sábado, 23 de julho de 2022

No fala português senhor!

 

Tudo parecia correr bem rumo ao final do serviço, não fosse pelo meio da ultima viagem ser travado por um TVDE avariado na subida da Calçada do Combro, com destino ao Martim Moniz. O condutor, originário do Bangladesh ou de algum país semelhante fazia de imediato sinal que o carro não ligava. Cheguei junto dele e perguntei o motivo da avaria e se já tinha accionado assistência. "Noo fala português senhor!"

Pede-me que ligue para o seguro porque não entende as opções automáticas. Acedo ao pedido com o intuito de o ajudar e de solucionar a interrupção naquela que seria a minha viagem rumo ao descanso. Após preencher um formulário on-line, contacta um operador da seguradora que diz não falar inglês. Lá tive de intervir novamente a dar os dados para que fosse accionado o reboque. Restou-nos esperar. E que espera...

Entre as 21h44 e as 23h55 ali estive parado à espera que aparecesse alguém para remover a viatura do local e para que pudesse prosseguir viagem. Enquanto isso, a circulação da carreira 28E estava interrompida naquele troço e mesmo com um carro avariado na frente havia quem quisesse entrar a bordo para andar no mais procurado eléctrico do mundo. 

Mais um telefonema e uma vez mais o condutor do TVDE a pedir ajuda por não falar português... Era o senhor do reboque. Queria a localização por watsaap porque não conhecia Lisboa. Explico-lhe que o condutor não fala português e diz não ter watsaap. "Coloque no gps Calçada do Combro, 125..." sugeri. Ao que me pergunta "mas é onde? Em Lisboa?"

Estava nas Amoreiras e com GPS demorou cerca de 35 minutos a chegar ao local. A noite que era para terminar as 22h43 acabou por terminar já depois das 00h30. E assim vai a vida do guarda-freio na cidade de Lisboa...

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