segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Três dias na formação e a primeira interrupção!
sábado, 30 de janeiro de 2010
Imagens de uma Cidade: Lisboa
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
A mística de S.Amaro e o primeiro carro...
O meu gosto pelos eléctricos tem mais de uma década, diria mesmo que surgiu por volta de 1994, e desde então tenho vindo a seguir mais vincadamente a história destes veículos que circulam sobre carris e que tiveram o seu início no «americano», que era puxado por animais. Mas a verdade é que sempre que entrava na estação de Santo Amaro, havia algo inexplicável. Sentia-me como que em casa. Pois era aquela a estação que havia escolhido no acto da minha inscrição na Carris.
Mas na altura o destino quis que fosse «assentar praça» na Musgueira, e além de uma excelente experiência, foi uma estação onde vesti a camisola desde o primeiro dia. Surgiu então a oportunidade de transferência para Santo Amaro, e lá estou eu, ainda em formação, mas já com um objectivo cumprido, que era nada mais, nada menos que conduzir um eléctrico. O primeiro foi o 543 que serviu de teste ás primeiras frenagens, e de apoio à compreensão sobre os sistemas de travagem do eléctrico que é bem mais complexo que o dos autocarros.
Reostáticos, Manuais, Pneumáticos e Electromagnéticos, são os sistemas de travagem que fazem parte do eléctrico, pelo que há de saber como todos eles funcionam e onde actuam directamente, para que sejam aplicados o mais correcto possível na prática.
Seguiram-se depois as visitas mais técnicas ao Car-Barn desde o tejadilho do eléctrico à fossa que nos permitiu ver os componentes destes sistemas de travagem, assim como os de tracção. E quando se gosta daquilo que se ouve e fala, as horas parecem correr e se ontem já era segunda-feira, amanhã já é quase sexta-feira e o fim-de-semana à porta.
Embora ainda pense ser um sonho, todos estes dias em que tenho aprendido aquilo que ainda não sabia e os nomes mais técnicos, a verdade é que já lá vão perto de duas semanas de formação, que tem sido excelente, sobretudo porque a acompanhar a teoria, há as idas aos veículos e ás oficinas, que deixam no ar uma saudade e que nos fazem recuar no tempo. Pena que não estejam hoje em dia com o movimento de outros anos.
E assim vai a formação de mais uma escola de Guarda-Freios, composta por 6 candidatos no total, todos já com uma vontade enorme de ir para a rua e é já amanhã! Em breve, prometo trazer até aqui o significado de alguns nomes que passarão a ser lidos com alguma regularidade neste blog.
Boas Viagens!
sábado, 23 de janeiro de 2010
De olho na net... e sobre a cidade de Lisboa
O «passageiro» habitual deste blog, já deve ter reparado que tem havido poucas actualizações, devido ao facto de me encontrar em formação. A primeira semana de formação Guarda-Freio já terminou e a próxima promete estudos mais aprofundados sobre a vertente eléctrica, o que logo á partida aumenta o interesse até porque decorrerá já na estação onde tudo começou para este meio transporte - Santo Amaro. Longe do contacto com o público, ainda que temporariamente, aproveito agora a folga para dar uma olhadela pelo que vai aparecendo na Internet. Como se sabe, Lisboa é uma das cidades mais procuradas pelos turistas, como destino de férias, e a juntar-se a isso há os eléctricos que são também eles um dos pólos de atracção turística.
Numa cidade como Lisboa, com altos e baixos, os eléctricos são uma alternativa fantástica para descobrir a cidade entre ruas e ruelas. Eles compõem um museu vivo que alterou a vida da população desde 1901, quando foi inaugurada a primeira linha eléctrica na capital. Pouco mudou no aspecto visual desde os primeiros carros, mas com o passar dos anos, a Carris tem vindo a melhorar os seus equipamentos, mantendo o seu traçado original, que em muitos casos são os únicos possíveis para certos e determinados arruamentos.
Com o passar dos anos, as carreiras foram sendo suprimidas e a quantidade de eléctricos em circulação nos dias de hoje é muito menor em relação a anos anteriores. E a própria cidade também sofreu diversas alterações. Enquanto navegava no youtube, deparei-me sobre um documentário inglês, cujo autor (creio), é a TravelVideoStore, sob o título «ON TOUR... Eléctricos de Lisboa».
Um documentário que mostra Lisboa e os seus monumentos, com um pouco de história á mistura e com recurso aos eléctricos remodelados da série 500, que percorrem as colinas da capital. Embora não seja referido no vídeo nem na apresentação respectiva, creio que este vídeo é anterior ao ano de 1999, pelo que logo á partida, vale a pena dispensar 27 minutos para se sentar em frente ao computador e recordar uma Lisboa diferente mas com o mesmo encanto.
São também estas imagens que ajudam a perceber esta minha ligação aos eléctricos e a Lisboa e que me fazem recuar no tempo e recordar as viagens que tinha de casa para a escola e da escola para casa, claro está, nos eléctricos de Lisboa. Mas como as imagens valem sempre mais do que qualquer descrição, não ocupo mais tempo com leituras e sugiro que clique no play e desfrute da Lisboa de outros tempos...
domingo, 17 de janeiro de 2010
Da borracha para o ferro...
Começa já esta segunda-feira(dia 18 de Janeiro), uma nova aventura. Depois de (quase) três anos na estação da Musgueira, como motorista de serviço público, vou iniciar a formação, que me permite conduzir aquele que é o transporte mais antigo da capital - o eléctrico. 

Foto: autor desconhecido
Boas viagens a bordo dos veículos da CCFL.
Fotos: Phil Trotter / Pedro Almeida / Autor desconhecido
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Lisboa de madrugada com a carreira 12
É algo perfeitamente normal nos tempos que correm, dado o stress com ocupa grande parte do dia dos lisboetas - esquecerem-se que o autocarro é conduzido por um ser humano. Também já se sabe que em 85 % dos casos (e digo 85% porque quero acreditar que este blog já tenha ajudado a inverter a situação) quem entra no autocarro não diz nem «Bom dia», nem «Boa tarde», e muito menos «Boa noite» porque nessa altura já só pensam em entrar na porta de casa e descansar.terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Quando a chuva é muita, o autocarro vira bote...
Há dias em que por muito que se evite, chegamos a casa ou ao trabalho molhados. É só chover um pouco com mais intensidade e se o vento também fizer das suas, então não há chapéus-de-chuva que resistam. Hoje foi um desses dias. Chuva, muita chuva e se Vasco Santana fosse vivo, hoje poderia muito bem dizer que «chapéus há muitos», fazendo relembrar aquele clássico do cinema dos anos 40. A cada esquina, em cada caixote do lixo, um amontoado de varetas e tecido que outrora compuseram vários chapéus.
A verdade é que a água foi tanta que a Estrada de Chelas, parecia mais um rio e não tivesse o autocarro rodas, e qualquer um diria que a Volvo também já fazia barcos. A velocidade na zona não podia passar do ralenti até porque não se via a berma, quanto mais os buracos e até as próprias tampas dos colectores. Já na viagem de regresso ao Oriente a água continuava em abundância, mas já se encontrava no local uma equipa da EPAL a sinalizar as zonas mais críticas. E não estou a exagerar se aqui disser que em duas entradas de colectores, mais parecia terem instalado repuxos.

