quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Carris: Há 141 anos a viajar consigo!

A Carris está de parabéns! Hoje completa 141 anos de existência. Uma longa história que só é possível ser contada graças a si que é passageiro(a) da Carris e graças aos seus trabalhadores. Todos juntos fazemos a história de uma empresa que em 18 de Setembro de 1872 foi fundada no Rio de Janeiro. A Companhia Carris de Ferro de Lisboa, dotou a cidade de Lisboa de uma rede de transportes públicos colectivos utilizando, na época, o chamado sistema americano: carruagens movidas por tracção animal deslocando-se sobre carris.
 
Mas só no ano seguinte, mais precisamente a 23 de Janeiro de 1873, o escritor Luciano Cordeiro de Sousa e seu irmão Francisco Cordeiro de Sousa, diplomata, obtêm os direitos para a implantação na cidade de Lisboa, de um sistema de transporte do tipo americano denominado Viação Carril Vicinal e Urbana a Força Animal. Em 14 de Fevereiro, a Câmara Municipal de Lisboa aprova o trespasse daquela concessão para a Empresa Companhia Carris de Ferro de Lisboa. Em 17 de Novembro é inaugurada a primeira linha de "Americanos". O troço então aberto ao público estendia-se entre a Estação da Linha Férrea do Norte e Leste (Sta. Apolónia) e o extremo Oeste do aterro da Boa Vista (Santos).

Depois dos Americanos vieram os Eléctricos a 31 de Agosto de 1901 e seguiram-se depois os autocarros nos anos 60 com os primeiros a serem adquiridos para serviço á Exposição Mundial que se realizou em Belém. Ao longo dos anos, construíram-se novas estações, e apostou-se fortemente na renovação da frota o que fez com que a Carris obtivesse a certificação em 2006. 

Nos últimos anos a Carris tem continuado a apostar na melhoria do serviço, com a vinda de novos autocarros, mas esquecendo um pouco a aposta nos eléctricos. Na verdade foram eles o ponto de partida da Carris e são neles que a maioria das cidades europeias aposta.

Contudo, hoje que passam 141 anos desde a sua criação, a Carris que é de todos nós, está de parabéns e por isso também nós estamos de parabéns. Sugiro portanto, nesta data em que se completam 141 anos uma visita ao Museu da Carris, que além da história documental e física através dos autocarros e eléctricos ali presentes, passará a partir de hoje a ter uma projecção em vídeo de «Lisboa, quem és tu?», sobre a cidade de Lisboa, onde não podia faltar uma alusão à Carris.

Mas como 141 anos não se comemoram todos os dias, o Diário do Tripulante convida também o leitor a sentar-se na cadeira de um guarda-freio através de um vídeo em tempo real a bordo da carreira 15E, gravado exclusivamente para os "passageiros" deste diário.  Sinta-se na pele de um guarda-freio e veja o trajecto como vêem os tripulantes que o transportam diariamente entre a Algés e a Praça da Figueira. Prepare-se para os automobilistas que o ultrapassam pela direita mesmo nas paragens, ou para uma ultrapassagem em plena curva quando menos espera. E se vir um carro sobre a linha com luzes de emergência acesas, resta-lhe aguardar, pois o agente da PSP está a passar a multa! Siga então nesta viagem pelos carris daquele que foi o primeiro trajecto de eléctrico na história da Carris quando os eléctricos vieram substituir os «Americanos» que eram puxados por animais. 


Mas a história da Carris tem sido marcada ao longo dos 141 anos por uma série de factos e pessoas que por ali têm passado e há um vídeo disponível no Youtube, com uma amostra daquilo que foi um contributo para estes anos de vida da empresa que viaja à 141 anos consigo.

sábado, 14 de setembro de 2013

As saudades que eu já tinha das perguntas castiças no 28E...

Depois de semanas após semanas, praticamente no serviço de turismo, ou na 15E entre Algés e Praça da Figueira, eis que este sábado regressei à mítica 28E. Com um serviço daqueles que dá para ver o dia a nascer e o anoitecer, mas recheado daquelas perguntas castiças e muito afoitas de quem visita a nossa cidade como se não houvesse amanhã. Com saída e recolha a Santo Amaro, calhou-me o 571 o tal eléctrico que conta já com uma nova bandeira de destino ainda em fase de testes para a carreira 12E com a inscrição bem grande «Castelo». Mas hoje o serviço era mesmo na 28E por isso toca de rodar a bandeira para a Estrela.

Na verdade só mesmo o 28E consegue proporcionar viagens únicas e hilariantes, com muitos prazeres na passagem pela Estrela e sempre com muita graça à mistura, sobretudo quando um casal italiano me pede um bilhete a quatro paragens do terminal e mesmo avisados que a viagem terminaria quatro paragens após, assim como o respectivo bilhete, decidem pagar e seguir viagem. Chegados à Estrela, anuncio o terminal e solicito que abandonem o eléctrico, o que se torna sempre numa tarefa bastante complicada, porque ao mesmo tempo que uns se levantam, outros, aproveitam de imediato para se sentarem... ainda que por pouco tempo. 

Recomeça nova viagem rumo à Graça e de novo o casal italiano que pretende usar o mesmo bilhete. Explico-lhes uma vez mais que o bilhete já não era válido tal como tinha explicado no acto da compra. Mas eles insistem e dizer «non capisco». Como também capisco pouco da língua deles, lá lhes faço quase um desenho através da linguagem gestual que é só para a viagem, em que se compra, até que decidem então pagar mais 5.70€ para voltarem à Baixa. 

Chegava então a pausa para almoço, e como o tempo era mais para um "almoço alancharado", nada como um café no 28café.lisboa, pois tá claro.

Regresso para a segunda parte e mais uma viagem até à Graça sempre cheio, como já é hábito naquela carreira. A Feira da Ladra concorrida, é sempre um ponto de paragem obrigatória aos sábados, ora para entrada, ora para saída de passageiros. Mas hoje houve também direito a paragem e manobras no estreito das Escolas Gerais, porque o semáforo decidiu fazer das dele...

Mas eis que chegaria a pergunta do dia, após mais uma viagem rumo à Estrela. Perdidos no mapa, uma família brasileira, pede-me que lhes indique no mapa onde estávamos. Esclarecidos perguntam: «Tá, e agora moço, me diz como faço pr'a chegar no Oceanógrafo de Lisboa... por favor?» E lá tive por instantes conter-me e chegar à conclusão que o que eles deviam querer visitar era mesmo o Oceanário, porque duvido que conhecessem o velho animatógrafo do Rossio. 

Afinal de contas, animação não faltou ao longo do dia neste constante subir e descer das colinas com o 28E sempre cheio de turistas que apressados tentam a todo o custo entrar no eléctrico, nem que para tal façam uma corrida de 50 ou 100 metros, com um grande espalhanço pelo meio. Pelo esforço demonstrado até decido esperar para compensar a queda, mas o marido da jovem em causa, manda-me seguir que vão no próximo. Afinal de contas não vale a pena correr, porque isto ainda não é como na aldeia lá do meu pai onde passa um autocarro de manhã e um à noite. E assim vão as viagens pelos carris da espectacular 28. 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

[Foto-Reportagem]: O 28 já chegou ao Castelo!



Muitos são os turistas que chegados às Portas do Sol, perguntam: “-Mas afinal onde está o Castelo?” Ora o Castelo fica a cerca de 10 minutos das Portas do Sol, mas até então o 28 e o 12 não conseguiam lá chegar. Mas o certo é que desde o passado dia 31 de Agosto de 2013, precisamente a data em que se comemoraram os 112 anos do carro eléctrico, o 28 chegou ao Castelo e tudo graças ao “28 Café”.

Localizado na Rua de Santa Cruz do Castelo 45 a 47ª, o “28 Café”, fica no coração do bairro do Castelo a paredes meias com a muralha, num local simpático e acolhedor (embora um pouco escondido). Quem ali chega é recebido por uma enorme fotografia do Rossio de outros tempos com um poema de Ary dos Santos - "O amarelo da Carris vai de Alfama à Mouraria, quem diria. Vai da Baixa ao Bairro Alto, trepa à Graça em sobressalto sem saber geografia(...)" e constata de imediato que vale a pena entrar e desfrutar de um gelado ou de um lanche e tudo claro está, a bordo de um eléctrico. 

O modelo 330 foi a base do projecto que teve o apoio da Carris e mais precisamente do seu Museu, que através da contribuição dos desenhos originais do eléctrico 330 permitiu que se concluísse um espectacular trabalho de carpintaria, onde tudo foi feito e pensado ao pormenor desde os bancos às janelas.

Os avisos são claros, “cuidado com os carteiristas”, não vá o diabo tece-las, até porque é natural que se distraia com o espaço envolvente que deixa quem ali entra numa primeira fase em modo “Pause”. Os turistas encantados com a viagem a bordo do 28E ficam também encantados com este café e não deixam de exclamar «ohhh, Is a Tram 28!».

Longe das enchentes dos eléctricos aqui pode usufruir de uma pequena esplanada ou dos «24 lugares sentados e 12 em Pé», conforme referido no interior. E o ideal é “não se debruçar nas janelas” até porque através das mesmas está um conjunto de fotografias cedidas pelo Museu da Carris que contam a história do eléctrico de Lisboa desde o Americano aos dias de hoje, falando também sobre os modelos que fizeram parte da história da Carris e que estão ainda patentes no Museu da Carris, na Estação de Santo Amaro.

A simpatia dos “guarda-freios” de serviço ao balcão ou às mesas é também por si só um bom cartão-de-visita deste novo espaço que tem também na sua lista uma «Tosta 28» em Pão Saloio composta por Presunto, Tomate, Queijo e Orégãos com Manteiga de Alho, que pode ser acompanhada de uma Imperial Estrella. Para quem pretende uma refeição mais composta há também as diversas Saladas a preços acessíveis. Os miúdos não foram esquecidos e neste café há também uma montra com alguns souvenirs como o eléctrico de Lisboa à escala 1/87, um puzzle 3D ou umas bolachas sortidas tudo com o eléctrico em destaque.

Para já o “28 Café” encontrou o seu primeiro terminal no Castelo de São Jorge, mas pergunta-se já qual será a próxima paragem deste espaço que não necessita qualquer título de transporte e onde a história de Lisboa e dos seus eléctricos se senta à mesa para desfrutar de uma boa refeição, ou simplesmente de um café. O “28 Café” está aberto de 2ª a 5ª e Domingos das 10h00 às 20h00. Às 6ªs e Sábados das 10h00 às 21h00. 

Veja então algumas das fotografias que lhe dão a conhecer o espaço "28 Café" e depois vá até lá porque se há locais que valem a pena ser vistos pessoalmente, este é um deles.

FOTO-REPORTAGEM DE RAFAEL SANTOS

A entrada com um poema de Ary dos Santos a dar as boas vindas

A zona do balcão com a frente do 330

Turistas russas encantadas com o "28 Tramvaj café"

Lotação do 28 Café

Impossível ficar-se indiferente a este espaço

«O amarelo da carris»

Até a porta da WC não ficou de fora da decoração

A simpatia da «guarda-freio» de serviço ao balcão retribuída com sorrisos estrangeiros

O "guarda-freio" de serviço às mesas pronto a servir quem os visita

A história dos eléctricos nas paredes do 28 Café

A parceria com o Museu da carris possibilita a sua divulgação no espaço

Nem os avisos faltam neste espaço onde tudo foi pensado ao pormenor

Local agradável para uma pausa durante a visita ao Castelo

O original 330 que serviu de modelo ao café

A divulgação ao Museu da Carris
Sem dúvida o eléctrico café mais famoso de Lisboa

O Diário do Tripulante agradece a forma como foi recebido e a colaboração por parte do "28 Café" e sua gerência para a captação das fotografias agora apresentadas.

[Off Topic]: Pelas muralhas do Castelo com arte e estadia no coração de Lisboa



Lisboa continua a surpreender-nos e durante esta folga larguei a manivela do controller, a válvula de guarda-freio e fui até ao local que mais apregoo ao longo do dia – o Castelo de São Jorge, acompanhado claro está, da máquina fotográfica que foi útil para registar dois motivos bastante interessantes entre as muralhas e o bairro do Castelo. As vistas sobre o rio e sobre o casario dispensa de apresentações, e um passeio pelo Castelo de São Jorge é obrigatório para quem visita Lisboa. Para lá chegar basta apanhar um dos eléctricos 12E ou 28E até às Portas do Sol ou se vier da zona da Praça da Figueira tem também, o autocarro 737.


Aguarelas animadas retratam o dia-a-dia do 28 pelas ruas de Lisboa

Durante a sua visita ao Castelo irá certamente encontrar alguns artistas pelas ruas e pátios que se encontram entre as muralhas, promovendo e vendendo os seus trabalhos, que são autênticos souvenirs de Lisboa.  Entre eles chamou-me à atenção um conjunto de pinturas com o emblemático 28 numa versão animada nunca antes vista. 

A arte e engenho daquelas pinturas que retratam Lisboa e os eléctricos de forma colorida e animada estão a cargo da Gui e do Hauke que dispõem do Atelier G.H. na Rua do Salvador, número 49, bem no coração de Alfama. Os originais pintados estão expostos lado a lado com as reproduções que juntos fazem parar quem por ali passa, nem que seja para esboçar um simpático sorriso sobre o que ali é apresentado ou para deixar palavras de apreço aos artistas. Outros há como eu, que não resisti ao trabalho e simpatia da Gui e trouxe para casa uma bela recordação de Lisboa e claro está do meu quotidiano a bordo do 28 rumo à Graça. 

Mas para além da arte aqui demonstrada, das bonitas imagens que se podem obter da cidade através das muralhas do Castelo de São Jorge, muitos mais motivos de interesse há para lá das portas do monumento. Eventos durante todo o ano, feiras, exposições, restaurantes e um bairro pitoresco no coração de Lisboa. O Castelo de São Jorge funciona das 9h00 às 18h00 de1 Nov a 28 Fev, e das 9h00 às 21h00 de 1 Mar a 31 Out. Os residentes do concelho de Lisboa não pagam a entrada que custa 7.50 € e os passageiros dos circuitos da CarrisTur têm desconto, à semelhança do que acontece com outras parcerias e que podem ser consultadas no site do Castelo de São Jorge em castelodesaojorge.pt

Mas para que fica rendido a este bairro pitoresco de Lisboa, o Diário do Tripulante deixa também uma sugestão de alojamento, porque afinal de contas, nos tempos que correm, não há impossíveis.

Dormir no Castelo com vista sobre Alfama e o Tejo

Na colina do Castelo há sempre lugar para mais um, dois ou três. Com o encanto de Alfama a seus pés, e com o soar da campainha do eléctrico 28 de fundo, os apartamentos mais emocionantes e bem localizados são os da LiveLisbon, que se encontram no Largo de Santa Luzia, número 7, desde Agosto de 2011. Por ali têm passado inúmeros turistas e os comentários são bastante positivos. O André, o Ricardo e o Luís são os mentores deste projecto que visa dar a quem nos visita todo o conforto durante a estadia na capital portuguesa, num ambiente familiar e acolhedor divididos por três apartamentos. «Alfama Balcony», o «Tram 28» e o «Fernando Pessoa», são os nomes que caracterizam cada um dos apartamentos decorados a rigor com estes símbolos de Lisboa.

Alfama o 28 e o Castelo estão portanto a um passo e tudo à distância de um click. Para efectuar a reserva da sua estadia poderá fazê-lo directamente através do site http://www.livelisbon.com/, tornando assim ainda mais inesquecível as suas férias em Lisboa.


O "Diário do Tripulante" informa que os interessados nas aguarelas da Gui e do Hauke, podem contactá-los através do mail haukevagt@gmail.com ou através do site ateliergh.deviantart.com . O atelier G.H. localiza-se na Rua do Salvador, 49 e podem ser também encontrados no Castelo de São Jorge.

Os Apartamentos LiveLisbon estão disponíveis também na Internet através do endereço livelisbon.com mas também no facebook em facebook.com/livelisbon



domingo, 8 de setembro de 2013

"Up..up..up...up..."

E este domingo o serviço começou com uma interrupção devido a mais um artista do volante que decidiu não só estacionar mal o seu automóvel, como também deixar a roda virada para fora, impossibilitando a passagem do estribo do eléctrico. Quando cheguei ao local já estavam 3 eléctricos à espera do reboque que acabou por chegar 30 minutos depois, precisamente ao mesmo tempo que o dono do automóvel, como se tivessem combinado um encontro. Afinal é quase sempre assim. Mas antes disso houve o regresso do "up, up...up...up" dos turistas que tentaram mover o Audi que venceu aos braços incapazes de levantar e afastar o peso da marca.

Vejamos então o pequeno vídeo desta aventura turística pelos maravilhosos estacionamentos da nossa capital...


Retirado o carro do local, lá prosseguimos viagem pelas colinas de Lisboa e lá passámos pela Rua Angelina Vidal já reaberta à circulação dos eléctricos. Os carros esses continuam desviados, ou deviam continuar, porque apesar de ainda estar impedida a sua circulação, o certo é que alguns já vão por lá passando e estacionando. O passeio novo, começa já a ter as marcas pretas da borracha que os sobrepõe e o cenário é idêntico ao do passado e faz prever o futuro. Sem pinos a delimitar o espaço reservado aos peões, prevê-se que os carros voltem a tomar conta do passeio e por vezes a impedir a circulação do 28E. Sem dúvida uma grande falha por parte de quem projectou a obra, que ainda ia a tempo de ser reparada, mas que poderia talvez roubar alguns votos para as próximas autárquicas.



sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Setembro idiomático à semelhança de anos anteriores...

Setembro voltou à semelhança de anos anteriores, com muitos alugueres. A presença de Cruzeiros no porto de Lisboa, traz sempre muitos turistas para a capital portuguesa, que não dispensam uma viagem a bordo das «casinhas» amarelas, muito embora, para eles a cor pouco importe. E esta semana comecei com um serviço no eléctrico turístico da Carristur, que diariamente transporta quem pretende descobrir Lisboa, sem correrias e apertos, apesar de muitos correrem atrás do eléctrico. Mas o primeiro dia de trabalho da semana acabaria com um aluguer para um grupo russo. 

O segundo dia, marcava o regresso à 25E, muito embora não morra de amores por tal carreira. Contudo é sempre bom ver e saber como pairam os ares por outras bandas, até porque este regresso à 25E, levou-me uma vez mais a regressar à borracha devido a uma avaria no eléctrico, que me permitiu ir até Miraflores buscar uma "sprinter", ou mini-bus se assim preferirem. Digamos que foi um dia misto, porque a tarde foi novamente a bordo dos eléctricos vermelhos e com a admiração generalizada ao passar pela área do Corpo Santo, quando se avista a rua cor-de-rosa da cidade, numa iniciativa levada a cabo pela «Absolut Vodka», que ali realizou um evento no passado dia 5/09.

Já hoje, o dia começou num dialecto pouco comum por cá. "-Velkommen til historisk trikk fra Lisboa!", anunciava a guia dando as boas vindas em norueguês  ao grupo que esta manhã viajou entre a Estrela e as Portas do Sol. Tem sido de facto uma semana composta por vários idiomas, que vão mostrando a multiplicidade de passageiros que vamos transportando colina acima, colina abaixo. Pois já no dia anterior tinha transportado um grupo russo e já pela tarde no circuito das colinas, um simpático grupo oriundo de Basel, com o seu dialecto cantão bem vincado.

Os próximos três dias de trabalho, serão igualmente ao serviço dos turistas que nos visitam, e para ver estou quais os próximos idiomas a serem transportados, com o objectivo sempre de tentar aprender um pouco do que por lá se vai falando. Assim sendo, resta-me agradecer a todos os leitores, por continuarem a seguir o dia-a-dia a bordo dos eléctricos da Carris e como aprendi a dizer obrigado em russo, com o grupo que transportei esta semana, aqui fica o meu "спасибо" (lê-se spâ-ci-ba).

Boas viagens a bordo dos veículos da CCFL.
 

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