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| Imagem de «Trams Aux Files» (C.Barão) |
Depois de algumas tentativas e de alguns textos publicados nesta rubrica que criei no "Diário do Tripulante", e que pretende dar a conhecer o passado e o presente da Carris, eis que finalmente tem lugar neste espaço, um vídeo que editei em Julho de 2010 e que por razões alheias ao blogue, só agora é possível estar on-line. Através das imagens gentilmente cedidas por Andy Wood referentes a 1980, de "LisboaTram" no YouTube referentes a 1991 e das minhas próprias imagens de 2010, decidi mostrar através deste vídeo, como foi a evolução dos autocarros e eléctricos da Companhia Carris de Ferro de Lisboa, com a ajuda do áudio que consta no site da Carris, nos últimos 30 anos.
Entre 1980 e 2010 muitos foram os acontecimentos marcantes da Carris. A inauguração da Estação da Musgueira em 1981 abre o leque de alterações que em 1987 via uma profunda reestruturação do serviço nocturno nas redes de autocarros e eléctricos. Já em 1990 novos autocarros vieram compor a frota, nomeadamente os chamados «médios» e um ano mais tarde chegavam 20 novos autocarros articulados equipados com motor «turbo alimentado» e com «intercooler».
E se em 1993 chegaram os mini-autocarros, já em 1995 entraram em exploração os primeiros 10 eléctricos rápidos de grande capacidade, na carreira 15E, na linha marginal de Belém. No ano seguinte, deu-se a remodelação de 45 eléctricos tradicionais que ainda hoje circulam pelas 5 carreiras existentes. Isto no mesmo ano em que a Carris renovava a sua própria imagem, adoptado o «amarelo» como cor dominante em todas as viaturas da sua frota.
A 12 de Janeiro de 1999 inaugura-se em Santo Amaro o Museu da Carris, lugar de memórias e de afectos, mas também onde se conta uma história longa e rica de uma empresa que conta já 138 anos de existência. Já no princípio do século XXI surgem os avanços tecnológicos, com o aparecimento do Sistema de Ajuda à Exploração e Informação ao Passageiro, com informação do tempo de espera nas paragens e localização dos veículos em tempo real.
Em 2001 entram ao serviço os primeiros autocarros movidos a gás natural, mostrando desde então a preocupação da empresa com a melhoria da qualidade ambiental. No ano seguinte os ascensores do Lavra, da Glória da Bica e o Elevador de Santa Justa são classificados como Monumentos Nacionais.
2004 marca o arranque da bilhética sem contacto com a adopção do «Lisboa Viva» para os passes e do «7colinas» para os bilhetes. Mas foi também em 2004 que a Carris deu início a um ambicioso processo de renovação da frota que se tem assistido até aos dias de hoje, sendo que as últimas aquisições foram novos autocarros articulados com internet a bordo e autocarros "standart" movidos a gás natural.
O certo é que dos verdes de dois pisos aos amarelos movidos a gás, muita coisa mudou, acompanhando as mudanças de uma cidade em constante crescimento. Para verificar essas mesmas mudanças sugiro então que apanhe a boleia das imagens que fazem parte deste vídeo e que recue no tempo 30 anos para ver como era a Carris em 1980, mas com a certeza de que não quererá deixar de ver como está a Carris em 2010.
Boas Viagens a bordo dos veículos da CCFL
[n.d.r]: Este vídeo só foi possível ser realizado com a colaboração de Andy Wood e «LisboaTram», e com o recurso ao áudio do site da Carris.