segunda-feira, 27 de junho de 2011

Divagações num regresso às madrugadas com a 12E

(...)
É sempre bom ver Lisboa a acordar,
Sentir o fresco a correr pelas janelas.
Do eléctrico que percorre ruas e vielas
Para levar quem passeia ou quem vai trabalhar.


Da Praça da Figueira ao Castelo,
Passei na Mouraria e depois na Baixa.
Mais uma volta para alegrar
Os turistas que iam no amarelo.


Pela 12 não morro de amores,
Porque a que gosto mesmo é a 28.
Mas nela aparece sempre alguém
A querer ir até aos Restauradores.
                                               (...)


Rafael Santos

terça-feira, 21 de junho de 2011

Quando a estupidez não tem limites, corre-se o risco de se ficar entalado!

Portugal já foi a votos e já elegeu um novo governo. O Santo António já lá vai e da crise já não se ouve falar tanto, mas que as pessoas voltaram a estar insuportáveis, isso é garantido. E se a tudo isto juntar-mos uns quantos turistas, que encantados com Lisboa querem ver tudo como se o mundo fosse acabar na hora seguinte aliados a umas quantas interrupções então temos o «caldo entornado» na carreira 28E.

Foram-se a maioria dos arraiais, o cheiro da sardinha assada e os sorrisos e boa disposição deram lugar a rostos mais cerrados, vozes rabugentas entre outras coisas mais. Pelo meio das perguntas habituais sobre o Castelo, sobre Alfama ou o Chiado, lá tem de aparecer alguém que não nos ajuda em nada a minimizar as consequências de um dia repleto de interrupções naquela que é a minha carreira favorita, mas também aquela em que hoje até tinha pago para não andar por lá.

Uma interrupção nas Escolas Gerais obriga-me a fazer uma manobra na R.Conceição, deixando quem ia com mais pressa ali mesmo, e outros mais em passeio, com direito a uma volta extra à Praça do Comércio. Em voz alta informo do sucedido, todos permaneceram intactos... até verem o eléctrico virar para a Praça do Comércio. «Desculpe lá mas isto não era suposto ir à Sé? Vira para aqui e não diz nada?», diz-me exaltado um jovem estudante, que pela idade, parecia estar já ao nível da faculdade e com mais educação do que a demonstrou.

Pelo meio, os turistas brasileiros preocupados com o facto de não passarem pelo Castelo, quando já lhes tinha dito por duas vezes que poderiam permanecer, dado que iria lá passar pela carreira 12E. Resolvida esta manobra, logo outra interrupção me obrigaria a fazer o curto trajecto entre os Prazeres e a Estrela, a fim de colocar o eléctrico na hora. 
Depois, após uma terceira interrupção, e com um calor abrasador, três eléctricos tinham-se juntado devido a um carro mal estacionado. Com o carro já quase lotado na R.Conceição, os passageiros na paragem não se aventuravam a tentar entrar até que fecho a porta e arranco. Precisamente no momento em que surge um senhor (digo, senhor porque não quero baixar ao nível e falta de educação que o senhor teve para comigo), que força a porta enquanto esta fecha, mostrando uma ganancia total para entrar, quando tinha um outro eléctrico atrás mais vazio. 
Paro o eléctrico, depois de ouvir «não feche a porta pá!!! Está parvo...»

Digo-lhe que não deve entrar no eléctrico quando este se encontra com a porta a fechar e em andamento. Diz-me aos berros «Não estava a andar! Você é um estúpido pa!» Com idade talvez para ser meu avô, o senhor em questão, não arranjou aliados no eléctrico, até porque se havia alguém que não era estúpido ali naquela questão, era eu. Jamais tentaria entrar num transporte correndo o risco de ficar entalado na porta.

Contestado pelos restantes passageiros pela forma como gritou, sentou-se no lugar mais próximo da porta da saída tentando disfarçar o olhar sobre as janelas que já atravessavam a Rua Augusta, mas sempre debaixo do olhar repugnante dos que naquele eléctrico seguiam viagem.

Um dia que certamente teria corrido melhor se estivesse de folga, mas até lá ainda faltam mais dois dias. Resta-me portanto desejar-vos boas leituras e viagens a bordo dos veículos da CCFL!

[n.d.r.]: Foto retirada do Flickr.com Direitos reservados ao autor

domingo, 12 de junho de 2011

A folia do Santo António onde até "eléctricos" servem bebidas...

Se noutros tempos, a grande noite era a do desfile das marchas, em que Lisboa saia para a rua de fogareiro e travessa na mão, hoje em dia Santo António comemora-se  já nas vésperas, o que é bom para esquecer a crise, o FMI e todos os outros problemas, mas que acaba por ser péssimo para quem, tem de trabalhar com um eléctrico pelas ruas de Alfama. Ruas engalanadas com os tradicionais festões coloridos, mesa posta na rua, imperial a sair da torneira e uma fumaçada que sai dos fogareiros, deixando na roupinha um cheiro característico de quem andou nas festas da cidade.

De facto trabalhar nestes dias não é nada fácil. Interrupções atrás de interrupções e uma constante tentação para se parar o eléctrico e pegar numa bifana ou numa sardinha para fazer o gosto à barriga. A cada esquina lá surge o desafio... «Vai uma sardinha sr.guarda-freio?», perguntam do varandim de S.Tomé, enquanto aguardo a chegada do dono da viatura que está a impedir a passagem do eléctrico. 

Já na Graça e a meio da tarde uma senhora do restaurante das Portas do Sol, entrava com um saco cheio de pão quente. A noite prometia ser longa e com fé na clientela. O cheiro do pão quente, juntava-se mais abaixo ao do chouriço assado que saía da grelha junto ao eléctrico da Voz do Operário, ao qual atribuo este ano o «prémio» de melhor banca de arraial. A réplica está tão bem feita que ao longe poder-se-ia dizer que tinha havido um descarrilamento, mas cujo o guarda-freio tinha tido a proeza de o deixar bem estacionado. 

Turistas e transeuntes sorriem em todas as viagens quando lá se passa e nestes dias nem me importava de trocar o meu eléctrico pelo eléctrico da Voz do Operário, porque pelo menos nestes dias, não trabalhava com a incerteza de saber se ia ou não chegar a casa, porque até ao final do serviço ainda estive quase a ficar preso novamente nas Escolas Gerais. Mas este ano já me safei, porque amanhã há-de haver quem trabalhe por mim, assim como na segunda. 

Resta-me então desejar-vos uns bons Santos! 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Na 12E com o cravinho da sorte...

Feriado na 12E, vésperas de se festejar o Santo António e os rituais que todos os anos se repetem. Dos arraiais ás missas, passando pelos peditórios e promessas.  

Arraial montado, fogareiro ligado e já cheira a grelhado. Mas na paragem da Sé talvez no final da missa um grupo de senhoras entra com ramos de cravos. Diziam trazer os cravos benzidos de Santo António, coisa que tal nunca tinha ouvido. Pois do pão de Santo António já tinha ouvido falar... Uma das senhoras, arranca um dos cravos do ramo e ao entrar diz-me...
«Bom dia sr.Guarda-freio,
Tome lá um cravinho,
Para que tenha sorte,
No resto do Caminho.»

E ali ficou o cravo no resto do serviço. Continua assim, a carreira 12 a ser conhecida pela mais castiça das carreiras da rede de eléctricos, quer seja pelas ofertas, pelos passageiros ou pela complicação que por vezes é subir a calçada de Santo André.

Resta-me portanto desejar-vos uns bons santos populares!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sugestão da Semana: Exposição "Os 110 anos dos Eléctricos em Lisboa"

Foi inaugurada esta Quarta-Feira no edifício da Junta de Freguesia de Alcântara, a mais recente exposição organizada pelo CEC - Clube de Entusiastas do Caminho de Ferro, intitulada «Os 110 anos dos Eléctricos em Lisboa". Através de vários documentos e fotografias, é possível conhecer-se a história de toda esta aventura que começou por carros puxados por animais - os «Americanos», que em 31 de Agosto de 1901 deram lugar aos primeiros eléctricos. A inauguração desta exposição contou com a presença da Srª. Presidente da Junta de Alcântara que não deixou de referir que é sua intenção «continuar a defender este transporte característico de Lisboa e bastante essencial para bairros como o de Alcântara e Ajuda», acrescentando ainda que «o eléctrico 18 faz parte desta freguesia e queremos mantê-lo no futuro...», disse a Dr.Maria Isabel de Faria.

Presentes na cerimónia inaugural, além do «Diário do Tripulante», estiveram também alguns associados e amigos do CEC que atentamente, ouviram José Pinheiro, o presidente do Clube, que foi explicando com recurso a imagens o evoluir de toda a história dos eléctricos de Lisboa. Da palestra partiu-se para uma visita guiada a uma exposição que estará disponível até dia 24 de Junho de 2011, de 2ª a 6ª Feira das 14h30 ás 18h00. 

Para visitar a exposição que está patente na Sala Engº. Mario Maia Rebelo, no edifício da Junta de Freguesia de Alcântara, Rua dos Lusíadas nº. 13 poderá como sempre recorrer aos autocarros e eléctricos da Carris. A minha primeira sugestão é claro está o eléctrico 18E que parte da R.Alfândega com destino à Ajuda, tendo uma paragem muito próxima da Jnta de Freguesia, na Rua Leão de Oliveira. 
Mas se vem de outras zonas da cidade recordo que pode ainda recorrer a outras carreiras que têm paragens próximas do local da exposição. A saber...

15E, 714, 720, 724, 727, 732, 738, 742, 751, 756 e 760.

Como vê, não tem razões para não visitar esta exposição e aprofundar o conhecimento sobre a longa história daquele que é o transporte público mais antigo da capital.


Boas viagens e boa visita!

domingo, 5 de junho de 2011

Up!... Up!... Up!...Up!...

Aos sábados há feira da Ladra, aos sábados a 28E anda à pinha, aos sábados há carros mal estacionados e este sábado houve também quem se impôs perante o estacionamento selvagem da Rua Voz do Operário. De regresso às madrugadas lá vi novamente o acordar da cidade que é sempre bonito de se ver, ainda que ao sábado não seja dos melhores dias, porque para trás fica uma noite de sexta e muitos estragos pelo caminho.

Mas de facto o serviço decorria dentro da normalidade, algo até estranho, pelo facto de não ter tido interrupções. Contudo, na última viagem lá tinha de aparecer um automóvel a impedir a passagem do eléctrico. E lá tinha de aguardar a chegada... ou do dono ou do reboque da PSP. 

Ainda assim, e depois de alguns minutos, com a campainha dos dois eléctricos ali parados a tocar bem alto, lá apareceu toda a gente... menos o dono do carro e muito menos o reboque, claro está! Mas de dentro do meu eléctrico um norueguês mais revoltado com a forma como aquele carro ali estava a impedir a passagem, decidiu fazer de imediato uma petição no interior do eléctrico e lá reuniu braços para pegar no carro, de forma a que o eléctrico pudesse prosseguir viagem!

A campainha do eléctrico deu então lugar ao som da força daqueles turistas que certamente não vão esquecer a passagem por Lisboa... «UP!...UP!...UP!...»

domingo, 29 de maio de 2011

No 28E: «Queria um bilhete p'ra Guimarães s.f.f...»

Ao longo destes anos ao serviço na Carris, já me perguntaram de tudo e mais alguma coisa, desde farmácias, ruas e cafés, não esquecendo das papelarias e retrosarias. Já me pediram igualmente bilhetes para vários locais, desde o Aeroporto, Gare do Oriente, Castelo de São Jorge e até o de "São Jerónimo"... Mas hoje pediram-me um bilhete para Guimarães! Confesso que não sabia se havia de rir ou chorar. Não sabia se a pessoa estava a brincar ou a falar a sério, mas ainda assim decidi tirar as dúvidas... "Quer 1 bilhete para Guimarães?"

Ao que a senhora, oriunda de um dos países africanos me responde que queria mesmo «um bilheti p'ra Guimarães...», e desta feita até tinha sido bastante explícita, pelo que optei por lhe explicar que, ou estaria a fazer confusão, ou se queria mesmo ir para Guimarães teria de ser de Autocarro ou Comboio e não de eléctrico. E para meu espanto ela diz-me «mas disseram-me que apanhava aqui 28 p'ra Guimarães!»

E eu já sem controlar o riso, lá lhe disse que então, tinham estado na brincadeira com ela, porque tal facto era impossível. «Mas não passa em Intendente?» Passar passa, mas daí até Guimarães ainda faltam uns quilómetros, pensei eu. Até que ainda sem recorrer ao intérprete lá percebi que afinal ela queria mesmo era ir até à paragem da Almirante Reis que fica junto à loja do Calçado Guimarães, mas quando soube que o preço do bilhete era 2.50€, optou por ir a pé fazendo-me lembrar o slogan da respectiva loja... "A diferença no andar, e no gastar!"

E como se não bastasse, num dia como este cheio de gente em todas as paragens, ainda tive de ficar parado em Santa Luzia porque um dos artistas do volante decidiu deixar o carro com a traseira a impedir a passagem do eléctrico. O automobilista deve ter ido ver as vistas do Castelo e na volta terá certamente visto outras vistas quando chegou e não viu lá o seu carro que foi rebocado pela PSP.  

Venha mas é a folga que bem preciso!!!!



 

sexta-feira, 27 de maio de 2011

«ohh lá lá... le Sable!»... dans le Service Occasionnel

Hoje dedico a página deste post aos serviços ocasionais, mais conhecidos como "alugueres", e que tanta revolta deixam nos passageiros que anseiam a chegada do eléctrico nas paragens por onde vai passando o eléctrico com a inscrição na bandeira "Aluguer", ou "Reservado - Serviço Ocasional". Com partida habitual da Estrela, estes serviços alugados por particulares ou agências turísticas, acabam por dar a conhecer a quem vem de fora e com a comodidade de um lugar sentado, a beleza arquitectónica de Lisboa, aliando monumentos, igrejas, ruas e ruelas, cheiros e uma luminosidade que só Lisboa tem.

Seleccionado como uma das mil experiências de viagem mais importantes do mundo, já não se estranha, que o percurso mais desejado seja o do famoso eléctrico 28 que ao longo do seu trajecto vai espreitando zonas nobres e bairros históricos, e por vezes ao som do fado vadio que sai da «Tasca do Jaime» ali na Rua da graça, ou do cheiro a Sardinha assada do «carvoeiro», na Calçada de São Vicente.

Por vezes acompanhados do tradicional Pastel de Belém e vinho do Porto, servido por simpáticas senhoras envergando o tradicional traje minhoto, o serviço decorre habitualmente com a presença do guia que ao longo do trajecto vai referindo os principais pontos de interesse como a casa do Primeiro Ministro que está ligada ao Parlamento através de um jardim - the Prime Minister's house that is linked to the Parliament through a garden - ou o Ascensor da Bica que ajuda a vencer a inclinada subida da colina - Bica Funicolare per aiutarvi a superare la ripida salita della collina - não esquecendo claro está, a estátua de Camões, um grande poeta e autor de obras como Os Lusíadas - la statue de Camões, le grand poète et auteur d'œuvre littéraire tel que Os Lusiadas - entre outras coisas mais.

Os  «Alugueres» dão-nos também a vantagem de aprendermos um pouco mais de estrangeirismos, digamos assim. Através dos guias - uns mais simpáticos que outros, como aliás acontece com todas as profissões - conseguimos captar novos termos para determinadas coisas que não só dizem respeito à cidade em si como ao próprio eléctrico, no caso dos guias que fazem questão de explicar como funciona o eléctrico - strassenbahn, tramway, tram, tranvia, etc... - desde o freio manual à manivela passando pela famosa Sable.  

Hoje o dia, foi dedicado ao francês, com um aluguer da parte da manhã da Estrela para o Martim Moniz e outro da parte da tarde, da Estrela para a Praça do Comércio, ambos via carreira 28E e ambos com turistas franceses. Uns em passeio, outros em deslocação empresarial, todos ouviram falar na Sable que é, nada mais nada menos, que a areia que ajuda a obter a aderência necessária entre os rodados e o carril, permitindo melhor travagem e melhor arranque, no caso de subidas mais íngremes. 

«Alors bienvenue au tramway de Lisbonne Votre conducteur - en portugais s'appele Guarda-Freio - s'appele Raphael, et nous guidera tout au long de l' emblématique 28...», estava dada as boas-vindas a bordo com autorização de seguida para a partida rumo à Praça do Comércio. Abrindo a caixa da areia sobre o primeiro banco do lado esquerdo do eléctrico e pegando em grãos de areia o guia que seguia a bordo do meu eléctrico explicava que a areia servia para ajudar na aderência do eléctrico aos carris, causando o espanto e admiração por todos os passageiros que em coro entoaram um caloroso «Ohh lá lá... le Sable!»

Da Sable à chave de agulhas foi só descer um degrau e explicar-lhes que servia para comandar as agulhas de direcção para seleccionar a via consoante o percurso. Com tanta pormenorização sobre o eléctrico, num instante chegámos ao topo da Calçada de São Francisco de onde se obtém uma vista fantástica sobre «le château São Jorge, que nous visiterons demain...», dizia o guia. 

Dali ao Castelo e desta feita, sem terem direito a pastel e vinho, foi rápido e num instante cruzávamos as ruas estreitas de Alfama onde se pode até cumprimentar directamente do eléctrico, quem esteja à janela. O fumo no virar da esquina anuncia o cheiro a sardinha assada e é-lhes explicado que o Santo das Festas de Lisboa é Santo António, e que na noite de 12 para 13 de Junho as ruas enchem-se de gente para os tradicionais arraiais populares. Passamos entretanto a fachada do mosteiro de São Vicente de Fora - o padroeiro da cidade -  e subindo a Voz do Operário, atingimos a outra colina da cidade, a Graça.

O trânsito de uma sexta-feira, fazia-se também sentir na Rua da Graça e em slow motion lá íamos cruzando as lojas do comércio tradicional que ainda vão resistindo neste bairro de Lisboa, com o guia de serviço a desafiar-me para cantar o fado, dizendo em voz alta que «notre conductor me dit qu'il va chanter un peu du fado, desafio este não superado como é óbvio, apesar do «Brravoooo» que se ouvia de alguém curioso por ouvir fado, mas não certamente com a minha voz. 

A animação estava portanto garantida com um grupo bem animado à semelhança do que apanhei no dia anterior e em contraste absoluto com outros que por vezes nos surgem. Sem efectuar-se paragens ou ouvir-se queixas sobre o preço do bilhete, um serviço ocasional acaba sempre por ser menos cansativo, que um serviço em carreira regular, mas há também guias que para gerirem o seu tempo, querem que façamos milagres como o de demorar 15 minutos da Rua da Conceição à Estrela, dando a volta na Graça... milagres estes que creio, nem em Fátima serem possíveis de se realizar.

Contudo, este é sem dúvida dos serviços que mais gosto de fazer, pelo contacto com novas línguas, culturas e claro está com uma recordação que ficará para sempre na memória de quem nos visita.  
 

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