quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Carreira 56: Mas que rica prenda!

E lá diz a gíria popular no que a comparações diz respeito, que «ou é 8 ou é 80» e se há muito que não era escalado na carreira 56, hoje foi a segunda vez esta semana. Primeiro estranha-se, depois entranha-se e quando se chega perto do final do serviço e pensamos que até parece mentira ninguém ter entrado a reclamar com alguma coisa, eis que chego á paragem do Campo Pequeno com destino às Olaias e um passageiro mal mete o pé no interior do autocarro, desabafa logo em jeito de revolta...

«Não temos o direito como passageiros de saber para onde vai o autocarro?», perguntava-me o senhor, pensando eu que já ia uma vez mais, ouvir que a mensagem do "Feliz Natal" poderia aparecer ao lado do número da carreira e não substituindo-o, mas eu estava profundamente enganado. «Os senhores deviam ter a obrigação de informar os passageiros quando o percurso muda!», exclamava. Mas chegava a altura de eu tentar perceber ao que se referia, e lá lhe disse: "Em primeiro lugar BOM DIA!, depois, não consigo entender onde o senhor quer chegar... É que o percurso desta carreira está igual", disse-lhe.

«É que apanhei um autocarro 56 nas Olaias e o seu colega chegou ao Areeiro e virou para a direcção do Aeroporto e eu queria vir para o Campo Pequeno. Sei que a culpa não é sua, mas tenho de reclamar com alguém!», e como o jeito em que falava, não era de todo o mais educado, respirei fundo e já depois de lhe ter explicado que não era certamente comigo que teria de reclamar, informei que o mais provável, era o autocarro em questão, estar a recolher à Musgueira, tendo também nestes casos, o passageiro de ter atenção ao destino que está na bandeira, e a resposta do senhor foi nem mais nem menos que «pronto, mas já vi que vocês têem sempre razão e ainda ficam chateados só porque não lhes digo Bom dia...», e não temos razões para tal? , pergunto eu.

Basta pensar que nas nossas mãos estão os destinos de milhares de pessoas que se cruzam diariamente, e que não é certamente com «apedrejamentos» de falta de respeito que obtêm um excelente serviço prestado porque, por muito que o motorista consiga abstrair-se das situações, gera sempre uma revolta interna. E não me admira que a revista TimeOut na sua edição desta quarta-feira tenha destacado na sua rubrica «Amamos & odiamos» da secção Grande Alface, os condutores de autocarros.

A revista que aborda "tudo o que há para fazer em Lisboa", ama ver «os condutores de autocarro que se cumprimentam na estrada», até porque em grande parte dos dias são mais as vezes que recebemos a saudação e o cumprimento de um colega que se cruza à distância, do que um simples "bom dia" ou "boa tarde" dos milhares de passageiros que transportamos no dia-a-dia. Por estas e por outras razões, irei como até aqui, contribuir para que a TimeOut continue a amar ver os motoristas cumprimentarem-se.

E porque não há uma sem duas, nem duas sem três, referir que iniciou-se hoje a campanha já aqui referida anteriormente apelidada de «Carris Presente», inicialmente dirigida aos tripulantes e que em breve será alargada ao público em geral. Ao recolher, cheguei junto da árvore de Natal da estação da Musgueira e tirei um dos ursos que a decoram e que indicam quais os bens que podem ser dados para quem mais precisa. Lê-se no urso que «todas as ofertas recebidas serão entregues ao Banco de Bens Doados e à Entreajuda, para que quem mais precisa possa sorrir este Natal». Em breve lá deixarei a minha contribuição...


Boas Viagens e Boas Festas!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A espontaniedade juvenil a bordo da 47

A imprevisibilidade das crianças deixa por vezes os adultos sem resposta e por mais irritantes que os adultos queiram ser perante a teimosia infinita de uma criança que quer tudo e mais alguma coisa, numa época como esta do Natal em que o Pai Natal volta a invadir janelas e superfícies comerciais, como símbolo do consumismo, fazendo por vezes esquecer o verdadeiro símbolo do natal que é o menino Jesus e o seu nascimento.

Há já algum tempo que não era escalado para a carreira 47 e confesso que nunca morri de amores por ela, mas é daquelas carreiras que se faz bem de vez em quando, não sei explicar! Contudo o que sei mesmo é que o serviço de hoje correu muito bem e embora seja chato por vezes, ter de trabalhar quando todos estão em casa a gozar o feriado ou enquanto outros tiram o dia para passear nem que seja de uma paragem para a outra, tal e qual como se de uma formiga de asa se tratasse.

Depois há também quem aproveite estes dias para fazer as compras lá para casa, mas ir ao supermercado com as crianças tem sempre um senão... Pois é um chocolate que ia bem dentro do saco e não vai. Ou a hamburguer que até oferece um brinquedo e que não foi comprada ou até mesmo, o brinquedo que há em destaque no catálogo e que a mãe não comprou...

Tudo isto gera uma revolta nas crianças que dá sempre numa birra. Hoje assim foi, depois da paragem do Continente de Telheiras. Mas a espontaniedade da miúda que ia com a sua mãe derrotou de imediato a irritação da senhora, que num acto de desespero lançou um “ultimato” à jovem rapariga em alto e bom som: «Põem-te quieta! Se não te portas com juízo, meto-te em casa da tua tia Aurora!», ao que de imediato a rapariga suspirando respondeu... «Ai quem me dera!»

Tivesse o autocarro um buraco e a mãe da miúda tinha-se enfiado nele. Assim foi o regresso a uma carreira que há muito não fazia... E viva o consumismo do Natal.... mas porque não é Natal todos os dias?

Boas Viagens!


Foto gentilmente cedida por Pedro Almeida

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Na 56: A sopa para a Sónia no regresso ao trabalho

Há coisas que não mudam! E o dia-a-dia num transporte público é uma dessas coisas que podem passar, horas, dias, e até mesmo anos, e que teimam em continuar tal e qual como os conhecemos. As férias já fazem parte do passado e hoje lá voltei aos comandos de um autocarro pelas ruas de Lisboa, onde o trânsito foi pouco muito graças ao facto de amanhã ser feriado e muita gente ter feito ponte.

Serviço na carreira 56 - e aqui também foi um regresso a uma carreira que há muito não fazia - e logo na primeira parte do serviço notei que o fluxo de passageiros não era o habitual. Ainda assim quem não fez ponte certamente foram aqueles que recorrem frequentemente ás carrinhas de apoio à toxicodependência, que usam com frequência esta carreira, sobretudo no troço P.Espanha - Alcântara. Nesse troço para quase em todas as paragens, excepto quando a fiscalização vai a bordo... Porque será?!

Mas borlas à parte, o que mais chateia é que são precisamente estes passageiros que mais reclamam e 99.9 % dos casos sem razão, já para não dizer 100% pelo facto de não terem titulo de transporte. Mas se pensa o leitor deste blog que é apenas isto que não muda no dia-a-dia de um transporte público engana-se.

As perguntas desnecessárias e as conversas pelo telemóvel em que todo o autocarro fica a saber o que se passa lá em casa, também fazem parte deste rol de situações com que me vou deparando diariamente. A caminho da rendição para a segunda parte do serviço, transportava-me eu na carreira 35 quando uma senhora na paragem ao ver as bandeiras com destino de "Alameda", questionou o meu colega tendo este esclarecido de forma clara, mas ainda assim, não deu para evitar um daqueles diálogos que nos dá que pensar, se não vejamos...

Passageira: «Vai para Alameda?! Então termina no Técnico!»
Motorista da 35: «Não senhora! Termina na Alameda e não no Técnico...»
Passageira: «Ahhh, mas passa no Técnico!»
Motorista da 35: «Não passa no Técnico. Fica na Alameda»
Passageira: «Então mas... (pausa) Que Alameda é essa que não passa no técnico?!»
Motorista da 35: «Alameda D. Afonso Henriques...»
Passageira: «Pois a do técnico! (E entra no autocarro)»
Passageira: «Até parece que temos de conhecer a Alameda toda, que disparate!»

E eu sentado +/- a meio do autocarro e com uma vontade enorme de lhe dizer que "até parece que todos os autocarros têem de passar no técnico", mas a senhora era tão irritante que cheguei à conclusão que o melhor era estar caladinho.

Chegado então à Alameda, dirijo-me para o Areeiro para então começar a segunda parte do meu serviço na carreira 56. Fui ás Olaias e na viagem para a Praça das Indústrias, uma senhora entra no autocarro e pede um bilhete. Ao mesmo tempo tinha a mala na mão direita e o telemóvel na mão esquerda, "colado" ao ouvido. O bilhete ia imprimindo enquanto a senhora em questão "lutava" com a sua mala a fim de procurar 1.40€ para pagar o bilhete. «Desculpe lá, mas é que também estou ao telefone e torna-se complicado...», dizia-me. Entretanto, «Olhe Sónia, a mãe não tirou a sopa para fora porque ela estava dentro do frigorífico...»

Ao que parece, a Sónia, não só não fez a sopa, como também a queria já no prato quando chegasse a casa. Mas e agora pergunto eu: "Era necessário eu e os restantes passageiros saberem que a sopa não foi tirada do frigorífico porque estava lá dentro? É que até fazia mais sentido, não a terem tirado do frigorífico para não se estragar, porque obviamente se estava lá dentro, para a comerem, tinham de a tirar cá para fora..."

E menus à parte, assim foi o regresso ao trabalho com a rotina habitual de um dia a bordo de um autocarro na cidade de Lisboa.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

"Não se esqueça: Valide o seu título de transporte!"

A Carris lançou ontem uma campanha que visa alertar o cliente para viajar sempre com título de transporte válido. Embora esteja actualmente de férias, não deixei de utilizar os autocarros da Carris quando necessário, para me deslocar de um ponto para outro, dentro da cidade e dei de caras com um articulado da carreira 746 repleto de post-it’s colados nos vidros. Neles podia-se ler «Não se esqueça: Valide sempre o seu título de transporte!»

É sem dúvida uma campanha de Marketing que chama a atenção de qualquer um que utilize os transportes públicos, e embora considere que seja sempre uma campanha com resultados difíceis de alcançar (penso eu), nunca é de mais referir que a Carris, com esta campanha tenciona «claramente diminuir as situações de fraude existentes relativas à aquisição e validação do título de transporte».

Também no passado dia 2 de Dezembro, a Carris apresentou a campanha «Carris Presente», uma acção que visa «integrar todas as iniciativas de cariz social e de solidariedade que a empresa realize. O nome do projecto transmite a nova atitude da Empresa, presente todos os dias do ano e a todas as horas na Cidade e junto dos seus Clientes e, por outro lado, evidencia a presença que a CARRIS pretende concretizar no desenvolvimento de projectos de apoio solidário aos que mais precisam».

Para já a primeira missão passa pela recolha de «fraldas, roupa e brinquedos para distribuição a crianças carenciadas, os bens recolhidos serão doados ao “Banco de Bens Doados” e ao “Projecto Entreajuda”, entidades que, por sua vez, farão a distribuição junto de instituições mais carenciadas», diz o site da Carris.

Para conhecer estas duas campanhas, poderá visitar o site da Carris, e participar sobretudo na iniciativa «Carris Presente», porque infelizmente não é todos os dias Natal, embora na teoria o Natal seja quando o homem quiser...


Imagem: Site Carris.pt

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

[Off Topic]: E porque recordar é viver...

Há dias quando andava pelas ruas da Baixa, vi um rapaz com uma T-Shirt azul onde se lia que «tudo o que aprendi foi na Rua Sésamo». Achei engraçada a camisola e embora não tenha aprendido tudo naquela hora que perdia diariamente ao ver a Rua Sésamo, o certo é que também eu, tal como grande parte da minha geração, cresceu com os episódios da Rua Sésamo, essa grande série da RTP importada dos Estados Unidos.

No passado domingo a RTP Memória emitiu um programa sobre os 20 anos da Rua Sésamo e numa dos blocos de imagens que passaram da série, deu para rever Lisboa de outros tempos e a Carris de outros tempos. Nesta série aprendia-se a lavar os dentes, a andar na rua entre outras coisas, recebia-se conselhos amigos e era a companhia e o divertimento daquele tempo. E pergunta o leitor: «Mas que tem a Rua Sésamo haver com o Diário do Tripulante?»

Nada, mas a razão pela qual abro este Off Topic é mesmo para que se possa recordar essas imagens de um vídeo onde se ensinava o que era a paragem do autocarro e/ou eléctrico. O vídeo que de seguida apresento, mostra um pouco do que era a Rua Sésamo e destaco o minuto 2.20. Nele vê-se inclusive os antigos eléctricos sob forma de caixote, na Estrela. Para quem pretender ver o programa em repetição, poderá sintonizar a RTP Memória no próximo domingo ás 8h45.

Boas Viagens e Boas Recordações!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

[Off Topic:] Eléctrico 24 volta a ser pedido pelos lisboetas

Decorre até dia 11 de Dezembro a análise técnica das propostas apresentadas pelos cidadãos, que até ao dia 29 de Novembro, participaram no Orçamento Participativo 2010 da Câmara Municipal de Lisboa e que visa a apresentação propostas concretas e a votação de projectos, num valor máximo de 5 milhões de euros, para o orçamento do próximo ano. Os projectos mais votados, até ao valor acima referido, serão integrados na proposta de orçamento e plano de actividades municipal.

Recorde-se que este orçamento participativo visa contribuir para o exercício de uma intervenção informada, activa e responsável dos cidadãos nos processos de governação local, garantindo a participação dos cidadãos na decisão sobre a afectação de recursos às políticas públicas municipais, e possibilitando assim ao executivo municipal corresponder às reais necessidades e aspirações da população de Lisboa.

Ao todo foram registadas 527 propostas pelos 884 participantes registados. Entre as propostas apresentadas, encontram-se os mais variados temas desde o estacionamento abusivo em cima dos passeios, à recuperação e requalificação de Jardins e do canil/gatil de Lisboa. São ainda sugeridas algumas ciclovias e a repavimentaçãod e algumas ruas. Há quem sugira policiamento e até iniciativas culturais. Mas entre as propsotas apresentadas há também o tema dos transportes. Ao todo são 8 as propostas que directamente abordam este tema.


Aqui é o eléctrico que ganha vantagem com a maioria das propostas a pedirem o regresso da carreira 24, mas há também quem sugira novas linhas como uma ligação rápida da Estação do Oriente ao Terminal de passageiros do Aeroporto da Portela. Quanto aos autocarros há quem peça uma carreira para o bairro da Bela Flor e uma paragem para um autocarro à porta do Hospital de São José que é de difícil acesso.

Neste orçamento participativo há quem também aproveite a oportunidade para mostrar o seu descontentamento, pelo tempo de demora entre Santa Apolónia e o Cais do Sodré, devido ao novo sistema de trânsito implementado neste troço. E há até quem peça a remoção dos carris inutilizados, que podem ser a causa de acidentes. Até que o sejam removidos há sempre a alternativa de se reduzir a velocidade.

Para que não fiquem dúvidas, transcrevo de seguida as propostas que mais directamente abordam o tema dos transportes:

Transportes Públicos na Bela Flor
A Bela Flor é uma zona da freguesia de campolide servida parcialmente por um único autocarro e por um acesso pedestre às Amoreiras composto por 122 degraus. Para quem vive no Bairro da Bela Flor ir ao pão, ao supermercado, levantar dinheiro ou ir à escola implica, forçosamente, andar cerca de 800 m até apanhar o único autocarro ou subir 120 degraus. É URGENTE que esta zona seja fornecida por outras carreiras de autocarros.
2009-11-29
Número de proposta: 473

Linhas dos electricos
Por razões de segurança, as linhas dos electricos, que já não são usadas, deveriam ser removidas pois são a causa de vários acidentes de viação.
2009-11-29
Número de proposta: 444

Eixo Cais do Sodré - Santa Apolónia
Caríssimos, Numa altura em que a CML tanto fala em promover o uso dos transportes públicos não deixo de sublinhar o quão degradado ficaram os transportes no eixo C.Sodré-Sta Apolónia desde que a CML impôs aquele novo esquema de atravessamento na Baixa. O novo percurso, cheio de curvas, onde só cabe um veículo em certos pontos e que cria um funil na entrada da Pç Duque da Terceira, degradou enormemente o percurso entre Sta Apolónia e o C.Sodré. Dos 7 a 8 min de outrora, são agora necessários uns absurdos 20 min pela hora de ponta para ir de uma estação a outra. Melhores cumprimentos.
2009-11-29
Número de proposta: 396

Linha de Eléctrico
É incompreensível como não existe uma linha de eléctrico rápido ligando a estação gare do Oriente ao terminal de passageiros do aeroporto da Portela, ao longo da Avenida de Berlim. E pior é não existir nenhuma carreira de autocarro que ligue directamente estes dois importantes centros de passageiros. Numa altura em que muito se fala em meios de transporte "amigos do ambiente" e em retomar as "boas tradições" de que Lisboa era rica com os eléctricos, não se percebe que uma das ligações mais naturais (e económicas porque fáceis de realizar)não seja implementada.
2009-11-26
Número de proposta: 229

Aposta no eléctrico como principal transporte da cidade
Serve a presente proposta para promover a re-introdução do eléctrico como principal meio de transporte da cidade, sendo actualmente um símbolo de Lisboa e que está cada vez mais a desaparecer. Tomando como exemplo a carreira 24E do Largo do Carmo a Campolide, com grande parte das vias férreas e aéreas renovadas, que se mantém suspensa desde as obras do parque de estacionamento de Campolide. Chegou a altura da cidade abraçar o regresso do 24 e porque não do 17?
2009-11-26
Número de proposta: 170

Um novo eléctrico para Lisboa
Pontos fortes / Oportunidades: Existência de carris e catenárias ao longo da totalidade do percurso proposto; Conectividade com outros transportes públicos (cruzamento com 3 redes do metro e com a estação multimodal do Cais do Sodré) Revitalizar a utilização de transportes públicos no centro histórico de Lisboa; Elevado potencial turístico (percurso de charme; todas as paragens apresentam inúmeros motivos de interesse) Oportunidade única para reforçar (e promover) Lisboa como a capital do eléctrico no mundo; Andar de eléctrico é sempre um prazer…
2009-11-23
Número de proposta: 87

Dificuldade em estacionamento
O Hospital de S. José é de dificil acesso, tanto a nivel de estacionamento como de autocarros. Uma pessoa para lá ir tem de ir de taxi ou então ter boas pernas para subir do martim monis até ao mesmo, e nem sempre é possível. Não esquecer que o S. José serve muitas freguesias. Proponho a construção de um parque de estacionamento para utilizadores do serviço e uma paragem de autocarro à porta.
2009-11-17
Número de proposta: 19

Reabertura do Electrico 24
Ainda que seja a Carris a explorar a linha, a CML tem o poder revindicativo sufuiciente para pressionar a Secretaria de Estado dos Transportes. Apresento um documento do Forum Cidadania Lisboa e que subscrevo. http://cidadanialx.tripod.com/DocE24.pdf
2009-11-17
Número de proposta: 16

Estas e outras propostas podem ser lidas no site da C.M.L. . A fase de votação dos projectos decorrerá de 14 a 20 de Dezembro de 2009.

Boas Viagens!
Foto: TIM BORIC


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Eléctrico de Natal volta ás ruas pelo 29.º ano consecutivo

Arranca esta quarta-feira (2/12) e pelo vigésimo nono ano consecutivo, a iniciativa Eléctrico de Natal da Carris "que à semelhança dos anos anteriores, se destina ao transporte de crianças, após inscrição pelas respectivas escolas, para realizarem a viagem natalícia que a Empresa proporciona de forma gratuita. O Eléctrico de Natal funciona de segunda a sexta-feira, das 9H30 às 17H00. Aos sábados a primeira viagem tem início às 10:H00 e a última viagem às 11:00h."

Segundo o site oficial da Carris, durante esta iniciativa que irá decorrer durante 17 dias, são esperadas 8.000 crianças que serão conduzidas, pelas ruas de Lisboa, pelos guarda-freios vestidos de Pai Natal. Diz ainda o site oficial da Carris que "esta Campanha será realizada em novos moldes de forma a ir de encontro à nova imagem da CARRIS, reforçando, por um lado, os objectivos que se visam alcançar e integrando, por outro lado, um novo conceito corporativo da imagem, intitulado, “CARRIS Presente”, a qual passará a integrar todas as iniciativas de cariz social e de solidariedade que a Empresa venha a desenvolver oportunamente."
Boas Viagens e Boas Festas!

De olho na net... e com ouvido numa frigideira!

Mais um dia... mais um vídeo e mais uma descoberta, porque a Internet porporciona-nos por vezes recordações através dos vídeos e textos que por lá vamos encontrando. Uns com mais qualidade que outros, o certo é que a Internet é cada vez mais um elo de ligação entre a cultura e as pessoas, embora muitos possam discordar. E porque tempo de férias é também tempo para dar atenção a outras coisas, pesquisava na Internet alguns vídeos sobre Lisboa e através de um vídeo do YouTube fui parar a um outro já com alguns (não muitos) anos, que me fez recordar os bons momentos que passei na Televisão.

Já imaginou alguém compor uma música através das frigideiras? Pois pode parecer ridículo, mas o certo é que o som tocado fazia parte da obra de Xenakis e foi tema de uma reportagem da SIC na altura em que realizei o meu estágio na estação de Carnaxide. Ao ver este vídeo recuei no tempo e recordei-me perfeitamente como se fosse hoje, o dia em que fui gravar esta reportagem.

Estava a caminho de Carnaxide no 14 (agora 714) quando o telemóvel tocava com alguém do outro lado a tentar saber se ainda estaria longe da SIC. Á minha espera tinha já um jornalista para sair, para mais uma reportagem. «Não há mais ninguém disponível e tens mesmo de ir tu com o João Almeida», dizia-me o responsável de Câmaras da SIC.

O objectivo era entrevistar Pedro Carneiro, um dos melhores percussionistas do Mundo, que por sinal é português, sobre o seu novo (em 2004/2005) trabalho. Foi das reportagens que mais gostei de fazer durante o meu estágio na SIC e por ter agora recordado esse momento e por se tratar também de um tema diferente do habitual onde a cultura musical está também presente, aqui fica o vídeo agora partilhado com todos os leitores do blog

Reportagem do jornalista João Almeida, com imagem de Rafael Santos e montagem de Gonçalo Freitas - SIC
Boas Viagens!

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