Quantas vezes se deparou com aquele problema do tamanho da peça de roupa que quer oferecer e não sabe o tamanho que a pessoa veste, ou ir a uma loja comprar um par de sapatos e a sua medida estar esgotada ou não ter a certeza de qual o número certo. Provavelmente também já se deparou com o estacionamento e saber se o carro cabe realmente no lugar.A fita métrica ajuda em alguns casos, nomeadamente no que à roupa diz respeito. Já quanto ao lugar do estacionamento o melhor parece ser mesmo tirar o azimute. É o pão nosso de cada dia dos guarda-freios, sobretudo na carreira 25E. Mas isto porque até hoje ninguém nos tinha dado a conhecer uma nova técnica que ao que parece, é utilizada no estrangeiro, através do chinelómetro.
Pergunta o leitor... «Mas afinal que raio será um chinelómetro?», pois também eu me questionaria. Na verdade a técnica parece ter chegado hoje a Portugal durante mais uma interrupção na Rua de São Paulo. À boa maneira portuguesa, o/a condutor do veículo estacionado, limitou-se a encostar a roda traseira, deixando a da frente a impedir a passagem do eléctrico.
Ao longo de duas horas (o tempo que passou até chegar o reboque), deu para ouvir e ver-se de tudo. Desde o homem que não seguia no eléctrico mas que queria ao fim da força que eu e o colega pegássemos no carro ao outro que num estado daqueles de ver tudo a dobrar dizia que nós tinha-mos carta sim, mas de alfaiate. Se a nossa paciência já não era muita, a do agente da Polícia Municipal que acompanhava a viatura "SmartBus Carris", era muito menos.
A interrupção que até foi longa, serviu para os turistas fotografarem a falta de respeito que ainda permanece para com o transporte público. Uma recordação que tão depressa não irão esquecer, até porque esperaram até vir a Lisboa para andar de eléctrico e acabaram a viagem a andar de autocarro. Contudo, dois desses turistas foram mais persistentes e recusaram mesmo ir no autocarro 25E, porque segundo os mesmos «queremos é andar de eléctrico».
As horas passam e o carro permanece a impedir a passagem do eléctrico e é aqui que surge a chegada do "chinelómetro" a Portugal. Cansado de esperar, um desses turistas decide tirar o chinelo e medir a distância do estribo (degrau) do eléctrico ao traçado do estacionamento, o que dava qualquer coisa como que um chinelo completo.
Chega-se então mais perto do pneu do carro mal estacionado e verificava que ali já só passava meio chinelo. Conclusão: afinal o guarda-freio tinha razão! O eléctrico não passava... e por meio chinelo! O resultado das medições por esse mesmo turista que está na imagem de t-shirt branca, foi o sair de um «bruaaa» da sua boca e sorrindo para o guarda-freio como quem diz que «afinal não passava mesmo», se é que dúvidas houvesse.
A risada instalou-se no local entre os que assistiam a este tipo de medições que ao que deu a entender é muito utilizado lá fora, tal a perspicácia do indivíduo ao medir as distâncias inclusive do carril ao lancil. Não será esta uma ideia a trazer de vez para cá e a fornecerem chinelos aos guarda-freios, dando assim um ar mais desportivo aliado ao pólo que tantos admiram ver vestido por quem os transporta?...
Boas viagens, com chinelo ou sem chinelo, a bordo dos veículos da CCFL.








