terça-feira, 4 de setembro de 2018

Na 25E sem Prazeres e de saco cheio com tanta reclamação...

E se de um momento para o outro, um prédio ruir e parte do que sobra estar prestes a seguir o mesmo caminho? Pois bem, a situação aconteceu a 18 de Agosto do corrente ano na zona do Conde Barão em Lisboa. E desde então que a Rua de São Paulo se encontra encerrada ao trânsito, o que obrigou a interrupção naquele eixo, das carreiras 25E, 714 e 774 nocturna. No entanto, nada fazia prever que a solução para o problema se viesse a arrastar até então. Para minimizar o problema, a Carris colocou três autocarros a substituir os eléctricos da carreira 25E, sendo que o trajecto no sentido Prazeres é o mesmo até ao Ascensor da Bica e depois segue via Rua da Moeda e Av.24 de Julho onde retoma o trajecto em Santos. Já no sentido inverso, o trajecto é feito via Av.24 de Julho, Cais Sodré e retoma no Corpo Santo. 

Mas se até finais de Agosto o serviço foi-se desenrolando sem grandes problemas devido à fraca afluência de passageiros, com excepção para os turistas, Já esta semana a conversa tem sido bem diferente. Não é portanto de estranhar que esta manhã tenha sido repleta de reclamações e em grande parte cheias de razão. A informação é disponibilizada no site da empresa, mas nem toda a gente o consulta. Já nas paragens há avisos de que estas,  estão desactivadas mas o autocarro passa por lá. Quanto ao 714 circula em ambos os sentidos pela Av.24 de Julho, o que não dá para entender. Na verdade se circulasse nos mesmos moldes do 25E, sempre ia aliviando as paragens.

A juntar a tudo isto, a falta de uma previsão para a reabertura do troço, que deixa completamente baralhada a gente que por ali passa. Até porque os horários com três autocarros são mais espaçados do que habitualmente praticado pelos eléctricos. É portanto um habitué ouvir-se por estes dias.... "Oh chefe, você enganou-se no caminho!" ou até mesmo "Então mas agora nunca cumprem o horário?!" 

Há ainda quem eleve a sua revolta ao facto da gestão ter passado a ser camarária dizendo que "tanta propaganda que ia ser melhor na Câmara e só vejo é isto pior..." e pior fica a cabeça do tripulante ao fim, de oito horas de serviço numa carreira com estes constrangimentos e alterações de tipologia porque há sempre quem entre na paragem do Canas a pensar que é o 709 e que salta da cadeira mal vê o autocarro seguir em frente para a Estrela. Ou quem entre na Lapa com destino à Estação de Campolide e chegados à estação de Santos questione, "então mas isto não é o 713?" Não este é o 25E! "Mas o 25E não é um eléctrico?" E assim vão difíceis os dias na carreira dos Prazeres que na realidade não tem dado grande prazer porque saímos de lá com o saco cheio como dizem os brasileiros.


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