sábado, 13 de junho de 2015

De Lisboa para Alemanha e para o mundo...

Depois do convite feito por uma jornalista alemã que vive em Lisboa, fiz então um percurso pela cidade das sete colinas, mostrando cantos e recantos de uma cidade que a cada esquina tem sua história para contar. 

Numa tarde agradável pelas ruas de Alfama, foi com gosto que dei a conhecer o bairro onde cresci e por onde hoje, circulo aos comandos do eléctrico 28 ou do eléctrico turístico. Numa entrevista para o seu blogue pessoal que retrata Lisboa aos olhos dos seus habitantes, Eva apresenta então «Das Lissabon von Rafael Santos», ou seja, «Lisboa por Rafael Santos».

E os mais diversos temas são abordados num longo texto acompanhado por imagens captadas ao longo do trajecto que fizemos da Baixa a Alfama. As perguntas mais frequentes, as tradições, as festas de Lisboa e o Santo António e claro a praga dos tuk-tuk. 

Tudo num artigo publicado em Alemão porque é para alemães que ela escreve, mas que pode ser lido com recurso à tradução on-line do google. Apanhe então boleia desta viagem pelas ruas de Alfama e seus encantos, no blogue de Eva Mäkler:












domingo, 7 de junho de 2015

De volta ao Chiado e com direito a dar apoio a um 28...

Depois de uma semana no Castle Tram Tour, eis que hoje regressei ao Chiado Tram Tour, e como é sempre bom regressar a esta carreira, que nos dá a ideia que estamos a conduzir numa nova cidade, porque afinal de contas há 20 anos que não circulavam por ali eléctricos e eu só tenho 8 anos de Carris. As pessoas continuam a estranhar a presença do eléctrico, mas é com agrado que o vêem passar e hoje o dia foi de surpresas. Primeiro, tive as duas primeiras viagens do dia com boa procura por parte dos turistas que estão em Lisboa, que mesmo sabendo que o trajecto era curto aproveitaram para desfrutar do bilhete que permite entrar e sair do eléctrico. Segundo porque tive um turista da Áustria que também é entusiasta de eléctricos que veio em busca do 24, e que ficou satisfeito com o trajecto, prometendo voltar em Setembro, na esperança que o Chiado Tram Tour já se inicie no Carmo em direcção a Campolide.

Mas a surpresa das surpresas estava para chegar no Príncipe Real quando um táxista parou ao meu lado e perguntou se era para continuar a ir ali. Disse-lhe que sim e talvez para prolongar ás Amoreiras e não é que ele ficou radiante com a notícia, chegando a dizer que «finalmente que apostam no eléctrico que isso é óptimo para Lisboa e para o turismo...»

Tive as primeiras interrupções neste trajecto também neste domingo, primeiro com um carro mal estacionado e depois com uma avaria de um eléctrico da 28E que também ela hoje se iniciava no L.Camões para a Estrela, que me impediu de passar durante algum tempo, e esteve comigo o Paulo Marques o entusiasta e coleccionador de Eléctricos ex-CCFL que tem o restaurante «O Marques» atrás do Teatro D. Maria II. Um dia em cheio que culminou com um auxílio no reboque ao 565, provando que os velhos 700 ainda estão "ali para a curvas" e com um grupo de turistas chineses que creio terem contribuído para o record diário deste recente trajecto inaugurado a 28 de Maio de 2015.

Mas as pessoas querem e mais e nós também por isso agora é esperar que chegue o prolongamento até Campolide para que explorar ao máximo o potencial turístico desta carreira.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

"Chiado Tram Tour": Eléctrico no Príncipe Real 20 anos depois...

Há 20 anos que não se ouvia o mítico som do compressor e da válvula de um eléctrico nas ruas do Bairro Alto e Príncipe Real. Agora o eléctrico voltou a subir a Rua da Misericórdia, dando uso aos carris que por ali permaneciam longe da agitação ferroviária, e tudo graças ao novo circuito turístico da Carristur apelidado de «Chiado Tram Tour». A surpresa pelo regresso do eléctrico tem sido um misto de satisfação, alegria mas também desagrado e descontentamento. Há de tudo e para todos os gostos, sobretudo porque o trajecto é curto e o preço é turístico, ou não fosse este um trajecto criado para isso mesmo. 

Inaugurado a semana passada, quando frequentava o curso de formação para renovar a minha habilitação para certificação de motoristas (CAM), o Chiado Tram Tour, voltou sem dúvida a trazer ao topo das notícias e conversas o tão desejado regresso da carreira 24E. Contudo, a falta de material circulante não permite para já a reabertura da linha enquanto serviço público, o que não quer dizer que não possa ainda vir a acontecer. Mas continuo a defender que é preferível ter um circuito embora pequeno a fazer circular eléctricos, que os ter parados na estação. Nesta primeira fase a viagem completa dura apenas 20 minutos e liga o Largo Camões ao Príncipe Real com um bilhete que custa 6 euros e que é válido por 24 horas. No entanto há sempre a possibilidade de se comprar um bilhete de 14 euros que é válido também no «Castle Tram Tour» que começa na Praça da Figueira e circula pela colina da Graça e Castelo num trajecto de 40 minutos.

Confesso que deu-me prazer voltar a andar de eléctrico pelas ruas onde o mesmo há 20 anos atrás tinha deixado de passar, e agora a conduzi-lo, o prazer foi ainda maior, sobretudo ao ver a surpresa dos transeuntes que ainda não estão habituados a ver o verde a passar por ali. O mesmo se passa com os automobilistas e sobretudo com as cargas e descargas que ao ouvirem o tilintar da campainha ficam surpreendidos com a nossa presença. Há turistas que acham caro e há os que dizem ser uma volta surpreendente. A passagem pela Igreja de São Roque e pelo Miradouro de São Pedro de Alcântara onde chegamos a dizer um "Olá" ao Ascensor da Glória são os principais pontos de atracção que se juntam ao fantástico jardim do Príncipe Real onde agradáveis esplanadas convidam à contemplação. 

Uns metros à frente há o Jardim Botânico que a pé se chega em 5 minutos, enquanto o trajecto não é prolongado às Amoreiras ou até Campolide, algo que parece estar previsto para o início do Inverno, altura essa em que já deverá haver eléctrico também no Carmo, passando assim o Chiado Tram Tour a iniciar viagem junto ao Elevador de Santa Justa e Convento do Carmo, e a terminar nas Amoreiras. Resta-nos portanto esperar pelos próximos episódios porque por enquanto o trajecto continuará a ser curto mas ainda assim atractivo sobretudo graças ao seu audio-guia e interessante para quem pretende explorar o bairro dado que o bilhete permite entradas e saídas ao longo do trajecto.






terça-feira, 26 de maio de 2015

776: Ao som dos pássaros numa carreira onde se respira saúde...

Embora não fosse uma prioridade para este ano, a Carris, decidiu que eu devia efectuar já a formação para a renovação do CAM. O CAM foi mais uma daquelas siglas que foram inventadas na Europa para sacar dinheiro a quem precisa de trabalhar e no fundo é uma qualificação para exercer a função de motorista. Regressei então à sala onde em 2007 fui recebido quando entrei na Carris. O primeiro dia de formação, custa sempre um pouco sobretudo para quem está habituado a andar no movimento, nada que não se aguente, até porque o saber não ocupa lugar e aprende-se sempre com as acções de formação, nem que seja na troca de opiniões em sala. A manhã foi dedicada aos primeiros socorros e a parte da tarde foi dedicada à condução económica e defensiva.

Já hoje foi dia de condução e de voltar à borracha. A ver passar os eléctricos, lá fui até Algés onde iria iniciar o meu serviço na carreira 776, carreira esta que veio substituir os eléctricos que outrora chegaram à Cruz Quebrada. Nunca tinha trabalhado nesta carreira, pelo que tudo era uma novidade nesta tarde quente de Maio. Como cheguei um pouco antes à rendição, aproveitei a boleia do colega Porfírio que de forma simpática lá me foi dando as dicas ao longo do trajecto. "Cuidado com o espelho naquele poste, aqui a estrada aperta um pouco, ali tens de abrir mais para curvar e é levar isto na boa..."

Caminho revisto, estava então na hora de meter as mãos ao volante, nesta acção que pretende neste dia ver através de um sistema informático a minha condução, para amanhã ser avaliada em sala e na quinta-feira voltar ao volante para ver os resultados após a formação. 

No geral, a carreira é pequena e dá bastantes viagens num serviço, contudo, o dia passa normalmente com passageiros que na maioria saúdam o motorista, coisa rara nos tempos que correm. Encontrei muitos colegas reformados da Carris ao longo do trajecto onde se respira bom ar e muita saúde, ou não terminasse esta carreira junto à Faculdade de Motricidade Humana. Longe das enchentes turísticas do 28E ou do 15E hoje o dia foi calmo e ao som dos pássaros no concelho de Oeiras. E assim vão as viagens pelos veículos da CCFL...

Não consegui estar presente nos primeiros testes efectuados no regresso do eléctrico ao Príncipe Real passados 20 anos, mas voltei a estar no terminal da Cruz Quebrada onde também não ia à muitos anos. Quanto ao Chiado Tour, arranca já dia 28 com um trajecto entre L.Camões e P.Real. 

sábado, 9 de maio de 2015

Uma orientação desorientada entre São Vicente e Santa Apolónia em plena Praça do Comércio...

Em plena Praça do Comércio, no intervalo de uma viagem no circuito das colinas, uma senhora portuguesa atravessa a rua na minha direcção e em modo apressado inicia um diálogo que podia fazer perder a paciência a qualquer um...



Senhora: -Como vou para São Vicente? (Sim é normal não ter dito boa tarde, porque não interessa ser bem educado/a mas sim saber como se vai do ponto x para y)
Eu: -Na terceira rua depois do arco, apanha o eléctrico 28.
Senhora: -Mas não passa aqui na Praça do Comércio?
Eu: -Se passasse aqui, não mandava a senhora para a terceira rua depois do arco...
Senhora: -Está bem, mas então é o 28? Terceira rua? Mas....
(Pausa)
Senhora: -Mas não passa aqui nada para Santa Apolónia?
Eu: -Sim passa o 728, 735, 759, mas perguntou-me por São Vicente...
Senhora: -Sim mas Santa Apolónia a São Vicente é um instante.
Eu: -Então é fazer como achar melhor para si...
Senhora: -É que tenho de estar às 17h30 em São Vicente... A que horas é que chega o eléctrico e o autocarro?
Eu: -Não sei senhora, mas passam entre 10 a 15 minutos, compreenda que têm horários diferentes...
Senhora: -Está bem, então terceira rua, mas qual, sabe o nome?
Eu: -Sim terceira rua, é a Rua da Conceição.
Senhora: -E como vou para lá afinal?
Eu: -Passa por baixo do arco triunfal e vira na terceira à esquerda que tem lá a paragem.
Senhora: -Mas a rua da Conceição não é para ali? (Apontando para a Rua de Alfândega)
Já egotado de paciência...
Eu: -Desculpe lá mas já lhe disse tudo e já lhe dei duas hipóteses para o que me perguntou, agora decida-se e oriente-se. 
Senhora: -Desculpe lá, mas que disparate, perde a paciência muito rapidamente...

Pudera, até um Santo perdia a paciência perante tanta ignorância junta! Afinal de contas eu falo chinês?!  

quinta-feira, 7 de maio de 2015

8 Anos sobre Carris...

E hoje assinalam-se 8 anos desde o dia em que entrei na Companhia Carris de Ferro de Lisboa, onde iniciei funções como motorista, desempenhando actualmente o cargo de guarda-freio. São 8 anos de muitas histórias, de muitas viagens e de um gosto pelos transportes que cresce de ano para ano, embora com alguns espinhos ao longo das últimas viagens. Costumo dizer que tive sorte, quando a 7 de Maio de 2007 entrava nas instalações da Carris para uma nova carreira da minha vida profissional, depois de uma passagem pelo mundo da comunicação social, onde me faltou aquele factor "C". 


Na Carris encontrei o caminho para conduzir os meus objectivos pessoais e profissionais, porque adoro conduzir, porque admiro o contacto (nem sempre fácil) com o público e porque gosto de movimento. Estava portanto no caminho certo. O gosto por representar esta marca e vestir a farda que outrora impunha respeito, foi-se mantendo e apesar de tudo, da crise, dos "roubos" a que temos sido sujeitos, continuo diariamente a desempenhar funções aos comandos dos veículos da CCFL, com a mesma dedicação, empenho e paixão. Com o mesmo orgulho em vestir a camisola e acreditar que o futuro será melhor que o presente. 

Quanto ao futuro, ninguém saberá o que nos reserva por enquanto, mas eu pessoalmente gostava que a Carris dos tempos da imagem que acompanha este texto, voltasse e que eu por cá continuasse muitos e bons anos. A todos os que têm seguido esta viagem, a continuação de uma boa viagem a bordo dos veículos da CCFL, e de preferência, pública!

terça-feira, 5 de maio de 2015

Reflexão...

Nem tudo é um mar de rosas neste constante vai e vem pelas ruas de Lisboa. E a juntar às inúmeras viagens, que cada vez mais acontecem numa cidade cada vez mais caótica, onde os tuk-tuk usam e abusam da via, onde os eléctricos vêm a sua vida cada vez mais complicada, onde as pessoas desesperam pela chegada de um transporte, estão os espinhos que a própria empresa nos vai colocando no caminho e que nos vão cada vez mais desmotivando, por muito gosto que se tenha pelo que se faz.

Longe vão os tempos em que na Carris as pessoas existiam além de um número mecanográfico. Hoje esse número serve apenas de adereço, porque o que interessa é o serviço estar feito sem olhar a meios. Faça chuva ou sol, não interessa a opinião de quem anda no terreno. Não interessa o horário a que se sai, não interessa se está ou não a ser respeitado o AE, não interessa se somos respeitados, nada parece interessar. 

Os passageiros parecem finalmente ter ganho a empresa como sua aliada e o clima que se vê é generalizado e dado ao descontentamento. Quem ia para as estações com gosto, vai actualmente com algum custo, porque ao contrário de muitas empresas que gostam de ver os trabalhadores satisfeitos aqui parece que o lema é diferente. Mas acredito que seja uma fase, aliás acredito e partilho esta opinião, porque há 41 anos atrás deu-se algo que me permite publicamente expressar o que penso - o 25 de Abril, que foi comemorado recentemente, assim como o 1º de Maio, que marcou algo importantíssimo que muitos pretendem descurar e sinais disso são as grandes superfícies comerciais que se dão ao luxo de propagandear preços de arromba, para esse dia. Assim tem sido nos últimos anos. 

Mas se muitos pensam que a repressão acabou há 41 anos, há casos que nos deixam a pensar se assim terá sido e eu bem que tenho pensado durante cada dia de trabalho na empresa que orgulho-me de representar pela sua história. Tudo o que tenho dado à empresa foi feito com brio, empenho, dedicação e paixão, algo que por vezes é visto como coisa de malucos. Mas há quem goste de aviões, barcos, e eu gosto de autocarros e eléctricos, eu gosto da Carris. Contudo, tive conhecimento esta semana que dia 19 de Maio, estarei suspenso. Alega a empresa que desrespeitei uma ordem de um superior hierárquico, esquecendo esta, que a ordem dada foi ilegal, não só pelo facto de haver uma greve às horas extras no período em que foi dada a ordem, mas também porque no AE nada me obriga a fazer horas extras, não falando da forma abrupta com que fui abordado pela referida hierarquia. 

Algures em Novembro após uma avaria de uma chapa, o controlador da carreira 25E obrigou-me a fazer o horário dessa chapa que faria com que saísse do serviço após o horário previamente estabelecido, contudo, por ter assuntos do foro pessoal nesse mesmo dia, informei que não poderia fazê-lo, sabendo à partida que haviam meios disponíveis no local para o fazer e consciente de que nenhum passageiro iria ficar sem se transportar, por se tratar do último carro da carreira naquele dia, e que recordo, não era o meu serviço. A hierarquia em causa nem quis saber o porquê de eu não poder naquele dia colaborar, ao contrário de tantos outros, em que sempre que possível fui colaborando. Fizeram questão de me dizer via rádio, que não me estavam a pedir nada, mas sim a ordenar, talvez bem há semelhança do que acontecia há mais de 41 anos atrás, pelas histórias que me vão sendo relatadas desse período pré-revolução. 

Ferido no meu orgulho, mas consciente dos meus actos, no dia 19 de Maio, estarei impossibilitado de estar ao serviço e esse dia será descontado no meu vencimento, mas há males que chegam por bem, e no tão apregoado provérbio que a empresa usa, de que uma mão lava a outra, agora dia 19 lavarei com as duas a cara. Continuarei acima de tudo, a representar a empresa com o mesmo brio e profissionalismo, porque ao contrário dessa hierarquia, jamais faltarei ao respeito a um colega, porque para se ser respeitado temos de nos dar ao respeito. 

Como disse um dia Friedrich Nietzsche, «o que não me destrói, torna-me mais forte» e continuarei a desempenhar as minhas funções dando sempre o meu melhor, esperando igualmente que as pessoas aprendam de facto o que foi a Carris para que possam hoje representar e bem esse nome.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Sugestão do Tripulante (15): Silêncio, que se vai cantar o fado!

O som das cordas das guitarras ouve-se nas ruas quando por lá se passa quer a pé ou de eléctrico. E a voz de quem canta prende a atenção de quem passa. O seu interior vazio pela tarde, contrasta com a enchente da noite, porque os turistas vivem ao máximo a visita a Lisboa. Na verdade Lisboa não se visita. Vive-se! Hoje o Diário do Tripulante leva-o aos contextos populares oitocentistas de Lisboa quando o fado já fazia parte do convívio entre as gentes ora cantado nas tabernas ou em plenas ruelas de Alfama e Mouraria. Associado muitas das vezes à tristeza, o fado exprime sentimento e melancolia, mas conhece cada vez mais novas vozes que pretendem manter viva a tradição desta música que em 2011 foi elevada pela UNESCO a Património Imaterial da Humanidade, e que canta o quotidiano.

As casas de fado aumentam porque a procura é cada vez maior e hoje o fado houve-se nas ruas, nos cafés, nas casas de fado, nas tascas, no eléctrico, na rádio, onde quer que haja um português. O fado é hoje, a música que brinda um final de tarde na companhia de amigos ou de quem nos visita. É a música que nos acompanha num jantar que dura até tarde porque o entusiasmo fervilha a cada recanto onde haja uma guitarra portuguesa e um/a fadista.

Apanhemos então o amarelo da Carris que vai de Alfama à Mouraria, subindo à Graça sem sobressalto sem saber geografia. A bordo do 12 ou do 28 agradavelmente chegamos ao Largo do Limoeiro onde bem localizado entre o bairro de Alfama e o do Castelo está o Pastel do Fado, um espaço acolhedor e de fácil identificação, muito graças às pipas que servem de mesas e que indicam que ali também se serve bom vinho para além do Fado. Mas descanse se o apetite lhe começar a apertar após a visita à zona histórica. No Pastel do fado, há também boa comida, petiscos, e claro o fado, cantado por artistas da nova geração, que aliando tudo isto à simpatia de quem nos recebe e serve, faz com que este seja sem dúvida um espaço agradável onde certamente não irá dar pelo passar das horas. 

Os preços são acessíveis, tendo em conta a zona turística, o atendimento e a qualidade e se o eléctrico passa mesmo à porta, então é sem dúvida o local perfeito para um final de dia diferente na capital lisboeta ao ritmo da música que nos caracteriza. Por isso, "Silêncio, que se vai cantar o fado!"


A sugestão está dada, agora basta entrar a bordo do eléctrico, mas se preferir pode também recorrer ao autocarro 737 que também tem uma paragem próxima deste espaço que espalha o som das guitarradas entre o Castelo e a Sé.  

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