sábado, 10 de maio de 2014

[Off Topic]: Festa inaugural do Village Underground Lisboa teve lugar hoje

Decorreu hoje (10/05/2014) ao final da tarde a festa de inauguração oficial do Village Underground Lisboa, que está desde Abril de 2014 instalado no complexo do Museu da Carris, na Estação de Santo Amaro, em Lisboa. A paredes meias com os eléctricos que ainda hoje circulam nas ruas de Lisboa e com os que já fazem parte do passado, tal como os autocarros que fizeram história ao longo dos 141 anos de vida da Carris, o Village Underground Lisboa, tem já parte dos seus escritórios partilhados ocupados por criativos e artistas das mais diversas áreas. 

Um autocarro transformado em café e um espaço de convívio agradável e ideal para quem pretende dar o primeiro passo no seu projecto pessoal e profissional. A réplica do Village londrino está portanto em crescimento no coração da capital portuguesa e de portas abertas para o receber. O Diário do Tripulante também lá esteve e dá-lhe agora a conhecer um pouco do espaço composto por contentores e antigos autocarros da Carris...

Veja as fotos do Village Underground Lisboa:










"A noite não podia deixar de ser de festa, por isso conte com o concerto de Jibóia e MGDRV, e os DJ Sets de Stereo Addiction, Heartbreakerz, Twofold e Dilen. 
A curadoria da Red Bull Music Academy Radio vai levar a quatro contentores Klipar, Rastronaut, White Selecta e Pedro Menício. 
Por fim, na exposição Orffman, vários artistas interpretam álbuns de rock psicadélico, acrobacia e live painting. 
A juntar ainda intervenção live painting por Urburner, acrobacias de rua pela Buzico Agência e a possibilidade de livre circulação pelos espaços de trabalho para conhecer os projectos residentes.
Entrada livre." in Destak

Mais informações sobre este projecto disponível no Facebook em http://www.facebook.com/villageundergroundlisboa

quarta-feira, 7 de maio de 2014

7 Anos ao serviço da Carris...

E hoje assinalam-se 7 anos desde o dia em que entrei na Companhia Carris de Ferro de Lisboa, onde iniciei funções como motorista, desempenhando actualmente o cargo de guarda-freio. São 7 anos de muitas histórias, de muitas viagens e de um gosto pelos transportes que cresce de ano para ano. Costumo dizer que tive sorte, quando a 7 de Maio de 2007 entrava nas instalações da Carris para uma nova carreira da minha vida profissional, depois de uma passagem pelo mundo da comunicação social, onde me faltou aquele factor "C". 

Na Carris encontrei o caminho para conduzir os meus objectivos pessoais e profissionais, porque adoro conduzir, porque admiro o contacto (nem sempre fácil) com o público e porque gosto de movimento. Estava portanto no caminho certo. O gosto por representar esta marca e vestir a farda que outrora impunha respeito, foi-se mantendo e apesar de tudo, da crise, dos "roubos" a que temos sido sujeitos, continuo diariamente a desempenhar funções aos comandos dos veículos da CCFL, com a mesma dedicação, empenho e paixão. Com o mesmo orgulho em vestir a camisola e acreditar que o futuro será melhor que o presente. 

Estes 7 anos passaram rápido, e pelo meio, houve a possibilidade de criar este espaço que pensei e criei para relatar e dar a conhecer como é de facto esta profissão a que poucos dão valor. Para mostrar que um motorista ou guarda-freio não está ali apenas para abrir e fechar portas. Para provar que nem sempre é fácil conduzir pessoas numa cidade como Lisboa, onde o stress impera e onde o trânsito respeita cada vez menos o transporte público. 

Depois veio a oportunidade de colocar em livro as melhores histórias que por aqui passaram, numa experiência única e inesquecível que teve lugar no emblemático Museu da Carris, local que admiro bastante e onde teve lugar o lançamento do «Diário do Tripulante - As melhores histórias e aventuras». Ao longo deste tempo, tive igualmente a oportunidade de defender o eléctrico como símbolo de Lisboa, dando ideias, promovendo-o junto das redes sociais e dando a conhecer um pouco dos seus bastidores também neste espaço, através de vídeos ou fotografias. 

Foram 7 anos que me deram igualmente o prazer de conhecer gente interessante, no mundo dos transportes públicos, sejam profissionais ou simples entusiastas. Mas foram também anos com alguma amargura, porque nem tudo é um mar de rosas. Contudo foram um conjunto de anos que considero vitais na minha carreira profissional, porque acima de tudo, é importante poder fazer aquilo que se gosta e na Carris eu tenho esse prazer. Novos projectos pessoais se encarrilam no horizonte e a nível profissional muitos mais anos se esperam pelos carris de Lisboa, ao mesmo tempo que espero igualmente, que seja realmente dado o devido valor a quem faz movimentar a cidade de Lisboa à superfície, ou seja, os Tripulantes da Carris.

Se serão mais 7... 10... 20... anos, o tempo se encarregará de o dizer, mas certo é que o meu gosto pela Carris e por aquilo que faço, ninguém poderá alterar e assim sendo, sempre envergarei com gosto e orgulho a camisola da Companhia Carris de Ferro de Lisboa, que este ano celebra os 142 anos de vida.

sábado, 3 de maio de 2014

Vem aí nova invasão espanhola... «Es increíble cómo muchas personas toman fotos del tranvía.»

Têm sido umas semanas de loucos estas últimas vividas na capital portuguesa. E deixemos de parte o futebol, porque festa não tem faltado nesse campo, com o Marquês de Pombal a servir de palco, originando alguns cortes das carreiras que por ali passam. Refiro-me contudo à enchente de turistas que abalou Lisboa e que promete aumentar com a chegada da final da Liga dos Campeões e com o verão que parece querer chegar mais cedo, a constatar pelas temperaturas que já se fazem sentir.

Os eléctricos têm sido poucos para tanta procura o que por vezes deixa uma imagem menos positiva da nossa cidade no que a mobilidade diz respeito, mas o certo é que nem que tenham de esperar 1 hora numa fila, eles esperam e desesperam por um eléctrico que vem quase sempre cheio e para os quais são necessários os cuidados necessários para que nada falte no fim da viagem. Se o eléctrico das colinas tem andado lotado, o que se dirá do conhecido 28E que é o "monumento" mais procurado na cidade de Lisboa por quem nos visita, pois é raro o dia que não perguntem por ele.

Com tantos turistas em Lisboa e ainda com os que estão para vir, como é o caso da próxima terça-feira em que Lisboa terá cerca de 12.000 turistas provenientes dos cruzeiros, num recorde que será uma vez mais batido pelo Porto de Lisboa, os que por cá habitam optam ou pelo autocarro ou por andar a pé. 

Encantados com Lisboa das 7 colinas, os turistas que nos visitam ficam cada vez mais eufóricos e não se cansam de elogiar a capital portuguesa. Esta semana transportei dois grupos de turistas no eléctrico das colinas que eram prova disso mesmo. Se os que vieram do outro lado do Atlântico se mostravam loucos com a forma como o eléctrico funcionava «graças ao movimento de uma manivela apenas...» já nuestros hermanos do país vizinho, diziam que «estamos muy contentos con esta ciudad. Es increíble cómo muchas personas toman fotos del tranvía. Vas a correr el mundo amigo!», e de facto não me importava, mas para já vai sendo apenas através das inúmeras fotografias que já me tiraram e por vezes são tantas que chegamos a pensar que trabalhamos num autêntico "BigBrother", onde toda a gente nos controla a toda a hora, a todo o instante e em qualquer lugar. 

Mas a presença de duas equipas espanholas na final da Liga dos Campeões tem sido de facto tema de conversa a bordo do colinas quando se encontram espanhóis, sejam adeptos do Real ou do Atlético, porque ambos dizem que vão ganhar. Cá estaremos para ver quem leva a taça, aquela que andou também ela, a bordo da "casinha" amarela da Carris...


domingo, 27 de abril de 2014

Assim foi Abril, o mês em que a revolução foi lembrada nas ruas de Lisboa

Passou a semana da revolução. Ou melhor dizendo, passou a semana em que se recorda a revolução que pôs fim à ditadura, aquela que trouxe a liberdade às ruas, liberdade essa por vezes exagerada como se constata pelos inúmeros problemas que têm ocorrido nas madrugadas da carreira 15E por exemplo. Mas Lisboa não quis ficar indiferente aos 40 anos do 25 de Abril de 1974 e foram inúmeras as iniciativas que acabaram por causar inúmeras interrupções ou constrangimentos no trânsito da capital.

Se a semana da Páscoa tinha feito chegar inúmeros turistas que encheram uma vez mais os eléctricos de Lisboa num vai e vem constante em busca do que melhor há para se ver em Lisboa, seguiram-se depois as festividades que têm o cravo vermelho como símbolo. Concertos, manifestações, marchas de homenagem e até exposições das forças armadas portuguesas em plena Praça do Comércio quiseram relembrar o feito das tropas comandadas por Salgueiro Maia.

Mas a revolução que muitos pedem novamente, ainda não aconteceu e muitos acabam mesmo por não compreender como se comemora uma liberdade cada vez mais degradada. E se o eléctrico não anda por causa de um chaimite que está em plena Rua Vítor Cordon no meio de uma manifestação, então, lá terá o guarda-freio de se preparar para ouvir comentários de quem vê a liberdade da sua viagem ser interrompida. «Mas que culpa tenho eu do 25 de Abril senhor? Mande mas é tirar isso da frente e siga…», dizia uma senhora no Largo do Camões.


Uma semana marcada igualmente pelas já habituais interrupções da Rua de São Paulo, que nos deixam a questionar, mas até quando isto continuará? Ruas com passeios mais estreitos e nesta em que o mesmo podia ser reduzido 5 centímetros, nada se faz. E assim se continuará a dar uma imagem a quem nos visita que não é certamente a melhor. Contudo, muito mudou depois do 25 de Abril de 74, os transportes foram um dos sectores que se modernizaram, como mostra a excelente reportagem da RTP que sugiro agora através do link: http://www.rtp.pt/play/p1519/e152000/um-dia-cinco-estorias ou do vídeo que disponibilizei no Youtube:



Um retrato da Lisboa de ontem e de hoje, onde não foram esquecidos o polícia sinaleiro, o guarda-freio, o motorista, entre outros num trabalho jornalístico sobre o 25 de Abril, intitulado "Um dia, Cinco histórias", apresentado por Mafalda Gameiro, elaborado por Marta Jorge, com imagem de Carlos Oliveira e edição de Vanessa Brízido, que abriu o programa emitido a 26 de Abril de 2014.


quinta-feira, 17 de abril de 2014

Champions League a bordo do «amarelo» da Carris...

"Road to Estádio da luz..." poderia ser o título escolhido para este texto sobre a viagem que hoje a taça dos clubes campeões europeus fez por Lisboa até chegar aos Paços do Concelho. Com paragem em Belém, a Taça da Champions League seguiu viagem no eléctrico 15 até ao Cais do Sodré onde entrou a bordo do Metro rumo aos Restauradores. Subiu depois o Ascensor da Glória para avistar as colinas do topo do Miradouro São Pedro de Alcântara, de onde seguiu para a Câmara Municipal de Lisboa. A taça, acompanhada pela sua congénere da prova feminina ali ficará exposta até Maio, o mês em que no Estádio da Luz terá lugar a final da Liga dos Campeões. Veja então como foi o percurso das taças pelos transportes de Lisboa nesta manhã de Quinta-feira, através do vídeo disponibilizado pela Carris...

domingo, 13 de abril de 2014

Sete dias depois...

Sete dias depois o filme repetiu-se. Primeira viagem... primeira interrupção e escrevo primeira porque uma hora depois, o reboque apareceu, rebocou o carro, mas andei apenas 150 metros até parar novamente devido a quem pensa só no seu próprio umbigo. Como se não bastassem as obras da Avenida Ribeira das Naus a entupir a Rua do Arsenal,  a Câmara decidiu ordenar o corte de transportes na Travessa do Corpo Santo, contudo as obras previstas não começaram e o certo é que a rua permanece aberta. Ainda assim, o circuito turístico de eléctrico circula em sentido contrário ao habitual e não havendo carreira 25E a circular na Rua de São Paulo, cabe à primeira chapa do dia fazer de "carro vassoura".

Os turistas ficam com as sete colinas numa simples miragem, mas com muitas fotografias de como por cá se estaciona. Muitos questionam mesmo o porquê da polícia não ser mais rápida, mas quase sempre evito dizer-lhes que há poucos reboques de serviço para não parecer mal. O certo é que se uns são persistentes, outros há que querem de imediato a devolução do dinheiro ou outra alternativa, porque férias é para conhecer novas cidades, novas culturas, mas não para estar parado uma hora à espera de um reboque. 

Reboque esse, que chegou, rebocou o carro permitindo assim que prosseguisse viagem até 150 metros mais à frente. Já sem clientes, restou-me esperar ou que o reboque fosse largar o carro no parque de rebocados e voltasse, ou pelo proprietário(a) do segundo carro mal estacionado, o que acabou por acontecer, quando a senhora chegou e perguntou: «Mas não passa?»

De facto a vontade era mesmo mostrar como passava, para depois a senhora perceber o porquê de chegar e ali estar um eléctrico parado mesmo ao lado do seu carro. Isto tudo num fim-de-semana que já deu uma amostra do que será o próximo, com a invasão espanhola habitual na Páscoa, que este ano se poderá tornar ainda pior, caso o Benfica vença ao Olhanense e se torne Campeão Nacional de Futebol, o que irá trazer certamente para as ruas milhares de pessoas e automóveis. Bendita seja a folga no próximo fim-de-semana. Boas viagens a bordo dos veículos da CCFL.


domingo, 6 de abril de 2014

Dias de azar com horas de sorte e um agradecimento ao SIR da Polícia de Segurança Pública

A minha semana ainda não chegou ao fim e posso até, crer que o pior não terá já passado se tiver-mos em conta as obras da segunda fase da Avenida Ribeira das Naus que veio canalizar novamente o trânsito para a Rua do Arsenal, provocando longas filas de espera, atrasando carreiras e recolhas. Contudo, os dias já trabalhados até hoje também não foram um "mar de rosas". Se a semana começou ao volante de um autocarro na carreira 25E devido a um corte da Travessa do Corpo Santo que vai entrar para obras também amanhã, tendo a carreira já sido encurtada por indicação da C.M.L. a Santos, na sexta-feira deixando os passageiros da 25E descontentes com a situação e a reclamarem com os motoristas ou guarda-freios - como queiram - dizendo até que os mesmos «deviam ir à CML reclamar porque são os nossos porta-vozes no que ao descontentamento diz respeito. Pois pagamos o passe para andar de transporte e não a pé!»

Mas se na 25E as coisas não corriam muito bem aos primeiros carros após a alteração, já os últimos dois dias foram aos comandos do eléctrico turístico, que se vê também assim, obrigado a realizar o trajecto novamente no sentido oposto.

A confusão instala-se quando a procura por parte dos turistas é muita e torna-se no mais cansativo dos serviços, porque explicar em diversos idiomas que o que vão ouvir indicando à direita passa a ser à esquerda e vice-versa, causa algumas questões por parte de quem quer a todo o custo ver Lisboa como se não houvesse amanhã. Concordo contudo que Lisboa é de facto uma cidade fantástica que qualquer um devia visitar, tem excelentes atracções turísticas, tem o Tejo a banhá-la, tem grandes centros comerciais, jardins, museus, etc... Mas Lisboa terá certamente e por vezes os turistas mais complicados do universo.

O Sábado começou com uma interrupção no Largo de Santos. Dos três turistas a bordo na primeira viagem do dia, apenas restaram dois porque uma espanhola não tinha tempo para aguardar pelo reboque. E foram precisos 50 minutos para que o reboque chegasse e removesse o veículo que ou terá sido restos de uma noite longa ou falta de bateria, a constar pela presença dos cabos no banco da frente. Eléctrico retido durante uma hora, viagem das 10h00 cancelada e das 10h30 a circular num trajecto alternativo, levando a que a fila de turistas se alongasse na Praça do Comércio, numa espera imprópria para cardíacos. Desimpedida a linha, prossegui viagem até ao final onde cheguei já perto das 11h50. A chegada do eléctrico à Praça do Comércio, criou por certo naqueles mais de 40 turistas uma sensação semelhante aos que visitam Roma e avistam o Papa a aparecer ja janela para a missa dominical. 

Com apenas 24 lugares disponíveis por eléctrico, juntamente com a promotora solicitamos aos 24 primeiros da fila que entrassem, mas havia um enorme problema. Dos mais de 40 turistas, todos diziam fazer parte dos 24 primeiros. Não houve chapada entre eles, mas pouco faltou. O stress apoderou-se de quem estava já há uma hora à espera, mesmo sabendo a causa do atraso que não dependia certamente de nós. A gritaria instalou-se de tal forma que tive de impor alguma ordem dizendo que apenas conseguia escutar um de cada vez e que assim com todos aos berros seria difícil e ainda se iria atrasar mais a partida seguinte. Mas escusado será dizer que poucos pareciam querer compreender o que quer que fosse. 

Depois a interrupção seguinte seria causada por uma avaria de um eléctrico que não se movia pelos próprios meios tendo aguardado o reboque. Sorte que nesta os turistas estavam comigo a presenciar e não havia margens para dúvidas. Uns seguiram outras alternativas, como visitar o Bairro Alto ou o Chiado, enquanto que a maioria decidiu aguardar 40 minutos dentro do eléctrico.

Mas se o Sábado foi complicado, esperava-se que o Domingo fosse melhor. E até foi, na maioria dos casos. Menos turistas, mas ainda assim a comporem e bem a lotação dos eléctricos, em busca das sete colinas de Lisboa. A esperada interrupção na zona das discotecas em Santos, acabou por não aparecer e todas as viagens da manhã foram feitas, tal como aconteceu pela tarde, até ao momento em que o trânsito se instala em abundância na Praça do Comércio e em que um dos eléctricos fica preso na Graça impedido de passar por causa de um carro mal estacionado, precisamente ao mesmo tempo em que eu fico impedido de prosseguir viagem na Rua de São Paulo.

Comunico a interrupção à central que me prepara e bem para uma longa espera, porque o reboque estava também solicitado para a Graça. Os turistas ainda mostraram alguma resistência e vontade em pegar no carro, mas quando viram que o carro não era realmente leve, decidiram perguntar por outras alternativas. Sugeri o elevador da Bica, caso quisessem ir para a zona do Chiado ou do Castelo, tomando como alternativa o eléctrico 28E após a subida da Bica. Outros voltaram para a Praça do Comércio e 10 minutos depois já não tinha passageiros no eléctrico. 

Os minutos iam passando e ninguém aparecia. Mas se há dias de azar, também há horas de sorte. Quando tudo fazia prever que por ali ia ficar até tarde, eis que passa uma carrinha da Secção de Intervenção Rápida da PSP (SIR), que ao avistar o eléctrico parado por causa do carro mal estacionado, recua para se inteirar da situação. Após resumida a situação sobre a solicitação do Reboque que já ia além dos 30 minutos, questionam-me por alternativas, visto que o reboque ainda iria demorar algum tempo, segundo a comunicação efectuada via rádio pelos mesmos. Digo-lhes que apenas seria recuar até ao Corpo Santo e recolher, dado que aquela era a minha última viagem. Tinha partido da Praça do Comércio às 16h30 e eram já 17h40. 

«Então fazemos isso. Nós auxiliamos a manobra porque se não, isto vai demorar a sair daqui e cancela-se o reboque, uma vez que já não há mais eléctricos hoje», dizia o agente principal daquele grupo de Polícias. E lá saíram 4 elementos da carrinha para cortar momentaneamente a Rua das Flores e o Largo do Corpo Santo, ao mesmo tempo que a Carrinha ia na retaguarda do eléctrico a abrir caminho perante um trânsito que sem a referida ajuda seria impensável de se poder fazer tal manobra. Concluída a manobra, prossegui então para a recolha a Santo Amaro, agradecendo a colaboração dos referidos agentes que de forma simples e rápida conseguiram solucionar um problema que tinha "pano para mangas". 

Assim, se durante a semana anterior elogiei aqui o trabalho do agente Martins, do Cais do Sodré, não posso igualmente deixar de o fazer perante os elementos do SIR que ajudaram assim a que eu conseguisse chegar a horas à estação para o merecido descanso, porque caso contrário talvez ainda lá estivesse à espera ou do reboque ou do condutor que decidiu deixar o carro estacionado meio metro afastado do passeio. E assim vão decorrendo as viagens que muitos levarão de recordação de uma cidade bonita, com o seu encanto, mas onde a falta de civismo continua a imperar. 

Boas viagens a bordo dos veículos da CCFL.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

O nosso obrigado ao Agente Martins da Polícia Municipal

Só quem passa esporadicamente no Cais do Sodré, poderá ignorar a importância de um dos agentes da Polícia Municipal que ali costuma estar de serviço a ordenar e a repor o respeito entre os automobilistas que constantemente olham só para o seu próprio umbigo. As obras no eixo ribeirinho começaram há já alguns anos e desde então a presença do agente da Polícia Municipal, na Praça Duque da Terceira tem sido fundamental para o bom funcionamento das carreiras que ali passam. Mas não pode ser um agente qualquer. 

Não se quer com isto fazer qualquer tipo de comparação com as arbitragens ou com casos BPN's e afins em que uns beneficiam outros, ao mesmo tempo que outros são sempre os prejudicados a pagar a factura. O certo é que no que ao trânsito diz respeito, aquele cruzamento acaba de nos provar que nem sempre a polícia de trânsito é a melhor solução, até porque já por lá passaram diversas vezes. A opinião entre os guarda-freios é generalizada e creio ser igualmente subscrita pelos nossos colegas motoristas, de que o agente Martins da Polícia Municipal, é o único que consegue pôr o Cais do Sodré a andar. 

A sua presença naquela praça é notória e quando lá não está, as filas chegam a Santos ou à Praça do Comércio, causando longos atrasos nas carreiras que ali passam ou nas recolhas de quem chega a estar ali parado na hora que devia já estar a chegar a casa. 

Portanto se há homenagem que tem de ser feita, esta é uma delas, porque o trabalho do agente Martins, reflecte-se no dia-a-dia de quem usa o transporte público e é tão importante no Cais do Sodré, como o do agente Paixão no cruzamento de Belém. Pronto para dar prioridade ao transporte, ou para ordenar que quem passa um contínuo para escapar à fila, seja obrigado a seguir para a direita contornando a praça, porque o tempo das "xico-espertices" tem de chegar ao fim. O agente Martins é sem dúvida uma peça fundamental num Cais do Sodré que se prepara agora para novos constrangimentos com o encerramento da Av.Ribeira das Naus para a segunda fase da obra.

Assim sendo, e após conversa com alguns guarda-freios, decidimos que a Polícia Municipal, devia ter conhecimento desde nosso louvor ao referido agente porque nem só de reclamações devem ser feitas as comunicações às entidades competentes. O nosso obrigado ao agente Martins, do Cais do Sodré, que sempre que pode vai dando também alguma ajuda ao terminal dos eléctricos turísticos da Praça do Comércio, constantemente invadido por Tuk-Tuk's ou Táxis.

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