quinta-feira, 3 de junho de 2021

A nova normalidade a desconfinar pelas ruas de Lisboa.

A pandemia não passou. Lisboa à semelhança de todas as outras cidades do país vai desconfinando segundo os planos traçados no governo com base nos especialistas. Mas a cidade que se fechou em casa durante largos meses onde apenas algumas actividades não pararam, como foi o caso dos transportes públicos, está agora a voltar a uma nova normalidade.

Já se sabe que este ano, uma vez mais, não haverá marchas populares nem arraiais de santo António, mas sabe-se também que as pessoas estão carentes de convívios e de festa. Não admira portanto que esta nova normalidade seja como o próprio nome diz, nova. As pessoas que se diziam iam ser melhores parecem voltar mais agressivas e prontas para destabilizar. Os transportes andam novamente repletos de passageiros entre os quais turistas.

Voltamos a ouvir múltiplas línguas a bordo do eléctrico e voltamos a ver manobras de quem quer usar o transporte sem o pagar. Contudo este novo regresso traz ainda mais jogadas e fintas como que de uma disputa a meio campo de um jogo de futebol se tratasse. Italianos e franceses estão para já no top daqueles que arranjam mil e uma desculpa quando confrontados com o título de transporte. Ou porque julgam ser grátis, ou porque dizem ter validado, ou porque simplesmente tentam passar pelos pingos da chuva.

Depois há também a impaciência daqueles que vêem o seu transporte diário novamente a ser invadido por turistas que querem fazer deste o seu transporte privado. E nas ruas a atenção requer um cuidado redobrado. Os copos de plástico que habitualmente acompanhavam os transeuntes pelas ruas do bairro alto e baixa deram agora lugar às garrafas quer sejam de 33cl de cerveja ou de 750 ml de vinho. As doses aumentaram e o desnorte também. Lisboa está longe de ser o que era antes da pandemia, mas já esteve bem mais longe de o voltar a ser. Os horários já foram restabelecidos nos transportes respondendo assim à procura, mas pelas 22h45 por exemplo, a passagem pelo bairro alto pode ser comparado à passagem do cabo das tormentas. O limite entre a estrada e o passeio deixa de existir e só a presença policial em força evita paragens mais demoradas.

A máscara essa continua a ser obrigatória e não apenas para a entrada no transporte. Na verdade são também cada vez mais os passageiros e sobretudo estrangeiros que entram. Com Máscara e após validarem o título ou adquirirem a tarifa de bordo retiram a máscara para os queixos ou para o bolso, como que se de uma imunidade fosse adquirida após aquele gesto. Muitos acatam a ordem de colocar, outros não gostam e há até quem insista em não colocar, sendo então convidados a sair.

Haja paciência e muita calma nessa hora em que ligamos pontos porque a carris está cá para todos. Boas viagens a bordo dos veículos da CCFL. 

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