quinta-feira, 11 de agosto de 2011

[Off Topic] : Imagens de uma cidade - Porto

Depois de aqui ter trazido a sugestão de umas férias no Distrito de Viseu por onde andei 4 dias, deixo agora para os leitores do "Diário Do Tripulante", o regresso da rubrica «Imagens de uma Cidade» com o Porto como pano de fundo. Imagens da cidade invicta que amavelmente recebe quem a visita. 






Para a visita ao Porto sugiro a compra do título de Transporte Andante Tour, que é válido para todos os transportes da STCP, Metro e funiculares. A visita ao Museu do Carro Eléctrico não é de descartar, assim como um circuito turístico a bordo dos autocarros amarelos de dois pisos da YellowBus. 

Continuação de Boas viagens a bordo dos veículos da CCFL. Se vai de férias, o D«iário do Tripulante» deseja-lhe umas óptimas férias! 




segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Umas férias lá fora cá dentro...

Ainda as férias vão a meio, e desta feita o destino foi o próprio país. Andei pelo distrito de Viseu, a respirar o ar puro da Serra do Caramulo e como não podia deixar de ser, tive de experimentar o recente funicular que liga o recinto da Feira de São Mateus à Sé de Viseu. Num sistema idêntico ao ascensor da Bica, mas em tudo diferente, o serviço é apreciado pelos utilizadores que por enquanto não pagam qualquer tarifa para subir a colina que tem uma inclinação considerável.

Quanto ao regresso ao trabalho, está apenas agendado para a segunda quinzena de Agosto e até lá, outros destinos estão nos planos, de quem este ano optou por conhecer um pouco mais daquilo que é o nosso lindo país. 

Aqui fica um pouco do que vi pela Região de Viseu, no que diz respeito aos transportes públicos:







Continuação de boas viagens a bordo dos veículos da CCFL...



terça-feira, 26 de julho de 2011

De Guarda-freio a Electricista em véspera de férias...

Último dia antes das férias é sempre uma eternidade para se chegar à hora de saída e até lá tenham de surgir situações que fizeram com que me apetece gritar pela janela «salvem-me!!!»

Na primeira viagem com destino ao Martim Moniz, sou abordado por um passageiro daqueles que deixa as saudações em casa... «...Até pensei que estavam em greve! Houve algum acidente?», não lhe respondi de imediato porque julguei não ser comigo a conversa, até porque com ele entraram mais pessoas.

«Está a ouvir-me?», pergunta-me já num tom mais baixo... Digo-lhe que sim, mas que pensei não ser comigo, uma vez que quando entrou não deu os bons dias. Mas nesta viagem havia de aparecer ainda uma outra senhora, talvez pouco habituada a andar de eléctrico a reclamar com os solavancos da viagem.

De forma educada, vestida e arranjada fazendo lembrar Lili Caneças, diz-me «desculpe meter-me no seu trabalho, mas não acha que vai com muita velocidade? Com tantos solavancos... Eu não conduzo eléctricos, mas é que nem lugares há para me sentar...», percebi de imediato que era uma tentativa de arranjar lugar sem ter de o pedir, ou então queria chatear o guarda-freio porque ao que parece, hoje o seu motorista não a pôde levar...

Ouço-a atentamente e digo-lhe “que tomarei em conta o seu reparo, embora esteja a viajar à velocidade adequada ao percurso e às condições da via, mas que iria atender de imediato o seu pedido”, tendo abrandado a marcha para desespero dos restantes passageiros que só não a comeram viva, para não estragar o arranjo...

Mas de facto quando pensava que naquela viagem estava a salvo de passageiros que, talvez pelo vento matinal tenham acordado mais mal humorados, lá tinha de chegar ao terminal, anunciar o fim da viagem e olhar pelo espelho e ver a maioria a levantar-se para abandonar o eléctrico, ao mesmo tempo que os que tinham viajado de pé, se sentavam nos lugares que iam vagando, alegres e com sorriso de orelha a orelha por terem conseguido um lugar. Na verdade só eles pareciam estar bem perante os outros que tinham saído.

Digo que têm de sair. Indignada uma espanhola, diz... «Non. Nosoutros vamos continuar...» Conto até 10 baixinho e digo, “vais continuar mas antes vais ter de sair e apanhar no inicio onde estão aquelas pessoas”. «Mas non entendo porquê tengo que salir...», remata.

Chegou depois na Estrela, a tão desejada pausa do almoço.

Mas a tarde não seria melhor que a manhã. Interrupções, gente que nunca mais acabava e alguém que me tinha de atribuir um novo nome à minha profissão. Parado no terminal do Martim Moniz, uma portuguesa emigrante num dos países cuja língua falada é o francês, dirige-se a mim e pergunta: «O senhorre é o electricista deste elécktrícu?», nem queria acreditar. 

Olhei à volta para ver se havia alguma carrinha de vidros fumados com uma possível câmara para os apanhados, mas na verdade a senhora pensava que quem conduzia os eléctricos eram electricistas. «Sim, não é o senhorre que vai levar este eléctkrícu aos Prazeres?» , digo-lhe que sim, ao mesmo tempo que lhe informo que o nome da minha profissão era guarda-freio. «Guarda o quê?...» Os freios do eléctrico, ao mesmo tempo, que já pensava no curto circuito, que havia de ir naquela cabeça e eu sem nenhum electricista ali por perto.

Tirando tudo isto, o que importa dizer é que já é oficial: ás 19h35 entrei de férias. O regresso está apenas marcado para 15 de Agosto. Até lá... Boas viagens a bordo dos veículos da CCFL.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Uma viagem à reflexão...


De mochila nas costas um grupo de turistas entra logo cedo junto a Santo Amaro, quando ainda o eléctrico tinha acabado de sair da estação para mais um dia na carreira 28E. Mal os vi pensei: “Já só faltam 4 dias para também ir de férias”. Certo de que, nestas e como em todas as férias que já tive, não vou andar a correr feito maluco, como andam muitos dos turistas que nos visitam, até porque para correrias já basta quando se trabalha, mas é sempre bom saber que já só faltam quatro dias.

Engana-se o leitor, se pensa que nada de anormal tem ocorrido a bordo dos transportes públicos desta cidade de Lisboa que viu no primeiro semestre de 2011, um aumento no número de utilizadores dos transportes públicos. E o facto de não terem surgidos novas histórias recentemente não se deve igualmente a nenhuma medida da Troika ou do novo governo. Não se deve igualmente a uma desistência da minha parte no que toca à observação, porque isso já está no sangue que corre pelas veias.

Contudo, há situações que merecem mais destaque que outras, e que por ocorrerem quase todos os dias tornam-se já banais ou repetitivas se tivermos em conta que fazem também elas parte, das histórias que os mais velhos contavam ás novas gerações. Mas a passagem da oralidade à escrita foi um passo importantíssimo na história do homem e por isso mesmo este blogue continua no meu ver, e creio que no ponto de vista de quem o segue, a ter razão de existir.

Quer seja pelo relatar de histórias impensáveis mas que acabam por se passar quase todos os dias, quer seja pelo cómico de uma situação como é, a de ver alguém perguntar meio aflito se «esta paragem é para o Castelo?», quando acabamos de anunciar em tom alto “Castelo de São Jorge!”.

Não deixa igualmente de ser irónica, a “aflição” do povo estrangeiro que ao ver dois eléctricos a aproximarem-se de uma paragem, correm de imediato para o segundo na esperança de conseguirem um lugar sentado. Uma esperança que acaba por cair como caiu o muro de Berlim, quando o tripulante, diz que a porta só se abre na paragem, porque apesar de nos considerarem lixo, ainda conseguimos ter algumas – poucas é certo – regras.

E nuestros hermanos que teimam em querer entrar pelas portas de trás, quando todos os passageiros estão em fila a caminho da porta da frente que tem inscrita por cima ENTRADA, ao contrário da porta da retaguarda que tem a inscrição SAÍDA. Será a palavra “Saída” tão diferente de “Salida”?

Curioso é também ver que muitos continuam a querer utilizar o “passe saudação” pensando que o «Boa tarde senhor guarda-freio» é meio caminho andado para uma viagem à borliu, assim como os que optam pelo “passe doloroso”, que é usado por aqueles que entram a queixar-se das dores e das operações às articulações que lhes tem tirado o sono, querendo fazer-nos esquecer o sinal sonoro do validador.

Mas nem só os nossos queridos passageiros nos causam estas histórias por vezes hilariantes, ao ponto de inseri-los todos no mesmo saco e apelidando-os de “queridos passageiros”, até porque também eles nos tomam quase sempre como maus, bastando para tal, uma paragem que não é feita por a lotação estar completa. «Os senhores são péssimos! O seu colega da frente nem abriu a porta. Vem uma pessoa do trabalho... Nem consegue chegar rápido a casa...» “Então e nós? Andamos a brincar?”... Ou a passear, como dizem outros!?

Também, os outros utentes da via causam-nos motivo para ter de contar, quer seja pela inteligência ou “xico-espertice”, se é que existe este termo. Se não existe, passa então a existir para aquele senhor que depois de ver uma fila de trânsito à espera que a luz verde do sinal desse ordem de marcha, decidiu ultrapassar todos e enfrentar de frente o eléctrico, tal como o touro enfrenta o toureiro. Digno de registo por parte dos turistas espanhóis também eles fãs das touradas. «usted es más inteligente que los demás, non?!», grita um espanhol pela janela do eléctrico.

Mas peritos em fazer perder a paciência de qualquer um estão os “nodys, fugareiros, micro-ondas”, ou como lhes queiram chamar. Prefiro chamá-los de táxistas, porque também como em todas as profissões há bons profissionais que não devem ser confundidos com uma amostra da classe, por muito grande que seja a amostra. Eles são os réis das ultrapassagens para logo que acabam de retomar a via, já a frente do eléctrico, pararem para largar o passageiro. São também eles que nos fazem relembrar aqueles motores a diesel dos anos 80, quando nos tentam a todo o custo ultrapassar na subida da Calçada da Estrela, acabando muitos deles por desistirem de tal aventura, já depois de terem queimado parte do combustível e sem resultados à vista, porque os 600 volts da corrente acabam por vencer.

Por estas e por muito mais razões já aqui relatadas, continuarei diariamente em contacto com as pessoas como até então, até porque são elas a razão da nossa existência na Carris, nem que seja para receber as reclamações do preço do bilhete, ou do atraso do transporte, o que acaba por ser perfeitamente normal quando somos o rosto  de uma empresa. E assim vai o dia-a-dia de quem transporta diariamente milhares de pessoas entre vários pontos da cidade e de vários pontos do Mundo.

Boas viagens!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Um regresso ao passado glorioso no dia que se anunciou o futuro difícil...

Comecei hoje a última semana de trabalho antes das merecidas e tão esperadas férias. O início da semana marcou o regresso às madrugadas com o serviço de ordens "agarrado" aos exames médicos de rotina, que se realizam todos os anos, como já aqui referi anteriormente. A manhã começa cedinho e com as notícias de um aumento de 15% nos transportes a tomarem conta dos blocos noticiosos das televisões. Atento às noticias, esperava que ninguém faltasse, para não ter de sair, porque a vontade para quem vem da folga é a mesma que nada.

Para as 10h30 estavam então marcados os exames médicos de rotina. Visão, audição, tensão arterial, electrocardiograma, etc. Tudo analisado para a consulta posterior da medicina no trabalho. Sem dúvida que era bom saber o estado da audição, para ver se está preparada para ouvir os passageiros a reclamar do aumento agora anunciado pelo governo e deliberado pela troika. Recordo que eles reclamam sempre com as pessoas erradas - os tripulantes.

E tudo isto no dia em que incluído no meu serviço, me foi solicitado que fizesse a hora do almoço no Museu da Carris, fazendo a ligação do núcleo 1 ao 2 com o eléctrico número 2 da Companhia Carris de Ferro de Lisboa. Uma oportunidade para constatar no espólio do museu, antigos bilhetes onde os preços não atingiam valores como os que agora são anunciados e que de certo não incentivam ao uso do transporte público. Mas também para conduzir aquele que foi o 2º. eléctrico a circular nas ruas de Lisboa - o São Luís.

Adivinham-se portanto tempos difíceis sobre rodas pelas carreiras de transportes públicos. 

Para mais informações sobre o Museu da Carris, visite o site oficial em http://museu.carris.pt/

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Caracóis à guarda-freio nos lados da Ajuda....

Eu bem precisava e acabou por calhar bem mudar de ares. Serviço na 18E fazendo lembrar os primeiros dias de guarda-freio na Carris. Contudo, trabalhar numa tarde repleta de sol em que o vento não convida à praia, mas sim a estar numa esplanada a comer uns belos de uns caracóis tem que se lhe diga. 

Mas não temos outro remédio, se não deixar essa opção para uma das folgas semanais, esperando que o tempo esteja convidativo. Mas como se não bastasse, lá teria de aparecer alguém a meter-se com o guarda-freio e nem de propósito, com caracóis ao barulho. 

«Vai já arrancar amigo?», perguntou uma das passageiras da carreira 18E esta tarde, trazendo consigo um saco e um tapperware. Digo-lhe que ainda faltam 5 minutos e a senhora de imediato e à boa maneira da Ajuda diz: «Xiça que hoje está difícil de arranjar os caracóis. Fui ali ao sr.Zé não tinha. O da esquina também não e agora você ainda me diz que faltam 5 minutos.... Quando chegar lá abaixo à Boa-Hora também já não deve haver....» 

Ora já não bastava ter culpa por estar adiantado ou atrasado na 28E, vender bilhetes a 2.50€ ou até porque o carro trazia bandeiras de S.Amaro e o passageiro não reparou, como ainda tenho de ter a culpa por não haver caracóis nos cafés da zona para satisfazer a gula da senhora que ou estava com desejos ou mesmo com vontade de comer uns belos caracóis cozidos.

Ainda assim acabou por ter a sua graça, ver a senhora depois sair na Boa-Hora numa correria tipo Rosa Mota, no seus melhores anos de competição, não fosse encontrar o café fechado porque já estava perto das 19h00. Tudo isto num dia que comparado com um na carreira 28E, poder-se-á dizer que foi de descanso.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Crónica de uma semana atribulada com "ratings" e "timings" à mistura

Não sei se foi por causa da entrada do FMI ou do novo Governo. Não sei se é por se pensar já que este Natal vai ser mais "magro" ou se, pela dívida portuguesa ter sido recentemente considerada como "Lixo". O certo, é que as pessoas que se transportam diariamente no transporte público, estão cada vez mais - perdoem-me a generalização - impacientes, embirrantes e provocadoras. Tudo serve para reclamar e deitar a baixo, como que se fossem os avaliadores de uma qualquer moody's dos transportes.

A 28E tem estado ao rubro no que toca a este tipo de questões, sobretudo desde que alguém decidiu encurtar algumas das chapas que iam à Estrela, ficando actualmente no L.Camões. E como se não bastasse, nestas ocasiões ninguém sabe como e a quem dirigir uma reclamação, o que nem sempre acontece se a ideia for reclamar do serviço prestado pelo tripulante, que por vezes pode acontecer, embora não seja prática desta casa.

Talvez patrocinados por alguma discográfica desconhecida no mercado - e digo desconhecida porque não vejo o disco no Top - muitos dos passageiros entram actualmente no eléctrico sem dar a saudação, dizendo logo a típica frase que já todos conhecemos: «estou aqui há meia-hora à espera do eléctrico...», tal e qual como a senhora que ontem entrou na R.Conceição com  destino à Graça, numa viagem em que o eléctrico ia com 2 minutos de avanço em relação ao horário.

O diálogo até foi curto pelo que se pode ver pelo que irei transcrever de seguida, não só pela falta de educação da senhora em questão, como pela sua falta de compreensão. A porta abriu-se e ....

Passageira: «Estou aqui há meia-hora à espera do eléctrico... Que é que se passou?! Agora é sempre a mesma coisa.»
Tripulante: «Boa noite!»
Passageira: «Não sabe?...»
Tripulante: «Boa noite!»
Passageira: «Se não sabe... devia saber!»
Tripulante: «Eu não lhe disse que sabia ou deixava de saber, apenas estava a tentar ser educado consigo e dar-lhe antes de mais uma saudação...»
Passageira já sentada no último lugar do eléctrico decide então tentar arranjar aliados, mas sem efeitos positivos.

Imagem retirada do blogue http://farplex.blogspot.com
Mas num instante chagámos ás Portas do Sol onde saiu e se dirigiu num passo acelerado à porta da frente para me provocar dizendo que «tu não prestas para cumprir horários...», mas como não andámos juntos na escola, ainda lhe continuei a tratar de forma educada explicando-lhe até que o carro ia adiantado e não atrasado e que se quisesse tentar saber o que se passava, bastava no mínimo ser um pouco mais educada para com quem a transporta entre o trabalho e casa.

E se esta senhora reclamava do atraso inexistente, já hoje uma outra senhora na paragem da Estrela com destino ao Martim Moniz, entrou de forma bastante agressiva e até indignada, mostrando o seu descontentamento porque «o painel diz que faltam 10 minutos para o eléctrico 28E e você já aqui está? Andam a brincar é?...» Tentei explicar-lhe que provavelmente já estava a informar a passagem do próximo veículo, mas como eles (passageiros) são sempre o dono da razão, optou por me ignorar e sentar-se

E estas duas senhoras em dias diferentes são apenas uma amostra do que apareceu esta semana e do que ainda poderá aparecer, mas o engraçado no meio de toda a questão é que todos vivemos num país em crise, onde todos sofremos com o aumento dos impostos, a redução dos salários, a precariedade, mas só eles são humanos e só eles podem mostrar o descontentamento, porque para eles nós somos apenas alguém que ali está agarrado a uma manivela ou a um volante e que se por acaso se esquece de parar numa paragem por engano quase que é «abatido a tiro» com gritos de meia noite. 

E para terminar, apenas um conselho de quem por nesta cidade já presenciou muita coisa... "Se queres ser respeitado, dá-te ao respeito!" Boas viagens a bordo dos veículos da CCFL.

sábado, 2 de julho de 2011

O "Chef" recomenda...

Se uma sexta-feira podia passar-se sem confusão? Poder até podia, mas não era a mesma coisa! Talvez por isso, o melhor seja transformar o resumo de um dia de trabalho numa receita culinária. Como?... Simples!

«Validador de cabidela à la vinte-huit»
Grau de dificuldade: ****

Ingredientes:
Final de semana, principio do mês e um validador desafinado. Adicione gente que nem costuma validar a querer validar à força o titulo de transporte. 

Modo de Preparação:
Junte todos os ingredientes numa tarde abafada mas com chuva e deixe encher o eléctrico tipo sardinha em lata. Faça a viagem do Martim Moniz aos Prazeres na carreira 28E e a cada paragem avise os portadores do Lisboa Viva que o validador está com avaria, podendo os mesmos sentarem-se, se houver lugar claro.
Umas paragens mais à frente ainda vai haver quem tente validar depois de tantos avisos. Informe novamente a Central Comando de Tráfego da avaria a fim de ser trocado o validador. Deixe passar mais duas horas até ter a cabeça feita em água de tanta explicação do porquê do sinal vermelho do validador. Tenha um pouco mais de paciência e alerte um passageiro que escusa de dar murros na máquina porque não é por isso que vai deixar de dar luz vermelha.

Já com o Sol a dar um ar de sua graça quando a tarde está a terminar, vai ter os passageiros a libertar calorias, mas o que não os impede de ficarem sentados quando chegar ao terminal, onde já tem finalmente alguém da técnica para tentar substituir o validador. Por azar a chave não funciona e o validador tem de se aguentar assim por mais uma viagem em direcção ao Martim Moniz. Não se preocupe, porque basta adicionar mais paciência q.b.  porque quem trabalhou assim toda a primeira parte do serviço, é só mais uma viagem.
Chegado ao Martim Moniz, lá está finalmente alguém para trocar o equipamento, mas também lá está o colega que o vai render para poder ir finalmente jantar e descansar a cabeça de tanto aviso. O seu "prato" está então pronto a servir. Bom apetite!

Sugestão do Chefe:
Para complemento da receita anterior, o chefe aconselha um confronto entre dois taxistas no Largo do Chiado com muito sangue à mistura e atrasos na chapa que faz o último carro no Martim Moniz e nos Prazeres.

E assim fica resumido a caótica sexta-feira com que terminei a semana. Bem vindas sejam as folgas!


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