domingo, 18 de janeiro de 2015

O reino sem rei que impera na Praça do Comércio

O cansaço tem vencido nestes primeiros dias do ano, e pouco do que se tem passado no dia-a-dia sobre os carris desta Lisboa, têm tido direito a destaque neste diário. Mas há situações que por tão ridículas que possam parecer, acabam por levar a que não as deixemos de fora desta história que já leva uns bons anos a ser relatada no mundo da Blogosfera. 

Ora neste calmo domingo de Janeiro, mês habitualmente fraco no que ao turismo diz respeito, estava eu a repousar um pouco entre duas viagens no circuito das colinas, quando em plena Praça do Comércio, ouço um toque-toque na porta do eléctrico proveniente de uns dedos dobrados de alguém que do lado de fora pretendia transmitir ou perguntar algo. 

Passadas fracções de segundos, e alguma insistência, lá tentei saber ao que vinha aquele senhor. Como estava junto a uma das janelas, abri a cortina que me protegia do pouco sol que de manhã surgia reflectido nas poças de água e abri a janela e de imediato ouvi o que tinha para me dizer: «Ó companheiro, chegue lá o eléctrico para a frente que está em cima da praça de táxis e a ocupar o lugar de um táxi...»

Confesso que numa primeira fase pensei que algures estivessem algumas câmaras escondidas e estivesse num qualquer programa de apanhados, mas vi rapidamente que não. Respondi ao senhor que «a praça de táxis é que está em cima da linha do eléctrico e além disso, a praça termina no terceiro táxi e já ai estão quatro...». Mas não conformado com a minha resposta, o táxista dizia então «epá então da próxima vez que quiserem entrar aqui para o terminal bem podem esperar que também não tiramos os táxis...» como se fosse aquela ameaça algo que me tirasse o sono. Afinal de contas se a polícia municipal tem multado os tuk-tuk, também pode multar estes senhores que se julgam donos e senhores daquela praça, onde todos os dias cometem inúmeras infracções.

Traços contínuos, inversões de marcha, sinais vermelhos, enfim, são inúmeras as infracções que deixam estes senhores sem qualquer argumentação válida e que continuam a manchar a imagem de uma classe onde também há excelentes profissionais. Contudo, não posso deixar de referir o papel fundamental que teve a Câmara Municipal de Lisboa nesta relação dos últimos anos, ao ter tirado dali o eléctrico que servia de bilheteira para os circuitos turísticos e que era um dos postais daquela cidade para ali colocar uma praça de táxis, a 550 metros de uma outra (Campo das Cebolas). 

3 comentários:

CR 35 disse...

Os PM que por ali andam não estão para se chatear.Mais uma excelente iniciativa de um Autarca que não entende o que é uma cidade.

Anónimo disse...

A nível da mobilidade, a cidade esta cada dia pior! Pouca fiscalização, a CML insiste em tapar o sol com a peneira. Temos uma linda cidade que dá nojo de viver.

José Carlos Igreja disse...

É uma vergonha.
A impunidade dos taxistas é vergonhosa.
Hoje às 14h30, a rotunda da BP junto ao Aeroporto estava cheia de taxis que não deixavam o restante transito circular. E a policia????

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