quinta-feira, 17 de Abril de 2014

Champions League a bordo do «amarelo» da Carris...

"Road to Estádio da luz..." poderia ser o título escolhido para este texto sobre a viagem que hoje a taça dos clubes campeões europeus fez por Lisboa até chegar aos Paços do Concelho. Com paragem em Belém, a Taça da Champions League seguiu viagem no eléctrico 15 até ao Cais do Sodré onde entrou a bordo do Metro rumo aos Restauradores. Subiu depois o Ascensor da Glória para avistar as colinas do topo do Miradouro São Pedro de Alcântara, de onde seguiu para a Câmara Municipal de Lisboa. A taça, acompanhada pela sua congénere da prova feminina ali ficará exposta até Maio, o mês em que no Estádio da Luz terá lugar a final da Liga dos Campeões. Veja então como foi o percurso das taças pelos transportes de Lisboa nesta manhã de Quinta-feira, através do vídeo disponibilizado pela Carris...

domingo, 13 de Abril de 2014

Sete dias depois...

Sete dias depois o filme repetiu-se. Primeira viagem... primeira interrupção e escrevo primeira porque uma hora depois, o reboque apareceu, rebocou o carro, mas andei apenas 150 metros até parar novamente devido a quem pensa só no seu próprio umbigo. Como se não bastassem as obras da Avenida Ribeira das Naus a entupir a Rua do Arsenal,  a Câmara decidiu ordenar o corte de transportes na Travessa do Corpo Santo, contudo as obras previstas não começaram e o certo é que a rua permanece aberta. Ainda assim, o circuito turístico de eléctrico circula em sentido contrário ao habitual e não havendo carreira 25E a circular na Rua de São Paulo, cabe à primeira chapa do dia fazer de "carro vassoura".

Os turistas ficam com as sete colinas numa simples miragem, mas com muitas fotografias de como por cá se estaciona. Muitos questionam mesmo o porquê da polícia não ser mais rápida, mas quase sempre evito dizer-lhes que há poucos reboques de serviço para não parecer mal. O certo é que se uns são persistentes, outros há que querem de imediato a devolução do dinheiro ou outra alternativa, porque férias é para conhecer novas cidades, novas culturas, mas não para estar parado uma hora à espera de um reboque. 

Reboque esse, que chegou, rebocou o carro permitindo assim que prosseguisse viagem até 150 metros mais à frente. Já sem clientes, restou-me esperar ou que o reboque fosse largar o carro no parque de rebocados e voltasse, ou pelo proprietário(a) do segundo carro mal estacionado, o que acabou por acontecer, quando a senhora chegou e perguntou: «Mas não passa?»

De facto a vontade era mesmo mostrar como passava, para depois a senhora perceber o porquê de chegar e ali estar um eléctrico parado mesmo ao lado do seu carro. Isto tudo num fim-de-semana que já deu uma amostra do que será o próximo, com a invasão espanhola habitual na Páscoa, que este ano se poderá tornar ainda pior, caso o Benfica vença ao Olhanense e se torne Campeão Nacional de Futebol, o que irá trazer certamente para as ruas milhares de pessoas e automóveis. Bendita seja a folga no próximo fim-de-semana. Boas viagens a bordo dos veículos da CCFL.


domingo, 6 de Abril de 2014

Dias de azar com horas de sorte e um agradecimento ao SIR da Polícia de Segurança Pública

A minha semana ainda não chegou ao fim e posso até, crer que o pior não terá já passado se tiver-mos em conta as obras da segunda fase da Avenida Ribeira das Naus que veio canalizar novamente o trânsito para a Rua do Arsenal, provocando longas filas de espera, atrasando carreiras e recolhas. Contudo, os dias já trabalhados até hoje também não foram um "mar de rosas". Se a semana começou ao volante de um autocarro na carreira 25E devido a um corte da Travessa do Corpo Santo que vai entrar para obras também amanhã, tendo a carreira já sido encurtada por indicação da C.M.L. a Santos, na sexta-feira deixando os passageiros da 25E descontentes com a situação e a reclamarem com os motoristas ou guarda-freios - como queiram - dizendo até que os mesmos «deviam ir à CML reclamar porque são os nossos porta-vozes no que ao descontentamento diz respeito. Pois pagamos o passe para andar de transporte e não a pé!»

Mas se na 25E as coisas não corriam muito bem aos primeiros carros após a alteração, já os últimos dois dias foram aos comandos do eléctrico turístico, que se vê também assim, obrigado a realizar o trajecto novamente no sentido oposto.

A confusão instala-se quando a procura por parte dos turistas é muita e torna-se no mais cansativo dos serviços, porque explicar em diversos idiomas que o que vão ouvir indicando à direita passa a ser à esquerda e vice-versa, causa algumas questões por parte de quem quer a todo o custo ver Lisboa como se não houvesse amanhã. Concordo contudo que Lisboa é de facto uma cidade fantástica que qualquer um devia visitar, tem excelentes atracções turísticas, tem o Tejo a banhá-la, tem grandes centros comerciais, jardins, museus, etc... Mas Lisboa terá certamente e por vezes os turistas mais complicados do universo.

O Sábado começou com uma interrupção no Largo de Santos. Dos três turistas a bordo na primeira viagem do dia, apenas restaram dois porque uma espanhola não tinha tempo para aguardar pelo reboque. E foram precisos 50 minutos para que o reboque chegasse e removesse o veículo que ou terá sido restos de uma noite longa ou falta de bateria, a constar pela presença dos cabos no banco da frente. Eléctrico retido durante uma hora, viagem das 10h00 cancelada e das 10h30 a circular num trajecto alternativo, levando a que a fila de turistas se alongasse na Praça do Comércio, numa espera imprópria para cardíacos. Desimpedida a linha, prossegui viagem até ao final onde cheguei já perto das 11h50. A chegada do eléctrico à Praça do Comércio, criou por certo naqueles mais de 40 turistas uma sensação semelhante aos que visitam Roma e avistam o Papa a aparecer ja janela para a missa dominical. 

Com apenas 24 lugares disponíveis por eléctrico, juntamente com a promotora solicitamos aos 24 primeiros da fila que entrassem, mas havia um enorme problema. Dos mais de 40 turistas, todos diziam fazer parte dos 24 primeiros. Não houve chapada entre eles, mas pouco faltou. O stress apoderou-se de quem estava já há uma hora à espera, mesmo sabendo a causa do atraso que não dependia certamente de nós. A gritaria instalou-se de tal forma que tive de impor alguma ordem dizendo que apenas conseguia escutar um de cada vez e que assim com todos aos berros seria difícil e ainda se iria atrasar mais a partida seguinte. Mas escusado será dizer que poucos pareciam querer compreender o que quer que fosse. 

Depois a interrupção seguinte seria causada por uma avaria de um eléctrico que não se movia pelos próprios meios tendo aguardado o reboque. Sorte que nesta os turistas estavam comigo a presenciar e não havia margens para dúvidas. Uns seguiram outras alternativas, como visitar o Bairro Alto ou o Chiado, enquanto que a maioria decidiu aguardar 40 minutos dentro do eléctrico.

Mas se o Sábado foi complicado, esperava-se que o Domingo fosse melhor. E até foi, na maioria dos casos. Menos turistas, mas ainda assim a comporem e bem a lotação dos eléctricos, em busca das sete colinas de Lisboa. A esperada interrupção na zona das discotecas em Santos, acabou por não aparecer e todas as viagens da manhã foram feitas, tal como aconteceu pela tarde, até ao momento em que o trânsito se instala em abundância na Praça do Comércio e em que um dos eléctricos fica preso na Graça impedido de passar por causa de um carro mal estacionado, precisamente ao mesmo tempo em que eu fico impedido de prosseguir viagem na Rua de São Paulo.

Comunico a interrupção à central que me prepara e bem para uma longa espera, porque o reboque estava também solicitado para a Graça. Os turistas ainda mostraram alguma resistência e vontade em pegar no carro, mas quando viram que o carro não era realmente leve, decidiram perguntar por outras alternativas. Sugeri o elevador da Bica, caso quisessem ir para a zona do Chiado ou do Castelo, tomando como alternativa o eléctrico 28E após a subida da Bica. Outros voltaram para a Praça do Comércio e 10 minutos depois já não tinha passageiros no eléctrico. 

Os minutos iam passando e ninguém aparecia. Mas se há dias de azar, também há horas de sorte. Quando tudo fazia prever que por ali ia ficar até tarde, eis que passa uma carrinha da Secção de Intervenção Rápida da PSP (SIR), que ao avistar o eléctrico parado por causa do carro mal estacionado, recua para se inteirar da situação. Após resumida a situação sobre a solicitação do Reboque que já ia além dos 30 minutos, questionam-me por alternativas, visto que o reboque ainda iria demorar algum tempo, segundo a comunicação efectuada via rádio pelos mesmos. Digo-lhes que apenas seria recuar até ao Corpo Santo e recolher, dado que aquela era a minha última viagem. Tinha partido da Praça do Comércio às 16h30 e eram já 17h40. 

«Então fazemos isso. Nós auxiliamos a manobra porque se não, isto vai demorar a sair daqui e cancela-se o reboque, uma vez que já não há mais eléctricos hoje», dizia o agente principal daquele grupo de Polícias. E lá saíram 4 elementos da carrinha para cortar momentaneamente a Rua das Flores e o Largo do Corpo Santo, ao mesmo tempo que a Carrinha ia na retaguarda do eléctrico a abrir caminho perante um trânsito que sem a referida ajuda seria impensável de se poder fazer tal manobra. Concluída a manobra, prossegui então para a recolha a Santo Amaro, agradecendo a colaboração dos referidos agentes que de forma simples e rápida conseguiram solucionar um problema que tinha "pano para mangas". 

Assim, se durante a semana anterior elogiei aqui o trabalho do agente Martins, do Cais do Sodré, não posso igualmente deixar de o fazer perante os elementos do SIR que ajudaram assim a que eu conseguisse chegar a horas à estação para o merecido descanso, porque caso contrário talvez ainda lá estivesse à espera ou do reboque ou do condutor que decidiu deixar o carro estacionado meio metro afastado do passeio. E assim vão decorrendo as viagens que muitos levarão de recordação de uma cidade bonita, com o seu encanto, mas onde a falta de civismo continua a imperar. 

Boas viagens a bordo dos veículos da CCFL.

quarta-feira, 2 de Abril de 2014

O nosso obrigado ao Agente Martins da Polícia Municipal

Só quem passa esporadicamente no Cais do Sodré, poderá ignorar a importância de um dos agentes da Polícia Municipal que ali costuma estar de serviço a ordenar e a repor o respeito entre os automobilistas que constantemente olham só para o seu próprio umbigo. As obras no eixo ribeirinho começaram há já alguns anos e desde então a presença do agente da Polícia Municipal, na Praça Duque da Terceira tem sido fundamental para o bom funcionamento das carreiras que ali passam. Mas não pode ser um agente qualquer. 

Não se quer com isto fazer qualquer tipo de comparação com as arbitragens ou com casos BPN's e afins em que uns beneficiam outros, ao mesmo tempo que outros são sempre os prejudicados a pagar a factura. O certo é que no que ao trânsito diz respeito, aquele cruzamento acaba de nos provar que nem sempre a polícia de trânsito é a melhor solução, até porque já por lá passaram diversas vezes. A opinião entre os guarda-freios é generalizada e creio ser igualmente subscrita pelos nossos colegas motoristas, de que o agente Martins da Polícia Municipal, é o único que consegue pôr o Cais do Sodré a andar. 

A sua presença naquela praça é notória e quando lá não está, as filas chegam a Santos ou à Praça do Comércio, causando longos atrasos nas carreiras que ali passam ou nas recolhas de quem chega a estar ali parado na hora que devia já estar a chegar a casa. 

Portanto se há homenagem que tem de ser feita, esta é uma delas, porque o trabalho do agente Martins, reflecte-se no dia-a-dia de quem usa o transporte público e é tão importante no Cais do Sodré, como o do agente Paixão no cruzamento de Belém. Pronto para dar prioridade ao transporte, ou para ordenar que quem passa um contínuo para escapar à fila, seja obrigado a seguir para a direita contornando a praça, porque o tempo das "xico-espertices" tem de chegar ao fim. O agente Martins é sem dúvida uma peça fundamental num Cais do Sodré que se prepara agora para novos constrangimentos com o encerramento da Av.Ribeira das Naus para a segunda fase da obra.

Assim sendo, e após conversa com alguns guarda-freios, decidimos que a Polícia Municipal, devia ter conhecimento desde nosso louvor ao referido agente porque nem só de reclamações devem ser feitas as comunicações às entidades competentes. O nosso obrigado ao agente Martins, do Cais do Sodré, que sempre que pode vai dando também alguma ajuda ao terminal dos eléctricos turísticos da Praça do Comércio, constantemente invadido por Tuk-Tuk's ou Táxis.

sexta-feira, 28 de Março de 2014

Luzes, Câmaras, Eléctricos... Acção!

São inúmeras as objectivas apontadas, são inúmeras as fotografias captadas. Milhares de vídeos, dezenas de postais, milhares de turistas e artistas. Sejam bem-vindos a bordo do eléctrico 28. A "estrela" da Carris continua a percorrer as colinas da cidade e o mundo, através dos registos que vão ficando para a história. Visitar Lisboa e não passar por Alfama a bordo do eléctrico 28 é como ir a Roma e não ver o Papa. São portanto muitos os que escolhem o mais antigo transporte da capital portuguesa para descobrir o encanto que cada esquina de Lisboa nos proporciona.

Se o sobe e desce constante origina uma sensação única a quem nele se transporta, já quem nele trabalha sente-se por vezes no mais observado dos seres do Mundo. Aquele é o verdadeiro «Big Brother», onde câmaras e telefones estão constantemente a registar movimentos, olhares, percursos, gentes, enfim uma série de sentimentos que por vezes originam excelentes obras de arte, seja através da fotografia ou do vídeo.

Mergulhemos então neste vasto mundo que é a Internet e sigamos viagem a bordo de alguns dos melhores vídeos sobre o eléctrico 28E disponíveis na plataforma Vimeo, com diversos estilos musicais, diversos pontos de vista, mas todos com algo em comum, o de serem o olhar de quem nele se transporta...

28 from Max Kitaev on Vimeo.







quarta-feira, 26 de Março de 2014

[Off Topic]: "Sai um hambúrguer guarda-freio para a mesa do 28..."

Descanse que não precisa da licença de guarda-freio para comer, nem tão pouco de se agarrar aos manípulos e manivelas do "eléctrico" que em Agosto de 2013 chegou ao Castelo de São Jorge para homenagear o eléctrico 28. Se ainda não conhece o 28Café, tem agora mais um motivo para o conhecer porque Nuno Brito e Eunice Brito - os "guarda-freios" que conduzem este negócio, decidiram lançar uma nova ementa que contempla agora uma homenagem ao guarda-freio. Depois da famosa "Tosta 28" fazer furor pelas mesas deste "eléctrico", chega agora a vez dos Hamburguer's serem a cabeça de cartaz de uma ementa mais diversificada e abrangente ao gosto de quem ali se senta para degustar e recuperar energias após uma visita ao Castelo.

Convidado para a estreia destes novos hamburguer's, o Diário do Tripulante teve o prazer de saborear e aprovar o já famoso "Tram Driver Burguer", composto por um delicioso hambúrguer com farinheira, acompanhado de um molho da casa, queijo, uma rodela de tomate, alface e uma deliciosa rodela de ananás. Tudo com o acompanhamento de umas saborosas batatas fritas. E se o eléctrico conduz-se com as mãos, também este hambúrguer deve ser comido com as mãos, pressionando o pão saboreando assim o sabor único criado pela farinheira contrastando com o do Ananás, ao mesmo tempo se se viaja no tempo através das inúmeras fotografias expostas que contam a história do Eléctrico da Carris, na cidade de Lisboa. 

Mas nem só as fotografias permitem esta viagem na história, porque aos poucos têm sido introduzidas nas paredes do 28café diversas molduras com passes, bilhetes antigos e até dois bonés que outrora percorreram muitos quilómetros nas cabeças de guarda-freios e cobradores da companhia. E sempre acompanhados de um breve texto descritivo porque aqui enche-se a barriga com boa comida e enriquece-se o conhecimento cultural por aquele que é o meio de transporte mais antigo da capital. 


Mas com a nova ementa chegaram também os bilhetes antigos que devem ser bem conservados e entregues no acto do pagamento, quando pedir a conta junto do balcão, identificando assim a mesa e respectiva conta. Assim a história passa também a estar nas mãos de quem visita o 28 Café, onde tudo é pensado ao detalhe e sempre que possível próximo de um realismo que poucos espaços têm conseguido alcançar. 

Recorde-se que o 28 Café, está situado na Rua de Santa Cruz do Castelo 45 a 47ª, no coração do bairro do Castelo a paredes meias com a muralha, num local simpático e acolhedor, onde uma simpática tripulação está pronta para o/a receber de braços abertos, quer seja para lhe servir o "hambúrguer guarda-freio", uma "tosta 28" ou simplesmente um café e um pastel de nata.

Saiba mais sobre o 28 Café aqui: http://www.diariodotripulante.pt/2013/09/foto-reportagem-o-28-ja-chegou-ao.html

sexta-feira, 21 de Março de 2014

De regresso aos serões da 15E e com muito álcool à mistura...

Ontem voltei aos serões da carreira 15E onde diariamente ou até mesmo semanalmente um sem número de pessoas viaja sem pagar. Aqui deixa-se de fazer serviço social, para estar de serviço às noitadas. Quando tanto se fala em crise e dificuldades financeiras, ontem cheguei à conclusão que de facto esses termos são apenas para alguns. Não quero com isto dizer que as pessoas não se devem divertir e sair de casa, contudo, não deixou de me fazer alguma confusão, ver jovens que ainda nem sabem que valor dar à vida, entrarem com garrafas numa mão e copos na outra. Muitos tiveram de sair porque não é permitido o consumo de bebidas alcoólicas a bordo dos transportes públicos.

Não sei se as festas de ontem eram ou não temáticas, mas o certo é que todos pareciam demasiado novos e "betos" como se dizia no meu tempo. Mas daqueles "betos" que quando saem parece que ganham nova personalidade, uma personalidade rebelde e de querer fazer mal para parecer bem. Uns a gritar, outros a transformarem o autocarro em plena pista de dança e eu a alertar que já só restavam duas alternativas que era ou viajarem como gente crescida e respeitosa, ou continuarem o resto do trajecto a pé rumo à festa. 

O certo é que se num instante se acalmavam, mal saiam do autocarro transformavam-se novamente para quererem provar que de facto não sabem ainda dar valor ao dinheiro que muitos devem ter conseguido através dos pais que devem ter trabalhado noite e dia para o ganhar. A cerveja virou champagne para um banho lateral ao autocarro que seguia então viagem rumo à Praça da Figueira com duas senhoras que transportavam um ar cansado após um longo dia de trabalho. 

Na viagem de regresso e com destino a Santo Amaro, mandam-me parar em Santos. Entram dois rapazes com uma rapariga em braços num profundo estado de coma Alcoólico. Pedem-me um bilhete para o Hospital Egas Moniz e validam dois passes. Digo-lhes que não passava no Hospital, pois iria terminar a viagem em Santo Amaro. Confusos, perguntam-me se lá não passava o 201. Digo-lhes que ali mesmo também passava e escusavam de pagar dois bilhetes. Desorientados, ficaram num impasse com a rapariga a cambalear em braços e um «aguenta Joana que estamos quase...» Peço-lhes que se decidam rápido porque não podia estar ali parado mais tempo. E quando penso que iria ficar por ali o diálogo, eis que um dos rapazes me pergunta: «mas não há mesmo hipótese de levar-nos ao Hospital Egas Moniz porque é uma urgência?»

Não estivesse a rapariga mal mas mesmo mal e eu julgaria que estivessem a gozar comigo. Disse-lhes apenas que aquilo era um autocarro e não uma ambulância e que o ideal seria mesmo ligar para o INEM, ou pensarem antes de beber. Porque na verdade quando uma rapariga na casa dos seus 16 anos está perto da 1h20 num estado daqueles, só me leva a crer que bebem por beber, porque parece bem mesmo fazendo mal. Porque bebem sem saber porque o fazem, mas porque os outros também fazem e que ali andam naquelas tristes figuras sem se quer saberem o que dali poderá surgir. 

E por ali ficaram à espera do 201 porque INEM nem sabiam o que era. Enfim, eis o futuro da nossa sociedade...

terça-feira, 18 de Março de 2014

[Off-Topic]: Clube de Entusiastas volta a juntar população da Ajuda em defesa do 18E

Foi inaugurada hoje mais uma exposição fotográfica dedicada aos eléctricos de Lisboa. Em mais uma iniciativa do Clube de Entusiastas do Caminho-de-Ferro, desta feita com o apoio da Junta de Freguesia da Ajuda, e sob o tema «Defesa da Linha 18», vários foram os entusiastas e amigos do eléctrico que se juntaram no Mercado da Boa-Hora para relembrar situações e histórias vividas ao longo de mais de 85 anos. 

Num local emblemático para a freguesia da Ajuda e pouco comum para este tipo de eventos, o Mercado da Boa-Hora recebeu além do Peixe e da Fruta que habitualmente ali se apregoam, fotografias actuais e do passado que deram cor a um espaço onde não faltou um modelo à escala 1/10 do tradicional eléctrico 18E, tendo sido um dos principais atractivos da manhã.

A exposição que conta também a história dos eléctricos em Lisboa, estará patente ao público até dia 17 de Abril das 09h às 20h em todos os dias úteis, e é de acesso gratuito. Também hoje e por ser dia de 18 como aliás tem acontecido desde há um ano a esta parte, a população da Ajuda juntou-se uma vez mais no terminal da carreira para uma viagem com início às 18h00 rumo ao Calvário, numa iniciativa promovida também ela pela Junta de Freguesia da Ajuda, fazendo assim lembrar a importância desta carreira para aquelas gentes. 

Ainda durante a inauguração da exposição, foi feito um breve discurso por parte do presidente do Clube de Entusiastas do Caminho-de-Ferro, que captou por instantes a atenção dos que ali se deslocaram para visitar a exposição neste seu primeiro dia. Foi oferecido um digestivo aos presentes onde se destacaram além do corpo representativo da Junta de Freguesia, antigos guarda-freios e até dirigentes da Carris. O Diário do Tripulante não quer também deixar de agradecer ao CEC, na pessoa do sr. José Pinheiro pelo convite feito e pela simpatia com que uma vez mais me recebeu.

O Clube de Entusiastas do Caminho-de-Ferro continua a querer apostar em novas exposições e está receptivo a novas ideias que podem ser transmitidas através da sua página oficial www.cecferro.pt e através do facebook em facebook.com/clubedeentusiastascaminhodeferro 

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