sexta-feira, 28 de junho de 2013

O Ascensor da Bica está de parabéns pelo seu 121.º Aniversário

O Ascensor da Bica está de parabéns! Completa hoje o seu 121.º aniversário. O ascensor, produto da Nova Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa, foi inaugurado no dia 28 de Junho de 1892, estabelecendo a ligação entre a Rua de S. Paulo e o Largo do Calhariz. Desde essa altura, o transporte tornou-se um verdadeiro ex-libris da cidade, atraindo milhares de turistas, para além dos lisboetas que todos os dias o utilizam. Está classificado, desde Fevereiro de 2002, como Monumento Nacional e foi o primeiro transporte de Lisboa criado para percorrer uma das encostas mais íngremes da cidade. 

Recorde-se que o Ascensor da Bica, liga a Rua de São Paulo, ao Largo do Calhariz, servindo também de ligação entre as carreiras 25E e 28E, sempre com o casario e o Tejo como pano de fundo. Referência para os habitantes da Bica, Bairro Alto e até turistas, o Ascensor da Bica continua assim a ajudar a vencer uma das colinas mais íngremes da cidade.

Veja então algumas das bonitas imagens que o Ascensor da Bica nos continua a proporcionar ao longo das suas viagens...





segunda-feira, 17 de junho de 2013

[Off Topic]: Pedro Castanheira volta à cidade com «Lisboa em si»

Se segue regularmente o que por aqui vai passando neste blogue, já terá certamente lido o nome de Pedro Castanheira e ouvido pelo menos um dos seus trabalhos. «Carris em Si» juntou as várias campainhas dos eléctricos que fazem parte do espólio do Museu da Carris num resultado musical brilhante e agora seguem-se outros sons de Lisboa, com o objectivo de explorar as possibilidades musicais de uma cidade à beira rio. O desenho e toponímia de Lisboa servem como anfiteatro natural para uma paleta de sons e texturas que a caracterizam de forma única e sedutora.

Depois da noite passada no Museu da Carris, Pedro Castanheira propõe agora noite diferente mas ao ar livre. Uma composição musical de sete minutos, recorrendo aos apitos de embarcações, viaturas de bombeiros, comboios, sinos de igrejas e campainhas de eléctricos. Cerca de cem músicos irão interpretar uma peça original em directo, coordenados entre eles via rádio e espalhados pela zona ribeirinha da cidade. E nesta orquestra estão bombeiros, mestres, guarda-freios, maquinistas, enfim anónimos de uma cidade que não podia viver sem eles. 

E a música faz-se já na próxima sexta-feira, dia 21 de Junho de 2013 quando forem 22h00 e durante 7 minutos em toda a zona ribeirinha da cidade de Lisboa, delineado a este pela igreja de St. Estêvão, a oeste pela igreja de St. Catarina e a norte pelo Miradouro de S. Pedro de Alcântara. E serão 7 os pontos de escuta, que serviram também de referências espaciais para um melhor entendimento da dinâmica dos sons neste palco improvisado – Miradouro de ST. Catarina, Praça Camões, Miradouro de S. Pedro de Alcântara, Miradouro da Graça, Castelo de S. Jorge, Miradouro de St. Luzia e Praça do Comércio.  

O convite está portanto feito, mas se ficou com dúvidas mesmo depois de ler tudo isto, veja então pela própria voz do músico como será o evento que na próxima sexta-feira tornará diferente a noite da cidade das 7 colinas durante 7 minutos, através da reportagem que o programa «Agora» da RTP2 apresentou.




Mais informações sobre esta iniciativa em http://www.lisboaemsi.com/

domingo, 16 de junho de 2013

Um convite à contemplação com o Elevador de Santa Justa...

É o único elevador vertical em Lisboa que presta um serviço público. Trata-se de um trabalho do arquiteto Raoul Mesnier du Ponsard, com uma estrutura de ferro fundido, enriquecido com trabalhos em filigrana. Em 2002 foi classificado como Monumento Nacional e é do seu topo que se obtem bonitas vistas sobre a cidade de Lisboa e o Tejo. Por dia são milhares as pessoas que sobem aos 45 metros de altura em pleno coração da cidade das sete colinas mas muitos desconhecem que aquela torre em ferro trabalhado é obra de um português. Convido então a contemplarem-se com a bonita história deste elevador que também é ele, símbolo da nossa capital. Clique na foto para ver a reportagem da TVI do passado dia 15 de Junho de 2013.


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Entrevista na «Bancada Central»: As histórias deste blogue viajaram nas ondas da Rádio Amália

Depois do destaque dado na imprensa escrita e na televisão, eis que surgiu no passado dia 13 de Junho de 2013, a vez da Rádio. A convite de Fernando Correia, passei o final de tarde no estúdio da Rádio Amália para uma simpática conversa com Fernando Correia a conduzir o «Bancada Central», com a fadista Dina do Carmo e com o editor José Marques. Falou-se de Marchas, futebol, de Fado e claro está do livro «Diário do Tripulante» que pode ainda ser adquirido online através do envio de um mail para: livro.diariotripulante@hotmail.com,  beneficiando de um desconto sobre o preço de capa e da vantagem de o receber comodamente em casa sem custos adicionais*.

Para quem não teve a oportunidade de ouvir a emissão em 92.0 FM, aqui fica o resumo da simpática conversa que esteve "no ar" entre as 20h e as 21h deste dia 13 de Junho de 2013, simpaticamente gravado e cedido pelo colega Rogério Dias a quem igualmente agradeço. Não quero igualmente, deixar de agradecer ao Fernando Correia pelo convite e a todos os colegas e amigos que têm apoiado este projecto e que fazem com que este blogue continue ainda bem activo.




*Condições válidas para Portugal Continental. Para outras localidades contacte via mail.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Dia vermelho pelas colinas de Lisboa em imagens!

E porque o dia foi demasiado cansativo, onde tudo parecia estar contra a maré, usando a expressão marítima, creio que o melhor é resumir este dia a imagens. E assim foi o dia pelas colinas de uma capital europeia...

O dia começava com uma novidade que já não era novidade. O percurso do 28E era para estar suspenso desde o passado dia 3 de Junho, devido a obras de repavimentação da Rua Angelina Vidal, mas o certo é que ainda esta manhã se circulava nesta artéria que liga os Anjos à Graça, para alegria dos turistas que chegam mesmo a dispensar saber por onde vai o 28E, porque o que querem mesmo é andar de eléctrico como se não houvesse amanhã.

Mas se dos Anjos à Graça, não havia ainda problemas quanto à circulação, o mesmo não acontecia ainda que por alguns instantes, na zona de Alfama, que após uma pequena avaria num dos eléctricos nas Portas do Sol, fez com que um considerado número de eléctricos se juntassem nestas ruas estreitas do mais pitoresco e bonito (para mim) bairro de Lisboa. O semáforo chegou mesmo a ficar algo baralhado, não estando talvez habituado a dar o seguimento que outrora os sinaleiros da Carris davam quando o trânsito se fazia alternar por indicação de raquetas verdes e vermelhas. Modernices dos tempos em que em criança, vibrava com estes dias que antecediam o dia em honra a Santo António, com o habitual peditório do «tostãosinho para o Santo António», para depois comprar pastilhas e outras guloseimas, ou até mesmo uns carrinhos para brincar.

Já na terceira volta do dia, algo anormal na rede aérea, chamou-me à atenção. Já na paragem das Portas do Sol, entro em contacto de imediato com a central a fim de dar conta da avaria, até porque o eléctrico de turismo não dispõe de um rádio de comunicação interna. Mas um agente da autoridade, no seu legítimo dever, chamou-me à atenção pelo gesto de estar ao telemóvel ainda que parado. Quanto aos que ultrapassavam o eléctrico, transpondo o traço continuo nada dizia, mas como não deixava de ter razão, lá abri a porta para lhe explicar o porquê da chamada e ao ver que era por causa de uma avaria, lá me deixou concluir a ocorrência que foi prontamente reparada pela equipa do carro do fio. O certo é que para a próxima, espero cruzar-me com um colega da 28E para que seja ele via rádio a informar, evitando assim estas chamadas de atenção.


E como nós por cá temos a mania de ser diferentes em tudo, não só mostramos as sete colinas, como também, fazemos questão de mostrar como se fazem as coisas por cá. E desta vez apesar da fotografia ser na Lapa, não se trata do senhor que deixou o carro para ir ao café, que essa hoje foi com o colega Gaspar que de serviço na carreira 25E partilhou comigo a forma caricata como um senhor que já tinha passado pelo eléctrico, se dirigiu a ele na paragem, já depois de todos os passageiros terem saído e entrado. E perguntava o senhor: «Ó amigo boa tarde, pode só aguardar um bocadinho para eu beber aqui um café?» e escusado será dizer que o à vontade com que fez a questão, deixou todos os passageiros que seguiam a bordo a rirem-se, porque já não bastavam os senhores que deixam o carro em cima da linha, como que ainda tinha de vir um senhor pedir para que o eléctrico aguardasse por ele. Mas quanto à fotografia propriamente dita, refere-se a uma situação, alguns metros à frente do referido café, que mostra como se faz uma mudança de um sofá, sobretudo quando o acesso ao andar não é o melhor e quando o sofá é maior que a janela. Os turistas brasileiros que viajavam no eléctrico das colinas, prontificaram-se de imediato a serem comentadores da cena... «Olha só os moços, tirando o sofá. Nossa daquele jeito vai cair o sofá em cima deles...»

Quem queria também mudanças e no Governo eram os manifestantes do PCP que hoje me surgiram na frente já na última volta do dia em plena Baixa Pombalina. E lá tive de seguir em marcha lenta até à Rua Nova do Almada, fechando assim o cortejo já depois da carrinha da polícia, não fosse alguém confundir o eléctrico vermelho com as bandeiras dos manifestantes :)

E para terminar, como se não bastasse, eis que uma interrupção na Rua do Arsenal, me impedia de recolher a Santo Amaro. Uma avaria num autocarro da GrayLine impedia a circulação dos eléctricos com destino ao Cais do Sodré e não houve outro remédio se não ver os autocarros passar ao lado, durante 45 minutos, que levaram a que recolhesse com uma hora de atraso, já depois de removido o autocarro do local. Um dia certamente vermelho e para esquecer...

sábado, 1 de junho de 2013

[Off Topic]: Junho marca o regresso das festas em honra a Stº. António de Lisboa

Entrámos finalmente em Junho, o mês em que se celebra na cidade de Lisboa, Santo António. Nas ruas dos bairros tradicionais da capital há manjerico, sardinha assada, chouriço, música e muita animação. Mas à semelhança de anos anteriores, a Carris em parceria com a EGEAC junta-se também à festa com o lema "Andar em Festa", com iniciativas a bordo dos autocarros, eléctricos e ascensores de Lisboa. A programação é vasta e está disponível no site oficial das festas de Lisboa e claro, da Carris em www.carris.pt

Motivos não faltam para sair de casa e como sempre deve optar pelos transportes públicos, porque os arraiais de Lisboa estão habitualmente colocados em locais de difícil estacionamento, e para que se possa divertir sem restrições. 

Mas fique já a saber o que poderá encontrar a bordo dos veículos da Carris nestas festas de Lisboa'13:

Os Ascensores vestem-se a rigor


A tradição, a riqueza e a diversidade da arte nacional está espalhada pela cidade nas suas paredes e pavimentos, pelas ruas aparecem diferentes cores, texturas e padrões que alegram a cidade e contam a nossa história! Vamos buscar a tradição e fazê-la andar pela cidade subindo e descendo as colinas de Lisboa. Os ascensores de Lisboa andam em festa, vestidos a rigor pela arte nacional.
Autoria: Mariana Cidade
Apoio: EuroCartazes – Imagem e Sinalética, Lda
Imagem: @ Mariana Cidade 
Horário: 1 > 30 Junho
Parceiro: Carris  
Acessibilidade: Acesso normal para viagem de ascensor  
Local: Ascensores do Lavra, da Glória, da Bica e o Elevador de Santa Justa.

Rimas sobre Rodas


Rimas Sobre Rodas é um projecto que quer levar a cultura Hip Hop até aos utentes dos transportes públicos em Lisboa. Do Hip Hop, que nasce dentro da cidade e que responde, de uma forma muito particular às especificidades da mesma, apresentamos duas manifestações artísticas que compõem o seu universo: o MCing e o Beatboxing. É neste contexto que o Rimas Sobre Rodas se integra, como um projecto de animação em que beatboxers fornecem o ritmo aos MCs, para que estes possam improvisar, puxando Lisboa, alguns dos seus marcos urbanos e as pessoas que nela habitam para dentro das rimas, improvisadas em cada viagem. Os passageiros podem assim desfrutar de um percurso diferente e animado. O Rimas Sobre Rodas terá uma presença nas redes sociais, com fotos e vídeos de momentos-chave das apresentações a convidarem à interação com os passageiros.
Horários:
3 Jun
13h, 736 (Odivelas > Cais do Sodré*)
17h, 736 (Cais do Sodré > Odivelas*)
4 Jun
13h, 750 (Algés > Estação Oriente)
17h, 750 (Estação do Oriente > Algés)
5 Jun
13h, 783 (Portela > Amoreiras*)
17h, 783 (Amoreiras > Portela*)
6 Jun
13h, 746 (Estação Damaia > Marquês de pombal > Estação Damaia)
17h, 746 (Marquês de Pombal > Estação Damaia > Marquês de Pombal)
7 Jun
13h, 749 (Estação entrecampos > iseL > Estação Entrecampos)
17h, 749 (iseL > Estação Entrecampos > iseL)

Autoria: Mineiro & Abreu; MC: Mauro André (digri-Jah) BeatBoxer: Guilherme Oliveira (Pika BeatBox)
Imagem: © Rui MiGuel ABreu Mais informações http://www.facebook.com/rimassobrerodas
* Netbus 
Parceiro: Carris  
Acessibilidade: Autocarros da Carris (Acesso normal para viagem de autocarro)
Local: Autocarros da Carris - 736/ 750/ 783/ 746/ 749

Fado nos Eléctricos


Com os eléctricos 28E e 12E, o Fado ganhou 2 novos palcos. Juntos deslizam pelas colinas da cidade, animados pelas vozes de vários fadistas. Amantes do Fado, amigos e vizinhos dos músicos, turistas ou simples curiosos, todos se juntam aos passageiros habituais destas viagens.
24 Jun
13h: Eléctrico 12E
Fadistas: Maria de Fátima, henriqueta Batista, lino Manuel, nuno Aguiar;
Músicos: António Jorge, eduardo Silva
17h: Eléctrico 28E
Fadistas: Flora Silva, Ana Maurício, Luis Matos, Augusto Ramos;
Músicos: José Mel Castro, Francisco do Carmo 25 Jun
13h: Eléctrico 28E
Fadistas: Rita Ramos, Ana Rita Lopes, Toia Oliveira, Jorge Gonçalves;
Músicos: Manuel Gomes, Fernando Gomes
17h: Eléctrico 12E
Fadistas: Jola Diniz, Joana Veiga, Odete Jorge, Carlos Oliveira;
Músicos: Pedro Ferreira, Tiago Silva
26 Jun
13h: Eléctrico 12E
Fadistas: Célia do Carmo, Clara Cristão, Carlos Sobral, Vitor Miranda;
Músicos: José Martins, Jacinto Carminho
17h: Eléctrico 28E
Fadistas: Milene Candeias, Cláudia Picado, Vanessa Oliveira, João roque;
Músicos: José Mel duarte, Bruno Costa 27 Jun
13h: Eléctrico 28E
Fadistas: Dilar Araújo, Ana Carvalho, Jaqueline Carvalho, Fernando Sousa;
Músicos: Sérgio Costa, Carlos Fonseca
17h: Eléctrico 12E
Fadistas: Catarina rosa, Ana César, Maria Portugal, Cristiano de Sousa;
Músicos: Paulo Silva, Augusto Soares 28 Jun
13h: Eléctrico 28E
Fadistas: dina Santos, Conceição ribeiro, Américo de Sousa, Sérgio daniel;
Músicos: Carlos Macedo, Carlos Garcia
17h: Eléctrico 28E
Fadistas: Piedade Fernandes, deolinda de Jesus, Sara Correia, José Guerreiro;
Músicos: Custódio Magalhães, Vitor Pereira 
Parceiro: Carris
Acessibilidade: 13h e 17h, Eléctrico 12E (Praça da Figueira) e 28E (Martim Moniz > Prazeres) 
Eléctrico 12E – 1 bilhete para 2 percursos consecutivos; Eléctrico 28E – 1 bilhete para 1 percurso; Local: Eléctrico 12 (Praça da Figueira) e 28 (Martim Moniz > Prazeres)



Fonte: EGEAC

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Em dia de Greve do Metro, até as filas dos autocarros conseguiram superar as do eléctrico 28E.

Normalmente é sempre assim. Quando tudo tem de correr bem, acaba por correr mal. Assim começou hoje o dia logo pela manhã com a saída da estação a ser impedida por causa de um atropelamento. Á minha espera na P.Comércio estava um pequeno grupo de jornalistas internacionais, que iam a convite do Turismo de Lisboa, dar uma volta pelas colinas da cidade a bordo do eléctrico vermelho da Carristur. Com a lesada já a caminho do hospital restava então aguardar-se pela retirada do ligeiro, após indicação da PSP, o que acabou por adiar a partida do serviço ocasional em cerca de 45 minutos, mas como em Lisboa muito há para ver, o grupo acabou por visitar o «Lisbon Story Centre» antes de embarcar no eléctrico que os levava a mostrar a Lisboa antiga e pitoresca.

O caos parecia ter ficado para trás e digo, parecia porque hoje foi dia de Greve no Metro de Lisboa. Com as estações fechadas 24 horas, muitos foram os que trouxeram os seus carros para o centro, a fim de evitarem as longas filas de espera nas paragens da Carris, apesar do reforço de autocarros, que parece ter contemplado apenas a carreira 736. Se numa primeira visão, a quantidade de autocarros a circular e de pessoas a aguardar nas paragens, mais parecia um regresso aos anos 80 quando Lisboa transpirava uma rede de transportes à superfície, realmente digna desse nome. Mas a cidade cresceu e as pessoas mudaram os seus hábitos, o que faz com que nestes dias surjam também sempre aqueles que se perdem quando não podem andar debaixo da terra. Confesso que ao Passar pelo Martim Moniz, até fiquei na dúvida se a paragem do eléctrico 28E tinha ou não sido alterada para junto da Igreja, porque hoje a fila do 708 era bem maior do que é habitual na paragem da carreira 28E.


Mas filas à parte lá vinham, e também em grande número, chegando os turistas que queriam descobrir Lisboa com o eléctrico turístico. O desespero por arranjar lugar no 28E acabava por levar 4 espanhóis até à Praça do Comércio onde finalmente conseguiram viagem com lugar sentado. O preço do bilhete não interessava, pois o que queriam mesmo era aproveitar da melhor forma as férias. Entrego os auriculares e após informar os canais para as respectivas línguas, eis que uma das senhoras comenta com os restantes membros do seu grupo «Mira, por supuesto que no podía oír nada, porque tenia el adesivo en la oreja de la acumputura...»
 
Olhei para trás porque, queria ter a certeza que a senhora não estava a brincar e não estava mesmo. Tirou um adesivo da orelha, que mais parecia um penso rápido e lá colocou finalmente o auricular dizendo «Ahora si, escucho bien!». E lá prosseguimos viagem sem problemas até à R.Conceição, já depois de termos passado pelos Anjos, Graça, Alfama e Castelo. Depois seguiram-se 45 minutos parado perante o cenário da imagem que está à direita. Os turistas, esses deixaram de ter por instantes um passeio turístico, para mergulharem no stress de uma hora de ponta em Lisboa, num dia marcado pela Greve do Metro e dos 24 que iam a bordo, apenas 4 desistiram. Amanhã há mais, sem Greves mas com uma sexta-feira a prever igualmente trânsito pelas ruas da capital.


terça-feira, 28 de maio de 2013

"Sugestão do Tripulante": Convite à leitura com a 83ª Feira do Livro de Lisboa

Até 10 de Junho «há mais vida no Parque» e tudo porque ali decorre a 83ª Edição da Feira do Livro de Lisboa. Incentivando uma vez mais à leitura, a Feira do Livro oferece preços mais apetecíveis em tempos de crise. Promove apresentações, debates, sessões de autógrafos, concertos musicais e muito mais. Com um horário mais alargado e mais próximo das tardes quentes como acontecia há alguns anos atrás, esta Feira do Livro tem também mais pavilhões e espaços de refeição. Assim sendo, o "Diário do Tripulante" sugere uma vez mais a quem simplesmente pretende sair de casa para desfrutar de uma tarde num local pouco procurado pelos lisboetas, ou a quem procura há muito por aquele livro com o preço quase proibitivo, uma ida à feira que está no Parque Eduardo VII em Lisboa.

E para chegar até à Feira do Livro de Lisboa são quatorze, as carreiras da Carris que pode utilizar, além das linhas amarela e azul do Metro de Lisboa, para que não chegue ao recinto já martirizado pela sempre demorada procura de um lugar para estacionar. E este ano a falta de tempo ou o jantar com os amigos também não vão ser desculpa, até porque instalados na feira estão também alguns restaurantes, assim como as roulotes das bifanas e das farturas.

http://www.fontedapalavra.com/fotos_livros/capa%20diario%20tripulante.jpgEsta é portanto a "Sugestão do Tripulante" para as semanas que se seguem, no mês em que será igualmente assinalado o primeiro ano da edição do livro «Diário do Tripulante» editado pela Fonte da Palavra e que será "livro do dia" já no próximo dia 2 de Junho, no pavilhão A12 junto à Praça Verde da feira.

A ler com os transportes...

Mas além do «Diário do Tripulante» que reúne as melhores histórias a bordo dos amarelos de Lisboa, outros livros há a sugerir nesta edição da Feira do Livro de Lisboa com os transportes como pano de fundo, ou não fosse essa a temática deste blogue. Assim, no pavilhão A19 dos CTT-Correios de Portugal uma edição sobre os elevadores e ascensores de Lisboa. "Elevadores, Ascensores e Funiculares de Portugal" de Jaime Fragoso de Almeida. Um livro que relata “histórias”, algumas bem insólitas, muito em sintonia com a época da sua construção. Esta obra dá a conhecer, de uma forma divertida, a história dos principais elevadores, ascensores e funiculares de Portugal. Preço venda ao público: 41,00€/Preço de Feira: 32.80€.
 
Ainda no mesmo pavilhão, "Transportes Públicos Urbanos em Portugal", obra da autoria de Gilberto Gomes, investigador e consultor nas áreas de história dos transportes e da indústria. O livro tem uma tiragem limitada a 5000 exemplares e contém as emissões filatélicas Transportes Públicos de 2005 e Transportes Públicos Urbanos de 2007, 2008, 2009 e 2010, num total de 25 selos. A obra descreve o nascimento e implementação das redes de transportes urbanos no país, nos últimos 173 anos. Segue ainda a linha editorial de anteriores edições dos CTT, dividindo-se em dois capítulos essenciais: “Os transportes e o território” e “Os transportes e as cidades”. Enquanto que o primeiro descreve a evolução dos meios de transporte no país, o segundo capítulo é dedicado ao desenvolvimento dos transportes nas cidades de Lisboa, Porto, Portalegre, Coimbra, Barreiro, Aveiro e Braga.

Para quem planeia viajar, encontrará entre os pavilhões A33 e A39 no espaço Porto Editora, os mais recentes guias de viagem CityPack com 10% de desconto, que acabam sempre por ser uma boa aquisição para começar a planear a sua viagem. Para os amantes da aviação, no Espaço Pequenos Editores, encontra-se uma publicação sobre a história da TAP, com excelente qualidade gráfica e fotográfica que relata a historia da empresa de bandeira portuguesa por 36 €.

Como chegar à feira do Livro com a Carris?

A Feira do livro localiza-se no Parque Eduardo VII, virada para o Marquês Pombal, mas se vem da zona mais a norte tem o 713 e o 742. Já do lado sul da feira, a rotunda do Marquês Pombal é ponto de encontro de várias carreiras e entre elas estão as, 702, 711, 712, 720, 723, 727, 736, 738, 744, 746, 748 e 783 e os seus horários e percursos podem ser consultados no site da Carris em www.carris.pt

Como chegar à feira do Livro com o Metro?

As estações do Marquês de Pombal e Parque são as mais próximas do recinto. Assim poderá chegar à feira de Metro, através das linhas azuis e amarela. Para quem pretende iniciar a visita pelo Marquês de Pombal, terá de optar pela estação com o mesmo nome, mas se prefere descer o recinto em busca do livro que tanto procura, poderá sair na estação Parque, apenas para quem circula na linha azul.

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