sábado, 22 de fevereiro de 2014

Mais um fim-de-semana na 15E e agora com um terminal da discórdia...

Mais um fim-de-semana na carreira 15E, que já se vai tornando hábito e engana-se o leitor se tiver a mesma opinião que um passageiro hoje tinha ao comentar com o do lado no lugar mesmo atrás da cabine, quando dizia que «isto é que deve ser um trabalho de luxo... não deve custar nada!» Até podia ser de facto. Contudo os horários nem sempre ajudam e quando levamos turistas de manhã cedo para Belém e voltamos a transportá-los já ao final da tarde para o centro, então aí sim caímos na realidade e verificamos que entramos muito cedo e vamos sair muito tarde. Mas hoje apesar de ter sido o terceiro fim-de-semana na 15E, houve diferenças como aliás ocorrem todos os dias. 

No final da primeira viagem da Rua da Alfândega para Algés deparei-me durante a revista ao veículo com um cheiro abundante a vinho, que estava entornado no soalho. Alguém conseguiu entrar com o copo longe do olhar do guarda-freio e entornou-o. Informei a CCT que após analisar a informação que transmiti, lá me disse para ir a S. Amaro a fim de se proceder à limpeza. A boa coordenação com o expedidor de serviço, acabou por não causar nenhum atraso, tendo prosseguido de seguida para a Rua da Alfândega. Agora e temporariamente o terminal da carreira 15E, devido ao abatimento do piso na Rua da Prata.

Mas poucos são os que sabem de tal situação e muitos menos, os que querem compreender o desvio do eléctrico. Ora porque não olham para as bandeiras de destino, ora porque afirmam com toda a certeza que leram Praça da Figueira. É um corrupio de gente que permanece sentada no eléctrico na esperança que dali se siga viagem para a Praça da Figueira. E quando informamos o porquê do desvio, há sempre quem diga também que «agora é obras, há sempre uma desculpa para enganarem o zé povinho que já pagou o passe...»

Mas como se não bastasse a questão da Rua da Alfândega hoje teve também lugar no Cais do Sodré uma manifestação de apoio ao povo ucraniano por parte da comunidade ucraniana aqui residente, que acabou por causar durante alguns instantes, constrangimentos na circulação do eléctrico, mas desta feita compreendidos pelos passageiros que comodamente assistiam através das janelas ao que se passava lá fora perante as câmaras das televisões que em directo faziam chegar os desenvolvimentos até aos blocos noticiosos. 

O certo é que se durante a semana muitos são os que aplaudem a mudança do terminal para a Rua da Alfândega, sobretudo por causa da ligação ao terminal fluvial, já durante o fim-de-semana, as opiniões são contrárias, mas assim será durante aproximadamente um mês.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Mais um "pastel" a empatar o teimoso do eléctrico!

Diz o ditado que "deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer", mas entrar cedo e cedo não sair deve dar tudo menos saúde e hoje foi mais um daqueles fins-de-semana com um serviço daqueles que queremos ver pelas costas. É que tudo pode parecer muito bonito, mas num fim-de-semana entrar às 08h40 em Santo Amaro e sair às 18h20 já no concelho vizinho e ainda ter de atravessar Lisboa para chegar a casa tem que se lhe diga, sobretudo num dia em que a oferta de transportes é mais reduzida. E se juntarmos a isto uma enchente de turistas que não deixam as portas do articulado fechar porque o mundo parece acabar em 5 minutos, então, o melhor mesmo é dizer à família para ir jantando antes que o jantar arrefeça. 

Mas vamos então à situação que acabou por marcar este sábado na carreira 15E. Já é conhecida a procura desta carreira da parte da manhã rumo a Belém e da parte da tarde rumo à Praça da Figueira, mas também já começamos a saber que não há fim-de-semana em que um corte a Belém, não implique uma interrupção. Há bem pouco tempo partilhei aqui uma interrupção na raquete de Belém e hoje lá voltei a ficar preso por 5 centímetros. No meio disto tudo, o mais curioso é que passados 10 a 15 minutos de ter comunicado a interrupção à central, a proprietária do carro apareceu com o seu marido e filho no local descontraidamente. Pensava eu que ela vinha com a desculpa do costume... "ah e tal não sabia que passavam aqui eléctricos", mas o certo é que ela conseguiu surpreender-nos de outra forma porque ao chegar a primeira coisa que perguntou foi nada mais nada menos que «bateu no meu carro?» ...

Pois vontade não faltaria, mas o brio profissional falou mais alto e não bati no carro preferindo aguardar a chegada do dono ou da PSP. E desta vez poupou-se o trabalho ao reboque da polícia. Lá consegui então iniciar viagem até ao Cais do Sodré, porque a tarde estava atípica para a carreira 15E que se viu obrigada a encurtar o trajecto ao Cais do Sodré, devido a um corte de energia solicitado pelos Bombeiros, devido a um problema num arruamento do Corpo Santo. Situação esta nem sempre compreendida para quem quer chegar ao centro após conhecer Belém e saborear o famoso Pastel de Belém que deve dar milhares de euros por dia aos proprietários daquela pastelaria.

E apesar dos contratempos todos lá consegui então chegar a Algés com apenas 4 minutos de atraso para terminar este dia de trabalho que começou cedo e acabou tarde...

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Dia de São Valentim: Tudo aos beijos pela cidade... até os carros!

Há já algum tempo que não ia para a carreira 25E, mas hoje era daqueles dias que dispensava lá andar. Não que o serviço em si tenha corrido mal, até pelo contrário. Tranquilidade não faltou ao longo de uma tarde até que a chuva decidiu voltar para lembrar que o inverno ainda cá está e pronto a fazer das dele. Com o amor no ar em dia de São Valentim, muitos foram os casais que decidiram dar uma volta pela cidade, algo que me continua a fazer alguma confusão porque não consigo entender o porquê de neste dia terem de fazer estas modas impostas pelas marcas, restaurantes e floristas que vêm nisto uma escapatória à crise, então mas afinal o amor não devia estar presente em tudo e todos os dias?

Bem mas numa tarde em que beijos não devem ter faltado pelo país fora, também os automóveis não quiseram deixar passar a data em branco e já a meio da tarde no cruzamento de Santos-o-Velho, dois automóveis beijaram-se com uma intensidade que fizeram parar o trânsito. Os condutores, nem queriam acreditar. Um queixava-se da chuva, outra do piso escorregadio. Um não respeitou quem vinha da direita, outra entrou à grande e afinal de quem é a culpa? Bem desta vez não é da Carris. Ou melhor, se calhar para alguns até é, porque passada uma hora até chegar a PSP e retirar os veículos do meio da via, logo teria de entrar alguém revoltado na paragem do Conde Barão...

«Anda uma pessoa a pagar passe para estes fazerem o que querem! Tenho de ir trabalhar e estou aqui há uma hora à espera e nem uma satisfação dão a ninguém...», dizia revoltada a senhora que acrescentava «Agora o passe também não dá, eles merecem é que não se valide nada...» como se fossemos nós os principais prejudicados. As pessoas ainda não entenderam que uma validação conta na estatística da procura em relação à oferta e depois acabam por se queixar dos tempos de espera. Lá do fundo do eléctrico, ouvia-se «mexa-se mas é que o rapaz não tem culpa que os outros não saibam conduzir com chuva!», deixando sem resposta a única pessoa que aparentemente estava revoltada no meio de tanta gente que como ela estava há uma hora à espera do 25E.

Mas como se não bastasse, a viagem seguinte que era a da recolha ainda tive de resistir a 40 minutos de trânsito parado na Rua do Arsenal com destino ao Cais do Sodré, porque além de ser sexta-feira e dia dos namorados, onde toda a gente trouxe carro para a cidade para poder ir jantar fora com o ou a namorado/a, também o "agente Martins" esteve ausente do seu local habitual de acção, e quando assim é, o Cais do Sodré pára!

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