sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Hoje assinalam-se os 143 Anos da Carris!

143 Anos! Poucas são as empresas que se podem gabar de ter tantos anos de vida. A Carris, agora inserida na designada e recente marca "Transportes de Lisboa" completa hoje 143 anos de vida.

Independentemente de uma administração conjunta com o metro e Transtejo, para os seus trabalhadores, nomeadamente tripulantes que são a cara da empresa, será sempre Carris. Uma longa história que só é possível ser contada graças a todos nós, passageiros e funcionários. Todos juntos fazemos a história de uma empresa que em 18 de Setembro de 1872 foi fundada no Rio de Janeiro. A Companhia Carris de Ferro de Lisboa, introduziu na cidade o então moderno sistema de transporte, composto por carris instalados na via pública por onde circulavam carruagens puxadas por animais – os chamados «americanos», que tornaram mais cómodas as viagens até então realizadas noutras carruagens que não evitavam o mau estado das vias por onde passavam. E um ano depois era então inaugurada a primeira linha de carros «americanos», entre Santos e Santa Apolónia.

Depois dos Americanos vieram os Eléctricos a 31 de Agosto de 1901 e seguiram-se depois os autocarros nos anos 40 com os primeiros a serem adquiridos para serviço à Exposição Mundial que se realizou em Belém. Ao longo dos anos, construíram-se novas estações, e apostou-se fortemente na renovação da frota o que fez com que a Carris obtivesse a certificação em 2006. Até 2011 a Carris vinha então, continuando a apostar na melhoria do serviço, com a vinda de novos autocarros, mas esquecendo um pouco a aposta nos eléctricos. Na verdade foram eles o ponto de partida da Carris e são neles que a maioria das cidades europeias aposta.

Depois a empresa viria a passar por dias mais difíceis com a crise instalada em Portugal e planos que levaram à redução drástica de serviços e tripulantes, e hoje a Carris está quase irreconhecível tendo em conta ao que nos foi habituando ao longo da sua gloriosa história de 143 anos. Em breve serão concessionadas as carreiras de autocarro a uma empresa privada – a Avanza, num processo que tem feito correr muita tinta nos jornais e muita contestação. Embora ainda sem decisão do Tribunal Constitucional quanto à permissão da concessão nos moldes apresentados, a assinatura está para breve assim como o fim da actual legislatura. O futuro é portanto incerto com partidos da oposição a prometerem que caso vençam as eleições é tudo para voltar a ser como era até aqui.

Veremos então o que o futuro nos reserva e se daqui a um ano poderemos estar aqui a escrever novamente sobre o aniversário desta centenária empresa de transportes públicos. 

A história resumida da Carris, está disponível de forma mais completa no livro «Lisboa e Praga de Eléctrico» que pode ser adquirido na página do facebook.com/lisbonandpraguebytram 

English version:

143 Years! There are few companies that can boast of having so many years. Carris, now inserted in the designated and recent brand "Transports of Lisbon" complete today 143 years of life.

Regardless of a joint administration with the Metro and Transtejo, for their employees, including crew members who are the face of the company, will always Carris. A long history that can only be told thanks to all of us, passengers and employees. All together we make the history of a company that on September 18, 1872 was founded in Rio de Janeiro. The Carris of Lisbon Iron, introduced in the city then modern transportation system, composed of rails installed in the street where circulated drawn carriages animals - so-called "American", which made it convenient travel so far performed in other carriages that did not prevent the poor state of the roads through which they passed. And a year later it was then inaugurated the first line of cars "American", between Santos and Santa Apolonia.

After the Americans came the Streetcar system at 31 August 1901 and were followed after the buses in the 40's with the first to be acquired for service to the World Expo held in Bethlehem. Over the years, were built new stations, and bet heavily on fleet renewal which caused the Carris obtain certification in 2006. By 2011 Carris then came, continuing to focus on improving the service, with the arrival of new buses, but forgetting a little bet in trams. In fact they were the starting point of Carris and are in them than most European cities bet.

Then the company would go through the most difficult days of the crisis installed in Portugal and plans that led to the drastic reduction of services and crew, and today Carris is almost unrecognizable taking into account what we have been accustomed throughout its glorious history 143 years. Will soon be the concessionary bus routes to a private company - the Avanza, a process that has done much ink to flow in the newspapers and a lot of defense. Although no decision of the Constitutional Court on the permission granted in our molds, the signing is expected shortly as soon as the end of the current legislature. The future is so uncertain with the opposition parties to promise that if they win the elections is anything to go back to how it was here.

Then we will see what the future holds and if a year from now we may be here to write again about the centennial anniversary of this public transport company.

A brief history of Carris, is available more fully in the book «Lisbon and Prague tram" which can be purchased at the facebook.com/lisbonandpraguebytram page.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

«This is 24 tram?» no Chiado Tram Tour...

Dois meses depois voltei ao Chiado Tram Tour, onde surgem turistas que perguntam: «This is 24 tram?» 

Digamos que é uma amostra porque o trajecto é realmente «pequeno e caro», dizem os turistas após uma viagem completa e mais curta quando o eléctrico fica a meio do trajecto devido a uma viatura mal estacionada ou devido às cargas e descargas das cervejas numa zona onde o consumo é tanto que requer abastecimento diário. 

As pessoas ainda não se habituaram à presença do eléctrico passados todos estes meses e as interrupções continuam a marcar o dia de trabalho de quem ali tem de prestar serviço. As viagens ora se fazem num instante, ora demoram eternidades, o que torna complicado cumprir o horário pré-estabelecido e os turistas rapidamente entendem isso acabando por fazer a volta completa. Os carros buzinam perante a marcha lenta do eléctrico que a custo lá vai passando aqui e ali e nem quero imaginar o tempo que levará uma viagem do Carmo a Campolide no futuro. O certo é que o circuito tem de ser prolongado para ter mais procura porque a funcionar como "elevador" tem pouca procura para o desgaste de material a que está sujeito.

Amanhã estou de volta ao Castle Tram Tour e na esperança que tão cedo não volte para estes lados, porque torna-se muito chato andar com o eléctrico vazio quase todo o dia, onde o tempo parece custar mais a passar... 

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

«O Marques» trouxe de volta o 15 para o Rossio...

«O 15 voltou ao Rossio...», dizem os entusiastas. Mas na verdade ele não passa ainda da Praça da Figueira. O motivo pela expressão, deve-se à reabertura do renovado restaurante «O Marques», o conhecido entusiasta e coleccionador de eléctricos da Carris, que tanto tem feito na defesa e preservação deste emblemático transporte que faz parte da história da capital portuguesa, no passado e que continua a marcar presença no presente. 

Admirado por lisboetas e por quem visita a capital, os eléctricos estão cada vez mais presentes nos espaços comerciais, seja através de vídeos, fotografias ou objectos de recordações e até miniaturas. Assim sendo, os eléctricos não poderiam deixar de marcar presença vincada neste espaço característico e já emblemático de Lisboa, embora ainda desconhecido por muitos, onde aliás já eram lembrados através de alguns objectos em exposição.

Agora o Paulo Marques, decidiu dar mais "vida" ao seu restaurante, proporcionando um espaço mais agradável, mantendo o acolhimento que sempre foi de excelência para quem o visita. Localizado atrás do Teatro Nacional D.Maria II, «O Marques» destaca-se agora de imediato para quem chega a partir da Praça do Rossio, local onde em tempos partia a linha 15 de Eléctricos, rumo ao Estádio do Jamor (início dos anos 40).

A fotografia do eléctrico tipo "Salão", o 326 (do qual é proprietário fisicamente) dá-lhe as boas vindas ao fundo dos carris que durante 80 anos ajudaram o ascensor da Bica a vencer o declive da Rua da Bica de Duarte Belo e que agora estão n'«O Marques» para lhe indicar o caminho para o local onde se pode encontrar a excelente relação qualidade-preço.

Quem já conhece o Marques, sabe que a sua paixão pelos eléctricos começou quando ainda era criança. No principio dos anos 90 começou a fotografar e já em 1996 tinha adquirido o primeiro eléctrico, o n.º 615. Os anos foram passando e o entusiasmo aumentando. Chegou ao ponto de criar um pavilhão no seu terreno particular, para receber os eléctricos que ia adquirindo, a stands de automóveis, em terrenos baldios, ou até mesmo a vizinhos espanhóis, recentemente eles foram reorganizados num novo espaço conforme o Diário do Tripulante anunciou e divulgou aqui.

Mas já em 2009 o Diário do Tripulante, tinha aqui dado a conhecer este restaurante que se situa na Travessa do Forno, 11 e que não consta na maioria dos guias turísticos, mas que vale certamente pela visita e acima de tudo pela comida. É o verdadeiro e típico restaurante português. Estão lá os tremoços, as pipas do vinho e claro os rojões. O Paulo e o Vítor são so irmãos que herdaram o negócio dos pais e que dão a cara por este espaço que está sempre bem composto e para o qual se sugere uma reserva para desfrutar de um bife à Marques ou escolher entre a carta disponível, os três ou quatro pratos diários disponíveis.

Não deixe a mesa sem provar o doce da casa de uma casa que agora tem o amarelo como predominante e a modernidade junta com a história da própria cidade em cada fotografia colocada sobre as mesas. Recorde-se que para além do gosto que nutre pelos eléctricos e pela sua história, o proprietário deste restaurante sabe bem receber e tem há já 25 anos, bem no centro da cidade um espaço que é tipicamente português e que dá gosto visitar. Fica feita a sugestão, para uma pausa a meio da tarde ou para uma refeição mais completa. O restaurante «O Marques», fica na Travessa do Forno n.º 11, junto ao quartel dos Bombeiros do Rossio (atrás do teatro D.Maria II).

A sugestão está dada, portanto resta agradecer ao Paulo Marques, a amabilidade com que me recebeu como sempre esta tarde. 

"The Marques' brought back the 15 to Rossio ...

"The 15 returned to Rossio ...", say enthusiasts. But in fact it does not even pass the Figueira Square. The the term reason is due to the reopening of the renovated restaurant "The Marques', the known enthusiast and Carris tramway collector, who has done so much to defend and preserve this emblematic transportation that is part of the history of the Portuguese capital last and continues to be present in the present.

Admired for Lisbon and visitors to the capital, the trams are increasingly present in commercial spaces, either through videos, photos or memories of objects and even thumbnails. Thus, the trams could not fail to score creased presence in this characteristic and already emblematic area of ​​Lisbon, though still unknown to many, which incidentally were already reminded through some objects on display.

Now Paul Marques, decided to give more "life" to your restaurant, providing a more pleasant space, keeping the reception has always been excellent for those who visit. Located behind the National Theatre of D. Maria II, "The Marques 'stands out now immediately for those arriving from the Rossio Square, where once broke a 15 Electrical line, towards the Jamor stadium (in the early' 40).

A photograph of the trolley type "Hall", the 326 (which physically owner is) gives you welcome to the bottom of the rails that for 80 years helped lift Bica overcome the slope of the Duarte Belo Bica Street and are now n '"The Marques' to indicate you the way to the place where you can find excellent value for money.

It is recalled that in addition to the taste that nourishes for trams and for its history, the owner of this restaurant knows well received and there has already been 25 years, right in the city center a space that is typically Portuguese and a pleasure to visit. It is the suggestion made for a break in the afternoon or for a more complete meal. The restaurant "The Marques' is on the Travessa do Forno No. 11, near the  Rossio Fire Station (behind the theater D. Maria II).

The suggestion is given, then left thank Paulo Marques, kindness in receiving me as usual this afternoon.

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