sábado, 9 de julho de 2022

A saga da Máscara - Temporada 3

Continua a saga do uso da máscara nos transportes públicos. Ontem a 28E foi uma vez mais o cenário escolhido ainda que as temperaturas convidassem a tudo menos a andar num eléctrico em modo sardinha em lata, dadas as elevadas temperaturas que se fizeram sentir na capital e que de facto não convidam ao uso da máscara.

Contudo, o certo é que ninguém é obrigado a entrar no eléctrico, mas a partir do momento em que entram têm de usar a máscara, conforme indicado na entrada e de acordo com a lei em vigor. 

E entre as muitas situações que tive ao longo do dia entre os alertas da máscara entre outras coisas mais, destaco a entrada de duas turistas, uma delas com máscara e outra sem. A que não tinha máscara pede um bilhete. Pergunto se tem máscara e responde-me prontamente que "sim claro, já coloco". -Ok, então são três euros por favor...

Imprimo o bilhete e recebo o dinheiro em troca do mesmo, ela segue para o corredor com a amiga e eu sigo viagem. O semáforo à frente fecha, olho pelo espelho e continua sem máscara. Questiono se ainda não teve tempo de colocar a máscara e entretanto o sinal abre até que o eléctrico prossegue em direcção à paragem seguinte. A turista continua sem máscara.

Inicia-se um longo diálogo entre mim e ela, não porque eu quisesse dar muita conversa mas porque ela insistia em que tinha máscara mas que tinha perdido. Esclareço... "Quando entrou pediu um bilhete e antes de o imprimir perguntei se tinha máscara, respondeu que sim e afinal não tem. Logo, sem máscara não pode prosseguir viagem"... E ela de forma arrogante insiste "mas eu tinha e perdi-a".

Convido-a a sair e ela ainda arrogante pega no bilhete e diz que só sai se eu lhe devolvesse o dinheiro. Informo que não devolvo  dinheiro, porque nós nunca devolvemos dinheiro (qualquer que seja a reclamação deve ser feita posteriormente na carris), mas sobretudo porque tive o cuidado de perguntar se tinha máscara antes de cobrar o bilhete e respondeu afirmativamente. 

"Então se não devolve o dinheiro também, não saio!", disse.

Assim sendo, e porque estou ali a trabalhar e a cumprir o estabelecido, restou-me solicitar a presença das autoridades para resolver a situação que não estava a ser resolvida por quem vem de férias única e exclusivamente para arranjar problemas e fazer as próprias regras. O rádio tocou e ela de imediato saiu do eléctrico, porque devia pensar que tudo era uma brincadeira e que o eléctrico era apenas um dos espaços de diversão desta feira que se tornou a capital portuguesa. 

E lá prossegui finalmente viagem debaixo de uns tórridos 40ºC...

Boas viagens a bordo dos veículos da CCFL.

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