quinta-feira, 30 de julho de 2009

Aproveitar as férias para descubrir novos sabores: Cervejaria Trindade

O «Diário do Tripulante» vai de férias e volta no dia 6 de Agosto. Mas antes de partir, deixo-vos com mais uma sugestão gastronómica. Há muito que ouvia falar na "Cervejaria Trindade", mas até então nunca lá tinha entrado, até porque sou de uma geração mais "Portugália". Hoje decidi então exprimentar aquela que é a mais antiga e mais bela cervejaria de Portugal. Situa-se na Rua Nova da Trindade, numa das zonas históricas da cidade a zona do Carmo, no Chiado.

Há oito séculos atrás, crescia então naquele local o Convento da Santíssima Trindade e dos Frades Trinos da Redenção dos Cativos. Acabaria por ser destruído por incêndios (1704 e 1756) e pelo terramoto de 1755, tendo desaparecido em 1834 com a extinção das Ordens Religiosas de Portugal.

Comprado em 1836 por Manuel Garcia, industrial de origem galega, deu então lugar á primeira fábrica de cerveja de Portugal - A Fábrica de Cerveja da Trindade. Composta por várias salas, esta cervejaria é de facto um lugar bastante acolhedor, onde o sabor da comida é testado até ao último pedaço. Entre outras especialidades, o famoso Bife à Trindade ganha destaque e é de facto bem melhor que o da Portugália. E como podem ver pela foto, estava tão bom que no prato não restou nada.

O acesso á cervejaria pode ser feito de carro, mas devido a obras de repavimentação o melhor mesmo é deslocar-se a pé, porque embora lá estejam carris no asfalto, já lá não passa o eléctrico da tão falada carreira 24 que tarda em reaparecer. A sugestão está feita, resta agora por pés ao caminho e deliciar-se com um bom bife á Trindade.
Na saída poderá abandonar o espaço com uma recordação da Cervejaria, através dos postais gratuitos que a mesma dispõe.
Boas Viagens e Bom Apetite!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O Jardim Botânico da Ajuda precisa de ajuda

É um daqueles locais que é mais procurado pelos admiradores de espaços ao ar livre e jardins. Fica situado na Ajuda, como próprio nome indica e esta tarde visitei-o, com o objectivo de recolher algumas fotos, com o fim de participar num passatempo de uma revista de fotografia digital. Na Praça da Figueira entrei no 18E que me levou até à porta do Jardim na Calçada da Ajuda, mas podia ter escolhido outra carreira ou a outra entrada que fica na Calçada do Galvão.

A entrada requer bilhete e este custa 2,00€, um valor que como o próprio ingresso diz, serve para a manutenção daquele espaço verde. Recorde-se que este Jardim é propriedade do Instituto Superior de Agronomia e Universidade Técnica de Lisboa. Já quanto á manutenção, poderia ser bem mais cuidada porque se numa vista geral tudo parece estar ás cinco maravilhas, um rápido apróximar das plantas mostram-nos um certo desleixo, mas ainda assim vale a pena visitar pelas espécies, algumas delas unicas.

As estufas não estavam acessíveis, e o melhor mesmo é o tabuleiro inferior composto por uma fonte ao centro e uma escadaria onde no seu topo se obtém uma vista fantástica sobre o Tejo. Para visitar o Jardim Botânico da Ajuda, pode optar pelas carreiras que o deixam mais próximo da entrada que são as seguintes: 18E, 727, 729 e 732.

Aqui ficam alguams imagens do Jardim:







Boas Viagens e Boa visitas!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Ó tempo volta p'ra trás...

Em tempo de férias nada melhor que descansar, passear e recuperar as forças despendidas em longas semanas de trabalho ao volante dos amarelos da Carris. Tudo apontava para uma viagem a Barcelona, mas imprevistos de última hora ditaram que ficasse por Lisboa. É as chamadas férias lá fora cá dentro.

Se tem coisas más, também tem coisas boas. Dá para conhecer melhor a nossa própria cidade que tantas vezes damos a conhecer a quem nos visita, e dá também para rever amigos de longa data e relembrar tempos que infelizmente já não voltam.

Recordam-se tempos de escola, ou brincadeiras na rua quando ainda nem sequer sonhava vir a conduzir autocarros. A bola era aquele brinquedo que não podia faltar no "páteo das cantigas" (ali a meio da Rua das Escolas Gerais), mas a minha preferência era mesmo o triciclo e mais tarde a bicicleta. O gosto da condução já vinha portanto desde criança.

Da escola para casa e de casa para a escola o caminho era feito na carreira 28, com os seus eléctricos da série 700. O chiar dos carris anunciavam chuva e o tilintar da campainha anunciava a aproximação do eléctrico que se queria apanhar para a Graça.

Símbolos de Lisboa ainda hoje, os eléctricos acabam por surgir nos postais, em t-shirts e até no cinema. Do português ao estrangeiro e recordo-me como se fosse hoje o dia em que as Escolas Gerais pararam para ver as gravações de algumas cenas do filme «Lisbon Story», isto em 1994. Infelizmente até hoje ainda não consegui ver esse filme, mas o trailler esse está espalhado pela net.

Já pesquisei sites, fnac's e outras lojas e em nenhuma tive a sorte de encontrar o DVD. E só dá mesmo vontade de dizer «Ó tempo volta p'ra trás...»

Aqui fica o trailler do filme em questão e que sugiro, e já agora se o virem por ai á venda, digam onde:





Boas Viagens!
Foto: Jim Halsall(1994)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Imagens de uma Cidade: Lisboa

Ainda de férias pela capital portuguesa...


A Assembleia da República e os seus Jardins...


A Calçada da Estrela e o Eléctrico da carreira 28...


A Basílica da Estrela...





Boas Viagens e Boas Visitas!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Férias na cidade V: Restaurante «O Marques», um ícone da cidade

Em Lisboa, o virar de cada esquina, guarda-nos uma surpresa. Aproveitando as férias, hoje descobri mais um canto da cidade que desconhecia. Fui lá parar por acaso e depois de uma sugestão de um colega Guarda-Freio, que sabe que gosto de eléctricos. As referências dadas eram tão claras que não perdi tempo! Tinha mesmo de conhecer. Como já vem sendo hábito, ao longo da existência deste blogue, tenho vindo a sugerir, visitas, passeios e porque não sugerir também alguns espaços onde se é bem recebido(?), como foi o caso de hoje, no Restaurante «O Marques». Faço-o porque fui bem recebido, faço-o porque gostei de conhecer o espaço e sobretudo porque é sem dúvida um ícone da cidade de Lisboa, ainda que não venha referido nos guias mais conhecidos.

«O Marques»... dos eléctricos

Paulo Marques é o proprietário do restaurante «O Marques» e a sua paixão pelos eléctricos começou quando ainda era criança. No principio dos anos 90 começou a fotografar e já em 1996 tinha adquirido o primeiro eléctrico, o n.º 615. Os anos foram passando e o entusiasmo aumentando. Chegou ao ponto de criar um pavilhão no seu terreno particular, para receber os eléctricos que ia adquirindo, a stands de automóveis, em terrenos baldios, ou até mesmo a vizinhos espanhóis.

Com objectivo de recuperá-los, tem investido fortemente e é com grande orgulho que a certa altura me dizia que o salão n.º 353 estava quase pronto. No restaurante também não faltam as fotografias dos tradicionais eléctricos de Lisboa, mas o mais surpreendente são as bandeiras provenientes de um eléctrico "Salão" com um rolo de um eléctrico "Caixote", e o controller de um eléctrico da série 700.

O espaço estava bem preenchido e no meio da conversa, mais uma imperial para a mesa do canto e uma sandes de presunto para a esquina do balcão. É o verdadeiro e típico restaurante português. Estão lá os tremoços, as pipas do vinho e claro os rojões. O Paulo anda de um lado para o outro a servir os clientes e quando dou conta já tinha á minha frente uma "invejável" colecção de fotografias da sua autoria. A construção da raquete da Graça, as obras na 24 de Julho e em Santos... Há um pouco de tudo e para todos os gostos. Dos tradicionais 700 aos salões (série 300), não esquecendo, claro está, as zorras, as fotografias de Paulo Marques são verdadeiros elos de ligação ao passado da cidade de Lisboa.

Perto da Estação do Rossio, muitos são os que parecem aproveitar a chegada ao local para fazer uma pausa neste espaço comercial, onde reina a boa disposição, não só de quem está do lado de dentro do balcão, como dos que estão do lado de fora. Paulo Marques, disse-me a certa altura que «são muitos os estrangeiros que frequentam o restaurante e muitos são coleccionadores de fotografias de eléctricos» e algumas das expostas nas paredes foram ofertas dos próprios autores.

A conversa foi curta, até porque o movimento era grande, mas pelo menos sete eléctricos fazem parte da sua colecção e alguns já estão restaurados. Para além do gosto que nutre pelos eléctricos e pela sua história, o proprietário deste restaurante sabe bem receber e tem há já 19 anos, bem no centro da cidade um espaço que é tipicamente português e que dá gosto visitar. Fica feita a sugestão, para uma pausa a meio da tarde ou para uma refeição mais completa. O restaurante «O Marques», fica na Travessa do Forno n.º 11, junto à esquadra da PSP do Rossio (atrás do teatro D.Maria II).

A sugestão está dada, portanto resta agradecer ao Paulo Marques, a amabilidade com que me recebeu esta tarde. Para os leitores do blogue que pretendam conhecer melhor o projecto, as ideias e a colecção de Paulo Marques podem visualizar o vídeo disponível no YouTube e elaborado pelo C.E.C. - Clube de entusiastas do Caminho-de-Ferro.






Boas viagens e se for o caso, Bom apetite!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Férias na Cidade IV: A corda bamba a quebrar a rotina

Hoje tinha de passar pela Fnac do Chiado para tratar de revelar umas fotos. Decidi portanto apanhar o eléctrico 28, porque além de ficar mais próximo, é uma alternativa útil ao autocarro que conduzo diariamente enquanto estou de serviço. E pelo caminho, ocorreu o inesperado, aquilo que por vezes acontece, mas que há já muito tempo não assistia. No cruzamento da Rua da Conceição com a Rua da Prata, a roldana do trolley do eléctrico que seguia à frente saltou fora e a corda, essa rompeu com a força que a vara exerceu.

Quebrou portanto a corda e a monotonia de quem já por natureza tem cada dia diferente do anterior. O percurso da carreira ficou interrompido, mas não por muito tempo, dada a rapidez com que a equipa da manutenção chegou ao local para subir ao eléctrico, baixar a vara e substituir a corda. Nostálgico para mim que me fez recordar os antigos eléctricos 700, onde acontecia mais vezes isto, dado que não circulavam com pantógrafo, tendo assim mais probabilidades de isto acontecer, e engraçado para os turistas que iam a bordo e os que iam a passar naquele momento.

Para outros fez mesmo alguma confusão o porquê do eléctrico não andar, porque como dizia um senhor no local, «ele tem la o outro (pantógrafo) em contacto e está a trabalhar», como se soubesse o que ali estava a dizer. Se ele soubesse que na carreira 28 não é permitido o uso do pantógrafo e que o mesmo só estava em cima a aguardar a reparação, para que o compressor não deixasse de trabalhar, nem tinha feito tal observação.

Feito o reparo, fica também feita a referência para o trabalho daqueles dois colegas da Manutenção, que rapidamente chegaram ao local e repararam a avaria com eficiência, permitindo assim que a carreira 28E prosseguisse dentro da normalidade, para alegria dos muitos estrangeiros que enchiam a paragem da R.Conceição. Sem dúvida mais uma história, que neste caso, a colega Guarda-freio terá para contar para mais tarde...


Boas Viagens!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Férias na Cidade III: Lisboa ao ar livre

Para quebrar um pouco a rotina dos locais fechados como os museus que já aqui tenho vindo a referir, hoje a ideia é mesmo dar uma sugestão diferente para passar uma tarde ao ar livre aproveitando muitos dos espaços em Lisboa, de onde se obtém vistas fantásticas. Um desses locais obrigatórios para quem visita Lisboa é o Miradouro de Santa Luzia, junto ao Largo das Portas do Sol.

Neste local obtém-se uma vista sobre toda a zona antiga de Lisboa, com o Bairro de Alfama em grande destaque. Na foto que apresento, tirada esta tarde, o destaque vai para a Igreja de Santo Estêvão, mas também se vê o Panteão Nacional. Mas muito mais há para ver como a Igreja de São Vicente de Fora ou a de São Miguel, por isso não se limite à camara do telemóvel e se planear passar por este miradouro o melhor é mesmo levar a máquina fotográfica.

Para visitar este e outros miradouros o melhor mesmo é fazê-lo a pé ou de transportes públicos, porque normalmente são locais de difícil acesso ou com muito congestionamento, dada a afluência de turistas. O estacionamento é difícil, embora haja no local o mais evoluído e seguro parque de estacionamento da Europa, facto este que continua a não impedir que se impeça o trajecto do eléctrico, como se vê na imagem.

Este miradouro é servido pelos tradicionais eléctricos, nas carreiras 12 e 28 e pode-se também lá chegar através da carreira 37 de autocarros. A esplanada no local é um espaço agradável para se fazer uma pausa a "saborear" a vista, enquanto bebe uma bebida fresca, mas os preços não são muito simpáticos à semelhança do atendimento.
Mas este não é apenas o único miradouro da cidade. Há também o da Graça - recentemente apelidado de Sophia de Mello Breyner-, o da Senhora do Monte, o de São Pedro de Alcântara entre outros.

Boas Viagens!

domingo, 19 de julho de 2009

Férias na Cidade II: MUDE de ideias...

Se é dos que gosta de ver um bom museu e ficar a par de todas as peças nele mostradas, provavelmente gosta de história e de cultura geral. É natural que aproveite as férias ou uma folga para visitar um Museu que ainda não tenha visto, mas se escolheu o MUDE para visitar esta semana, e pensa que vai encontrar um museu "igual" a tantos outros, o melhor mesmo é mudar de ideias.

Ontem ao passar na Rua Augusta e depois de tanto ouvir falar no MUDE - Museu do Design e da Moda, decidi visitá-lo porque nada melhor que ver para crer. Depois de uma pequena amostra no CCB, o Museu do Design está agora de malas e bagagens no edifício da antiga sede do BNU. O espaço é fresco até porque o interior não passa de umas obras inacabadas propositadas para dar um estilo diferente a quem o visita. Mantiveram o balcão onde já milhares de notas pousaram e dos tectos trabalhados restam apenas pequenas partes.

A colecção é vasta, desde a roupa aos móveis, não esquecendo os candeeiros e através deles é possível ver modas de outras eras. A entrada é livre, por enquanto. Mas a verificar pela afluência, creio que assim deverá continuar por algum tempo. O MUDE fica junto ao Arco da Rua Augusta onde antes se encontravam os vendedores de artesanato e pintores, que agora tiveram também eles de pegar nas suas malas e bagagens para a Praça da Figueira.

No segundo piso do edifício está agora patente a exposição «Ombro a ombro - Retratos políticos». O certo é que a Rua Augusta perdeu parte do encanto que tinha naquele trecho final de rua e agora o retrato é outro. Ainda assim e se gosta mesmo do Design e da Moda e pretende visitar o Mude, poderá utilizar as diversas carreiras que servem a Praça do Comércio e a Rua da Conceição. Para ver qual se adequa melhor ás suas necessidades, consulte o Mapa da Rede, da Carris.
Foto retirada do site do MUDE

Translate