sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Sugestão do Tripulante (14): Com o 25E à descoberta da história de Lisboa e do Arco da Rua Augusta

Nem só das colinas podemos falar quando nos referimos a Lisboa. A cidade que é banhada pelo Tejo, é cada vez mais, também conhecida pelos seus belos miradouros de onde se obtêm vistas fantásticas sobre a cidade e o rio, mas também pela cidade dos elevadores. E se o de Santa Justa é rei nesta temática, com os seus aliados ascensores da Bica, Glória e Lavra, neste mês de Agosto Lisboa ganha um novo elevador que dá acesso a um miradouro mesmo no coração da cidade, em pleno Arco Triunfal da Rua Augusta. Para chegar até lá há várias formas de o fazer e entre as várias carreiras da Carris o destaque vai para o 25E, que depois de partir do Cemitério dos Prazeres em plena área de Campo de Ourique, cruza a Basílica da Estrela para entrar no bairro da Lapa, ladeado por grandes casas apalaçados, chegando depois a Santos, zona conhecida pelo design arrojado e cafés para um final de tarde à conversa. O 25E prepara-se depois para cumprimentar a Bica e o seu ascensor, terminando o seu percurso uns metros à frente na R.Alfândega mesmo em frente à casa dos bicos, mas não sem antes atravessar a sala de visitas de Lisboa. 

A Praça do Comércio, de onde se destacam a estátua equestre de D.José I e o Arco Triunfal da Rua Augusta, erguido em 1875 e por onde passava o 25E com destino ao Rossio, nos seus primeiros anos de existência. A presença do 25 na cidade de Lisboa data de 1904, data que está por se confirmar, ao contrário de uma curiosidade que está confirmada e que diz respeito a uns modestos 50 anos sem alterações de percurso. Actualmente a carreira circula entre a R.Alfândega e os Prazeres e para os mais curiosos e interessados pela história, a sugestão começa por visitar a História das carreiras da Carris através do blogue de Luís Cruz-Filipe.

O Arco da Rua Augusta

Erguido em 1875, O Arco da Rua Augusta permite desde este dia 9 de Agosto de 2013, a visita ao seu topo, de onde se obtém uma panorâmica de 360º sobre a capital portuguesa. O Tejo, a Baixa Pombalina, o Castelo, as ruinas do Convento do Carmo, o Elevador de Santa Justa e a Sé são os principais destaques onde tudo se destaca. Poucas cidades e poucos locais se podem gabar de uma vista como a que se obtém do topo deste arco que após as obras de restauro, mostra-se mais claro e detalhado

A vista é única e portanto aconselhada. A entrada faz-se pela Rua Augusta, através de uma pequena porta mesmo ao lado do arco. O bilhete, que custa 2,5 euros, garante o acesso ao elevador que leva os visitantes até ao segundo piso. Depois é preciso subir quase 30 degraus para alcançar o salão de abóbadas que alberga a maquinaria do relógio do arco. Neste espaço foi colocado um painel, contando a história do arco, que começou a ser pensado em 1759 mas só ficou concluído em 1875.

Deixe-se levar pelo engenho que faz rodar os ponteiros e pelo toque do sino que se encontra no terraço, e ganhe novo fôlego para mais uma subida em caracol com cerca de 40 degraus estreitos por onde se faz a subida e a descida de quem o visita. O esforço compensa e na chegada ao topo, não se admire se ouvir alguém soltar um "wooooww".

Durante a inauguração o presidente António Costa disse ser “maravilhoso. É inspirador para todas as pessoas que gostam de Lisboa”, e o "Diário do Tripulante" subscreve as declarações do autarca lisboeta. 

Mas nem só pelo Arco fica esta 14ª sugestão do Tripulante...

O Lisboa Story Centre

Agora que já deve ter registado excelentes fotografias do topo do arco, a sugestão, vai para uma outra arcada, mais pequena mas a que dá acesso ao Lisboa Story Centre, onde ao longo de 60 minutos de experiências sensoriais e imersivas percorrem-se mais de 20 séculos de mitos e factos sobre a história de Lisboa. Ao longo da visita e através de diversos personagens multilingues, ficamos a conhecer o mítico Ulisses e o reformador Marquês de Pombal. Vive-se o drama do mais destrutivo terramoto da Europa e assiste-se à exótica cidade do tempo das descobertas. Entre o passado e o presente, há acesso a realistas cenografias, multimédia e experiências que permitem ao visitante a interacção com os principais acontecimentos de Lisboa.

Com vídeos marcantes e até arrepiantes, sobretudo para quem ama Lisboa, o Lisboa Story Centre é um espaço colocado à disposição de quem o visita permitindo assim um conhecimento mais alargado sobre a cidade das sete Colinas. 

Preços e Acessos

Para o eléctrico 25E, são válidos os títulos de transporte pré-comprados (1.40€) ou a Tarifa de Bordo (2.85€), assim como os passes mensais. Mais informações e horários disponíveis no site oficial da Carris em www.carris.pt

Para subir ao topo do Arco da Rua Augusta, basta adquirir o bilhete simples de acesso ao elevador que tem um custo de 2.50€, sendo que as crianças até aos 5 anos não pagam.

E para o último ponto de atracção desta sugestão - o Lisboa Story Centre, o bilhete individual tem um custo de 7 €.

Mas o Turismo de Lisboa quer que sinta Lisboa de todas as formas e criou um "Pack Lisboa Interactiva"  que pode ser adquirido à entrada no Elevador e que inclui o acesso ao Arco e ao Lisboa Story Centre poupando 15%, ou seja, por 8 € (adultos) / 6.50 € (sénior) / Grátis (Crianças até 5 anos) / 4.50 € (crianças dos 6 aos 15 anos) e 24 € para uma Família (2 adultos e 2 crianças).

Mais informações sobre a visita ao Arco da Rua Augusta e ao Lisboa Story Centre podem ser obtidas através do site do turismo de Lisboa em visitlisboa.com ou no site lisboastorycentre.pt

Mas não quero terminar sem antes lhe dar a conhecer um pouco do que se pode vislumbrar do topo do Arco da Rua Augusta. Veja então com os seus próprios olhos a beleza de Lisboa, porque as imagens valem sempre mais que mil palavras...


Bons passeios e boas visitas nesta cidade pela qual ninguém consegue ficar indiferente!

[Off Topic]: O "Retrato de Lisboa" aos olhos da SIC e a bordo do 28

E hoje a sugestão debruça-se sobre o retrato de Lisboa aos olhos da SIC, que também não deixou de entrar a bordo do 28E, que continua vivo e recomenda-se...


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

[Off Topic]: Welcome to Lisbon by Discovery Channel

E porque Agosto é o mês alto do turismo na cidade de Lisboa, hoje não partilho convosco o dia-a-dia, mas quero partilhar um documentário do Discovery Channel, sobre as cidades do Mundo viradas para o Mar, sem nunca se esquecer, claro está, o eléctrico 28...


This is Lisbon! Welcome to the capital of Portugal and have good travel in vehicles of CCFL

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Le retour d'interruption à 28...

E no regresso à 28E após alguns dias no serviço turístico da Carristur, eis que a manhã acabaria por ficar marcada pela "Interruption à Largo da Graça". Não sei se o emigrante em causa esqueceu-se que em Lisboa, embora em número reduzido, ainda existem eléctricos, mas o que sei é que em França ele não deixaria certamente assim o carro, porque além de impedir os eléctricos está numa passadeira e era provável que fosse brindado com um bilhetinho da Polícia. Já quem circulava no eléctrico acabou por seguir o resto do caminho a pé, enquanto que outros iam chegando junto do eléctrico com um enorme sorriso na cara por verem um eléctrico que até tinha lugares para sentar. Ora não seria sorte a mais nos dias que correm? 

Muitos nem percebiam o porquê de não avançarmos e se uns perguntavam a «que hora parte?» outros perguntavam se era hora da pausa. De facto há de tudo e para todos os gostos numa situação que como sempre culminou com a chegada do condutor da viatura a perguntar se era o carro que estava a estorvar...

E como se não bastasse, o meu eléctrico na viagem seguinte ficou com uma avaria no sistema dos areeiros, tendo ficado sem areia e lá tive de recolher à estação para trocar de eléctrico. Já da parte da tarde o serviço foi exclusivamente virado para os turistas, embora com muitos portugueses à mistura a bordo dos eléctricos vermelhos em viagens com início e fim no meio da festa que é a Volta a Portugal em bicicleta, que hoje teve a sua apresentação e das equipas, em plena Praça do Comércio, com muita música e animação e até com o heli da RTP que por instantes foi a atracção de quem aguardava a partida do eléctrico. «C'est lá telé, c'est lá telé!!!», diziam duas francesas, ao mesmo tempo que acenavam lá para o céu.


domingo, 4 de agosto de 2013

Eis o mês de Agosto nas Colinas de Lisboa!

Longe vão os tempos em que Agosto em Lisboa era sinónimo de calma e ruas vazias. Em que os turistas, pareciam ser os únicos habitantes de uma cidade que via seus habitantes rumar para outras freguesias. Os transportes também eles em número mais reduzido, limitavam-se a estabelecer ligações a quem não tinha hipóteses de gozar férias ou a quem não tinha outro remédio se não passear em Lisboa num transporte público. Os tempos mudaram, assim como os hábitos de quem vive uma crise da qual não se avista fim. Não se vai para outra freguesia e as férias são passadas em Lisboa com idas à praia ou ao parque. Com idas ao cinema ou ao teatro, ao museu ou ao centro comercial e num instante estamos transformados em turistas de pé descalço. 

Mas este início de mês de Agosto continua no entanto a mostrar que é o mês eleito pelos nossos emigrantes regressarem às suas origens, e se muitos aproveitam o regresso ao país para conhecer a capital, outros há que preferem vir à capital para mostrar as suas roupas de marca, os seus telefones topos de gama e uma arrogância adquirida em terras alheias, querendo igualmente fazer de quem por cá continua a lutar contra a crise, de parvos. 

Já diz um velho ditado que "roupa cara não cobre educação barata" e o certo é que muitos julgam-se donos e senhores de uma razão que não têm. Ora porque só querem tirar uma fotografia aqui e acolá, ora porque querem dar uma volta no eléctrico das colinas e acham demasiado caro, deixando as bocas da praxe... «Pois devem querer que nós paguemos a crise», como se fosse-mos nos os tripulantes a estipular o preço do serviço prestado. 

Depois a juntar-se aos que chegam e que já nem português querem falar, há os nossos turistas portugueses que estão em número crescente, seguindo a máxima do "vá para fora, cá dentro", o que acaba por originar sempre situações caricatas como a de hoje quando abro a porta no Largo do Camões e o senhor diz-me «dê-me lá três bilhetes dos baratinhos porque somos portugueses...» e lá lhes disse «pois assim sendo são 54 euros!» E lá pensou o senhor que eu estava a brincar, esticando-me a mão com 10 euros. Expliquei-lhe então que era um circuito turístico e daí o preço em questão, sendo o bilhete válido por 24 horas. E eis a resposta mais dada quando chegamos a este ponto. «Ah, ta certo, mas não temos tempo para isso tudo. Não compensa. Obrigado.»

E amanhã é outro dia e com outro serviço. Com um regresso aos alugueres para quebrar o ritmo. Uma boa semana para todos!

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Depois das férias o regresso à 28E e com muitos emigrantes de volta...

Et Voilá... Acabaram-se as férias de Verão. Acabou-se o acordar tarde porque a cama convida a mais um pouco. Chegou ao fim o período em que andamos quase sempre sem olhar para o relógio. Acabou-se o passeio, enfim tudo o que era bom acabou-se com o regresso de hoje ao trabalho. Óbvio que nos tempos que correm, também é bom voltar ao trabalho, pois é sinal que o temos numa altura em que a taxa de desemprego bate recordes. Hoje cá por casa voltou-se a ouvir o som do despertador, voltou a azáfama matinal e claro voltei a olhar para o relógio porque nada como chegar com calma e tempo à estação porque «de pressa e bem não há quem...»

E nada melhor que um regresso à emblemática e famosa carreira 28E que anda sempre nas bocas do mundo quer por andar sempre cheia de turistas, quer pelo seu percurso emblemático percorrendo as colinas da cidade. O primeiro dia após as férias custa sempre um pouco é certo, mas até encarei este regresso com bons olhos e com vontade, apesar de reconhecer que voltava novamente para férias. Agora a vez é de outros que ainda não tiveram essa oportunidade. Longe das polémicas em torno das águas que abalou este mês de Julho ora na Costa ora na Linha, o certo é que lá fui em direcção ao Martim Moniz já depois de sair de Santo Amaro, cruzando-me com transeuntes que transportavam debaixo do braço a toalha ou o chapéu de sol, e eu a pensar que o sol esse só o iria ver pela janela do eléctrico e lá mais para a tarde, até porque a manhã começou cinzenta. 

Já na 28E e ainda com o desvio devido às obras na R. Angelina Vidal, cores era o que não faltava num eléctrico repleto de turistas onde poucos eram os que falavam a língua de Camões. Mas se há coisas que por muito passem dias e meses e até mesmo anos, não mudam, são as perguntas dos turistas, mas daquelas que têm a resposta em todas as paragens por onde passa o 28, ou seja a paragem do Castelo. E o mesmo acontece com a chegada ao terminal, seja na Estrela ou nos Prazeres quando não querem abandonar o eléctrico. Se os que estão de pé até saem,  outros continuam a desfrutar do assento do eléctrico como se estivessem no areal da praia e como se eu fosse um dos nadadores-salvadores a transmitir-lhes que não podiam ir para a água que eles iriam na mesma. Repito então em várias línguas para que não hajam dúvidas. Final... Finish... Terminus... Capolinea... e eis o momento em que se desatam a rir como se de uma piada se tratasse. 

Mas o regresso ao trabalho não ficaria por aqui, pois para vir estava ainda a pergunta de uma jovem que entrou junto ao Canas com destino ao Martim Moniz e me perguntou como poderia voltar à noite directamente para aquela paragem. Ora terminando o serviço nocturno da carreira 28E na Estrela, o melhor seria então optar pelo 774 que passava na Praça do Comércio, onde a jovem em questão, não se importava até de se deslocar. A grande preocupação era mesmo o autocarro porque eis que ela me pergunta se «esse autocarro é muito perigoso?» 

Lá lhe disse que os autocarros não são perigosos, até porque os tripulantes da carris cumpriam os limites de velocidade. A jovem sorriu e disse que sabia perfeitamente mas queria referir-se a outros perigos. Ora também eu tinha percebido perfeitamente mas como achei graça à pergunta, decidi então deixar a moça mais à vontade dizendo-lhe depois que não havia problema em transportar-se naquela carreira, o que a deixou certamente mais descansada, pois dizia-me também que não estava muito habituada a andar à noite na cidade e estava então explicados os receios demonstrados, num dia em que o cansaço acaba por voltar até porque o corpo já não estava habituado à rotina diária mas sim à rotina das férias que serviram sobretudo para recuperar energias até às próximas que serão lá para Dezembro...

E assim vão as viagens pelo 28E com turistas, clientes habituais e claro está os nossos estimados emigrantes que não perdem a oportunidade de voltar ao país que os viu nascer, para mostrar aos que já nasceram além fronteiras que por cá também há muita coisa bonita de se ver. E esta hein?!... 

sábado, 20 de julho de 2013

Sugestão da Semana: Uma viagem pelo Eléctrico de Sintra

O que fazer este Domingo? Perguntará certamente muita gente. Ora longe das polémicas em redor das águas das praias e das crises políticas que teimam em entrar em nossas casas a toda a hora através da televisão, nada melhor que um passeio de eléctrico fora de Lisboa, para respirar outros ares e observar outras vistas e com a praia mesmo ali ao lado. 

A sugestão desta semana do "Diário do Tripulante" recai então numa viagem a bordo do eléctrico de Sintra, que funciona até Setembro, de Sexta a Domingo, ligando Sintra à Praia das Maçãs numa viagem calma e em algumas partes até, algo desajeitada porque os carris, esses já cumpriram em grande parte do seu trajecto, mais que a sua missão. Ao longo de 50 minutos de viagem, o eléctrico prossegue entre plátanos, segue lado a lado com eucaliptos, cruzando estradas e quebrando a monotonia rural que algumas zonas ainda oferecem ainda que a poucos minutos da capital.

Uma viagem que chega mesmo a ser uma autêntica aventura, remetendo-nos também ao passado quando os eléctricos eram ainda abertos. O chiar numa curva mais apertada acompanha-nos rumo à costa portuguesa onde a praia convida mesmo ao mergulho. O Bilhete do eléctrico é válido por uma viagem e tem o custo de 2 euros. Explorado pela Câmara Municipal de Sintra, o eléctrico de Sintra continua assim e depois de um longo tempo fora dos carris, a ser uma atracção turística local que deixará certamente muitas memórias por quem lá passa. 

Aqui fica então uma pequena amostra da viagem entre Sintra e a Praia das Maçãs. Toda a informação sobre o serviço do eléctrico assim como os horários, está disponível no site oficial da Câmara Municipal de Sintra. Boa viagem!



 

sábado, 6 de julho de 2013

[Off Topic]: Eléctrico de Sintra surpreende visitantes da FIA'13

Até dia 14 de Julho de 2013, motivos não faltam para ir até à FIA- Feira Internacional de Artesanato, que se realiza na FIL. Das tradições e dos costumes portugueses ao que lá fora se produz, não esquecendo claro está os sabores das nossas regiões, numa feira que conta com três pavilhões, muito há para ver e comprar. Este ano o destaque ao evento merece aqui destaque não só pelas inúmeras peças de artesanato onde consta o amarelinho da Carris, seja numa peça de barro, louça ou pintura, mas também porque este ano a Câmara Municipal de Sintra, decidiu levar até à FIL, o eléctrico fechado número 3, promovendo assim o serviço entre Sintra e a Praia das Maçãs.

 


Além do eléctrico propriamente dito, que foi motivo de muita fotografia entre os visitantes, estavam também disponíveis alguns folhetos com a história do eléctrico de Sintra, assim como os horários e o tarifário em vigor. Aproveite então um destes dias quentes, para se refrescar no interior da Feira ao mesmo tempo que aprecia o que de melhor se faz por cá.






A FIA decorre na FIL de Lisboa, até 14 de Julho das 15h às 24h.



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