segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

«Um pendura que não paga e não quer andar a pé..»

Não são de hoje. Existem há muitos anos e não é agora que vão deixar de existir. Os "penduras" nos eléctricos de Lisboa, são já também eles um ícone da cidade. E se até então tenho-os deixado de parte deste blogue, tem sido porque já me basta ter de os aturar no dia-a-dia. Para mim eles estarem ou não à pendura, é pouco relevante desde que não interfiram na segurança da marcha do veículo, ou não se metam com calduços nas pessoas que vão descontraidamente nos passeios. Na verdade, a questão dos "penduras" faz lembrar aquele ditado que diz «primeiro estranha-se, depois entranha-se»

Mas quis o destino que este final de semana me reservasse uma situação com os putos que julgam já ser gente crescida, só porque andam de cigarro na boca. A última viagem que tinha por realizar nesta segunda-feira no eléctrico turístico ainda estava a 10 minutos de começar, quando dois jovens se dirigiram ao abrigo da paragem da P.Comércio para acender o cigarro. Por ali ficaram alguns instantes até que um deles disse que o fumo poderia estar a incomodar as pessoas, e afastaram-se.

Nada me fazia querer que os mesmos aguardavam a partida do eléctrico para apanhar boleia, ainda que à pendura. Iniciei a viagem e logo de seguida um turista brasileiro, alerta-me da presença dos mesmos, pendurados no eléctrico. Parado no semáforo, peço-lhes que «saiam do estribo e do salva-vidas do eléctrico», porque não podiam ali estar, sabendo à partida que iam ignorar-me completamente. Arranco e o turista brasileiro, mais preocupado com eles, do que com a volta e a história que ia sendo narrada através dos auriculares, volta a alertar-me. Digo-lhe que é normal os putos irem pendurados à boleia até caírem e aprenderem de vez.

E já dizia a letra de Ary dos Santos, cantada pelo Carlos do Carmo...

"Quando um rapaz empurra um velho,
ou se machuca uma criança,
então a gente vê ao espelho o atropelo
e a ganância que nos cansa.
E quando a malta fica à espera,
é que percebe como é:
passa à pendura
um pendura que não paga
e não quer andar a pé."


Mas como o turista estava de facto incomodado com a presença dos intrusos, saí novamente do eléctrico e alertei-os que não os avisaria mais vez nenhuma. A próxima teria de solicitar ajuda da PSP. Escusado será dizer que se riram e voltaram à pendura, mal retomei a marcha. E como sempre, a procura insistente de um agente da PSP nestas alturas é sempre inglória, mas também teria tempo até à Estrela, dado que na segunda vez que tinha falado com eles tinha-os reconhecido daquela zona. Eles lá continuaram pendurados, ora sossegados, ora a meterem-se com as pessoas que passavam na rua. Na verdade eles não queriam pagar e também não queriam andar a pé até à Estrela.

Já com a primeira parte do trajecto feita, a passagem pela Rua Augusta permitiu-me finalmente ser eu sorrir, quando faço sinal ao agente da PSP ali presente, que se dirige de imediato à retaguarda do eléctrico. Um dos penduras mete-se em fuga, mas o segundo não teve tempo. Enquanto questiona o jovem, o agente faz-me sinal para seguir viagem e acreditem-me que deu-me um gozo enorme, porque depois de toda a primeira parte da viagem ser gozado pelos penduras, quem riu por último fui eu porque ficaram com a viagem pela Rua Augusta, bem perto do ponto inicial onde começaram a troça da tarde. 

Se foram noutro eléctrico à pendura? ... É bem provável, mas perderam 35 minutos em vão, para regressarem ao mesmo sítio e se eu ganhei algo com isto tudo? Ganhei um resto de viagem sossegado e um enorme gozo por saber que os mesmos devem ter ficado com uma raiva tremenda por não terem conseguido à primeira chegar ao seu destino - a Estrela, pelo menos, por hoje.

[n.d.r.]: Fotos de Arquivo.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

[Off Topic]: De olho no passado que faz a história da Carris

Se há coisa que nos devemos orgulhar é sem dúvida da história da Companhia Carris de Ferro de Lisboa, a empresa que conta já com 140 anos de vida e que já passou por diversas fases de reestruturação, desde os «americanos», aos autocarros, passando claro está pelos eléctricos. E felizmente há milhares de fotografias e centenas de vídeos que nos dão a conhecer a vida desta empresa centenária. Hoje quero partilhar com o leitor, dois vídeos da autoria de Jorge Ferreira, que teve a simpatia de os partilhar no YouTube, dando a conhecer duas zonas que actualmente já não são servidas por Eléctricos. 

Façam então boa viagem pelas carreiras 15 e 17  num regresso ao passado, mais precisamente a 1996...


Carreira 15


Carreira 17


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

[Off Topic]: A viagem que nos une... à cultura

Muitas são as vezes que tenho de recorrer ao metro para as minhas deslocações para o trabalho, tal como acontece diariamente com milhares de pessoas. No entanto não é desse tema que aqui venho abordar hoje, mas sim da viagem que nos une enquanto empresa de Transportes de Lisboa, após a junção da marca Carris e Metro, passando agora a ser de gestão conjunta, no seguimento do Plano Estratégico dos Transportes, do Governo Português. Mas há também uma viagem que nos une entre o dia-a-dia nas deslocações de casa para o trabalho ou para a escola, ou em simples viagens de lazer e este espaço que transporta para o mundo da Internet e das redes sociais a realidade em que vivemos - o Diário do Tripulante. 


Mas muitas têm sido as iniciativas, agora conjuntas, da então constituída Empresa de Transportes de Lisboa. Das campanhas de Marketing aos eventos e passatempos, o nome das empresas têm tido uma ligação com os seus utentes e prova disso foi a realização da 1ª. Maratona Fotográfica Carris.Metro. Os resultados foram esta quarta-feira apresentados na estação do Metro "Marquês de Pombal", durante a inauguração da exposição fotográfica que ali ficará até dia 13 de Março, mudando-se depois para o Museu da Carris.

Mas nem só de transportes vive esta viagem que tem unido o leitor ao "Diário do Tripulante". A cidade de Lisboa, está também ela sempre presente nesta união, como pano de fundo e é na Baixa que se cruzam os principais meios de transporte aqui referidos. O Eléctrico, o Autocarro e o Metropolitano. Importa portanto dar a conhecer a mais recente exposição organizada pela Fundação Millenium, Universidade Lusófona e "Portugal, Brasil Agora", intitulada «Baixa em tempo real» e que está disponível  na Galeria Millenium, na Rua Augusta até 30 de Março.

Esta exposição, mostra através da fotografia e do vídeo, o ponto de partida da cidade de Lisboa, a Baixa Pombalina e conta com diversos documentos divididos em três pisos, com um ambiente descontraído, propício à aprendizagem e à construção de conhecimento, para os quais os visitantes são chamados a interagir. Recordo que esta exposição é de entrada gratuita e podem ser usados os Transportes de Lisboa para a deslocação até ao centro da Baixa de Lisboa. Boas visitas e boas viagens a bordo dos veículos da CCFL.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

As Rodas de Lisboa para recordar e viver!

E porque o fim-de-semana está à porta e para muitos longe da azáfama citadina, nada melhor que aqui relembrar o passado desta cidade e dos nossos "amarelos", através do documentário «As Rodas de Lisboa», elaborado por ocasião das comemorações dos 50 anos da electrificação dos transportes urbanos na cidade de Lisboa. Imagens que mostram a Carris de outros tempos com movimentos matinais na estação de Santo Amaro dignos de se ver e longe dos tempos actuais. E porque as imagens valem sempre mais que mil palavras e porque recordar é viver, nada melhor que assistir então a esta preciosidade...


Bom fim-de-semana e boas viagens nos «amarelos» da CARRIS.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Estacionamento vs Validação: Como eles dizem... «É sempre a mesma coisa!»

Passou o Carnaval, foi-se embora a folia e regressou o trabalho. Mas muitos deverão certamente ter tirado alguns dias de férias nesta semana, porque o movimento que verifiquei durante o dia de hoje voltou a ser baixo, ou então será consequência do desemprego que tem vindo a aumentar de dia para dia. E o serviço que comecei na Estrela, na carreira 25E, começava com a colega que rendi, a informar-me de uma longa interrupção em Santos que obrigava a carreira a ser desviada pela 28E no sentido ascendente. Ao que parece a interrupção já durava desde as 11h00 e estava-mos já perto das 14h00.

Uma carrinha de caixa aberta impedia por centímetros a passagem do eléctrico, perturbando assim e uma vez mais os passageiros da 25E, que já vão estando habituados a estas situações, apesar de continuarem sempre a usar o guarda-freio como livro de reclamações de algo que não está de todo, ao nosso alcance. Dirigia-me então para a R. Alfândega e lá assisti à interrupção, onde estavam os dois eléctricos desde manhã, à espera do dono ou de um reboque que conseguisse remover dali a carrinha. Mas com a minha chegada ao terminal, chegava também a indicação de "Percurso Livre", por parte do controlador da carreira. Fui então o primeiro eléctrico após a interrupção e diga-se que, foi a única viagem que tive hoje, com o eléctrico composto.

Se uns entravam e sentavam-se querendo chegar rapidamente ao destino, outros havia que queriam saber o porquê de tanto tempo de espera... «É sempre a mesma coisa!», queixava-se um dos passageiros. E na paragem seguinte lá estava a passageira que todos os dias faz pelo menos 2 viagens na carreira, apenas por lazer. Costumo até dizer que aquela senhora tem lugar cativo e hoje quando entrou, falou pela primeira vez comigo, além do «bom dia» ou «boa tarde» com que costuma saudar ao entrar. «Finalmente temos eléctrico para subir. Hoje estava difícil de chegar o reboque!», dizia-me com grande satisfação, provando que afinal nem só os que iam para o trabalho se queixavam pela falta do eléctrico. 

Dali em diante não tivemos mais nenhuma interrupção e o dia lá decorreu dentro da normalidade até ao final, mas não sem antes dar um jeitinho, para que uma passageira conseguisse apanhar o 714. «Senhor Guarda-freio, veja lá se me dá um jeitinho para eu ver se consigo apanhar o 714 que vai aí à frente», pedia-me a senhora em questão. A missão que ela pretendia concretizar não era fácil até porque já com o sol posto e poucas pessoas nas paragens, a probabilidade do autocarro parar era reduzida e do Elevador da Bica a Santos, tudo parecia querer contrariar a senhora que lá conseguiu apanhar o 714 após sair do 25E e ter dado uma corrida, como se não houvessem mais autocarros, ou se a frequência fosse idêntica à de uma aldeia do interior. Situação que não tardará muito a acontecer se os passageiros continuarem a ignorar a validação do título de transporte, como tem acontecido e cada vez mais, nos últimos dias.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

É Carnaval, ninguém leva a mal...

Longe vão os tempos em que o Entrudo era comemorado nas ruas da capital, por pequenos e graúdos, mas o certo é que neste ano de 2013 os foliões não saíram para as ruas da cidade onde está instalado o Governo que também hoje trabalhou, porque o Feriado, esse também já não faz parte do calendário. Foi um dos que foi eliminado e não admira portanto que durante o dia de ontem muitos foram os órgãos de comunicação social a referir o facto dos trabalhadores dos transportes continuarem a usufruir deste dia como feriado por estar consagrado no Acordo de Empresa. A notícia confirmou o que alguns já sabiam e indignou aqueles que tiveram de passar a trabalhar neste dia. Uma vez mais os trabalhadores dos transportes foram, digamos, apontados como grande parte dos problemas do país e as vozes de descontentamento foram muitas e a maioria vindas daqueles que sempre ficaram em casa neste dia, quando nós tivemos de ir trabalhar, porque os transportes são como o padeiro, não param.

No entanto quando esta manhã me desloquei para a estação de Santo Amaro, vi uma acalmia que só era interrompida junto à estação do Cais do Sodré, devido à greve na CP. Autocarros e eléctricos circulavam sem atrasos e longe de terem a lotação completa. As lojas ora estavam de grades corridas, ora tinham simplesmente um aviso... «No dia 12 de Fevereiro, estamos encerrados!»

As ruas pareciam um pouco desertas do Martim Moniz aos Prazeres e gente só se via mesmo no eléctrico 28E ou no 15E, um por ser ele próprio atracção turística da cidade, outro por servir a zona monumental de Belém, muito procurada pelos turistas que nos visitam. Na verdade, se muitos procuraram Torres Vedras, Ovar, Loulé, etc... ,  para comemorar o Carnaval, outros encontraram nas casinhas amarelas o melhor entretenimento. Martim Moniz, Feira da Ladra, Chiado e Prazeres eram as paragens com mais procura num dia em que nem o Castelo pareceu acolher tantos turistas.

Nas Escolas Gerais, um casal de idosos entra no eléctrico com destino aos Prazeres e depois de me saudar, dizem estar satisfeito pelas poucas pingas de chuva que já tinham caído pela manhã, «é sinal que vamos ter a Páscoa na rua com Sol», justificavam. Dali iam em busca de uma loja, mas a mesma estava fechada, provando que afinal o Feriado não vem no calendário, mas continua a ser gozado e não só pelos trabalhadores dos transportes. Afinal de contas é Carnaval, ninguém leva a mal...

domingo, 10 de fevereiro de 2013

[Off Topic]: "Um passeio com o embaixador" a bordo do 28

Muitos são os turistas que nos visitam e não deixam claro está, de viajar pelas colinas de Lisboa a bordo do mítico eléctrico 28, que percorre os bairros antigos de Lisboa ainda com a força de outros tempos. Da Mouraria a Alfama, cruzando a Graça de onde se avista o Tejo num primeiro olhar, o 28 chega ao Bairro Alto deixando para trás o bonito miradouro de Santa Luzia, preparando-se para passar Santa Catarina, rasgando de seguida as ruas de São Bento. A Estrela no topo da colina encaminha então o eléctrico para o seu destino final, os Prazeres. E muitos terão sido certamente os que foram vividos ao longo de 50 minutos de viagem.

Mas nem só quem nos visita fica encantado com o 28. Os estrangeiros residentes em Portugal, também não perdem a oportunidade para dar uma volta no emblemático eléctrico amarelo da Carris. Mas não só querem andar, como também, querem dar a conhecer o que dali se pode vislumbrar e foi isso mesmo que fez o senhor embaixador da Polónia em Lisboa. Através de uma viagem a bordo do 28E, Bronisław Misztal mostra os seus locais favoritos na capital portuguesa e desvenda ainda outros menos conhecidos ou até fora de portas desta cidade banhada pelo Tejo.

Um excelente retrato da cidade das 7 colinas aos olhos de um embaixador da Polónia, através de um excelente filme intitulado "Lisboa - Um passeio com o embaixador", numa produção DogFilm Film Studio a pedido da Embaixada da Polónia em Lisboa, para ver e rever...


Boas viagens a bordo dos veículos da CCFL!

sábado, 26 de janeiro de 2013

Regresso ao trabalho e à rebaldaria da Praça do Comércio...

A nova praça de táxis da P.Comércio (lado poente)
Depois de mais umas folgas eis que regressei hoje ao trabalho e com uma surpresa logo pela manhã. O serviço no circuito turístico da Carristur, fez com que na minha chegada matinal à Praça do Comércio me deparasse com uma nova praça de táxis. Este facto não causaria impacto ou estranheza e muito menos, merecia destaque, caso a mesma tivesse sido colocada num local adequado. Mas a Câmara Municipal de Lisboa insiste em querer surpreender-nos, ora com afirmações relativas à frota que a Carris coloca na Baixa de Lisboa, ora com alterações que em nada beneficiam os transportes públicos. Refiro-me concretamente à praça de táxis e respectiva sinalização que foi recentemente colocada em plena Praça do Comércio, junto ao terminal do eléctrico turístico, e no espaço até então, reservado a manobras e estacionamento de eléctricos a aguardar hora de partida e ou alugueres, não impedindo assim a circulação do restante tráfego na praça.

O então removido T10, que alegadamente impedia a mobilidade
Recordo que nesse referido espaço esteve durante muito tempo o eléctrico T10, tipo salão (ex-355), que servia de bilheteira e apoio ao serviço turístico ali prestado. Com a reformulação da Praça do Comércio, a Câmara Municipal de Lisboa exigiu então a retirada do eléctrico T10, que era cartão de visita e ponto preferencial de quem nos visita para obter uma fotografia e até, ponto de encontro para muitos lisboetas, alegando aquela entidade que o mesmo impedia a mobilidade dos peões, não se enquadrando igualmente no redesenho da praça. Em sua substituição foi colocado um quiosque sobre o passeio, que pelos vistos e no entender dos senhores arquitectos já não impede quem circula no passeio, ao contrário do eléctrico que estava permanentemente estacionado na estrada.

Depois de se investirem alguns euros...
Desde então, o espaço que já tinha os carris colocados durante a reformulação da praça ganhou corrente eléctrica e tornou-se bastante útil para quem ali tem de fazer reforço ao serviço turístico assim como para os alugueres que por vezes são requisitados, não impedindo o restante trânsito da praça. Agora a mesma Câmara Municipal de Lisboa que alegava a falta de mobilidade dos peões, decidiu colocar no mesmo espaço, uma praça de táxis, onde inclusive os clientes têm de ir para a estrada para poderem usufruir do serviço prestado pelos taxistas que já se julgam donos e senhores daquela praça.

Vale tudo, desde que foi colocada a sinalização vertical
Não admira portanto que ao longo do dia tenham surgido algumas confusões até porque os próprios condutores dos táxis não se entendem entre eles. Uns em espinha, outros longitudinais e uns de qualquer maneira, vale tudo para aguardar por um cliente nem que para isso o eléctrico tenha de aguardar que se decidam a desviar um pouco o táxi para se poder passar até à paragem, alegando que estão na praça de táxis...

Assim sendo, quando já pensava ter visto de tudo nesta cidade, eis que Lisboa volta a marcar a diferença, com uma medida que uma vez mais não ajuda em nada os eléctricos, que já costumam sofrer bastante com o trânsito que não os respeitam, apesar de se ouvir constantemente nas campanhas autárquicas que os candidatos ao cargo de presidente da capital, prometem fazer muito em prol do eléctrico porque é um símbolo activo da cidade. E o que se vê é uma rebaldaria total, onde acabamos por ser surpreendidos com peões que se atravessam à frente do eléctrico para poderem entrar num táxi que está parado onde devia estar um eléctrico. Sr. Dr. António Costa, está uma vez mais de parabéns por esta excelente medida em prol da mobilidade e segurança dos lisboetas e de quem nos visita. 

E as traseiras dos táxis não impedem a mobilidade dos peões?
Resumindo, e além de tudo o que já referi, gastou-se dinheiro em carris e rede aérea no caso da Carris e em pinos que delimitavam o estacionamento do eléctrico, por parte da autarquia, para agora serem destruídos por quem passou a usufruir daquele espaço, já que os eléctricos já nem lá conseguem entrar porque os senhores da CML decidiram ainda sinalizar a mesma praça de táxis, na via junto aos carris. Bravo! E tudo era tão fácil de se resolver e até mesmo evitável. Até porque a situação repete-se no lado oposto, onde a par da Praça de táxis estão 4 suportes para estacionamento de bicicletas que devem ter sido utilizados apenas por 2 bicicletas até à data. Removia-se dois dos referidos suportes e aumentava-se a praça de táxis, passando a existir apenas uma praça de táxis em condições e não duas sem condições. Se tenho algo contra os taxistas? Não, pois estão a trabalhar como eu trabalho. Se estou indignado? Estou, porque só mesmo em Portugal se vê disto! Se estou surpreendido?... Não, porque em Lisboa acho que afinal, já nada me surpreende.

Resta-me então terminar, desejando a todos boas viagens a bordo dos veículos da CCFL enquanto estes conseguirem circular pelas ruas de Lisboa, sem barreiras... 


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