sábado, 9 de novembro de 2013

O "massador" e desejado reembolso na 15E

Sábado calmo este que agora chega ao fim. Manhã na 12E e umas voltas a um "carrossel" que continua a não convencer-me. Quem me tira a 28E tira-me tudo porque digam o que disserem, o tempo na 28E passa muito mais rápido. Ainda assim hoje o serviço até correu bem a bordo da carreira da Mouraria que ajuda também os turistas numa ligação mais rápida e directa ao Castelo de São Jorge. 

Já depois da pausa do almoço, onde aproveitei uma vez mais para visitar o 28café, até porque duas horas de pausa dá para almoçar e quase lanchar, lá fui para a segunda parte do meu serviço de hoje e desta feita na 15E, precisamente na altura em que a manifestação dos trabalhadores dos transportes percorria as ruas da baixa em direcção ao Ministério das Finanças. Mas desta vez não afectou a circulação dos eléctricos, ao contrário do que acabou por acontecer já ao final da tarde na Rua da Junqueira junto ao Centro de Congressos que hoje teve bastante concorrido, a julgar pela quantidade de carros que invadiram os passeios, num salve-se quem puder em busca de um estacionamento.

Numa das viagens tive mesmo alguma dificuldade em efectuar paragem de forma a que os passageiros pudessem entrar e sair em condições. E precisamente por causa de um carro mal estacionado, a circulação ficaria interrompida devido a um acidente e lá recebi ordens para ficar a trabalhar entre Belém e Algés quando vinha já no CCB com destino ao Cais do Sodré.

Informei os passageiros pelo intercomunicador do eléctrico do sucedido, o que causa sempre algum bruaá no interior de um articulado onde circulam maioritariamente turistas. Mas quando pensava que ia ter uma tarefa árdua em explicar em várias línguas o motivo de ter terminado a viagem em Belém, eis que me deparo apenas com uma inglesa a perguntar-me por alternativas e uma portuguesa que me moeu a paciência por causa do bilhete que tinha comprado a bordo. 

-"Desculpe lá, mas vim para Algés, paguei 2.85€, agora venho de Algés e volto a pagar 2.85€ quando a tarifa da Carris é 1.80€. Fico a meio e dá-me alternativa de apanhar o autocarro, portanto quero ser reembolsada." dizia de forma veemente a passageira já na raquete de Belém . Expliquei-lhe que não teria de se preocupar uma vez que os acidentes são imprevistos e o bilhete que tinha adquirido era válido até ao seu destino final. Mas a senhora voltava a dizer que "isto é um roubo e tenho direito de ser reembolsada..." e eu explicava-lhe que não tinha razão porque não ia ficar sem se transportar, uma vez que tinha o 714 e 728 como alternativa para o Cais do Sodré.  

Mas ela fazia questão de reafirmar que "você não está a perceber. Paguei 2.85€ e agora vou ter de mudar para o autocarro que custa 1.80€! Paguei mais por um serviço que me vai ser prestado por um meio de transporte que custa menos." E lá tive de ganhar mais paciência e explicar-lhe com mais calma o seguinte. "A senhora repare. Os autocarros custam 1.80€ e os eléctricos 2.85€ independentemente da carreira. A senhora se tivesse adquirido um título de transporte pré-comprado teria pago menos, contudo recordo que os acidentes são imprevistos e neste caso não fica sem se transportar, mas se a sua questão é o facto de prosseguir o resto da viagem num autocarro, pode sempre optar por aguardar na paragem que fique livre o percurso e seja restabelecida a carreira 15E..." e eis que indignada, lá me disse novamente que teria de ser reembolsada. Digo-lhe que já lhe dei as hipóteses e ajuda que estava ao meu alcance enquanto guarda-freio. Quanto ao resto poderá sempre apresentar a reclamação junto a quem de direito. 

Afinal de contas ela nem reclamava por ter de mudar de veículo e ter de esperar ou ter perdido o lugar sentada para ter provavelmente prosseguir de pé no autocarro. O que ela queria mesmo era o reembolso de 1.05€ que era a diferença do que pagou em Algés quando entrou no eléctrico. Ou seja, quando pensamos que já ouvimos de tudo eis que surge uma alma para nos contrariar e moer o juízo. 

3 comentários:

CR 35 disse...

A mim nada me espanta,basta estar numa paragem com todas a as informações disponíveis para perguntarem se passa ali a que horas sai .Além de o Luso hoje ter só direitos e nada de deveres ....SANTA IGNORÂNCIA.

Orquidia do Jardim disse...

Haja paciencia!!!!

Carina Pintor disse...

Assisti a isto desde a paragem ali ao lado. Assim que vi o aglomerado de pessoas na frente do eléctrico pensei logo "Pronto lá tá o guarda-freio a ouvir..."
Haja paciência...E muita.
Continua com o excelente trabalho no blog.

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