segunda-feira, 11 de julho de 2016

Levantai hoje de novo o esplendor de Portugal: A festa do título vista do 28

Tão cedo, Lisboa, Portugal e o Mundo não esquecerá o dia em que Portugal se tornou campeão Europeu de futebol, e muitos não esquecerão igualmente a recepção que a selecção das quinas teve na capital portuguesa. O verde da esperança juntou-se ao vermelho da coragem e dos mortos em combate e deram desde cedo um colorido diferente às ruas de Lisboa. As cores de portugal juntaram-se igualmente aos sorrisos estampados nas caras dos portugueses que hoje foram trabalhar com outra motivação, porque afinal nós somos grandes e também somos capazes de vencer. 

Bandeiras ao vento, nos autocarros e eléctricos, deram igualmente um colorido diferente às carreiras onde hoje circularam tímidos franceses, que tentaram disfarçar o sotaque, e no dia em que nem questionavam se o condutor falava francês. Hoje todos os franceses sabiam falar inglês, todos entravam sorrateiramente e procuravam um lugar para prosseguir a viagem pelas ruas deste país já campeão europeu. 

Para a tarde estava prometida a festa após a chegada da equipa e de uma volta da consagração e de agradecimento aos portugueses que desde cedo estiveram juntos no apoio a Portugal. Levantai hoje de novo o esplendor de Portugal que a selecção esteve nas ruas e parou a capital. A corrente dos eléctricos foi cortada por questões de segurança à passagem dos autocarros que transportavam a comitiva e foi assim a interrupção mais saborosa e fantástica de sempre. Naquela hora, todos compreendiam o porquê dos eléctricos estarem parados, todos queriam ver os campeões. O pior estava para vir depois. 

Restabelecida a corrente e já com os campeões da Europa na Alameda, restava reordenar os eléctricos nos respectivos horários até que uma avaria levaria novamente ao corte de corrente, desta feita mais prolongada. Cansados de esperar sem ter então motivos como os anteriores, agora era a impaciência que imperava nas ruas por onde passavam eléctricos entre a Graça e o Castelo. O trânsito parou e houve até quem pensasse que só ali estava parado por crer ou para festejar, ao ponto de até me oferecerem porrada porque não andava com o eléctrico quando não tinha nada na frente a impedir de o fazer, mas ora bolas, se aquilo é eléctrico e não há corrente eléctrica, não anda...

Restabelecida uma hora após, as pessoas que esperavam na paragem iam descarregando sobre mim a revolta de uma espera tardia, provando que um dia tanto pode ter situações do melhor, como de repente pode ter todo o mundo contra nós. Mas afinal de contas somos CAMPEÕES e o resto é conversa. Viva Portugal!!!

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