segunda-feira, 20 de setembro de 2010

De férias, mas atento às mudanças...

Estou oficialmente de férias, pelo que nos próximos dias, não haverão aqui histórias ou situações do meu dia-a-dia como tripulante. Esta é a altura do ano em que passo a ser passageiro. Como tal nos próximos posts poderão surgir temas diversos, sugestões, reportagens, etc...

E por falar em reportagens, hoje peguei na máquina fotográfica e vesti a "pele" de repórter para vos dar a conhecer o novo corredor Bus de Lisboa e os novos «Spider Maps».




701 e 738 ganham tempo com novo corredor Bus


Em "Semana da Mobilidade" muitas são, as iniciativas que visam incentivar o uso do transporte público. Hoje por exemplo, entrou em funcionamento o novo corredor BUS das "Galhardas" na Quinta dos Barros. Esta situação traduz-se numa alteração do percurso das carreiras 701 e 738, com a supressão da paragem "Rua Abranches Ferrão". Com esta alteração as Carreiras 701 e 738, deixam de cruzar a parte inferior do Eixo Norte-Sul, assim como, deixam de entrar na Av. Lusíada. Além do corredor Bus, esta mudança incluiu também a implementação de um sistema semafórico que dá prioridade ao corredor Bus agora criado. Estas duas carreiras passam assim, a ter o percurso entre a Quinta dos Barros e o Hospital de Santa Maria, mais facilitado e mais rápido, facilitando as deslocações dos passageiros.

«Spider Maps» para que chegue mais rápido onde quer...

Começaram hoje a ser introduzidos os novos «Spider Maps», em algumas paragens da Carris. Para já, a fase inicial deste projecto incide sobre as zonas do Marquês de Pombal, Belém, Rossio e Pç. Figueira. Desta forma será possível aos clientes que se encontram nestas zonas saberem através dos novos mapas, quais as carreiras que aí prestam serviço, assim como o seu percurso e destino. Para facilitar foram introduzidas letras que identificam as paragens das respectivas zonas, permitindo uma melhor leitura do mapa.



sábado, 18 de setembro de 2010

A comemorar 138 Anos (IV): Hoje todos nós estamos de Parabéns!

A Carris está de parabéns! Hoje completa 138 anos de existência. Uma longa história que só é possível ser contada graças a si que é passageiro/a da Carris e graças aos trabalhadores, quer sejam tripulantes ou não. Todos juntos fazemos a história de uma empresa que em 18 de Setembro de 1872 foi fundada no Rio de Janeiro. A Companhia Carris de Ferro de Lisboa, dotou a cidade de Lisboa de uma rede de transportes públicos colectivos utilizando, na época, o chamado sistema americano: carruagens movidas por tracção animal deslocando-se sobre carris.

Mas só no ano seguinte, mais precisamente a 23 de Janeiro de 1873, o escritor Luciano Cordeiro de Sousa e seu irmão Francisco Cordeiro de Sousa, diplomata, obtêm os direitos para a implantação na cidade de Lisboa, de um sistema de transporte do tipo americano denominado Viação CarrilVicinal e Urbana a Força Animal. Em 14 de Fevereiro, a Câmara Municipal de Lisboa aprova o trespasse daquela concessão para a Empresa Companhia Carris de Ferro de Lisboa. Em 17 de Novembro é inaugurada a primeira linha de "Americanos". O troço então aberto ao público estendia-se entre a Estação da Linha Férrea do Norte e Leste (Sta Apolónia) e o extremo Oeste do aterro da Boa Vista (Santos).

Depois dos Americanos vieram os Eléctricos a 31 de Agosto de 1901 e seguiram-se depois os autocarros nos anos 60 com os primeiros a serem adquiridos para serviço á Exposição Mundial que se realizou em Belém. Ao longo dos anos, construiram-se novas estações, e apostou-se fortamente na renovação da frota o que fez com que a Carris obtesse certificação em 2006.

Nos últimos anos a Carris tem continuado a apostar na melhoria do serviço, com a vinda de novos autocarros, mas eu gostava também de ver uma maior aposta nos eléctricos, porque na verdade são eles o ponto de partida da Carris.

Contudo, hoje que passam 138 anos desde a sua criação, a Carris que é de todos nós, está de parabéns e por isso também nós estamos de parabéns. Sugiro portanto que fique a conhecer melhor a empresa e as pessoas que o transportam diariamente, no autocarro que apanha para chegar ao trabalho ou no eléctrico que o faz chegar à escola.







sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Um dia que contado ninguém acredita!

Há dias que por muito que se tente, não conseguimos cumprir o horário. E de quem é a culpa?... A resposta vai depender de quem a responder, porque se foi o passageiro a ter direito de resposta é em grande parte dada culpa ao Tripulante. Na verdade as pessoas descarregam sobre as nossas costas, as culpas do atraso ou do tempo de espera, mesmo que saibam que não temos culpa. Mas na verdade somos nós o primeiro alvo que lhes aparece à frente.

O pior acontece quando alguém se lembra de desmontar uma grua em plena hora de ponta na Calçada da Estrela. Tinha acabado de cumprir a pausa diária do meu serviço desta sexta-feira e logo ali perdi 10 minutos, porque como sabem o eléctrico não se desvia e esta é uma das grandes diferenças para o autocarro.

Como era de esperar cheguei atrasado ao Martim Moniz e já com a chapa de trás colada a mim. Da central recebo a informação, para ir reservado entrar ao Largo das Portas do Sol, via carreira 12E, com o objectivo do eléctrico ficar na hora. Mas como ainda não temos capacidade de adivinhar o que pode acontecer, eis que chegado à Rua dos Cavaleiros me deparo com uma ambulância do INEM.

«Deve demorar porque é um senhor que está a ser reanimado...» dizia-me um indiano de um daqueles armazéns que decoram aquela rua. 5...10...15...20... Minutos e tudo na mesma. A ambulância continuava a obstruir a passagem dos eléctricos e dos carros, até que chegava a informação que o senhor não tinha respondido ao disfibrilhador e tinha falecido. Aguardava-se então a chegada do delegado de Saúde. Mas porque não tirarem a ambulância do meio da linha? Pois o senhor havia falecido em casa e não na ambulância. O mesmo questionava o controlador da carreira que a todo o custo me tinha tentado por na hora.

Ao todo foram 55 minutos parado por causa do falecido e teve de ser a senhora do carro da frente a ir à esquadra chamar a polícia para que fosse retirada a ambulância. Restou-me então ir fazer a saída ao Camões novamente com destino ao Martim Moniz.

E para verem como hoje era o meu dia de sorte... ou azar... na ultima viagem já depois de ter chegado ao Martim Moniz, eis que outra ambulância - desta feita no centro comercial da Mouraria - impedia a minha passagem e logo na viagem em que ia ser rendido. Sorte que hoje o trânsito na baixa estava pacífico, o que não deverá acontecer daqui para a frente quando for alterado o tráfego na Rua da Conceição.

Ainda assim, a carreira 28 continua a ser a minha eleita!!!!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Aprendendo portochinês na 28E: «You go Castélô Jérounimu?»

E tirando a chuva que fez com que o carril parecesse que tinha manteiga, destaco neste dia cinzento o meu diálogo com uma chinesa, na Rua da Conceição. A paragem estava cheia de turistas e a senhora lá de terras orientais, vem em ritmo de marcha atlética passando toda a gente da fila e mal vê a porta da frente a abrir pergunta-me: «You go Castélô Jérounimu?...»

Não me ri porque consegui conter-me mas tive de lhe perguntar se queria ir para o Castelo ou para os Jerónimos, mas ela insistia e voltava a perguntar....
«You go Castélô Jérounimu?...», digo-lhe que não, porque o 28E só passa no Castelo de São Jorge, e quando penso que estava terminado aquele episódio, que mais parecia de uma cena de apanhados, a senhora entra pelo eléctrico dentro e pergunta à plateia, fazendo lembrar o "quem quer ser milionário", pedindo a ajuda do público... «This tram go to Castélô Jérounimu?!»

E uma senhora daquelas mesmo bairristas responde: «Pr'o jérounimuuu vais ali e apanhas o 15E! Pá o homem já te explicou!». Mas na verdade a senhora que queria ir para esse local que não vem mencionado em nenhum dos mapas da cidade que conheço, de inglês só sabia mesmo o «You Go...» porque até o Castelo e os Jerónimos era uma mistura de Português com Chinês e como ninguém lhe respondeu em portochinês, lá ficou novamente na paragem sorridente, à espera de um eléctrico que a levasse ao "Castélô Jérounimu", mesmo que eu e todos os restantes já lhe tivéssemos dito que ia-mos sim, mas ao Castelo de São Jorge e que era o único na cidade!

28E no seu melhor...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O peso da farda... depois do serviço

«You have a nice job! It's Crazy...», disse um inglês esta tarde depois de ter terminado a viagem no Martim Moniz. O calor que se fazia sentir naquela praça era tanto, quantos os passageiros que ali teimavam em não querer sair, porque como dizem os espanhóis, «queremos hacer un recorrido». Seguem-se as explicações habituais que se tornam repetitivas ao longo do dia para lhes dizer que têm de descer e apanhar o 28E para regressar, mas na paragem onde a carreira inicia viagem.

Na realidade e num primeiro olhar sobre este primeiro parágrafo, até parece ter razão o senhor inglês que me tinha dito, que eu tinha um bom trabalho e que até era divertido. De facto gosto do que faço e isso já é meio caminho andado para que tudo corra bem. Contudo um simples regresso a casa e já depois de ter terminado o serviço pode deitar tudo por terra, mesmo que o dia de trabalho tenha corrido bem, embora com muita gente e tudo no "estilo salve-se quem puder", porque o que assisto, é que os anos passam, mas os hábitos mantêm-se no que ao regresso às aulas diz respeito.

Terminei o serviço na Estrela e apanhei o 28E para regressar a casa, porque é uma carreira que serve a minha zona de residência e se até aqui tudo parece normal, digo-vos que basta estar fardado para deixar de o ser. Mal entro no eléctrico, valido o meu título de transporte, cumprimento o colega e sou de imediato abordado por um italiano que me pergunta por uma paragem próxima do metro. Indico-lhe a do Chiado.

Na paragem seguinte já a chegar a São Bento, pergunta-me novamente se é na próxima. Decido então dizer-lhe que o avisava quando fosse, porque já sabia que me iria perguntar a cada paragem se era o Chiado. Até aqui tudo bem, porque já é hábito e como português que sou, trago comigo também a minha veia de prestabilidade, como só o nosso povo consegue ser.

Com destino ao Martim Moniz lá seguia o eléctrico não tão cheio como durante a tarde até porque já estava a jogar o Benfica. Mas quando o rádio toca da Central Comando de Tráfego a chamar pelo guarda-freio, ou são boas ou más notícias. Do outro lado ouve-se o colega a pedir ao guarda-freio que «não passe a Graça sem falar comigo». Mau presságio, até porque o meu destino era além da Graça.

Uma interrupção acabaria mesmo por obrigar o eléctrico a terminar viagem na Graça, e foi precisamente neste momento que o meu dia perdeu a graça toda, quando uma senhora me diz, já depois de saber que o eléctrico ia ficar por ali que, «Se termina aqui não têm de por lá Martim Moniz!» . Num tom mais baixo e calmo em relação ao da passageira quando se dirigiu a mim, lá lhe informei que só durante a viagem tinham avisado o guarda-freio, pelo que se tratava de um imprevisto, conforme tinha ouvido a comunicação via rádio. Mas falar para esta gente é o mesmo que falar com a manivela do eléctrico ou com o espelho retrovisor.

Na verdade se eu não tivesse fardado naquele momento, não me tinha chateado e não teria perdido o meu latim que é tão necessário para o dia-a-dia. E para não bastar, à saída ainda disse que o nosso «dever, é informar...» E agora pergunto: "Mas então o que foi feito?"

Resta-me então desejar boas viagens a bordo dos veículos CCFL.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A comemorar 138 Anos (III) : Factos que marcam uma história

Continuando esta minha referência aos 138 Anos que a Carris comemora no próximo dia 18 de Setembro, dou-vos hoje a conhecer alguns dos factos que têm marcado a história da Carris, através de um pequeno vídeo com recurso a fotografias do presente, a relatarem factos de um glorioso passado.




A criação deste vídeo teve como base a informação disponibilizada no relatório de sustentabilidade de 2009 e apresentam apenas alguns dos momentos importantes da Carris ao longo dos seus 138 Anos de vida, acompanhados de fotografias que tirei recentemente.

domingo, 12 de setembro de 2010

A comemorar 138 Anos (II): De forma sustentável

A Carris continua a apostar na divulgação da sua marca e dos seus serviços, com a participação em diversos eventos. No mês que comemora 138 anos de existência, iniciativas como «Lisboando» pretendem ligar a marca Carris à cidade e às pessoas, aproveitando para relembrar que a empresa dispõe de carreiras «Bike Bus», e para chamar novos clientes para os autocarros e eléctricos que circulam diariamente na cidade.

A iniciativa «Lisboando» decorreu este domingo em Belém num espaço que a Carris reservou para a prática de diversos desportos, incluindo um Peddy Paper. Várias famílias participaram no evento que trouxe para as ruas da cidade as pessoas, aproveitando os espaços verdes e fomentando a prática do exercício físico, aliado ao divertimento.

Mas nem só em Lisboa a Carris pretende reforçar a sua imagem, até porque diariamente
milhares de passageiros que transportamos, vêm da periferia trazendo consigo carros que congestionam a cidade e que aumentam os níveis de poluição ambiental. Assim sendo, a Carris marcou presença no GreenFest 2010, o maior evento de sustentabilidade do país, celebrando o que de melhor já se faz nas três vertentes: social, ambiental e económica.

Um stand amarelo publicitando o movimento menos um carro, acompanhado de um dos novos autocarros movidos a Gás Natural, dão portanto, as boas vindas aos visitantes que até dia 17 visitam a feira, que se realiza no centro de congressos do Estoril. No interior, um stand da Carristur convida à partilha de automóveis com o serviço «MobCar Sharing» - o aluguer inteligente de automóveis.

Aos visitantes a Carris disponibiliza algumas ofertas entre as quais, mapas da rede de transportes, lápis, packs sustentabilidade com sementes de salsa e mini relatórios de contas e sustentabilidade 2009 acompanhados de um cd interactivo com a versão digital dos mesmos. O movimento menosumcarro.pt convida o uso do transporte público com cartões «7colinas» com uma viagem e a Carristur oferece informação diversificada sobre os seus produtos MobCar Sharing.


sábado, 11 de setembro de 2010

De olho na net... E no tributo aos Eléctricos

Quando os tributos são merecidos e bem feitos, há que os destacar. Pois é isso mesmo que pretendo fazer com o vídeo que em seguida vos publico, e que encontrei na plataforma YouTube, onde por sinal há vários vídeos interessantes de Lisboa, eléctricos e do quer que seja.

Remeto-vos então para 2002 e para um vídeo da autoria do britânico que se apresenta como «claretsarecool» e que na sua visita a Lisboa, achou por bem dedicar um vídeo, não só à cidade em si mas também, aos eléctricos e o resultado ficou perfeito.



Se conhece mais vídeos deste género e que acha que devem ser aqui mostrados, não deixe de enviar o seu comentário. Boas Viagens!

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