O Diário do Tripulante deseja a todos os seus leitores, passageiros e amigos...
Um Próspero Ano 2015!
** Boas Festas **
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A viagem ao rítmo de temas natalícios passa pela Praça da Figueira, Rua dos Fanqueiros, Cais do Sodré, Av. 24 de Julho, Estação de Santo Amaro onde inverte o percurso para voltar à Praça do Comércio. Os adultos pagam 6 euros, as crianças 3 euros e o pack família (2 Adultos+2 Crianças) custa 15 euros. As crianças até aos 3 anos não pagam. As luzes que decoram o eléctrico vêem-se ao longe e quando este se aproxima o tilintar do sino chama a atenção dos mais distraídos que não o deixam de seguir com um simples olhar. É a magia do Natal de volta às ruas da capital e este ano em tons de cor-de-rosa à semelhança do ano anterior.
A situação é já normal há muito pelos lados de Santos, Lapa mas sobretudo na Rua de São Paulo. Centenas de pessoas vêm o seu trajecto diário ser interrompido por alguém que pensa exclusivamente no seu umbigo. A situação ocorre várias vezes por semana e prejudica seriamente o serviço prestado pela Carris que tem quase sempre de esperar pela disponibilidade de um reboque para remover os carros que impedem a passagem do eléctrico.
Resolvida a interrupção, prossegui então viagem para os Prazeres, mas na viagem seguinte, nova paragem devido a um carro mal estacionado. Desta feita em plena Rua de São Paulo, onde além da falta de consciência de quem estaciona, uma simples alteração no estacionamento autorizado resolvia a questão. Bastava retirarem 5 centímetros ao passeio, mas parece que não há vontade de ninguém em querer resolver esta questão, ou diz-se mesmo que não se pode mexer na quota do passeio, quando há em Lisboa passeios bem mais estreitos que aquele.
Desta feita, não foi o reboque que veio resolver a situação, mas sim os braços dos turistas e restantes passageiros que cansados de esperar decidiram meter mãos à obra e pegar no carro para dentro do recorte, de forma a que o eléctrico conseguisse prosseguir viagem, com o habitual "farrobadó" de palmas e gritaria pela emoção de terem conseguido com que o eléctrico se voltasse a mover. Sorte a do proprietário da viatura que se livrou de o ir buscar ao parque da PSP.
O certo é que o dia não poderia terminar sem mais episódios deste género até porque esta "série" tem mais impacto quando se trata de uma sexta-feira. A zona de Santos com inúmeros bares e discotecas, faz com que assim seja. E na última viagem dos Prazeres para a Rua de Alfândega, já atrasados devido à interrupção anterior, lá ficaram os eléctricos uma vez mais parados porque alguém decidiu estacionar em plena via de trânsito.
Um dia realmente atípico, em todos os aspectos, até porque tinha trocado eu o meu serviço para sair mais cedo, por ter um jantar de aniversário combinado e quando era suposto sair ás 21h30 acabei por terminar o meu serviço às 23h45 porque até seguir viagem na recolha rumo a Santo Amaro, ainda haveria de apanhar nova interrupção e desta feita por um carro da Polícia Municipal, porque provavelmente naquela hora já não deveriam passar eléctricos e porque nestas noites há sempre ocorrências em volta dos estabelecimentos deste eixo onde a vida nocturna consegue superar a rotina diária daquela artéria da cidade. E agora questiono eu uma vez mais: Mas até quando isto continuará assim? Até quando não haverá uma solução para esta carreira poder circular sem constrangimentos?