Mais uma viagem... mais uma interrupção. É assim em Lisboa, como em poucos lados. Pode parecer cómico, mas o indivíduo que teve a proeza de aqui deixar este automóvel a impedir a passagem do eléctrico, estranhou que ali tivessem já dois eléctricos a querer seguir viagem quando minutos antes tinha ultrapassado o primeiro eléctrico e inclusive um sinal encarnado.
Se isto não é uma república das bananas pouco faltará, até porque o tempo que ali tivemos parados - primeiro a tocar à campainha e depois à espera da polícia - era o suficiente para comer um bife como o que é apresentado no anúncio do eléctrico. E não era sequer necessário chegar ao Cais do Sodré porque a Av. Almirante Reis, tem por lá alguns restaurantes. Na duvida fiquei, se o automobilista autor desta proeza, terá mesmo ido almoçar ou comprar alguma das últimas novidades daqueles armazéns que decoram toda esta avenida antes de entrarmos na Rua da Palma que nos dá as boas vindas ao «mercado asiático».
A calma com que chegou perto da viatura contrastava com a fúria dos passageiros que resistiam no interior do primeiro eléctrico, talvez tentados a ver o carro ser rebocado, ainda que sem êxito. Já no meu, nenhum tinha ficado. Apenas trazia um grupo de franceses que de imediato seguiram a pé até ao Martim Moniz, mas não sem antes fotografarem o insólito estacionamento, quando havia até espaço para se estacionarem dois carros, sem que se impedisse a passagem do eléctrico.
Ou será que o senhor automobilista que depois de ter chegado nem sequer pediu desculpa, saberá o que é um eléctrico?! Saberá ele o que significa uma luz vermelha no semáforo? Será que faria o mesmo junto da linha do comboio? Tanta pergunta que se pode colocar a um senhor que acabou por prejudicar a vida de tantos outros senhores e senhoras que optaram por se deslocar num transporte público, não empatando a vida a ninguém.
Por estas e por outras, resta-me desejar-lhe uma boa viagem a bordo dos veículos da CCFL.








