por estar a conduzir. Contudo, uma turista decidia dar dois murros na lateral do eléctrico no sentido de me chamar. Indico-lhe a paragem e que aguarde lá. Mas como respeito é algo que cada vez mais falta a quem nos visita, ela insistia em interromper aqueles preciosos minutos que temos disponíveis e que são nossos. Mais dois murros no painel do eléctrico dizendo que era só uma questão. Explico-lhe que já lhe respondia, mas que estava ao telefone e pedi que respeitasse o meu tempo. 

Revoltada, como se o mundo acabasse em instantes e não fosse esclarecida, estica-me o terceiro dedo e manda-me para outro lado em inglês. E eu também já revoltado e farto de tanta falta de respeito, viro-lhe as costas. Já quando faltavam 5 minutos para a partida, chego o eléctrico à paragem para acolher os passageiros e inicio viagem. Um dos turistas na paragem diz-me que «ela devia ser louca!». Mas lá segui para M.Moniz onde me esperava a hora do almoço. 

Já de barriga cheia volto para o segundo tempo de trabalho para mais quatro viagens na famosa 28E. Ainda não estava na hora de render e já estava a receber ordens para avançar via sms pela consola de comunicação com a central comando de tráfego. Efectuei a rendição e inicio viagem. Uma turista pede-me 2 bilhetes sentados. Digo-lhe que sentado ou de pé são 5.70€. Ela procura trocos ao mesmo tempo que olha para o corredor e diz: «mas não tem lugares vagos!» Informo-lhe que não é um eléctrico turístico e que pode viajar de pé. Mas ela insiste que não quer viajar de pé, mas sim sentada. Digo-lhe que nada posso fazer, porque não posso obrigar ninguém a levantar-se para ela se sentar e ela decide esperar pelo próximo, como tantos outros fazem.

A viagem prossegue rumo aos Prazeres mas não por muito tempo, já que nas Escolas Gerais, o Trolley decide saltar da rede aérea e a corda decide também ela ficar presa numa espia, impossibilitando a que puxasse a vara para recolocar a roldana no lugar devido. Precisamente na paragem antes, dois turistas ao verem o meu eléctrico atrás do qual onde seguiam viagem, tinham saído para viajarem mais à vontade no meu, mas andaram 50 metros. Informo a central do sucedido e peço ajuda do carro do fio para solucionar o problema. Digo aos passageiros que têm como alternativa o Largo das Portas do Sol, a poucos metros do local para prosseguirem viagem sem penalização tarifária. Mas alguns permaneciam intactos como se nada tivesse acontecido. Afinal de contas eles até acham sempre graça a estas situações e estão de férias pelo que têm tempo para esperar para verem o desfecho. 

Chega então a ajuda de Santo Amaro e após subirem à parte superior do eléctrico, lá se conseguiu retirar a corda da espia e recolocar a roldana no cabo da rede aérea. Podia assim prosseguir viagem. Segui reservado para o L.Camões a fim de acertar o horário rumo ao Martim Moniz, por indicação da CCT e estava resolvido o problema e restabelecida a circulação, já depois de todos darem ideias. "Puxe assim, faça ali, corte aqui", como aliás acontece sempre.

Do Martim Moniz segui novamente para os Prazeres e na viagem de regresso para depois recolher mais um episódio haveria de surgir. Na rua do Loreto, perante uma tranquilidade daquelas a que assistimos quando estamos na praia a desfrutar do sol e a ver as ondas, estava uma carrinha do lixo a recolher em plena hora de ponta o lixo do comércio local. Em frente à peixaria, quase parecia uma lota com as caixas do peixe em esferovite colocadas em pilha sobre a linha do eléctrico. A rapariga mal tinha mãos a medir para tanto lixo tal como a carrinha que aparentava já estar com o depósito cheio. Passavam os minutos... 5... 10... 18 e eis que finalmente conseguiram colocar o lixo e retirar a carrinha da frente. Os turistas já tinham registado esta recordação através de inúmeras fotos. Os brasileiros diziam que eram «uns folgados» enquanto que os franceses diziam que «c'est incroyable».

Tardava assim a chegar a merecida folga mas deste episódio já me tinha livrado e restava chegar ao Martim Moniz para depois recolher. Contudo, como não há uma sem duas nem, duas sem três, eis que na Avenida Almirante Reis a uns metros da Marisqueira do Ramiro, um Peugeot impede a passagem do eléctrico rumo ao Martim Moniz. O lugar de estacionamento é perpendicular mas a condutora do carro achou que era na diagonal que ficava bem estacionado. Parei às 19h24 e informei a central, a fim de ser enviado o reboque, dado que após tocar insistentemente à campainha ninguém aparecia. Mas aqui os minutos foram mais e chegou a ultrapassar uma hora. Pelo meio, lá tinha de aparecer alguém a dizer o mesmo de sempre... «Então isso não passa? Não me diga! Eu acho que passa bem!» Ironicamente digo que somos nós que estamos a descansar... e o senhor insiste «Ah bem me parecia, estão é a descansar...» e esclareço-o, pois ao ponto que já devia estar a jantar com a família e ainda aqui estou. Colocou a viola no saco e seguiu o seu caminho enquanto eu e os restantes colegas ali parados prosseguimos também à espera do reboque. 

O dia virou noite até que aparece uma senhora com o dedo no ar como se um donut's estivesse a pedir mas a dizer «é meu é meu! Não passa?» Chateado digo-lhe que "não passa desde as 19h24. São 20h45 e provavelmente a senhora até já jantou e por causa de si os passageiros tiveram de prosseguir o resto do caminho a pé e eu já devia estar em casa e ainda aqui estou!" e ela desmente-me e diz: «Impossível estar aqui desde as 19h24!» É preciso ter uma lata... ao ponto de dizer «então recue lá...» Desculpe mas isto agora só anda para a frente, agora tem de retirar o carro para a frente e depois dos eléctricos passarem retira o carro... E assim foi. Pude finalmente seguir até ao Martim Moniz e recolher. 

Cheguei à estação atrasado e entro na folga duas horas mais tarde do que devia porque nesta cidade tudo vale menos arrancar olhos, porque ninguém respeita ninguém e quem vier atrás que feche a porta, assim como eu também fecho agora esta semana, na esperança que na próxima o meu íman às pessoas que aparecem só para implicar atraia menos vezes. Boas viagens!

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

[Off Topic] : Informação ao cliente - Motivo Obras

No seguimento do processo de reestruturação da frente ribeirinha de Lisboa, nomeadamente na renovação do troço entre o Cais do Sodré e o Corpo Santo e dadas as inúmeras questões recebidas na caixa do correio do Diário do Tripulante, venho por esta via a título pessoal, uma vez que este não é um órgão oficial de comunicação da empresa, dar a conhecer ao cliente as alterações em vigor à data da publicação deste artigo, no que diz respeito ao serviço do modo eléctrico, decorrente das alterações provocadas pelas obras em questão.

Assim o ponto da situação é o seguinte:

Carreira 12E : Sem alterações a registar

Carreira 15E : Após a abertura do novo troço via Av. Ribeira das Naus, a carreira 15E quando proveniente de Algés,  prossegue via Avenida Ribeira das Naus até ao novo Largo do Corpo Santo, onde retoma o seu trajecto anterior pela Rua do Arsenal em direcção à Praça da Figueira. Actualmente não efectua paragem no Largo do Corpo Santo. No sentido Algés continua a efectuar o percurso normal, via R. Bernardino da Costa até ao Cais do Sodré.

Nos dias úteis após as 21h30 e até ao final do serviço, a carreira funciona em modo autocarro no troço P. Figueira - S.Amaro, onde é efectuado o transbordo para o Eléctrico para o resto do troço compreendido entre S.Amaro e Algés. No sentido Algés, o autocarro circula via R.Fanqueiros, R.Comércio, R.Ouro (onde efectua paragem), R.Arsenal, retomando depois o trajecto habitual. No sentido P.Figueira o autocarro circula via Av.Ribeira das Naus até à estação fluvia Sul e Sueste (onde efectua paragem), seguindo pela R. Alfândega e Rua da Prata onde retoma seu trajecto habitual.

O transbordo nos referidos dias efectua-se na portaria da estação de Santo Amaro sem prejuízo tarifário para os clientes.

Carreira 18E : A carreira 18E regressa aos carris na próxima segunda-feira, 5 de Setembro com um novo trajecto entre o Cemitério da Ajuda e Belém dada a impossibilidade de retomar a totalidade do seu percurso até ao Cais do Sodré devido às obras do projecto de requalificação do Cais do Sodré/Corpo Santo. Assim sendo a carreira 18E passa a ligar dois pontos de elevado interesse turístico reforçando ainda a oferta no troço Belém - Calvário, local onde será possível efectuar transbordo para outras carreiras que servem outros locais da cidade, anuncia a Carris no seu site oficial.

Suspenso desde Outubro de 2015, devido às obras da Calçada da Ajuda, a carreira 18E regressa assim numa nova versão até que as obras fiquem concluídas no Cais do Sodré.

Carreira 25E  : Desde o passado dia 22 de Agosto que a carreira 25E foi encurtada ao Largo do Corpo Santo devido às obras da Rua do Arsenal. Assim sendo, a carreira funciona actualmente entre o Corpo Santo e os Prazeres, num encurtamento que estima-se durar dois meses.  

Carreira 28E : A carreira 28E não tem alterações a registar devido às obras em curso, no entanto convém referir que entraram em vigor novos horários no passado dia 29 de Agosto de 2016 e que podem já ser consultados no site oficial da Carris.

Qualquer informação adicional sobre o serviço da Carris deverá ser contactado o Centro de Atendimento Transportes de Lisboa através dos contactos seguintes:

Centro de Atendimento Transportes de Lisboa
Complexo de Carnide | Estrada da Pontinha
1600-582 Lisboa
Tel: 213500115
e-mail: atendimento@transporteslisboa.pt
Atendimento: Dias úteis, das 8h30 às 19h00



quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Semana atípica com interrupções à grande e à francesa

Chega ao fim Agosto e volta a azáfama da cidade no regresso ao trabalho e à escola. Ainda assim comecei a semana fora dos carris muito por culpa das obras de requalificação do Cais do Sodré que obrigam agora a que o serviço nocturno da carreira 15E seja feita com recurso a um transbordo de autocarro durante os dias úteis. Foi portanto mais um regresso à borracha. O serviço até nem correu mal, apesar das inúmeras queixas dos passageiros quanto à falta de informação, que muitos teimam em "descarregar" no motorista como se fosse ele quem nas horas vagas vá colar papeis nas paragens ou actualizar o site da empresa com a informação das alterações. O certo é que o aviso foi afixado, mas certo é também que pouca gente os lê.

Seguiram-se depois três dias seguidos na carreira 28E que continua a transpirar de turistas a toda a hora e em todas as paragens e três dias desgastantes dada a quantidade de perguntas todas elas na mesma direcção. Se vai para o Castelo ou como faz para se pagar ou até mesmo o porquê de ter de sair no terminal, tudo serve para questionar o tripulante, porque por cá, tudo aparenta ser diferente dos outros lados, ou simplesmente porque nos outros lados não usam o transporte público. 

Não importa se é amarelo, verde ou vermelho. É um eléctrico e para eles é o 28 porque só do 28 falam a maioria dos guias. E se os contrariamos dizendo que não é o 28 então o caldo está entornado porque acredite eles dizem sempre saber mais que nós. Só eles são os donos da razão, ao ponto de no terminal não quererem abandonar o eléctrico porque pagaram 2.85€ para uma viagem que afinal tem um terminal mas que nos guias vem como sendo um trajecto turístico. Por vezes tem de se recorrer ao pedido de ajuda da PSP porque para eles nós estamos em profunda brincadeira.

Vira a bandeira e segue para nova viagem, já com sintomas de gripe a reduzir uma paciência cada vez mais escassa nos tempos que correm. E nestas alturas o Murphy, claro está aparece sempre para dar uma voltinha. Naqueles dias em que a gripe te vence e onde não podes já ver nem ouvir ninguém mas onde tens de trabalhar porque a folga está à porta e tens esperança que melhores no dia seguinte, eis que surgem sempre os passageiros mais antipáticos e mais chatos que podem existir. Aqueles que entram a gritar contigo porque estão há 1 hora à espera do eléctrico como se eu os tivesse obrigado a tal. Aqueles que embora a viagem termine na Estrela te garantem e dizem que dizia la na bandeira Prazeres, enfim para quê teimar...

Mas a semana não podia terminar sem um regresso às interrupções que continuam a dar que falar nem que seja pelos curiosos que passam e sabem mais que quem conduz o eléctrico ou dos velhos do Restelo que dizem que no tempo deles já tinham pegado no carro e andado. Estava a 3 horas de terminar a semana de trabalho quando na descida do Limoeiro rumo aos Prazeres me deparo com uma viatura mal estacionada. O eléctrico não podia prosseguir o seu caminho normalmente. Dou três toques fortes de campainha para ver se o proprietário estava por perto, mas sem sucesso. A matrícula originária de França mas os cachecóis da selecção das quinas faziam acreditar que fosse algum emigrante de férias por cá e o mais provável era estar a visitar o Castelo. 

Informo a central da interrupção cerca das 10h20 de terça-feira e a mesma solicita à PSP o reboque. Restava aguardar, mas os minutos iam passando à medida que também passavam transeuntes e turistas em que os revoltados com a situação mostravam o descontentamento pela falta de respeito ao contrário dos turistas que vibravam com a situação, tirando selfies, fazendo vídeos e tirando fotografias. Havia de tudo e para todos os gostos. Os eléctricos foram-se juntando porque na zona em questão, pouco havia a fazer no que diz respeito a desvios...

O trânsito chega mesmo a parar nos dois sentidos daquela congestionada artéria histórica da cidade até que surgem dois agentes para auxiliarem o tráfego, enquanto o eléctrico e o Mercedes CLA  continuavam a ser o centro das atenções... Já levava uma hora de interrupção e eis que um táxi que subia a rua abranda. O motorista mete a cabeça de fora e grita que "todos juntos pegam no carro e isso anda..." e prosseguiu mas não por muitos metros já que o trânsito viria a parar novamente. O tal taxista terá parado o táxi e dirigiu-se a pé até ao local da interrupção. Tentou reunir um grupo de pessoas para pegar no carro já perante o olhar do agente da Polícia Municipal. E eu na esperança que o pára-choques ficasse nas mãos deles para ver como se iriam desembrulhar da situação. 

Não porque tenha prazer em estar parado horas à espera de um reboque, mas simplesmente porque penso que estas pessoas têm de ser penalizadas fortemente, porque se pegarem sempre num carro que estorve o eléctrico e o encostarem, eles vão continuar a estacionar de qualquer forma sem saberem que estiveram a impedir a passagem de centenas de pessoas. Além do mais, quem pegava no carro não seguia nos eléctricos porque esses já tinham cansado de esperar e seguido seu caminho por outras alternativas, deixando-me a pensar o porquê de serem sempre os de fora chatearem-nos com estes problemas que não dependem de nós. Encostaram a traseira mas a frente mantinha inalterada porque o peso do motor do Mercedes era quase invencível aos braços daqueles corajosos que se diziam capazes de mover o mundo. 

Mas para eles aquele jeitinho era o suficiente para o eléctrico passar e a partir dali era só mesmo má vontade minha. É sempre má vontade de quem lá anda todos os dias e que conhece as ruas por onde passa o eléctrico como as palmas da mão.

Passavam mais 20 minutos e eis que surge finalmente o reboque ao fim de 1h30 de espera. Começam os trabalhos de remoção da viatura e chega também o proprietário do carro. Grita «É meu! é meu!» e naquele preciso instante os corajosos já não estavam lá para mandar vir, nem para barafustar com a pessoa certa. Pude finalmente prosseguir viagem enquanto o senhor ficou a ser multado pela Polícia. Ainda tive uma falha de corrente pelo caminho, mas pude finalmente terminar o serviço e a semana... Próxima paragem: Centro de saúde...

Boas viagens! 

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