terça-feira, 18 de março de 2014

[Off-Topic]: Clube de Entusiastas volta a juntar população da Ajuda em defesa do 18E

Foi inaugurada hoje mais uma exposição fotográfica dedicada aos eléctricos de Lisboa. Em mais uma iniciativa do Clube de Entusiastas do Caminho-de-Ferro, desta feita com o apoio da Junta de Freguesia da Ajuda, e sob o tema «Defesa da Linha 18», vários foram os entusiastas e amigos do eléctrico que se juntaram no Mercado da Boa-Hora para relembrar situações e histórias vividas ao longo de mais de 85 anos. 

Num local emblemático para a freguesia da Ajuda e pouco comum para este tipo de eventos, o Mercado da Boa-Hora recebeu além do Peixe e da Fruta que habitualmente ali se apregoam, fotografias actuais e do passado que deram cor a um espaço onde não faltou um modelo à escala 1/10 do tradicional eléctrico 18E, tendo sido um dos principais atractivos da manhã.

A exposição que conta também a história dos eléctricos em Lisboa, estará patente ao público até dia 17 de Abril das 09h às 20h em todos os dias úteis, e é de acesso gratuito. Também hoje e por ser dia de 18 como aliás tem acontecido desde há um ano a esta parte, a população da Ajuda juntou-se uma vez mais no terminal da carreira para uma viagem com início às 18h00 rumo ao Calvário, numa iniciativa promovida também ela pela Junta de Freguesia da Ajuda, fazendo assim lembrar a importância desta carreira para aquelas gentes. 

Ainda durante a inauguração da exposição, foi feito um breve discurso por parte do presidente do Clube de Entusiastas do Caminho-de-Ferro, que captou por instantes a atenção dos que ali se deslocaram para visitar a exposição neste seu primeiro dia. Foi oferecido um digestivo aos presentes onde se destacaram além do corpo representativo da Junta de Freguesia, antigos guarda-freios e até dirigentes da Carris. O Diário do Tripulante não quer também deixar de agradecer ao CEC, na pessoa do sr. José Pinheiro pelo convite feito e pela simpatia com que uma vez mais me recebeu.

O Clube de Entusiastas do Caminho-de-Ferro continua a querer apostar em novas exposições e está receptivo a novas ideias que podem ser transmitidas através da sua página oficial www.cecferro.pt e através do facebook em facebook.com/clubedeentusiastascaminhodeferro 

segunda-feira, 17 de março de 2014

[Off Topic]: Uma inspiração chamada "LX Type"

E porque todos os dias são diferentes, porque Lisboa é diferente e porque a LX Type é diferente, aceitei o convite dos criadores da fonte oficial de Lisboa, para uma simpática conversa sobre Lisboa, os eléctricos e claro a "LX Type". A fonte inspirada na rede dos eléctricos de Lisboa continua a marcar os lisboetas e há até quem a já tenha tatuado para que fique com uma marca de Lisboa para sempre. A agência Leo Burnett apresenta agora mini documentários onde dá a conhecer o projecto, visto por quem o recebeu de braços abertos. 

Pode não ser de leitura fácil ou de agrado de todos, mas o certo é que a "LX Type" veio para ficar e percorrer as principais páginas da imprensa internacional. Um projecto que ultrapassou certamente as expectativas dos seus criadores, muito graças à sua originalidade. Recorde-se que a "LX Type" passou por aqui mal surgiu na rede e se não leu leia agora o que aqui se escreveu com inspiração na nova fonte de Lisboa.



As histórias em redor da LX Type podem então ser vistas e revistas em lxtype.pt

domingo, 16 de março de 2014

Dia para esquecer na 15E, com corridas, cerimónias e muita paciência esgotada

Se ontem tudo fazia prever que a manhã de hoje fosse tranquila para os guarda-freios da carreira 15E por ocasião da Meia Maratona e do Render da Guarda em Belém, o certo é que foi uma manhã para esquecer, sobretudo para mim, que fui o único a trabalhar entre Belém e Algés, onde nem o 729 passava sem eu mesmo perceber o porquê. O certo é que o dia começava logo a mostrar sinais que não ia ser um dia fácil porque logo após a saída da estação, um acidente em Belém obrigava-me à primeira paragem do dia, mas com polícia em excesso nas redondezas, acabou por ser rápida a resolução.  

Com tempos de espera em Algés superiores ao normal, já era de esperar que os passageiros não me poupassem, até porque andava com um eléctrico remodelado, onde o contacto é directo. Mas o pior nem foi o facto de ter estado ali sozinho, mas sim a incompreensão das pessoas que mesmo ao verem inúmeros polícias e ruas cortadas assim como atletas a correr na marginal, diziam que não entendiam o porquê dos eléctricos não passarem de Belém. A manhã ia no entanto passando ao ritmo das viagens entre Algés e Belém com milhares de pessoas nas ruas de Belém após a passagem da meta da Meia Maratona de Lisboa que bateu novo record de participantes nesta edição de 2014.

Terminado o render da guarda no Palácio de Belém chegava então a altura de ir render para a pausa do Almoço e a segunda parte do serviço, seria então de Articulado, muito graças ao esforço do pessoal da manutenção. Agora era então altura de trazer os atletas de Belém para o centro e os autocarros destacados para o efeito eram poucos para tanta gente. Lisboa mostrou uma vez mais que os trabalhos de bastidores em redor destas grandes provas, não está preparada e muito há para se fazer. 

Mas se tudo fazia prever uma tarde tranquila fechadinho na cabine, o certo é que o encurtamento de uma das viagens acabaria por causar confusão a um idoso que nem sei como era capaz de andar na rua sozinho. Perdido em Pedrouços, bateu-me na cabine a perguntar se «vai para a praça ao lado do Rossio?», e lá lhe informei que ia apenas até Santo Amaro. Mas o senhor desorientado acabava por dizer «então eu saio no Cais do Sodré, porque moro em Alvalade...» 

Eu dizia-lhe uma vez mais que terminaria a viagem em Santo Amaro e não iria chegar ao Cais do Sodré, mas o senhor além, de perdido era um pouco surdo e teimava em dizer-me que iria sair no Cais do Sodré ao mesmo tempo que me puxava a porta da cabine não deixando-a fechar. Lá lhe disse que tinha de me deixar fechar a porta para prosseguir viagem, mas o senhor acumulava à desorientação, os nervos porque não sabia como chegar a casa. Disse-lhe que se sentasse e que no final da viagem orientava-o e assim foi...

....Mas até Belém, porque voltou a questionar-me perante um eléctrico cheio de passageiros que também eles já tentavam encorajar o senhor a sair na paragem de Belém e apanhar o 727, porque outra alternativa não havia naquele momento. Com algum custo lá seguiu os nossos conselhos e nós lá prosseguimos viagem numa tarde semelhante a tantas outras de domingos, em que quem nos visita ficará certamente com uma péssima imagem da mobilidade na nossa cidade onde é impossível cumprir-se os horários, ora pela quantidade de gente que procura a pouca oferta que há, ora pelo tempo dado para cada viagem.  

Por fim, apenas uma sugestão para quem pretende nestes eventos descomprimir do stress diário, praticando desporto, como o caso da meia maratona: Se não tiveram pressa em ir correr não tenham também pressa depois de correrem, e informem-se da forma como se devem deslocar para os vossos destinos, para evitarem situações como as presenciadas este domingo. Boa semana a todos.

Imagens: «O xiclista», «Wikimedia» e «Mundo Vitaminado»

quarta-feira, 12 de março de 2014

Obras: Sim ainda há obras na Rua da Prata!

" Próxima paragem... Rua da Alfândega! " , «Então mas isto não ia para a Praça da Figueira?», pergunta de forma bastante indignada logo pela manhã um passageiro que tinha entrado a bordo do 15E após uma corrida no final da Av. Infante Santo, que não lhe permitiu sequer olhar para a bandeira de destino. Se a dúvida por parte deste passageiro quanto ao destino existia embora algo desacertada, já quanto ao tempo verbal que utilizou na questão foi o mais acertado. Porque de facto a carreira 15E ia para a Praça da Figueira há umas semanas atrás porque a obra no colector da Rua da Prata que se previa rápida, acabou por não o ser e ainda hoje se mantém o desvio para a Rua da Alfândega. Contudo quando nos questionam na cabine o porquê do desvio que já não é de ontem nem de antes de ontem e lhes informamos que se deve a uma obra, poucos são os que acreditam e que dizem mesmo que «arranjam mil e uma desculpas para enganar o povinho que já pagou o passe...»

Mas hoje a 15E estava naqueles dias em que tudo parecia acontecer para nos atrasar ou chatear. Após duas viagens ainda pela fresca, a primeira porta decidiu não colaborar com os serviço e recusava-se a fechar. Num primeiro pensamento pensei que poderia ser alguém junto das células que a impossibilitavam de fechar, mas não. Estava profundamente enganado até porque logo de seguida o computador acusava "pequena avaria na porta 1, Bloquear porta 1", mas o certo é que a porta lá se fechou e prossegui viagem. Mas não por muito tempo. Uma paragem depois, o mesmo problema e como se não bastasse, dezenas de pessoas a bufarem, num elevado teor de stress concentrado num eléctrico onde os olhares se centravam na minha pessoa. Tentei bloquear a porta e com algum custo lá se conseguiu resolver o problema para alívio dos que iam para o trabalho, para a escola, ou para onde quer que fossem. 

Ainda assim há passageiros que por muitos dias que andem na 15E ainda não sabem como as portas funcionam e ainda continuam a afastá-las para as abrir quando elas já estão a fechar, ou ainda há os que começam a bracejar para o nosso retrovisor, como quem diz que somos cegos, já para não falar dos que começam aos berros no interior a dizerem que os entalámos. O guarda-freio é naquele carro, o elo mais fraco mas por vezes o que está a assistir na "tribuna", a tamanha incompreensão por parte dos que diariamente ali se transportam.

Mas se a manhã na 15E foi repleta de situações que aqui esgotariam o espaço disponível para o post, já na parte da tarde tive serviço na carreira 12E que também ela sofre com a dita obra da Rua da Prata. E quem também não deixa de sofrer são os passageiros desta carreira que se queixam do tempo de espera ser maior, devido à alteração do percurso com a volta ao Largo do Camões. Muitos chegam mesmo a dizer que não percebem o porquê de não meterem lá «um autocarro dos pequeninos» como são conhecidos por quem ali habita, mas uma vez mais queixam-se a quem nada pode fazer. E assim vão os transtornos a marcarem presença assídua no dia-a-dia de quem tem de recorrer a estas carreiras, por causa de uma obra que todos desejam ver finalizada, ao mesmo tempo que muitos outros defendem a continuidade do 15E na Rua da Alfândega, fazendo ligação ao terminal fluvial e o certo é que hoje registei um elevado número de passageiros para o 15E naquele terminal. 

sábado, 1 de março de 2014

100º. Aniversário: Parabéns ao 28E

Este mês de Março a carreira 28E celebra 100 anos de vida. 100 anos a subir e a descer as colinas de Lisboa, causando na maioria das vezes uma viagem única e memorável a quem nele se transporta. Conhecida como a «montanha russa» da capital portuguesa, a carreira 28E continua a ser cada vez mais procurada por turistas, mas também por quem dela faz transporte diário seja para a escola, para o trabalho, ou simplesmente para ir às compras. Parabéns 28E!


E são inúmeros os vídeos que estão disponíveis na internet sobre o eléctrico 28E. O Diário do Tripulante faz agora um breve apanhado aleatório de alguns dos vídeos que se podem encontrar na Internet...


Autor(a): Sphereborga


Autor(a): Jorge Ferreira


Autor(a): Rafael Santos


Autor(a): Carlos Duarte


Autor(a): Vic Stefanu


Autor(a): Luís Santos


Diga-nos então qual foi o melhor momento que passou ou a melhor recordação que tem do velhinho 28? Abra o baú e partilhe com os restantes passageiros desta página o que tem para nos contar. Se andava na pendura, se prefere o lugar à janela ou se é dos que gosta de trocar dois dedos de conversa com o guarda-freio? Diga de sua justiça e boas viagens a bordo do 28.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Mais um fim-de-semana na 15E e agora com um terminal da discórdia...

Mais um fim-de-semana na carreira 15E, que já se vai tornando hábito e engana-se o leitor se tiver a mesma opinião que um passageiro hoje tinha ao comentar com o do lado no lugar mesmo atrás da cabine, quando dizia que «isto é que deve ser um trabalho de luxo... não deve custar nada!» Até podia ser de facto. Contudo os horários nem sempre ajudam e quando levamos turistas de manhã cedo para Belém e voltamos a transportá-los já ao final da tarde para o centro, então aí sim caímos na realidade e verificamos que entramos muito cedo e vamos sair muito tarde. Mas hoje apesar de ter sido o terceiro fim-de-semana na 15E, houve diferenças como aliás ocorrem todos os dias. 

No final da primeira viagem da Rua da Alfândega para Algés deparei-me durante a revista ao veículo com um cheiro abundante a vinho, que estava entornado no soalho. Alguém conseguiu entrar com o copo longe do olhar do guarda-freio e entornou-o. Informei a CCT que após analisar a informação que transmiti, lá me disse para ir a S. Amaro a fim de se proceder à limpeza. A boa coordenação com o expedidor de serviço, acabou por não causar nenhum atraso, tendo prosseguido de seguida para a Rua da Alfândega. Agora e temporariamente o terminal da carreira 15E, devido ao abatimento do piso na Rua da Prata.

Mas poucos são os que sabem de tal situação e muitos menos, os que querem compreender o desvio do eléctrico. Ora porque não olham para as bandeiras de destino, ora porque afirmam com toda a certeza que leram Praça da Figueira. É um corrupio de gente que permanece sentada no eléctrico na esperança que dali se siga viagem para a Praça da Figueira. E quando informamos o porquê do desvio, há sempre quem diga também que «agora é obras, há sempre uma desculpa para enganarem o zé povinho que já pagou o passe...»

Mas como se não bastasse a questão da Rua da Alfândega hoje teve também lugar no Cais do Sodré uma manifestação de apoio ao povo ucraniano por parte da comunidade ucraniana aqui residente, que acabou por causar durante alguns instantes, constrangimentos na circulação do eléctrico, mas desta feita compreendidos pelos passageiros que comodamente assistiam através das janelas ao que se passava lá fora perante as câmaras das televisões que em directo faziam chegar os desenvolvimentos até aos blocos noticiosos. 

O certo é que se durante a semana muitos são os que aplaudem a mudança do terminal para a Rua da Alfândega, sobretudo por causa da ligação ao terminal fluvial, já durante o fim-de-semana, as opiniões são contrárias, mas assim será durante aproximadamente um mês.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Mais um "pastel" a empatar o teimoso do eléctrico!

Diz o ditado que "deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer", mas entrar cedo e cedo não sair deve dar tudo menos saúde e hoje foi mais um daqueles fins-de-semana com um serviço daqueles que queremos ver pelas costas. É que tudo pode parecer muito bonito, mas num fim-de-semana entrar às 08h40 em Santo Amaro e sair às 18h20 já no concelho vizinho e ainda ter de atravessar Lisboa para chegar a casa tem que se lhe diga, sobretudo num dia em que a oferta de transportes é mais reduzida. E se juntarmos a isto uma enchente de turistas que não deixam as portas do articulado fechar porque o mundo parece acabar em 5 minutos, então, o melhor mesmo é dizer à família para ir jantando antes que o jantar arrefeça. 

Mas vamos então à situação que acabou por marcar este sábado na carreira 15E. Já é conhecida a procura desta carreira da parte da manhã rumo a Belém e da parte da tarde rumo à Praça da Figueira, mas também já começamos a saber que não há fim-de-semana em que um corte a Belém, não implique uma interrupção. Há bem pouco tempo partilhei aqui uma interrupção na raquete de Belém e hoje lá voltei a ficar preso por 5 centímetros. No meio disto tudo, o mais curioso é que passados 10 a 15 minutos de ter comunicado a interrupção à central, a proprietária do carro apareceu com o seu marido e filho no local descontraidamente. Pensava eu que ela vinha com a desculpa do costume... "ah e tal não sabia que passavam aqui eléctricos", mas o certo é que ela conseguiu surpreender-nos de outra forma porque ao chegar a primeira coisa que perguntou foi nada mais nada menos que «bateu no meu carro?» ...

Pois vontade não faltaria, mas o brio profissional falou mais alto e não bati no carro preferindo aguardar a chegada do dono ou da PSP. E desta vez poupou-se o trabalho ao reboque da polícia. Lá consegui então iniciar viagem até ao Cais do Sodré, porque a tarde estava atípica para a carreira 15E que se viu obrigada a encurtar o trajecto ao Cais do Sodré, devido a um corte de energia solicitado pelos Bombeiros, devido a um problema num arruamento do Corpo Santo. Situação esta nem sempre compreendida para quem quer chegar ao centro após conhecer Belém e saborear o famoso Pastel de Belém que deve dar milhares de euros por dia aos proprietários daquela pastelaria.

E apesar dos contratempos todos lá consegui então chegar a Algés com apenas 4 minutos de atraso para terminar este dia de trabalho que começou cedo e acabou tarde...

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Dia de São Valentim: Tudo aos beijos pela cidade... até os carros!

Há já algum tempo que não ia para a carreira 25E, mas hoje era daqueles dias que dispensava lá andar. Não que o serviço em si tenha corrido mal, até pelo contrário. Tranquilidade não faltou ao longo de uma tarde até que a chuva decidiu voltar para lembrar que o inverno ainda cá está e pronto a fazer das dele. Com o amor no ar em dia de São Valentim, muitos foram os casais que decidiram dar uma volta pela cidade, algo que me continua a fazer alguma confusão porque não consigo entender o porquê de neste dia terem de fazer estas modas impostas pelas marcas, restaurantes e floristas que vêm nisto uma escapatória à crise, então mas afinal o amor não devia estar presente em tudo e todos os dias?

Bem mas numa tarde em que beijos não devem ter faltado pelo país fora, também os automóveis não quiseram deixar passar a data em branco e já a meio da tarde no cruzamento de Santos-o-Velho, dois automóveis beijaram-se com uma intensidade que fizeram parar o trânsito. Os condutores, nem queriam acreditar. Um queixava-se da chuva, outra do piso escorregadio. Um não respeitou quem vinha da direita, outra entrou à grande e afinal de quem é a culpa? Bem desta vez não é da Carris. Ou melhor, se calhar para alguns até é, porque passada uma hora até chegar a PSP e retirar os veículos do meio da via, logo teria de entrar alguém revoltado na paragem do Conde Barão...

«Anda uma pessoa a pagar passe para estes fazerem o que querem! Tenho de ir trabalhar e estou aqui há uma hora à espera e nem uma satisfação dão a ninguém...», dizia revoltada a senhora que acrescentava «Agora o passe também não dá, eles merecem é que não se valide nada...» como se fossemos nós os principais prejudicados. As pessoas ainda não entenderam que uma validação conta na estatística da procura em relação à oferta e depois acabam por se queixar dos tempos de espera. Lá do fundo do eléctrico, ouvia-se «mexa-se mas é que o rapaz não tem culpa que os outros não saibam conduzir com chuva!», deixando sem resposta a única pessoa que aparentemente estava revoltada no meio de tanta gente que como ela estava há uma hora à espera do 25E.

Mas como se não bastasse, a viagem seguinte que era a da recolha ainda tive de resistir a 40 minutos de trânsito parado na Rua do Arsenal com destino ao Cais do Sodré, porque além de ser sexta-feira e dia dos namorados, onde toda a gente trouxe carro para a cidade para poder ir jantar fora com o ou a namorado/a, também o "agente Martins" esteve ausente do seu local habitual de acção, e quando assim é, o Cais do Sodré pára!

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