domingo, 15 de abril de 2012

De olho na net... e na forma como Lisboa é apresentada lá fora

Há já algum tempo que não trazia até aqui o meu olhar indiscreto pelos vídeos publicados na Internet. Nas mais diversas plataformas, encontra-se de tudo um pouco e quando caminhamos a passos largos para o Verão, nada melhor que ver como Lisboa convida quem vem de fora, a uma visita pela cidade de contrastes. Cidade onde o histórico se mistura com o moderno e onde os "amarelos" continuam a ter destaque e a sobreviver para dar oportunidade a quem nos visita, de conhecer uma cidade de forma diferente.

A Travel and Tour World, mostra-nos Lisboa de vários pontos de vista e como não podia deixar de ser, no seu vídeo promocional os eléctricos são o despertar para a descoberta da capital portuguesa...

 

Agora que já lhe foi apresentada Lisboa como se de um turista se tratasse, nada melhor que calçar algo confortável, e pôr-se a caminho nas ruas de Lisboa, percorrer locais nunca antes caminhados e de preferência com recurso aos transportes públicos, porque como se sabe nem sempre é fácil arranjar um lugar para se estacionar em Lisboa. No final verá que por vezes também é bom ser turista, ainda que da própria cidade.

Boas viagens pela net e pela bonita e maravilhosa cidade de Lisboa, a bordo dos veículos da CCFL.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Sugestão do Tripulante(12): 12E: A rota do Castelo

A Carris decidiu recentemente promover a carreira 12E como uma alternativa cómoda para conhecer a zona histórica de Lisboa. O Diário do Tripulante deixa então a sugestão para uma viagem pela história da cidade.

Sabia que...

Com o seu percurso circular desde 20 de Novembro de 1997 a carreira 12E que antes desta data era conhecida pelo «sobe e desce» ou pelo eléctrico de São Tomé, tem agora apenas um terminal - a Praça da Figueira. Desta praça o 12 segue até ao Martim Moniz onde percorre o percurso que fazia desde 1947 altura em que a carreira era equipada com carros bidireccionais, os carros 700.
 
A cidade através da carreira...
Passando por alguns pontos de interesse da história de Lisboa, como o bairro da Mouraria, o largo das Portas do Sol que dá acesso ao Castelo de São Jorge, a Sé e a malha urbana da Baixa Pombalina, esta carreira é sem dúvida o ponto de encontro de quem da Praça da Figueira pretende ir até ao monumento que dessa mesma praça se consegue avistar, ou seja o Castelo de São Jorge. 



Vamos ao Castelo!

E se a Carris já lhe deu uma alternativa agradável para ir até ao Castelo, o "Diário do Tripulante", dá-lhe agora a conhecer algumas das imagens que se podem obter daquele que é considerado o monumento mais emblemático da cidade de Lisboa, o Castelo de S. Jorge que é um testemunho relevante de momentos ímpares da história de Lisboa e de Portugal.

Mas para além das bonitas imagens que se podem obter da cidade através das muralhas do Castelo de São Jorge, muitos mais motivos de interesse há para lá das portas do monumento. Eventos durante todo o ano, feiras, exposições, restaurantes e um bairro pitoresco no coração de Lisboa...


O Castelo de São Jorge funciona das 9h00 às 18h00 de1 Nov a 28 Fev, e das 9h00 às 21h00 de 1 Mar a 31 Out. Os residentes do concelho de Lisboa não pagam a entrada que custa 7.50 € e os passageiros dos circuitos da CarrisTur têm desconto, à semelhança do que acontece com outras parcerias e que podem ser consultadas no site do Castelo de São Jorge em castelodesaojorge.pt

Agora é altura de ir até à Praça da Figueira, entrar no 12E e subir à colina do Castelo, conhecer a história de Lisboa e partilhar com os seus amigos uma tarde diferente com muita história à mistura. 

Partilhe a visita no Facebook...

E porque não partilhar a sua visita? Mostre aos leitores do "Diário do Tripulante" a sua visita que teve como base esta sugestão. Capte as imagens de Lisboa, do Castelo e do 12E e partilhe-as em www.facebook.com/diariodotripulante

Boas Vistas e boas viagens a bordo dos veículos da CCFL pelas colinas de Lisboa.  

Fonte: A minha página Carris de Luís Cruz-Filipe; Site Carris.pt; Castelosaojorge.pt

Eles estacionam mal e eu é que não tenho respeito?!

Se há muito não ficava preso numa interrupção, fazendo crer que tinha subido uns pontos o respeito pelos transportes públicos, e a consciência de quem estaciona de qualquer forma e feitio, não era de todo desejável que tal acontecesse na última volta do último dia de trabalho da semana. O dia já custava a passar com o serviço atribuído que esgota as energias a quem tem de andar quase todo o dia a fazer rodar uma manivela, a quem já um dia chamaram de pass-vite, e como se não bastasse além da interrupção ainda me chamaram maluco por não abrir a porta fora da paragem.

Com a chapa que faz a última partida do Martim Moniz e dos Prazeres, acabei por sair na hora certa daquela praça que de dia tem um movimento "infernal" de povos orientais e que à noite mais parece um deserto africano, onde os "amarelos" da 28E parecem rasgar a monotonia deixando um rasto das luzes que iluminam os seus interiores. Por incrível que pareça o eléctrico percorre toda a rua da Palma, a Almirante Reis, sobre à Graça e só aqui apanha o primeiro passageiro. Mas a viagem foi curta.

Na Rua Voz do Operário, o eléctrico da frente anunciava através das luzes de emergência (os conhecidos quatro piscas), uma interrupção. Lá estava um automóvel com as rodas a impedirem a passagem do estribo do eléctrico. Cerca de 30 a 40 minutos parados, para desespero dos que decidiram esperar pela chegada da Polícia e para alegria dos turistas que a todo o custo tentaram afastar o carro para o interior do passeio, mas sem êxito. 

As janelas dos prédios abriam-se mas delas não surgia o proprietário do automóvel em questão. Restava-nos aguardar a chegada do reboque. Ou talvez não. Porque a certa altura, já com apenas dois passageiros resistentes à espera, surgiu um jovem rapaz que dizia conhecer o dono da viatura que impedia a passagem dos eléctricos. Esperámos mais cinco minutos e lá voltava ele, não com o dono, mas como a chave do carro. Afinal de contas, dizia-nos que o carro era de «uma senhora de idade que tem dificuldades em andar», mas que trazia consigo a chave para estacionar melhor a viatura.

A interrupção ficava livre precisamente à hora que eu devia estar a partir dos Prazeres. E se o eléctrico da frente iria dar a volta no Largo do Camões por indicação da Central de Comando de Tráfego, já eu tive de ir mesmo até aos Prazeres fazendo prever que aquela viagem não iria ser nada fácil até porque nas paragens deveria estar muita gente à espera daqueles eléctricos que estavam até então parados por alguém que só se lembrou de si mesmo.

Nas Portas do Sol, a paragem tinha gente como se de uma tarde se tratasse. Afinal de contas já há 40 minutos que não passavam eléctricos. Enquanto aguardo a saída da paragem do carro da frente, uma senhora bate à porta. Indico-lhe que apenas abriria na paragem, pois estavam lá mais passageiros a aguardar aquele eléctrico para os Prazeres. Mas do lado de fora a senhora partiu de imediato para os insultos...

«Mas você está parvo? Abra lá essa m****. Estamos aqui ao frio há uma hora...», gritava enquanto segurava o braço do seu filho. Volto a repetir que «só abro a porta na paragem porque estão lá mais pessoas e não sei quem está primeiro...» A criança, talvez mais inteligente e condescendente que a mãe, diz que é ali que se entra, ao mesmo tempo que apontava para a paragem. Mas a mãe, querendo continuar a mostrar sinais de uma educação, que não era certamente a mais indicada para a criança diz «o homem é maluco filho. Pagamos o passe para estar uma hora à espera ao frio e dizer que só abre na paragem...»

Chegava então à paragem e o caldo parecia estar entornado. «Você não tem respeito pelas pessoas que estão aqui ao frio há uma hora...», dizia-me num tom elevado enquanto validava o título de transporte. Esclareci-lhe uma vez mais, que só abri a porta na paragem porque havia lá mais gente e é na paragem que se faz entrar e sair passageiros de um transporte público. Mas tudo o que eu dizia, parecia entrar a 100 e sair a 200 nos ouvidos da senhora que insistia em dizer que nós não tinha-mos respeito por quem pagava o passe. E terminei dizendo-lhe que isso teria ela de dizer ao individuo que estacionou o carro mal, impedindo a passagem do eléctrico. E ela responde já sem argumentos, mas algo nervosa... «Eu estaciono é consigo não é com o carro!»

E lá seguiu viagem calada, depois de ter desabafado tudo, para admiração dos turistas que tinham assistido a tudo e que não entendiam o porquê de tanta gritaria...

E assim terminou a semana pela montanha russa de Lisboa. Boas viagens a bordo dos veículos da CCFL


terça-feira, 10 de abril de 2012

Do verde ao maduro, com Engraçadinho Moreira da Silva a bordo da 735...

E porque não é só de eléctricos e guarda-freios que aqui se escreve, aqui vos deixo um episódio que se passou recentemente a bordo de um autocarro na nossa cidade de Lisboa. Tudo graças a uma passageira que decidiu alertar o motorista do 735, de que o sinal já estaria verde e que poderia avançar. Por se saber fica, se a senhora estaria com pressa ou se era um sonho seu, ser polícia de trânsito.
O motorista estava parado no semáforo junto da paragem "Sul e Sueste" quando uma cliente que devia estar um pouco apressada eleva a voz... "Está verde!..." Um senhor que parecia estar meio 'tocado' responde-lhe sem hesitar... "Daqui a bocado está ...maduro!". "Engraçadinho!" responde a senhora. O senhor não querendo deixar por ali a troca de ideias, devolveu nova resposta... "Engraçadinho Moreira da Silva ao seu dispor!" E a gargalhada foi geral. 
Apercebendo-se talvez que se algo mais dissesse levaria nova resposta, a passageira em questão olhou para ele e como se costuma dizer, enfiou a "viola" no saco e deixou-o a divagar até ao Cais do Sodré. Afinal de contas o Engraçadinho Moreira da Silva estaria ao seu dispor a bordo da 735...
Boas viagens a bordo dos veículos da CCFL.
[n.d.r.]: Este episódio vivido a bordo da 735, foi relatada pelo tripulante Rogério Dias a quem agradeço a colaboração.

sábado, 7 de abril de 2012

É assim a Páscoa em Lisboa, no eléctrico 28E...

Palavras para quê? As imagens falam por si...

A elevada procura por parte de turistas espanhóis leva a que as filas saiam dos passeios...

Para cima e para baixo. Em São Vicente, e em dia de feira os eléctricos foram poucos para tanta gente...

A zona da Sé foi das mais concorridas esta tarde a par do Castelo

O eléctrico da frente acabou de sair da paragem e como se vê na foto, muitos foram os que tiveram de aguardar pelo próximo.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Diário do Tripulante vai chegar em Livro!

Depois de na Internet, este espaço ter atingido as 150.000 visitas, e ter chegado à rede social com o Facebook onde conta já com mais de 300 "passageiros" frequentes, agora o Diário do Tripulante chegará às livrarias com o lançamento de um livro editado pela Fonte da Palavra e que está previsto para a primeira quinzena de Maio de 2012... 

A todos os leitores e amigos, obrigado pelo apoio e por fazerem com que este blogue continue a viajar pelo quotidiano dos transportes públicos. Boas Viagens!


Fique atento à data de lançamento!

terça-feira, 3 de abril de 2012

O dia-a-dia dos eléctricos no estaleiro da Praça do Comércio

Atenção redobrada dos guarda-freios sobre os carris e sobre as máquinas que andam em constantes manobras. Cuidados especiais por parte do pessoal da obra para quem a todo o custo transforma a Praça do Comércio... Têm sido assim as últimas semanas numa das principais praças da cidade, e assim será nos próximos meses. Completamente cercado por grades está também o ponto de partida do circuito eléctrico de turismo da Carristur que também com algum custo tenta acolher da melhor forma possível os seus clientes. 

Da melhor forma possível, porque os acessos são limitados e com muito lamaçal à mistura. Há mesmo quem já tivesse dito que quando visitou Lisboa há quatro anos, a praça estava em obras e agora que volta, vê de novo o estaleiro montado. Mas afinal como têm sido os dias dos amarelos da Carris e dos vermelhos da Carristur na Praça do Comércio? 

A resposta está neste interessante vídeo disponibilizado pela Webrails.tv, uma plataforma on-line dedicada ao mundo ferroviário.


O Diário do Tripulante agradece ao webrails.tv a forma simples e divertida com que nos mostra o dia-a-dia de quem por ali tem andado nas últimas semanas.

 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Invasão espanhola na 28E e com o rendimento mínimo à mistura

A Páscoa parece já ter chegado ao eléctrico 28E. Com o aproximar da data, nuestros hermanos invadiram uma vez mais Lisboa e claro está, os tranvias voltam a andar cheios para cima e para baixo. E se de repente no meio de franceses e sobretudo espanhóis lá se ouvir alguém perguntar «were is the stop for de Castle?» então poder-se-á dizer que foi alguém que se infiltrou na invasão espanhola a Lisboa e suas colinas. Sejam bem-vindos ao universo da carreira 28E.

Perante um tempo que prometia muita chuva pela manhã cinzenta, que fazia lembrar o provérbio popular que diz que «em Abril, águas mil», o certo é que a chuva acabou por não aparecer, deixando espaço para o Sol dar um ar de sua graça. E se muitos eram os que passeavam entre os Prazeres e o Martim Moniz, outros haviam que tentavam a todo o custo entrar no eléctrico para regressarem a casa após mais um dia de trabalho num ano que já por si não é fácil para quem trabalha.

Na minha última viagem do dia, com destino ao Martim Moniz preparava-me para sair da paragem do Largo da Graça, quando avisto uma senhora a correr em direcção ao eléctrico com ar cansado e de quem já não conseguia dar mais um passo. Quase sem fôlego, agradece-me o facto de ter esperado por ela. E já dentro do eléctrico e com a porta fechada para seguir viagem, lá foi desabafando...

«Obrigada filhote. Deus te dê saúde que é o que peço também para mim. Venho tão cansada do trabalho...», dizia enquanto lá do meio alguém dizia que «hoje não há fados rapariga», dando a ideia que nos tempos livres a senhora gosta de cantar fado. Ela não se conteve e continuou... «Ai vais aí também? Epah, venho do trabalho tão cansada. Fartinha de esfregar escadas. Anda uma pessoa a trabalhar para essas p**** do rendimento mínimo. Dizem que não têm trabalho. É mentira! Não há é empregos...» dizia quando já tinha mais alguns passageiros a darem-lhe razão.

Entre a Graça e a Rua da Palma não faltaram temas de conversa naquele eléctrico e quando chegou ao seu destino, não deixou de voltar a agradecer ter esperado por ela. Assim vão as viagens pelo eléctrico mais emblemático da cidade de Lisboa!

Translate