quarta-feira, 10 de Setembro de 2014

Um regresso ao 28 num dia atípico mas com as cores da selecção...

Se há dias atípicos hoje terá sido um deles certamente, até porque a Greve do Metro pela manhã causou as habituais filas de trânsito, mas também as filas nas paragens dos autocarros e eléctricos. O metro pára e com ele pára a cidade que prova uma vez mais não ter uma rede de transportes adequada a quem nela se movimenta. E se a isto tudo juntar-mos a falta de meios e recursos para servir quem nos procura nestas ocasiões então, temos o caldo entornado. 

A chuva decidiu marcar presença também hoje e entupir algumas das artérias por onde passam as carreiras da Carris, e o resultado foram os habituais atrasos em dias de greve do metro. Já quanto a mim, voltei passados dois meses à carreira 28E, depois de um longo período a efectuar serviço exclusivo no turismo ou na carreira 15E. Mas na verdade o meu serviço era nos eléctricos verdes, que por avaria acabou por não sair da estação. Depois de deixar o eléctrico a cargo da equipa de manutenção, foi-me então atribuido um serviço na 28E que confesso, já tinha saudades. As perguntas habituais, as velhotas que reclamam sempre do mesmo, seja porque está cheio ou porque são já 16h00 e têm uma consulta às 16h20 e já passaram três cheios que não pararam. 

Há de tudo e para todos os gostos, não esquecendo a reacção habitual dos nossos turistas quando chegam ao terminal e teimam em não sair. Por muito que digamos que chegámos ao terminal eles insistem em dizer «mas queremos voltar ao início!» .

As horas passam e os turistas também. Há uma chuvada que cai insistentemente nas ruas de Lisboa e o eléctrico começa a ficar com visibilidade para o exterior, cada vez mais reduzida. Parece que estamos em pleno inverno com o Natal à porta, mas continua um calor daqueles que fazem sobressair odores menos desejados, vindos de quem até da água da chuva parece ter algum receio. Passa-se o jornal no vidro para ajudar a desembaciar, mas mais de 40 pessoas no seu interior a respirar faz com que seja uma missão quase impossível. 

Ora menos impossível é conduzir três eléctricos diferentes num só dia, e eis que uma passagem curta pelo circuito das colinas fazia com que terminasse o meu dia com uma recolha à estação e com três cores diferentes, as três cortes da bandeira nacional porque comecei no verde, passei pelo amarelo do 28E e terminei no vermelho do Colinas. Se a selecção nacional de futebol, hoje dependesse do meu serviço, Paulo Bento não teria visto certamente lenços brancos nesta caminhada atípica pelas ruas de Lisboa.  

Amanhã termina a semana e eu desejoso que acabe o mês, porque Setembro é sempre um mês cansativo no que a serviço diz respeito e à semelhança de muitos tripulantes, o cansaço vai começando a vencer-nos a cada dia que passa. Boas viagens a bordo dos veículos da CCFL.

domingo, 31 de Agosto de 2014

113 anos de tracção eléctrica em Lisboa

Fundada em 1872 no Brasil, a Carris – Companhia de Carris de Ferro de Lisboa, trouxe para a capital portuguesa no ano seguinte, o transporte «americano» com carros puxados por animais, que vieram assim substituir as carroças até então muito utilizadas. A primeira linha foi entre a Estação da linha Férrea Norte e Leste (Stª. Apolónia) e o então extremo Oeste do Aterro da Boa Vista (Santos).

Os alfacinhas acotovelavam-se para ver aqueles «32 carros elegantes, sólidos, de boa construção», que prometiam alívios a muitos pés e rapidez nas deslocações. E se o sucesso foi enorme, logo no primeiro domingo de serviço, com 6000 passageiros transportados em 7 carros, maior seria o sucesso dos eléctricos que vieram substituir «os americanos» a 31 de Agosto de 1901.

No princípio foi o susto, mas depressa os lisboetas acalmaram. Renderam-se aos encantos práticos dos amarelos que entraram assim na história da cidade, que viria a crescer em redor das novas linhas de eléctricos.

Dia e noite, os operários trabalharam nas ruas da cidade, abrindo valas, desviando canalizações e instalando carris, abrindo assim caminho a uma nova era do transporte público em Lisboa, com a chegada dos eléctricos que já tinham chegado às instalações da Carris em Junho. Ao todo eram 80 carros abertos, com uma lotação de 36 passageiros sentados e 5 de pé, e de 75 carros fechados, que levavam 24 passageiros sentados e 14 de pé.

“Os guarda-freios, de fato azul-escuro, calças com lista vermelha e galões dourados no boné de pala direita, e os condutores aperaltados com uniforme idêntico, mas com listas douradas nas calças e galões prateados no chapéu, estavam prontos para levarem os eléctricos no seu primeiro passeio oficial. Às 6 da manhã do dia 31 de Agosto de 1901 foi inaugurado o serviço de eléctricos, na linha entre o Cais do Sodré e Algés. Ao longo do caminho, juntou-se gente para admirar os carros, comentar as modernices do letreiro luminoso que indicava o destino do veículo, o fender, designado como salva-vidas na versão portuguesa, encurvado na dianteira do eléctrico como protecção contra atropelamentos, a campainha estridente que avisava os distraídos para se afastarem do meio da rua.”, lê-se no livro «Aventuras sobre Carris».

Rapidamente foram esquecidos os americanos e os medos respeitantes aos choques eléctricos que dizia-se que estes iam causar, mas ainda assim havia quem “aconselhasse a formação de uma Associação dos Fluminados dos Carros Eléctricos, não fosse o Diabo tecê-las...”

Mas a frota da Carris foi crescendo à semelhança das carreiras e com o passar dos anos já ninguém dispensava os eléctricos que em 1910 tinham já uma extensão de 114 Kms. Vinte anos mais tarde foram atingidos os 147 Kms, mas actualmente são apenas 48Kms divididos pelas 5 carreiras actuais. Muitos foram os modelos que compuseram a frota ao longo dos anos e muitos foram também as alcunhas que os eléctricos foram tendo. Do «São luís» aos «Caixotes», não esquecendo o «Afonso Costa» ou os «Almaranjas», eles foram os antecessores dos actuais «Remodelados» e «Articulados» que efectuam o serviço público regular de passageiros 112 anos depois da inauguração da tracção eléctrica em Lisboa. Hoje os eléctricos “lutam” tenazmente pela sua sobrevivência!

E se na época poucos foram os que ficaram indiferentes ao aparecimento dos eléctricos, hoje ainda muitos são os que dão preferência  a este transporte típico da cidade de Lisboa, mesmo que haja carreiras de autocarros sobrepostas nos percursos dos carris. Hoje como há 112 anos, os eléctricos fazem parte do quotidiano da capital portuguesa e é o delírio para muitos dos turistas que nos visitam. A importância desta data, não podia deixar de ser referida neste “Diário do Tripulante” que hoje apresenta algumas imagens sobre os nossos eléctricos.

domingo, 24 de Agosto de 2014

Uma loucura chamada "Eléctrico"

Primeiro as férias, depois o regresso com uma enchente em Lisboa e um cansaço que me tem afastado da escrita. Assim tem sido os últimos dias que me têm deixado afastado da blogosfera. Lisboa continua na moda e por ser uma cidade barata para quem nos visita, não é de estranhar que as ruas estejam cheias, que os eléctricos não consigam dar resposta e que sejam muitas as situações por relatar e que por vezes se vão escapando pelo meio da falta de tempo para as transcrever. 

A grande diferença deste verão além das temperaturas andarem também elas confusas, é sem dúvida a grande presença de portugueses a fazer turismo em Lisboa, que se juntam assim aos emigrantes que voltam à terra natal e claro está aos estrangeiros que aproveitam para conhecer a cidade das sete colinas, sempre de forma muito afoita.

Como se não houvesse amanhã continuam a correr em busca de um lugar no eléctrico, mal o avistam, continuam a entrar e só depois a perguntar se o bilhete que têm é válido e pelo meio, muita insatisfação e muita alegria. Há de tudo e para todos os gostos, numa cidade cada vez mais diversificada quanto à oferta turística. 

Mas neste domingo, quero destacar a presença de três turistas sérvios, um dos quais viveu 8 anos em Albufeira, falando português fluente. Decidiu agora trazer a Portugal o casal amigo, porque diz ter boas recordações deste país. Contudo lamenta o facto de Lisboa não se mostrar ainda preparada para os turistas. «Fomos ao Castelo e nem entrámos porque a fila era para 2 horas de espera. No 28 a mesma coisa e por isso optamos pelo tram verde», dizia-me ao mesmo tempo que ia falando com os amigos sobre o uso do eléctrico na cidade de Lisboa e pelo facto de ser um transporte habitualmente usado pelas gentes do bairro para irem às compras ou para o trabalho.

Chegados à Praça da Figueira depara-se com uma enorme rumaria para o 15 e dizia-me: «esta gente é louca, andar ali apertada quando tem um bus que também vai para Belém...», ao que lhe digo que a maioria quer andar de eléctrico porque é característico da cidade e vem nos guias, mas ele lá dizia que «enquanto continuar assim sem saber aproveitar o turismo da melhor forma, vai ser difícil sair da crise», rematava...

E lá seguiu em direcção à Rua Augusta...




segunda-feira, 11 de Agosto de 2014

Agosto: OFF

E eis que estamos em Agosto, para muitos o mês preferido para férias. Longe de ser o meu mês eleito para férias o certo é que este ano calhou assim. O mês por norma mais calmo em Lisboa devido ao trânsito parece também já não o ser, a confirmar pelos dias que por aqui tenho passado ainda que longe dos Eléctricos que continuam cada vez mais cheios de turistas e agora também de emigrantes, que regressam ao seu país Natal para matar saudades. Não costumo usar o período das férias para aqui postar o que seja, a menos que encontre pelos destinos por onde passo, algo relacionado com aquele que é o meio de transporte sustentável - o eléctrico. 

Contudo, este ano é ano de ir de férias para fora cá dentro, com uma possível deslocação à região de Viseu para ver a família que há muito não vejo. Lisboa continua na moda e muitos são os planos turísticos sugeridos pelos guias turísticos onde se inclui sempre uma viagem de Eléctrico ou uma subida ao elevador de Santa Justa e a confirmar pelas fotografias publicadas nas redes sociais por quem nos visita ou até mesmo por colegas que estão a assegurar o serviço neste mês de Agosto, as sugestões são aceites até porque as filas tornam-se extensas...

As imagens falam por si...

Foto: Nelson Martins

Foto: Sérgio Cipriano
Foto: Hélder Fernandes
Foto: Joel Silva
Votos de boas viagens e boas férias!

terça-feira, 15 de Julho de 2014

Bem-vindos ao alucinante mundo dos turistas que nos visitam...

Que se podia apanhar de tudo num transporte público já eu sabia, agora que num serviço turístico se podia apanhar tarados é que não fazia ideia. E são cada vez mais as formas mais estranhas de se fazer turismo. A ultima semana foi dedicada exclusivamente ao turismo, salvo a excepção de uma manhã na 28E, onde por sinal abundam turistas. Mas se pensava que já tinha assistido de tudo quando uma turista russa decidiu comprar um bilhete de 18 euros para ir da P.Comércio à Praça da Figueira, porque para ela a P.Figueira sempre era mais próxima do Marquês de Pombal que a Praça do Comércio, eis que me enganei.

E bastou a chegada do Tram Tour e claro está de um turista brasileiro aposentado que aproveita agora os restantes anos de vida para conhecer a Europa. Já com uma fala um pouco atrapalhada, o senhor entra com o voucher na mão e pergunta-me se era aquele bonde que o levaria a conhecer a zona histórica. Digo-lhe que sim e que é um dos primeiros a experimentar o recente circuito turístico a bordo de um bonde dos anos 30, o que o deixou surpreendentemente satisfeito. Falou que «no Brasil também tinha bonde, mas agora não quero saber do Brasil para nada. Brasil está caótico de trânsito. Vendi meu carro com 4 meses apenas para minha colega médica. Agora vim para Portugal e estou regressando ao Brasil só amanhã porque a copa acaba hoje e quero estar longe da confusão», desabafava.

E eu lá continuava a viagem rumo ao bairro da Graça. Pelo caminho, o turista que naquela viagem era o único passageiro, ia fazendo perguntas sobre Lisboa, sobre Portugal, sobre o nível de vida cá etc... até que chegados ao Largo da Graça, o turista em questão, aproveita a paragem do eléctrico para desabafar mais um pouco. «Sabe, estou pensando me mudar para Portugal. São caras as casas aqui no Bairro da Graça? Acha que com 4 mil euros de reforma do Brasil consigo viver bem aqui?»

E eu a pensar que quem me dera a mim receber 4 mil euros por mês ao mesmo tempo que lhe dizia que daria para fazer uma boa vida por cá... Até que ele acrescenta que «tinha de contratar uma enfermeira para cuidar de mim, que minha saúde já não é o que era, mas tinha de ser uma enfermeira que fizesse também massagem erótica, ta vendo? Aquela massagem excitante... »

Fiz de conta que não percebi e segui viagem, deixando o senhor desabafar e deitar cá para fora toda a taradisse que pudesse ter acumulada. Sem dúvida uma viagem alucinante à descoberta não de Lisboa, mas de um local com uma enfermeira, digamos cinco estrelas...

Já hoje a bordo do Circuito das Colinas, foi a vez de um italiano, se passar da marmita só porque lhe disse que o bilhete não era válido. Pagou 19 euros por três rotas de autocarro e queria andar de eléctrico, como que se fossem burros todos os que optam pelo bilhete de 25 euros, que dá acesso ao "hills". Tentei explicar-lhe que comprou só três rotas de bus e ele questionava-me como, até porque tinha pago 19 euros. Abro o folheto ao mesmo tempo que ele gritava comigo, não me deixando sequer falar e quando vou explicar que para o eléctrico vermelho deveria ter comprado o 4 em 1, eis que me vira as costas, sai do eléctrico e fica a discutir de fora para dentro, como se fosse ele o dono da razão e eu o imbecil que não sabe afinal os bilhetes que são válidos no carro que conduzo...

E assim vão as férias de quem nos visita...

quinta-feira, 10 de Julho de 2014

Um regresso ao passado bem presente...

E consegui finalmente arranjar tempo para vos dar a conhecer como foram os últimos dias pelas colinas de Lisboa. O cansaço de uma longa semana de trabalho e o pouco tempo livre tem afastado os meus dedos do teclado porque os últimos dias têm requerido mais empenho e dedicação, mais força e mais disponibilidade. O começo de uma nova carreira turística, aqui dada a conhecer em primeira mão, trouxe para as ruas de Lisboa os emblemáticos carros tipo 700 com os seus sons característicos que não deixam ninguém indiferente. 

É um autêntico regresso ao passado, agora bem presente nas ruas de Alfama com o Tram Tour que parte da Praça da Figueira rumo à Graça, via Sé tendo de seguida o seu regresso ao ponto inicial e deixando pelo meio, inúmeros turistas encantados não simplesmente pelo seu trajecto que passa pelos principais monumentos da zona histórica de Lisboa, mas sobretudo pelos mecanismos do próprio eléctrico. 

As reacções foram positivas e até guarda-freios de Budapeste apareceram. Muitos turistas ficaram igualmente surpreendidos com o facto de um eléctrico dos anos 30 ainda ter força para subir à Graça e proporcionar uma viagem em tudo diferente. Diferente também para quem estava habituado a conduzir articulados ou carros remodelados, originando o aparecimento de bolhas nas mãos que com o passar dos dias foram desaparecendo. 

Foi no entanto uma semana bastante agradável porque ao conduzir estes eléctricos consegui reviver tempos de infância quando naqueles mesmos eléctricos me deslocava para a escola. Mas agradável também porque esta semana o circuito das Colinas viu igualmente o seu trajecto restabelecido, colocando fim a uns longos 3 meses de atrasos constantes e de um serviço nem sempre adequado às expectativas de quem nos visita. 

Hoje goza-se mais uma folga e mais uma semana está à porta começando novamente a bordo do passado à boleia do Tram Tour. Boas Viagens a bordo dos veículos da CCFL. 

Fotos: Rafael Santos e Alain Gavillet

quarta-feira, 2 de Julho de 2014

[Tram Tour]: Apresentada hoje a nova carreira turística com eléctrico dos anos 30

Arranca esta quinta-feira às 10h00 da Praça da Figueira o primeiro eléctrico da nova carreira turística da YellowBus, a marca de turismo da Carristur. Dotada de eléctricos do tipo "700", esta nova carreira tenciona proporcionar a descoberta de Lisboa histórica a bordo de um emblemático meio de transporte, também ele símbolo desta que é uma das cidades mais bonitas do Mundo - Lisboa.

Com a duração aproximada de 40 minutos e partida da Praça da Figueira, passando pela Sé, Largo das Portas do Sol, Alfama e Graça onde inverte o percurso para regresso à Praça da Figueira, o Tram Tour - Lisbon Historical Route funcionará entre as 10h e as 17h40 com frequência de 20 minutos entre as três primeiras viagens e as três últimas viagens do dia, e funcionará num sistema hop-on hop-off, sendo possível entrar e sair nas paragens assinaladas ao longo do percurso e durante a validade do bilhete.

A bordo do eléctrico que outrora percorreu inúmeros quilómetros em carreiras de serviço público, estará disponível um audio-guia que dará a conhecer em três idiomas (Português, Francês e Inglês) a história, as curiosidades e os pormenores que fazem Lisboa ser uma cidade diferente de todas as outras do mundo.

Hoje teve lugar a apresentação oficial do circuito onde estiveram presentes convidados e elementos ligados à administração da Carris e Carristur, assim como, da Câmara Municipal de Lisboa. Indiferentes a quem passava pela Praça da Figueira, os eléctricos agora em tons de verde, foram chamando a atenção, e foram muitos os turistas e entusiastas que queriam já conhecer este novo serviço disponibilizado pela Carristur e que entrará ao serviço já esta quinta-feira pelas 10h00.  

Com preços que variam entre os 4.50€ (Criança dos 4 aos 10 anos) e 9.00€ (Adulto), o bilhete deste serviço é válido no dia em que é adquirido, para que possa visitar os monumentos por onde passa este "Tram Tour". O Diário do Tripulante sugere então, uma descoberta pelos mais pitorescos bairros de Lisboa a bordo de um eléctrico dos anos 30 e que lhe proporcionará certamente um dia diferente pelas ruas de Lisboa.

Fotos da Apresentação oficial:










[n.d.r.]:O Diário do Tripulante agradece ao sr. Alfredo Gama e à Carristur pelo convite endereçado.

quarta-feira, 25 de Junho de 2014

[Vídeo]: A formação de 700 em imagens...

E porque a formação é sempre "happy", há que registar para mais tarde recordar. Assim foi esta semana que amanhã termina, onde quatro dias passaram rápido de mais. Foi assim a formação de eléctricos 700 pelos carris de Lisboa com a mestria do formador José Cardoso que uma vez mais me deu formação, e agora para a condução das casinhas amarelas de 1936...

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