segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Regresso ao Colinas com direito a postais vindos de Dresden

Lisboa continua a ser cidade de eleição para os inúmeros cruzeiros que todas as semanas por cá passam e nos trazem milhares de turistas. E nem o tempo chuvoso e húmido que se tem feito sentir nos últimos dias deixa quem nos visita, no barco ou no hotel. As filas para os eléctricos continuam numerosas e as máquinas fotográficas apontadas são mais que muitas e tudo para captar uma recordação do transporte mais antigo da capital portuguesa.

De regresso ao circuito turístico, após um dia no 28E, deparei-me hoje com um casal espanhol que ficou encantado com o trajecto e com a história comentada ao longo do percurso que tem início na Praça do Comércio e que passa pelos principais pontos da zona histórica e central de Lisboa. No final comentavam com outros turistas que tinha sido um passeio que embora tenham achado caro ao início, valeria a pena porque «me encanta esta cuidad...» 

E quem estava na paragem aguardando a partida ficou mesmo convencido com o que ouviam. Um senhor dirigiu-se também a mim e perguntou-me o preço do bilhete. Se num primeiro instante ficou na dúvida se ia ou não entrar, rapidamente decidiu entrar, porque «me dijeron que era un muy buen paseo. Así que le doy vuelta!», dizia determinado. 

Mas por vezes o inesperado torna-se o momento do dia. Na penúltima volta do dia e chegado à Estrela, troquei o contacto eléctrico, baixando o trolley e fazendo subir o pantógrafo, e quando amarro a corda do trolley, um turista aproxima-se da traseira do eléctrico e ali fica procurando algo numa mochila. Pensava eu que procurava o bilhete para poder seguir viagem até à, Praça do Comércio mas o senhor tira 3 postais e diz-me «Hello, are for you. Also working with trams...». Ora bateu na porta certa o senhor Thomas Fehr que assim e sem saber acabava de contribuir com 3 postais de eléctricos de Dresden, para a minha colecção de postais dos transportes. 

Enquanto esperava pela partida do 28E que estava na frente, lá fomos trocando algumas ideias e eis que no meio dos postais surgia um papel em português, com uma questão: «Agulha ajustada correctamente?», que relata uma experiência vivida pelos carris de Dresden quando um equívoco levou o senhor Thomas a pressionar o freio e garante que desde então sempre ficou atento e nunca mais lhe aconteceu e acrescenta ainda que foi graças a Deus. Sugere a leitura da Bíblia enquanto corre o mundo em busca de fotografias dos eléctricos porque no fundo, é um entusiasta que parece querer juntar o útil ao agradável. 

Afinal de contas, para hoje estava reservado uma mensagem de Deus vinda de Dresden por intermédio deste alemão que por ali ficou a recolher mais fotos dos eléctricos que por ali iam passando, talvez para mais tarde publicar no seu site, que teve também gosto em partilhar e que aqui vos deixo, também como agradecimento ao senhor Thomas pelos postais que me ofereceu. Visite então www.thomasfehr.de e viaje pelo mundo dos eléctricos pelo olhar e descrição de Thomas Fehr.
 
 

domingo, 29 de setembro de 2013

Lisboa a votos com muita água à mistura e muita afluência... ao 28E.

Lisboa foi este domingo a votos à semelhança de outras Câmaras e Freguesias durante mais um acto eleitoral para as eleições autárquicas. Com um dia cinzento e chuvoso, muitos foram os que tiraram os casacos que há muito não vestiam, do guarda-roupa e não seria de estranhar que hoje o cheiro a naftalina abundasse pelos autocarros e eléctricos da Carris. E muito por causa dos que optaram e bem pelo uso do transporte público neste dia em que muitos foram também os que optaram para ir exercer o seu direito de cidadania, de automóvel congestionando assim as artérias próximas às assembleias de voto.

Mas o dia de eleições começou com uma mega-operação de fiscalização com o apoio da PSP na AV. 24 de Julho, local onde há semanas a esta parte tem sido notícia pelas piores razões, seja pelos assaltos ou agressões a tripulantes e passageiros das carreiras que por ali passam, por parte de quem escolhe aquele local como distracção nocturna e decide voltar de transporte público ainda que de forma ilegal. Contudo nem a presença da Polícia que se mostrou bem visível segundo testemunhos de quem lá passou pela madrugada, foram motivo de acalmia nos eléctricos e autocarros que por ali passaram. Porque estando a PSP em Santos, os infractores escolheram o Cais do Sodré para entrar e novos problemas ocorreram. Mas afinal para quando uma segurança eficaz e efectiva nos transportes públicos durante a madrugada?

Já com a noite a dar lugar ao dia, saí então da Estação de Santo Amaro e cedo me apercebi que a afluência aos eléctricos ia ser bem superior à das urnas, até porque a abstenção aos votos continua a ser elevada. A fila para o 15E fazia concorrência à do 28E logo pela manhã e com os carros em maior número neste Domingo, os atrasos foram inevitáveis pelas colinas de Lisboa. Inevitáveis foram também os habituais comentários entre passageiros sobre este acto eleitoral o que acaba sempre por causar debates acesos mas com alguma contenção.

Os turistas esses continuam como sempre, a correr de um lado para o outro e sem perceber o porquê de terem de sair no terminal, ao ponto de hoje um até me dizer que não saía porque estava a chover... E como se não bastasse tudo isto, no final do serviço e já quando me preparava para a recolha para o merecido descanso, lá tive de aguardar mais um horário de partida e desta feita de uma carreira que também acaba em 8 mas que até é de autocarro. Com a alteração do terminal da carreira 708 por imposição da C.M.Lisboa lá têm as chapas da 28E que recolhem num horário que coincida com o da 708 de aguardar porque ao contrário de outros o eléctrico ainda não consegue desviar-se... 

E assim vão os dias pelas colinas, a bordo do 28E com o regresso da chuva a uma capital que mais um ano parece ter-se esquecido de limpar as sarjetas, causando diversos "lagos" que por vezes tapam os carris, causando algumas surpresas a quem neles circula. 



 

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Carris: Há 141 anos a viajar consigo!

A Carris está de parabéns! Hoje completa 141 anos de existência. Uma longa história que só é possível ser contada graças a si que é passageiro(a) da Carris e graças aos seus trabalhadores. Todos juntos fazemos a história de uma empresa que em 18 de Setembro de 1872 foi fundada no Rio de Janeiro. A Companhia Carris de Ferro de Lisboa, dotou a cidade de Lisboa de uma rede de transportes públicos colectivos utilizando, na época, o chamado sistema americano: carruagens movidas por tracção animal deslocando-se sobre carris.
 
Mas só no ano seguinte, mais precisamente a 23 de Janeiro de 1873, o escritor Luciano Cordeiro de Sousa e seu irmão Francisco Cordeiro de Sousa, diplomata, obtêm os direitos para a implantação na cidade de Lisboa, de um sistema de transporte do tipo americano denominado Viação Carril Vicinal e Urbana a Força Animal. Em 14 de Fevereiro, a Câmara Municipal de Lisboa aprova o trespasse daquela concessão para a Empresa Companhia Carris de Ferro de Lisboa. Em 17 de Novembro é inaugurada a primeira linha de "Americanos". O troço então aberto ao público estendia-se entre a Estação da Linha Férrea do Norte e Leste (Sta. Apolónia) e o extremo Oeste do aterro da Boa Vista (Santos).

Depois dos Americanos vieram os Eléctricos a 31 de Agosto de 1901 e seguiram-se depois os autocarros nos anos 60 com os primeiros a serem adquiridos para serviço á Exposição Mundial que se realizou em Belém. Ao longo dos anos, construíram-se novas estações, e apostou-se fortemente na renovação da frota o que fez com que a Carris obtivesse a certificação em 2006. 

Nos últimos anos a Carris tem continuado a apostar na melhoria do serviço, com a vinda de novos autocarros, mas esquecendo um pouco a aposta nos eléctricos. Na verdade foram eles o ponto de partida da Carris e são neles que a maioria das cidades europeias aposta.

Contudo, hoje que passam 141 anos desde a sua criação, a Carris que é de todos nós, está de parabéns e por isso também nós estamos de parabéns. Sugiro portanto, nesta data em que se completam 141 anos uma visita ao Museu da Carris, que além da história documental e física através dos autocarros e eléctricos ali presentes, passará a partir de hoje a ter uma projecção em vídeo de «Lisboa, quem és tu?», sobre a cidade de Lisboa, onde não podia faltar uma alusão à Carris.

Mas como 141 anos não se comemoram todos os dias, o Diário do Tripulante convida também o leitor a sentar-se na cadeira de um guarda-freio através de um vídeo em tempo real a bordo da carreira 15E, gravado exclusivamente para os "passageiros" deste diário.  Sinta-se na pele de um guarda-freio e veja o trajecto como vêem os tripulantes que o transportam diariamente entre a Algés e a Praça da Figueira. Prepare-se para os automobilistas que o ultrapassam pela direita mesmo nas paragens, ou para uma ultrapassagem em plena curva quando menos espera. E se vir um carro sobre a linha com luzes de emergência acesas, resta-lhe aguardar, pois o agente da PSP está a passar a multa! Siga então nesta viagem pelos carris daquele que foi o primeiro trajecto de eléctrico na história da Carris quando os eléctricos vieram substituir os «Americanos» que eram puxados por animais. 


Mas a história da Carris tem sido marcada ao longo dos 141 anos por uma série de factos e pessoas que por ali têm passado e há um vídeo disponível no Youtube, com uma amostra daquilo que foi um contributo para estes anos de vida da empresa que viaja à 141 anos consigo.

sábado, 14 de setembro de 2013

As saudades que eu já tinha das perguntas castiças no 28E...

Depois de semanas após semanas, praticamente no serviço de turismo, ou na 15E entre Algés e Praça da Figueira, eis que este sábado regressei à mítica 28E. Com um serviço daqueles que dá para ver o dia a nascer e o anoitecer, mas recheado daquelas perguntas castiças e muito afoitas de quem visita a nossa cidade como se não houvesse amanhã. Com saída e recolha a Santo Amaro, calhou-me o 571 o tal eléctrico que conta já com uma nova bandeira de destino ainda em fase de testes para a carreira 12E com a inscrição bem grande «Castelo». Mas hoje o serviço era mesmo na 28E por isso toca de rodar a bandeira para a Estrela.

Na verdade só mesmo o 28E consegue proporcionar viagens únicas e hilariantes, com muitos prazeres na passagem pela Estrela e sempre com muita graça à mistura, sobretudo quando um casal italiano me pede um bilhete a quatro paragens do terminal e mesmo avisados que a viagem terminaria quatro paragens após, assim como o respectivo bilhete, decidem pagar e seguir viagem. Chegados à Estrela, anuncio o terminal e solicito que abandonem o eléctrico, o que se torna sempre numa tarefa bastante complicada, porque ao mesmo tempo que uns se levantam, outros, aproveitam de imediato para se sentarem... ainda que por pouco tempo. 

Recomeça nova viagem rumo à Graça e de novo o casal italiano que pretende usar o mesmo bilhete. Explico-lhes uma vez mais que o bilhete já não era válido tal como tinha explicado no acto da compra. Mas eles insistem e dizer «non capisco». Como também capisco pouco da língua deles, lá lhes faço quase um desenho através da linguagem gestual que é só para a viagem, em que se compra, até que decidem então pagar mais 5.70€ para voltarem à Baixa. 

Chegava então a pausa para almoço, e como o tempo era mais para um "almoço alancharado", nada como um café no 28café.lisboa, pois tá claro.

Regresso para a segunda parte e mais uma viagem até à Graça sempre cheio, como já é hábito naquela carreira. A Feira da Ladra concorrida, é sempre um ponto de paragem obrigatória aos sábados, ora para entrada, ora para saída de passageiros. Mas hoje houve também direito a paragem e manobras no estreito das Escolas Gerais, porque o semáforo decidiu fazer das dele...

Mas eis que chegaria a pergunta do dia, após mais uma viagem rumo à Estrela. Perdidos no mapa, uma família brasileira, pede-me que lhes indique no mapa onde estávamos. Esclarecidos perguntam: «Tá, e agora moço, me diz como faço pr'a chegar no Oceanógrafo de Lisboa... por favor?» E lá tive por instantes conter-me e chegar à conclusão que o que eles deviam querer visitar era mesmo o Oceanário, porque duvido que conhecessem o velho animatógrafo do Rossio. 

Afinal de contas, animação não faltou ao longo do dia neste constante subir e descer das colinas com o 28E sempre cheio de turistas que apressados tentam a todo o custo entrar no eléctrico, nem que para tal façam uma corrida de 50 ou 100 metros, com um grande espalhanço pelo meio. Pelo esforço demonstrado até decido esperar para compensar a queda, mas o marido da jovem em causa, manda-me seguir que vão no próximo. Afinal de contas não vale a pena correr, porque isto ainda não é como na aldeia lá do meu pai onde passa um autocarro de manhã e um à noite. E assim vão as viagens pelos carris da espectacular 28. 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

[Foto-Reportagem]: O 28 já chegou ao Castelo!



Muitos são os turistas que chegados às Portas do Sol, perguntam: “-Mas afinal onde está o Castelo?” Ora o Castelo fica a cerca de 10 minutos das Portas do Sol, mas até então o 28 e o 12 não conseguiam lá chegar. Mas o certo é que desde o passado dia 31 de Agosto de 2013, precisamente a data em que se comemoraram os 112 anos do carro eléctrico, o 28 chegou ao Castelo e tudo graças ao “28 Café”.

Localizado na Rua de Santa Cruz do Castelo 45 a 47ª, o “28 Café”, fica no coração do bairro do Castelo a paredes meias com a muralha, num local simpático e acolhedor (embora um pouco escondido). Quem ali chega é recebido por uma enorme fotografia do Rossio de outros tempos com um poema de Ary dos Santos - "O amarelo da Carris vai de Alfama à Mouraria, quem diria. Vai da Baixa ao Bairro Alto, trepa à Graça em sobressalto sem saber geografia(...)" e constata de imediato que vale a pena entrar e desfrutar de um gelado ou de um lanche e tudo claro está, a bordo de um eléctrico. 

O modelo 330 foi a base do projecto que teve o apoio da Carris e mais precisamente do seu Museu, que através da contribuição dos desenhos originais do eléctrico 330 permitiu que se concluísse um espectacular trabalho de carpintaria, onde tudo foi feito e pensado ao pormenor desde os bancos às janelas.

Os avisos são claros, “cuidado com os carteiristas”, não vá o diabo tece-las, até porque é natural que se distraia com o espaço envolvente que deixa quem ali entra numa primeira fase em modo “Pause”. Os turistas encantados com a viagem a bordo do 28E ficam também encantados com este café e não deixam de exclamar «ohhh, Is a Tram 28!».

Longe das enchentes dos eléctricos aqui pode usufruir de uma pequena esplanada ou dos «24 lugares sentados e 12 em Pé», conforme referido no interior. E o ideal é “não se debruçar nas janelas” até porque através das mesmas está um conjunto de fotografias cedidas pelo Museu da Carris que contam a história do eléctrico de Lisboa desde o Americano aos dias de hoje, falando também sobre os modelos que fizeram parte da história da Carris e que estão ainda patentes no Museu da Carris, na Estação de Santo Amaro.

A simpatia dos “guarda-freios” de serviço ao balcão ou às mesas é também por si só um bom cartão-de-visita deste novo espaço que tem também na sua lista uma «Tosta 28» em Pão Saloio composta por Presunto, Tomate, Queijo e Orégãos com Manteiga de Alho, que pode ser acompanhada de uma Imperial Estrella. Para quem pretende uma refeição mais composta há também as diversas Saladas a preços acessíveis. Os miúdos não foram esquecidos e neste café há também uma montra com alguns souvenirs como o eléctrico de Lisboa à escala 1/87, um puzzle 3D ou umas bolachas sortidas tudo com o eléctrico em destaque.

Para já o “28 Café” encontrou o seu primeiro terminal no Castelo de São Jorge, mas pergunta-se já qual será a próxima paragem deste espaço que não necessita qualquer título de transporte e onde a história de Lisboa e dos seus eléctricos se senta à mesa para desfrutar de uma boa refeição, ou simplesmente de um café. O “28 Café” está aberto de 2ª a 5ª e Domingos das 10h00 às 20h00. Às 6ªs e Sábados das 10h00 às 21h00. 

Veja então algumas das fotografias que lhe dão a conhecer o espaço "28 Café" e depois vá até lá porque se há locais que valem a pena ser vistos pessoalmente, este é um deles.

FOTO-REPORTAGEM DE RAFAEL SANTOS

A entrada com um poema de Ary dos Santos a dar as boas vindas

A zona do balcão com a frente do 330

Turistas russas encantadas com o "28 Tramvaj café"

Lotação do 28 Café

Impossível ficar-se indiferente a este espaço

«O amarelo da carris»

Até a porta da WC não ficou de fora da decoração

A simpatia da «guarda-freio» de serviço ao balcão retribuída com sorrisos estrangeiros

O "guarda-freio" de serviço às mesas pronto a servir quem os visita

A história dos eléctricos nas paredes do 28 Café

A parceria com o Museu da carris possibilita a sua divulgação no espaço

Nem os avisos faltam neste espaço onde tudo foi pensado ao pormenor

Local agradável para uma pausa durante a visita ao Castelo

O original 330 que serviu de modelo ao café

A divulgação ao Museu da Carris
Sem dúvida o eléctrico café mais famoso de Lisboa

O Diário do Tripulante agradece a forma como foi recebido e a colaboração por parte do "28 Café" e sua gerência para a captação das fotografias agora apresentadas.

[Off Topic]: Pelas muralhas do Castelo com arte e estadia no coração de Lisboa



Lisboa continua a surpreender-nos e durante esta folga larguei a manivela do controller, a válvula de guarda-freio e fui até ao local que mais apregoo ao longo do dia – o Castelo de São Jorge, acompanhado claro está, da máquina fotográfica que foi útil para registar dois motivos bastante interessantes entre as muralhas e o bairro do Castelo. As vistas sobre o rio e sobre o casario dispensa de apresentações, e um passeio pelo Castelo de São Jorge é obrigatório para quem visita Lisboa. Para lá chegar basta apanhar um dos eléctricos 12E ou 28E até às Portas do Sol ou se vier da zona da Praça da Figueira tem também, o autocarro 737.


Aguarelas animadas retratam o dia-a-dia do 28 pelas ruas de Lisboa

Durante a sua visita ao Castelo irá certamente encontrar alguns artistas pelas ruas e pátios que se encontram entre as muralhas, promovendo e vendendo os seus trabalhos, que são autênticos souvenirs de Lisboa.  Entre eles chamou-me à atenção um conjunto de pinturas com o emblemático 28 numa versão animada nunca antes vista. 

A arte e engenho daquelas pinturas que retratam Lisboa e os eléctricos de forma colorida e animada estão a cargo da Gui e do Hauke que dispõem do Atelier G.H. na Rua do Salvador, número 49, bem no coração de Alfama. Os originais pintados estão expostos lado a lado com as reproduções que juntos fazem parar quem por ali passa, nem que seja para esboçar um simpático sorriso sobre o que ali é apresentado ou para deixar palavras de apreço aos artistas. Outros há como eu, que não resisti ao trabalho e simpatia da Gui e trouxe para casa uma bela recordação de Lisboa e claro está do meu quotidiano a bordo do 28 rumo à Graça. 

Mas para além da arte aqui demonstrada, das bonitas imagens que se podem obter da cidade através das muralhas do Castelo de São Jorge, muitos mais motivos de interesse há para lá das portas do monumento. Eventos durante todo o ano, feiras, exposições, restaurantes e um bairro pitoresco no coração de Lisboa. O Castelo de São Jorge funciona das 9h00 às 18h00 de1 Nov a 28 Fev, e das 9h00 às 21h00 de 1 Mar a 31 Out. Os residentes do concelho de Lisboa não pagam a entrada que custa 7.50 € e os passageiros dos circuitos da CarrisTur têm desconto, à semelhança do que acontece com outras parcerias e que podem ser consultadas no site do Castelo de São Jorge em castelodesaojorge.pt

Mas para que fica rendido a este bairro pitoresco de Lisboa, o Diário do Tripulante deixa também uma sugestão de alojamento, porque afinal de contas, nos tempos que correm, não há impossíveis.

Dormir no Castelo com vista sobre Alfama e o Tejo

Na colina do Castelo há sempre lugar para mais um, dois ou três. Com o encanto de Alfama a seus pés, e com o soar da campainha do eléctrico 28 de fundo, os apartamentos mais emocionantes e bem localizados são os da LiveLisbon, que se encontram no Largo de Santa Luzia, número 7, desde Agosto de 2011. Por ali têm passado inúmeros turistas e os comentários são bastante positivos. O André, o Ricardo e o Luís são os mentores deste projecto que visa dar a quem nos visita todo o conforto durante a estadia na capital portuguesa, num ambiente familiar e acolhedor divididos por três apartamentos. «Alfama Balcony», o «Tram 28» e o «Fernando Pessoa», são os nomes que caracterizam cada um dos apartamentos decorados a rigor com estes símbolos de Lisboa.

Alfama o 28 e o Castelo estão portanto a um passo e tudo à distância de um click. Para efectuar a reserva da sua estadia poderá fazê-lo directamente através do site http://www.livelisbon.com/, tornando assim ainda mais inesquecível as suas férias em Lisboa.


O "Diário do Tripulante" informa que os interessados nas aguarelas da Gui e do Hauke, podem contactá-los através do mail haukevagt@gmail.com ou através do site ateliergh.deviantart.com . O atelier G.H. localiza-se na Rua do Salvador, 49 e podem ser também encontrados no Castelo de São Jorge.

Os Apartamentos LiveLisbon estão disponíveis também na Internet através do endereço livelisbon.com mas também no facebook em facebook.com/livelisbon



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