...Pensamos que já tudo vai correr bem na última viagem para o M.Moniz, depois de ter-mos ficado mais de 40 minutos parados na Estrela devido a um autocarro de turismo avariado no meio da linha do eléctrico, eis que surge no local mais improvável... o carro mais improvável a impedir a passagem dos 3 eléctricos que viam no M.Moniz, o fim de um dia de trabalho na carreira 28E.
A juntar-se aos 45 minutos de paragem na Estrela, foram mais 12 minutos nas Escolas Gerais e depois da campainha tocar algum tempo, lá apareceram os senhores agentes da PSP - Escola Segura a pedir imensa desculpa pelo sucedido.
E com algum custo lá cheguei finalmente a Santo Amaro! Amanhã é outro dia!
Boas Viagens a bordo dos veículos da CCFL!
terça-feira, 12 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
Sinta-se na pele de um guarda-freio e ligue a corrente para uma viagem na carreira 28E
Ao que parece já nem a chuva afasta os milhares de turistas que nos fazem lembrar um Verão que ainda agora partiu, quando estamos em pleno Outono já com os assadores de castanhas a darem outro cheiro às ruas por onde passa o eléctrico 28 na sua longa viagem entre o Martim Moniz e os Prazeres. Não admira portanto que o comentário mais ouvido pelos lisboetas que têm o 28E como seu transporte diário entre casa e trabalho, seja o de que «agora já não há Verão...É todo o ano cheio como sardinha em lata».
Entre os muitos que se transportam no 28E, que como sabem é para mim a mais emblemática carreira da rede da Carris, muitos há que de forma curiosa tentam saber como funciona o eléctrico e para que serve cada um dos botões da consola de trabalho que temos à frente, entre um controller, que com a sua manivela permite ligar e desligar a corrente, e uma roda de freio manual, pouco utilizada durante as viagens, mas que é indispensável no eléctrico.
As crianças são as mais desavergonhadas para fazerem as perguntas e os adultos aproveitam-se muitas vezes delas para terem respostas às perguntas que lhes surge durante as viagens. Os estrangeiros deliram com o eléctrico e quando chegam ao terminal por vezes até pedem para tirar uma fotografia junto à consola de trabalho. Provavelmente muitos deles chegam a casa e pesquisam no YouTube vídeos sobre o eléctrico 28E, o eléctrico que uns chamam «desejo» e outros de «montanha russa».
Como tal o que proponho neste domingo cinzento de Outono é que se sintam na pele de um guarda-freio durante cinco minutos e para tal basta estarem sentados em frente ao computador a assistir ao vídeo que mostra um pouco do percurso do 28E, transmitido pelo olhar do guarda-freio. Com o aceleramento da imagem que na realidade seria quase impossível dado o circuito sinuoso da carreira, convido-vos então a partir dos Prazeres rumo ao Martim Moniz. E não se esqueça caro/a leitor/a, tem de saber onde fica a paragem do Castelo porque vão-lhe perguntar imensas vezes durante a viagem.
Mas... afinal não chegou ao castelo! Pois a ideia é agora fazer o resto da viagem com mais calma e ao vivo, porque posso garantir-lhe que será bem mais interessante do que estar sentado em frente ao computador, sem ouvir o inglês cruzar-se com o espanhol enquanto o português chama a atenção ao italiano por este lhe ter passado à frente na entrada para o eléctrico. E isto tudo, claro está, só é possível na carreira 28E e por apenas 1,45 €!
Boa viagem a bordo dos eléctricos da CCFL!
n.d.r.: Vídeo gravado através de um telemóvel colocado ao lado da chapa da carreira junto ao para-brisas frontal, durante uma viagem na 28E, não interferindo com a condução nem com a prestação de um serviço público de qualidade.
n.d.r.: Vídeo gravado através de um telemóvel colocado ao lado da chapa da carreira junto ao para-brisas frontal, durante uma viagem na 28E, não interferindo com a condução nem com a prestação de um serviço público de qualidade.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Regresso ao trabalho com direito a regresso ao passado....
Hoje bem que poderia utilizar aquela máxima que se ouve em dias casamento debaixo de chuva. Pois regressei de férias, com um serviço na carreira 18E e... regresso molhado, regresso abençoado. Depois de uma primeira viagem com sintomas de quem há muito não pegava num eléctrico, em que tudo parecia ser estranho e com a chuva daquela miudinha que nenhum guarda-freio deseja, o resto do serviço lá se desenrolou dentro da normalidade de um dia chuvoso como o de hoje.
Porque isto da chuva tem que se lhe diga e nós guarda-freios somos sinceros! Para chover que chova a sério e não ás pinguitas. Mas hoje houve de tudo. Primeiro a chuvinha miudinha e depois a chuvada que entupiu a cidade, também ela entupida no que a sarjetas diz respeito. Na verdade os anos passam mas as cenas repetem-se nas primeiras chuvas. Inundações, tampas de esgoto levantadas, e um trânsito infernal que causa transtornos, sobretudo a quem utiliza os transportes públicos.
Mas no ano em que se comemora os 100 anos da República, nada melhor que recuar no tempo e tentar perceber como era o trânsito em Lisboa, nos anos em que foi implantada a República. Pois recorde-se que o trânsito em Lisboa passou-se a fazer pela direita no ano de 1928. Até então, os carros circulavam pela esquerda tal como acontece com o metropolitano. Assim foi esta tarde na Rua da Junqueira, depois de esta ter ficado entupida de eléctricos e autocarros que se juntaram aos veículos ligeiros, na esperança de se conseguir passar o cruzamento do Hospital Egas Moniz, mas sem êxito porque a água era mais que muita.
Não havendo outra alternativa, o polícia municipal que acompanha o «smart bus-Carris», ordenou que por instantes o trânsito voltasse a esses primórdios da República, e os eléctricos lá conseguiram recuar até Santo Amaro, onde entraram na estação para inverter a marcha. Por ser algo fora do comum decidi então registar o momento, visto da estação, enquanto aguardava a saída para a segunda parte do meu serviço, para agora partilhar com os leitores deste blogue.
Se não viveu nesses tempos, já pode ter uma ideia de como era a cidade ao contrário, nos tempos em que eram mais os eléctricos que os carros a circular na cidade. Amanhã há mais e espero que com menos chuva.
Porque isto da chuva tem que se lhe diga e nós guarda-freios somos sinceros! Para chover que chova a sério e não ás pinguitas. Mas hoje houve de tudo. Primeiro a chuvinha miudinha e depois a chuvada que entupiu a cidade, também ela entupida no que a sarjetas diz respeito. Na verdade os anos passam mas as cenas repetem-se nas primeiras chuvas. Inundações, tampas de esgoto levantadas, e um trânsito infernal que causa transtornos, sobretudo a quem utiliza os transportes públicos.
Mas no ano em que se comemora os 100 anos da República, nada melhor que recuar no tempo e tentar perceber como era o trânsito em Lisboa, nos anos em que foi implantada a República. Pois recorde-se que o trânsito em Lisboa passou-se a fazer pela direita no ano de 1928. Até então, os carros circulavam pela esquerda tal como acontece com o metropolitano. Assim foi esta tarde na Rua da Junqueira, depois de esta ter ficado entupida de eléctricos e autocarros que se juntaram aos veículos ligeiros, na esperança de se conseguir passar o cruzamento do Hospital Egas Moniz, mas sem êxito porque a água era mais que muita.
Não havendo outra alternativa, o polícia municipal que acompanha o «smart bus-Carris», ordenou que por instantes o trânsito voltasse a esses primórdios da República, e os eléctricos lá conseguiram recuar até Santo Amaro, onde entraram na estação para inverter a marcha. Por ser algo fora do comum decidi então registar o momento, visto da estação, enquanto aguardava a saída para a segunda parte do meu serviço, para agora partilhar com os leitores deste blogue.
Se não viveu nesses tempos, já pode ter uma ideia de como era a cidade ao contrário, nos tempos em que eram mais os eléctricos que os carros a circular na cidade. Amanhã há mais e espero que com menos chuva.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Em vésperas de regresso... um blogue interessante!
E pronto, é já na próxima sexta-feira que volto a Santo Amaro depois de um período de férias. Depois de acompanhar algumas das iniciativas da semana da mobilidade e das comemorações do Centenário da República, chega então a altura de vestir a farda azul e entrar a bordo do eléctrico, fechar portas e iniciar mais viagens, que para muitos é apenas uma rotina diária, enquanto que para outros é uma um marco das suas passagens por Lisboa.
Com a chuva a fazer já parte de alguns dias da semana, o melhor mesmo é aproveitar estes últimos dias de férias e ver os eléctricos passar pelo blogue Santo@maro da autoria de João Fernandes, que nos dá a conhecer através das suas fotografias, «o prazer de ver e andar nos eléctricos da Carris», como o próprio diz na apresentação do seu blogue.
Se sente o mesmo prazer que o João, não perca então a oportunidade de ver as fotos que o próprio disponibiliza no seu blogue. Boas visitas e boas viagens a bordo dos eléctricos da Carris.
Com a chuva a fazer já parte de alguns dias da semana, o melhor mesmo é aproveitar estes últimos dias de férias e ver os eléctricos passar pelo blogue Santo@maro da autoria de João Fernandes, que nos dá a conhecer através das suas fotografias, «o prazer de ver e andar nos eléctricos da Carris», como o próprio diz na apresentação do seu blogue.
Se sente o mesmo prazer que o João, não perca então a oportunidade de ver as fotos que o próprio disponibiliza no seu blogue. Boas visitas e boas viagens a bordo dos eléctricos da Carris.
domingo, 3 de outubro de 2010
[Off Topic]: A República de Eléctrico - Museu da Carris
Foi esta tarde inaugurada mais uma exposição inserida nas comemorações do Centenário da República. E a razão desta referência neste mesmo blogue deve-se ao facto da mesma estar relacionada com o Eléctrico. «A República de eléctrico» é uma iniciativa desenvolvida em parceria pelo Museu da Carris, a Companhia Carris de Ferro de Lisboa e a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, tendo por objectivo dar a conhecer a história e o património da Companhia Carris no período da I República.
“A história da Companhia Carris durante a I República está intimamente associada à história do quotidiano da cidade de Lisboa e ao seu desenvolvimento urbano, a que se acrescenta um quadro de modernização e desenvolvimento da rede de transportes, mais em particular da rede de eléctricos, nas primeiras décadas do século XX.
A história dos eléctricos de Lisboa durante a I República ficou ainda marcada por algumas transformações tecnológicas e espaços de inovação mas também pelo contexto político, económico e social que atravessou”, lê-se no site oficial das comemorações do Centenário da República.
Presente na cerimónia inaugural da exposição alusiva ao centenário da República, nas instalações do Museu da Carris, esteve o Secretário de Estado dos Transportes, Carlos Correia da Fonseca que, acompanhado pelo Presidente da Carris, José Silva Rodrigues, mostrou-se agradado com o espaço e a forma como está representada a história do eléctrico e da própria República.
A viagem teve início na Praça do Comércio e foi a bordo do eléctrico n.º 2 que a comitiva chegou ao Museu da Carris, onde foi também descerrada uma placa alusiva à entrada do Museu da Carris, na Rede Portuguesa de Museus.
Um pouco de História...
Com a implantação da República, surgem novos rituais no país. As escolas ganham a forma de uma «casa portuguesa», para beneficiar o patriotismo e é suposto que a educação promova os valores da República, o que deixa a desejar quanto à isenção do ensino oficial. Decreta-se uma simplificação ortográfica, para estabelecer a rotura com o anterior regime e é de bom tom que os dirigentes passem a conviver com os apoiantes.
As figuras de Estado deixam os luxos e passam a utilizar os recursos do povo. Teófilo Braga vai para o ministério de eléctrico e Manuel de Arriaga come sandes no Parlamento. Com estes exemplos, pretendia-se uma maior aproximação ao povo. Contudo, passados cem anos, tudo parece retroceder. Os ministros deixam de usar os transportes, afastando-se cada vez mais do Povo e os luxos parecem estar de novo em voga, apesar das enormes campanhas de sensibilização para o uso dos transportes públicos.
A exposição «A República de Eléctrico» está patente no Museu da Carris até 31 de Março de 2011 e Segunda a Sábado, das 10h às 17h, Rua 1.º de Maio, 101 – Lisboa T. 213 613 087 ( http://museu.carris.pt ). Recordo ainda que para visitar esta exposição pode optar pelos transportes públicos (Eléctricos e Autocarros) da rede geral da Carris.Fonte: http://5outubro.centenariorepublica.pt/ - Livro «Portugal, Século XX – 1910-1920», de Joaquim Vieira, ED. Círculo de Leitores (04/1999).
Fotos: Rafael Santos / Arquivo Municipal de Lisboa
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Noite mal dormida... passagem impedida!
Há dias em que a vontade para se ir trabalhar é quase nula, algo pelo qual não tenho passado até porque continuo de férias até ao próximo dia 7 de Outubro. Contudo, há quem o tenha de fazer por mim. Mas mesmo que a vontade possa ser pouca, alguém tem de trabalhar para transportar os milhares de passageiros que diariamente se transportam nos Autocarros, Eléctricos, Ascensores e Elevadores da Carris.Mas há por vezes, quem não nos deixa trabalhar. Carros mal estacionados impedem a passagem do eléctrico constantemente, muito embora o cenário actual esteja bastante melhor, do verificado há uns anos atrás. Mas... e se lhe disser que já há também pessoas a estorvar a passagem do eléctrico! Acredita?... O mais provável é ter a reacção que eu também tive, quando o meu colega que esta manhã andou pela carreira 25E me contou o episódio que tinha assistido.
Na verdade, poderia ser uma forma de protesto, um acto de embriaguez, ou até maluquice, mas afinal o sintoma era sonolência. Foi o que comprovou o guarda-freio da carreira 25E ao chegar ao local e ver que o indivíduo se mantinha impávido e sereno mesmo após o toque da campainha. Ora dormir em pé já é algo complicado, e conseguir fazê-lo impedindo a passagem do eléctrico... é de artista!
Ao que parece, esta situação ainda durou alguns minutos, como prova a cara da passageira que surge à porta do eléctrico também na tentativa de acordar o indivíduo. Há situações, que de facto, contadas poucos acreditam, e talvez por isso o Miranda tenha registado o momento, a quem agradeço a cedência deste relato e da referida imagem.
Foto: Imagem gentilmente cedida por João Miranda
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
[Off Topic] Sabia que... Há história no eléctrico da P.Comércio?
Depois de ter lido o título deste post [Off Topic], o leitor pode estar já a pensar que lhe vou falar da história da série de eléctricos composta por carros tipo Salão, mas engana-se, não porque não fosse tema para ser abordado, mas porque estamos em comemorações do Centenário da República e porque esse mesmo eléctrico que está em permanência na Praça do Comércio, entrou para a história da própria República, após ter sido o «palco» de um dos episódios mais marcantes da primeira República.Na verdade, quem passa pela Praça do Comércio, pode ver de imediato o eléctrico vermelho, tipo salão da série 300, assim como o imponente Arco da Rua Augusta, ou as simétricas arcadas que ladeiam uma das maiores praças europeias. Contudo, muitos não sabem que esse mesmo eléctrico que hoje serve de posto de venda e informação da Carristur, é apelidado de «Afonso Costa» e que durante o serviço regular de passageiros, e quando ainda era amarelo, ostentava o número 355.
Foi precisamente neste Eléctrico, que a 3 de Julho de 1915, «o conhecido político, temeroso dos frequentes atentados que então se multiplicavam pelas ruas da cidade, protagonizou uma cena hilariante a bordo deste carro», lê-se na "História do Eléctrico da Carris", de Marina Tavares Dias. «Ouvindo o sonoro disparo do disjuntor a saltar do cabo [aquilo a que na gíria os guarda-freios apelidam de «saltar a breca»], Afonso Costa julgou estar perante um tiroteio e atirou-se pela janela do eléctrico, partindo o braço na queda», cita ainda o mesmo livro.Fonte: «A História do Eléctrico da Carris», de Marina Tavares Dias.
Fotos: Rafael Santos e Arquivo Municipal de Lisboa
terça-feira, 28 de setembro de 2010
[Off Topic]: Goze mais a cidade. Utilize os transportes públicos!
E porque nunca é de mais incentivar o uso do transporte público em detrimento do automóvel particular, por uma cidade cada vez mais sustentável, aqui vos deixo o vídeo que está na plataforma YouTube e que mostra o que passam milhares de pessoas dos 700 mil carros que entram diariamente na cidade, e o que poderá mudar se todos optarem pelo transporte público. Uma iniciativa do projecto menosumcarro.pt
Menos um carro, e goze mais a cidade!
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