segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Autor de Diário do Tripulante apresentou o seu mais recente projecto em Praga

Amanhã é dia de regressar aos carris de Lisboa depois de 7 dias longe da capital portuguesa. Estive em Praga onde no passado dia 3 de Dezembro apresentei oficialmente o meu mais recente livro «Lisboa e Praga de Eléctrico» a convite da Biblioteca Municipal de Praga, onde estiveram presentes René Kubasek, o fotógrafo no qual me inspirei para o projecto e um representante da Empresa de Transporte Público de Praga, entre muitos outros anónimos que marcaram presença neste dia especial. Falou-se de eléctricos das duas cidades e das suas principais diferenças. No final provou-se o vinho do Porto e deram-se autógrafos. 

À Biblioteca entreguei o livro «A beleza de Lisboa - Eléctrico 28, uma viagem na história» na versão inglesa, oferecido pela Carris. E da biblioteca recebi um excelente acolhimento. No final juntei-me a alguns portugueses que vivem em Praga e fomos celebrar. 

Durante esta estadia, conheci parte da rede de transportes que ainda desconhecia. Praga é uma cidade semelhante a Lisboa, mas com uma rede de transportes digna desse nome. Um exemplo a seguir. Entretanto por cá, já vi que o Pai Natal este ano tem a companhia da Mãe Natal e anda a transportar sonhos pelos trilhos de Lisboa. Está bem entregue o lugar para o qual me convidaram e que não pude aceitar devido a ter já agendada esta apresentação na capital da República Checa. Espero em breve conseguir apanhá-los pela lente da minha objectiva.

Boas viagens a bordo dos veículos da CCFL. 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Kürtőskalács para húngaros ou Trdlo para checos, o certo é que este bolo já chegou também a Lisboa!

Agora há mais um motivo, para além do embarque ou desembarque dos barcos que fazem a travessia no Tejo, para se deslocar ao Terminal Fluvial do Terreiro do Paço, em Lisboa. Abriu recentemente no renovado espaço da Estação mais um quiosque de comida. A área começa a ser quase uma zona proibida para quem está a fazer dieta, dadas as calorias que ali se comercializam, mas esqueça a dieta por dias. Já chegou a Lisboa o bolo húngaro que foi adoptado pelos checos ao qual chamam de Trdlo. O nome original é Kürtőskalács embora seja conhecido em grande parte da Europa central como Trdlo ou Trdelnik. Também se discute se a receita é originária da Hungria ou da Roménia, mas isso agora também não interessa nada.

Os que agora chegaram a Lisboa são originários da Hungria e segundo a proprietária do negócio "já há muito que tencionava trazer este doce para Portugal, mas os amigos sempre lhe diziam que os portugueses não iriam gostar". O certo é que são já várias as pessoas que querem provar este bolo que agora aquece quem por ali passa ou espera a partida do Barco para a outra margem do Rio. 

Assim, como autor deste blogue e do recente projecto "Lisboa e Praga de Eléctrico" não podia deixar de referir esta chegada a Lisboa porque é dos meus bolos preferidos, aquele que me faz sempre recordar Praga, até porque ainda não conheço a Hungria. E afinal de contas o eléctrico 25E está ali a 2 minutos do quiosque onde duas senhoras enrolam, pincelam, e cozem os bolos que prometem vir para ficar.

Por 2 € pode saborear o bolo «Chaminé» como se lê no quiosque numa versão em inglês, seja ela simples, com açúcar, canela, pepitas de chocolate, etc... Se preferir uma cobertura de Nuttela, o preço sobe para os 2.50€. Bom apetite!

Sweet Rolls arrive in Lisbon

Now there is another reason, apart from the loading or unloading of the boats that make the crossing on the Tagus, to move to River Terminal Terreiro do Paco in Lisbon. Recently opened in the renovated space of another food kiosk station. The area begins to be almost one-limits to anyone who is dieting, given the calories that are sold there, but forget the diet for days. Already arrived in Lisbon Hungarian cake which was adopted by the Czechs to which call Trdlo. The original name is Kürtőskalács although it is known in much of central Europe as Trdlo or Trdelník. Also discusses whether the recipe is originally from Hungary or Romania, but it now also does not matter at all.

Those who now arrived in Lisbon are originating in Hungary and according to the owner of the business "has long planned to bring this sweet for Portugal, but friends always told him that the Portuguese would not like." The truth is that there are already several people who want to taste this cake that now warms who passes by or awaiting departure of the boat to the other side of the river.

As well as author of this blog and recent project "Lisbon and Prague by tram" could not fail to mention this because it's arrival in Lisbon of my favorite cakes, one that makes me always remember Prague, because not yet know Hungary. And after all the tram 25E there is 2 minutes from the kiosk where two wind ladies, lightly beaten, and bake the cakes that promise come to stay.

For € 2 you can taste the cake "chimney" as it reads at the kiosk in the English version, be it simple with sugar, cinnamon, chocolate chips, etc ... If you prefer a nuttela coverage, the price goes up to 2:50 €. Enjoy your food!
 

domingo, 25 de outubro de 2015

Da calma de um domingo ao desassossego de uma viagem...

O dia começou bem cedo apesar de ser domingo. Às 06h32 já estava a sair de S.Amaro para Algés com a carreira 15E. As ruas desertas perante a chuva que insistia em cair faziam prever que o dia ia ser calmo e foi, apesar de muitas ocorrências. Primeira volta completa concluída e no regresso a Algés, uma pausa para um café, para abrir a pestana que teimava em querer fechar. A azáfama no café junto ao terminal de Algés era grande porque hoje era domingo de feira, mas com tanta chuva, muitos eram os que não queriam arriscar a montar a tenda ou a banca.

Há muito que não entrava naquele café até porque com a passagem das rendições de Algés para o Calvário, foram poucas as vezes que parei para os lados de Algés. No entanto é sempre bom voltar onde somos bem recebidos e onde comemos bem. Aquela montra repleta de bolos e salgados faz qualquer um esquecer a dieta nem que seja só por um dia... e lá me esqueci. Comi uma madalena com passas que estava deliciosa. Regressei ao eléctrico e iniciei viagem, mas mal sabia eu que minutos depois voltaria a parar. Aquela viagem tinha como destino o Cais do Sodré, porque em Lisboa insiste-se em fazer provas desportivas no centro da cidade porque só assim parece atrair atletas, mas o certo é que terminaria no Largo da Princesa devido a um despiste de uma viatura de entrega de bolos e pão. 

O dia não começava da melhor forma para aquele condutor com um despiste a causar graves danos nos carros estacionados no sentido oposto. Afinal estas coisas só acontecem a quem anda na estrada e todos estamos sujeitos. Estivemos 1h30 à espera que a PSP chegasse ao local para tomar conta da ocorrência. E depois de desimpedida a linha, lá segui viagem para Santo Amaro. 

Chegou a pausa para o almoço e o regresso foi já com o eléctrico articulado, uma vez que a primeira parte do serviço tinha sido feita com um remodelado, como aliás acontece todas as madrugadas. Rendi no Calvário, fui a Algés e no regresso nova paragem, mas agora depois do Largo da Princesa. Um carro estacionado à grande e à francesa, ou não tivesse este matrícula de Paris. Aviso os passageiros, grande parte dos quais, turistas que provavelmente iria demorar, pelo que poderiam tomar como alternativa 729 ate Belém e retomar percurso de eléctrico até à Praça da Figueira, mas a maioria não ligou nada ao que lhes disse.

Aguardaram... aguardaram até que alguns se dirigem a mim e questionam: "mas quando é que isto anda?" 

- Quando chegar a polícia ou o dono do carro. Não seria difícil a resposta, mas se uns não entendiam o porquê do eléctrico não conseguir passar, outros estavam ali apenas para testar a nossa paciência e profissionalismo, atendendo aos comentários do tipo «já podia ter dito, que já passou um 729...» ou «é todos os dias a mesma coisa com o 15E», como se fosse culpa nossa o mau estacionamento de quem só conta com seu próprio umbigo. 

E o dia não poderia terminar sem a "inspectora da praxe"... Praça da Figueira a 4 minutos da partida, decido chegar à paragem e abrir as portas porque estava a chover. Os clientes entram e sentam-se. A 1 minuto de arrancar para Belém ouço um toc-toc na porta da cabine e a inevitável pergunta: «Então isto não anda daqui?» -Falta 1 minuto, esclareço. A mulher de imediato responde: «Fazem o que querem, é sempre a mesma m****», digo-lhe que reclame com a Carris, porque parece que havia faltado a chapa da frente. A mulher mal criada, insulta-me mandando-me para a piiiiii da minha mãe, que coitada está no hospital. Contei até 10 e pensei que era a última viagem antes de render. Chamar a polícia para a identificar por injúrias, iria causar sérios transtornos para os restantes e eu iria sair depois da minha hora e afinal de contas, as vozes de burro não chegam aos céus. Ela foi feliz na viagem por me insultar e eu acabei o serviço sem problemas.

Mas há mais marés que marinheiros e haverá de chegar o dia em que hei-de vê-la correr atrás do eléctrico...

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

C.E.C. inaugura exposição fotográfica "Eléctrico 326" n'«O Marques», em Lisboa

Agora há mais um motivo para ir almoçar ou jantar ao restaurante "O Marques". Se o local já era recomendado pela boa cozinha e atendimento que aliados ao preço faziam o cartão de visita da casa, agora e sobretudo depois da renovação, o espaço está mais acolhedor e continua a mostrar um pouco da história dos nossos eléctricos. Numa iniciativa conjunta entre o Paulo Marques e o Clube de Entusiastas dos Caminhos-de-ferro, surge a primeira exposição fotográfica sobre a temática dos amarelos. 

Inspirada no 326, cujo proprietário é o o mesmo do restaurante, a exposição mostra várias fotografias do referido eléctrico nos tempos em que transportava passageiros até ao processo de recuperação já a cargo do Paulo Marques, conforme em tempos aqui dei a conhecer através de um vídeo. A preservação da história continua assim a ser salvaguardada por este entusiasta e associado do C.E.C. e hoje foi brindada em pleno restaurante perante outros associados e amigos.

O «Diário do Tripulante» não podia faltar a esta inauguração que pretende ser a primeira de muitas, englobando a temática dos eléctricos. Lisboa ganha assim mais um espaço de exposição temporária para fotografias. Acompanhando esta exposição está o modelo do eléctrico à escala, propriedade do Clube de Entusiastas, enquanto que no televisor vão passando imagens que hoje fazem parte da história mas que outrora faziam parte do quotidiano desta cidade. 

A exposição estará patente durante os próximos meses pelo que não poderá arranjar desculpas para não a visitar e porque não, desfrutar de um bom "bife à Marques" ou outra iguaria. Sente-se sobre os carris instalados no corredor da entrada, ou nos bancos que outrora foram de um eléctrico e desfrute desta viagem pelo tempo, com boa companhia, boa comida e boa bebida.

O Restaurante «O Marques» fica na Rua do Forno, mesmo atrás do Teatro D. Maria II no Rossio e é difícil não o encontrar por muito escondido que possa estar. 


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Dia mau vs Dia bom

E eis que chegou o Outono! O fumo dos assadores de castanhas está de volta às ruas da Baixa e a confusão está de volta no trânsito lisboeta. O Domingo aparentemente prometia ser um dia calmo, salvo nas proximidades das Assembleias de Voto, por ser dia de eleições legislativas em Portugal. Carros com os "4 piscas", bengalas, canadianas e claro está o cheiro a naftalina das roupas que há muito não saíam dos armários. Há que levar a melhor combinação para se ir votar porque há sempre encontros inesperados e encontramos sempre amigos e vizinhos, que embora possam morar bem perto, só os vimos por estas ocasiões. Sempre foi assim, é assim e sempre será...

No entanto o dia na 28E esteve longe de ser calmo. Atulhado de turistas, como já é sua característica, o 28E andava fora de horas e sem espaço para mais uma agulha, ou não tivesse a chuva vindo contribuir para que, mais ainda que nos outros dias, não quisessem sair dos eléctricos no terminal. Depois o trânsito complicava-se junto à Sé com os autocarros de turismo, e os mais nervosos no trânsito chegavam a ameaçar quem lhes aparecia à frente. Chegaram-me a oferecer porrada duas vezes numa só viagem, e sem entender o porquê, porque até estava num dia bem Zen, na esperança que os resultados eleitorais, trouxessem boas notícias, o que acabaou por não se confirmar.

Os turistas que viajavam junto a mim, nem queriam acreditar no que assistiam e perguntavam se era sempre assim, pois também eles não entendiam o porquê de tanta falta de civismo ao volante. Depois a interrupção da praxe com 1 hora de paragem que deixou muita gente pelo caminho e muitos outros à espera, e tudo por causa de alguém que pensou única e exclusivamente no seu próprio umbigo.

Mas como depois de um dia mau, vem sempre um dia bom, hoje o regresso ao Tram Tour, foi assim mesmo, bom. Com os turistas entusiasmados por descobrir Lisboa e sem as confusões habituais, as voltas a bordo do 700 lá foram sendo feitas sem grandes problemas depois de uma manhã que digamos, poderia até ter corrido melhor, caso a comunicação interna entre Carris e Carristur funcionasse melhor, porque as comemorações do 5 de Outubro acabaram por cortar a Rua do Arsenal e nós aguardava-mos uma ordem para trajecto alternativo. Afinal de contas o 5 de Outubro que já nem feriado é ainda causa algum constrangimento na cidade.

Depois no serviço, acabei por transportar um entusiasta que disse saber da existência do meu novo livro, e que fazia questão de me oferecer um DVD com imagens dos anos 50 a 90 dos eléctricos de Lisboa. Acabou a volta, foi ao Hotel e voltou para me oferecer o dito DVD. Pediu-me que não publicasse, nem partilhasse pois era uma oferta pessoal. Foi simpático o seu gesto e vou respeitar o seu pedido. Saiu na Graça e esperou por outra volta só para ouvir o motor do 741 a subir a Angelina Vidal, porque para ele, aqueles sim são os verdadeiros eléctricos de Lisboa. Não se despediu sem antes dizer que espera ansiosamente pelo regresso do eléctrico 24...

  

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Sugestão do Tripulante (15): Liberdade e Resistência no caminho do 12E e 28E

As sugestões de visita estão de volta ao “Diário do Tripulante”, agora também com a versão inglesa à boleia do projecto «Lisboa e Praga de Eléctrico». Esta semana convidamos uma viagem à história da política portuguesa, quando estamos em vésperas de eleições legislativas.

Entre o Limoeiro e a Sé de Lisboa, onde passam as carreiras 12E e 28E, surge renascido após longas décadas encerrado ao público, o edifício da antiga prisão do Aljube. É um edifício dos finais do século XVI, mas foi no Século XX que acolheu muitos presos políticos que resistiam à ditadura do estado novo. Recentemente o espaço foi convertido num museu que pretende ser um espaço de memória e de evocação da luta pela liberdade.

Com entrada gratuita, o visitante começa por fazer a visita no piso térreo, numa sala destinada às exposições temporárias onde está actualmente a exposição «Manifestação. Um Direito». Já a exposição permanente divide-se por três pisos e se fizer o caminho pelas escadas, vai encontrar diversas frases que retratam o passado deste edifício. No primeiro piso aborda-se o tema “Portugal num Mundo entre guerras” onde são apresentados documentos, fotografias e relatos do regime ditatorial. Entre as duas guerras mundiais instalou-se o Estado Novo, comandado por Oliveira Salazar apoiado por militares e com forte inspiração no fascismo italiano. Fala-se ainda das Oposições e Clandestinidade e dos Tribunais Políticos.

Subindo ao segundo piso, o visitante é remetido para a Resistência ao regime, através de revoltas, greves e propaganda clandestina. Surge a intensa luta do Partido Comunista e explica-se o Percurso Prisional e mostram como eram os curros ou gavetas daquele Isolamento no Aljube.

No piso superior o visitante é remetido para o Colonialismo e Luta Anticolonial e claro, para a reposição da Liberdade que chegou na madrugada de 25 de Abril de 1974 com a chamada Revolução dos Cravos, ao fim de 48 anos de Ditadura. Ao longo de toda a exposição, o visitante é surpreendido por vozes e sons que o remetem para a época e no quarto piso, existe um auditório e uma cafetaria com uma vista para o Rio Tejo e para a Cidade.

O piso -1 foi reservado para dar a conhecer a Arqueologia resultante das escavações de 2004 que permitiram evidenciar momentos essenciais do edifício, desde o período romano.

Tram Driver Tips (15): Freedom and resistance in the way of the tram lines 12E and 28E.

The suggestions of visit are back to "Diário do Tripulante", now also in English on a ride the "Lisbon and Prague by Tram" project. This week we invite you on a journey to the history of Portuguese politics, when we are on the eve of parliamentary elections.

Between Limoeiro and Lisbon Cathedral, where it circulates the tram 12E and 28E, it emerges reborn the building of the former prison Aljube, after long decades closed to the public.

It is a building from the late sixteenth century, but it was the twentieth century that hosted many political prisoners who resisted the Estado Novo dictatorship. Recently the space was converted into a museum that aims to be a space of memory and evocation of the struggle for freedom.

With free admission, the visitor begins by making the visit on the ground floor space dedicated to temporary exhibitions which is currently the exhibition "Manifestação Um Direito".
The permanent exhibition is divided over three floors. If you make your way up the stairs, you will find several phrases that represent the past of this building.

On the first floor addresses the theme "Portugal num Mundo entre Guerras" there are presented documents, photographs and accounts of Dictatorial Regime. It was during the Two World Wars , that was settled in Portugal the Estado Novo, lead by António de Oliveira Salazar supported by military and strong inspiration from Italian Fascism. There is also information of the Opposition and Political Courts.

Going up to the second floor, the visitor is referred to the resistance regime through riots, strikes and clandestine advertising. Comes the intense struggle of the Communist Party and explained the Prison course, and it is shown as were the "Curros" or "Drawers" were in Aljube.

Upstairs the visitor is referred to the colonialism, the anticolonial struggle and certainly, for the replacement of Liberty that arrived in the early hours of April 25, 1974 with the Revolução dos Cravos, ending 48 years of dictatorship.

Throughout the exhibition, the visitor is surprised by voices and sounds that refer to the time. On the fourth floor there is an auditorium and a cafeteria overlooking the Tagus River and the city of Lisbon.

The Floor -1 is reserved to publicize the result of Archaeology excavations that took place in 2004 and have highlighted key moments of the building from the Roman period.


Nota: Para visitar o museu deverá sair na paragem "Limoeiro" (12E / 28E)
Note: To visit the museum should get out at the stop "Limoeiro" (12E / 28E)

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Hoje assinalam-se os 143 Anos da Carris!

143 Anos! Poucas são as empresas que se podem gabar de ter tantos anos de vida. A Carris, agora inserida na designada e recente marca "Transportes de Lisboa" completa hoje 143 anos de vida.

Independentemente de uma administração conjunta com o metro e Transtejo, para os seus trabalhadores, nomeadamente tripulantes que são a cara da empresa, será sempre Carris. Uma longa história que só é possível ser contada graças a todos nós, passageiros e funcionários. Todos juntos fazemos a história de uma empresa que em 18 de Setembro de 1872 foi fundada no Rio de Janeiro. A Companhia Carris de Ferro de Lisboa, introduziu na cidade o então moderno sistema de transporte, composto por carris instalados na via pública por onde circulavam carruagens puxadas por animais – os chamados «americanos», que tornaram mais cómodas as viagens até então realizadas noutras carruagens que não evitavam o mau estado das vias por onde passavam. E um ano depois era então inaugurada a primeira linha de carros «americanos», entre Santos e Santa Apolónia.

Depois dos Americanos vieram os Eléctricos a 31 de Agosto de 1901 e seguiram-se depois os autocarros nos anos 40 com os primeiros a serem adquiridos para serviço à Exposição Mundial que se realizou em Belém. Ao longo dos anos, construíram-se novas estações, e apostou-se fortemente na renovação da frota o que fez com que a Carris obtivesse a certificação em 2006. Até 2011 a Carris vinha então, continuando a apostar na melhoria do serviço, com a vinda de novos autocarros, mas esquecendo um pouco a aposta nos eléctricos. Na verdade foram eles o ponto de partida da Carris e são neles que a maioria das cidades europeias aposta.

Depois a empresa viria a passar por dias mais difíceis com a crise instalada em Portugal e planos que levaram à redução drástica de serviços e tripulantes, e hoje a Carris está quase irreconhecível tendo em conta ao que nos foi habituando ao longo da sua gloriosa história de 143 anos. Em breve serão concessionadas as carreiras de autocarro a uma empresa privada – a Avanza, num processo que tem feito correr muita tinta nos jornais e muita contestação. Embora ainda sem decisão do Tribunal Constitucional quanto à permissão da concessão nos moldes apresentados, a assinatura está para breve assim como o fim da actual legislatura. O futuro é portanto incerto com partidos da oposição a prometerem que caso vençam as eleições é tudo para voltar a ser como era até aqui.

Veremos então o que o futuro nos reserva e se daqui a um ano poderemos estar aqui a escrever novamente sobre o aniversário desta centenária empresa de transportes públicos. 

A história resumida da Carris, está disponível de forma mais completa no livro «Lisboa e Praga de Eléctrico» que pode ser adquirido na página do facebook.com/lisbonandpraguebytram 

English version:

143 Years! There are few companies that can boast of having so many years. Carris, now inserted in the designated and recent brand "Transports of Lisbon" complete today 143 years of life.

Regardless of a joint administration with the Metro and Transtejo, for their employees, including crew members who are the face of the company, will always Carris. A long history that can only be told thanks to all of us, passengers and employees. All together we make the history of a company that on September 18, 1872 was founded in Rio de Janeiro. The Carris of Lisbon Iron, introduced in the city then modern transportation system, composed of rails installed in the street where circulated drawn carriages animals - so-called "American", which made it convenient travel so far performed in other carriages that did not prevent the poor state of the roads through which they passed. And a year later it was then inaugurated the first line of cars "American", between Santos and Santa Apolonia.

After the Americans came the Streetcar system at 31 August 1901 and were followed after the buses in the 40's with the first to be acquired for service to the World Expo held in Bethlehem. Over the years, were built new stations, and bet heavily on fleet renewal which caused the Carris obtain certification in 2006. By 2011 Carris then came, continuing to focus on improving the service, with the arrival of new buses, but forgetting a little bet in trams. In fact they were the starting point of Carris and are in them than most European cities bet.

Then the company would go through the most difficult days of the crisis installed in Portugal and plans that led to the drastic reduction of services and crew, and today Carris is almost unrecognizable taking into account what we have been accustomed throughout its glorious history 143 years. Will soon be the concessionary bus routes to a private company - the Avanza, a process that has done much ink to flow in the newspapers and a lot of defense. Although no decision of the Constitutional Court on the permission granted in our molds, the signing is expected shortly as soon as the end of the current legislature. The future is so uncertain with the opposition parties to promise that if they win the elections is anything to go back to how it was here.

Then we will see what the future holds and if a year from now we may be here to write again about the centennial anniversary of this public transport company.

A brief history of Carris, is available more fully in the book «Lisbon and Prague tram" which can be purchased at the facebook.com/lisbonandpraguebytram page.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

«This is 24 tram?» no Chiado Tram Tour...

Dois meses depois voltei ao Chiado Tram Tour, onde surgem turistas que perguntam: «This is 24 tram?» 

Digamos que é uma amostra porque o trajecto é realmente «pequeno e caro», dizem os turistas após uma viagem completa e mais curta quando o eléctrico fica a meio do trajecto devido a uma viatura mal estacionada ou devido às cargas e descargas das cervejas numa zona onde o consumo é tanto que requer abastecimento diário. 

As pessoas ainda não se habituaram à presença do eléctrico passados todos estes meses e as interrupções continuam a marcar o dia de trabalho de quem ali tem de prestar serviço. As viagens ora se fazem num instante, ora demoram eternidades, o que torna complicado cumprir o horário pré-estabelecido e os turistas rapidamente entendem isso acabando por fazer a volta completa. Os carros buzinam perante a marcha lenta do eléctrico que a custo lá vai passando aqui e ali e nem quero imaginar o tempo que levará uma viagem do Carmo a Campolide no futuro. O certo é que o circuito tem de ser prolongado para ter mais procura porque a funcionar como "elevador" tem pouca procura para o desgaste de material a que está sujeito.

Amanhã estou de volta ao Castle Tram Tour e na esperança que tão cedo não volte para estes lados, porque torna-se muito chato andar com o eléctrico vazio quase todo o dia, onde o tempo parece custar mais a passar... 

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