sábado, 31 de agosto de 2013

Há 112 anos a ranger nas calhas…



Fundada em 1872 no Brasil, a Carris – Companhia de Carris de Ferro de Lisboa, trouxe para a capital portuguesa no ano seguinte, o transporte «americano» com carros puxados por animais, que vieram assim substituir as carroças até então muito utilizadas. A primeira linha foi entre a Estação da linha Férrea Norte e Leste (Stª. Apolónia) e o então extremo Oeste do Aterro da Boa Vista (Santos).

Os alfacinhas acotovelavam-se para ver aqueles «32 carros elegantes, sólidos, de boa construção», que prometiam alívios a muitos pés e rapidez nas deslocações. E se o sucesso foi enorme, logo no primeiro domingo de serviço, com 6000 passageiros transportados em 7 carros, maior seria o sucesso dos eléctricos que vieram substituir «os americanos» a 31 de Agosto de 1901.

No princípio foi o susto, mas depressa os lisboetas acalmaram. Renderam-se aos encantos práticos dos amarelos que entraram assim na história da cidade, que viria a crescer em redor das novas linhas de eléctricos.

Dia e noite, os operários trabalharam nas ruas da cidade, abrindo valas, desviando canalizações e instalando carris, abrindo assim caminho a uma nova era do transporte público em Lisboa, com a chegada dos eléctricos que já tinham chegado às instalações da Carris em Junho. Ao todo eram 80 carros abertos, com uma lotação de 36 passageiros sentados e 5 de pé, e de 75 carros fechados, que levavam 24 passageiros sentados e 14 de pé.

“Os guarda-freios, de fato azul-escuro, calças com lista vermelha e galões dourados no boné de pala direita, e os condutores aperaltados com uniforme idêntico, mas com listas douradas nas calças e galões prateados no chapéu, estavam prontos para levarem os eléctricos no seu primeiro passeio oficial. Às 6 da manhã do dia 31 de Agosto de 1901 foi inaugurado o serviço de eléctricos, na linha entre o Cais do Sodré e Algés. Ao longo do caminho, juntou-se gente para admirar os carros, comentar as modernices do letreiro luminoso que indicava o destino do veículo, o fender, designado como salva-vidas na versão portuguesa, encurvado na dianteira do eléctrico como protecção contra atropelamentos, a campainha estridente que avisava os distraídos para se afastarem do meio da rua.”, lê-se no livro «Aventuras sobre Carris».

Rapidamente foram esquecidos os americanos e os medos respeitantes aos choques eléctricos que dizia-se que estes iam causar, mas ainda assim havia quem “aconselhasse a formação de uma Associação dos Fluminados dos Carros Eléctricos, não fosse o Diabo tecê-las...”

Mas a frota da Carris foi crescendo à semelhança das carreiras e com o passar dos anos já ninguém dispensava os eléctricos que em 1910 tinham já uma extensão de 114 Kms. Vinte anos mais tarde foram atingidos os 147 Kms, mas actualmente são apenas 48Kms divididos pelas 5 carreiras actuais. Muitos foram os modelos que compuseram a frota ao longo dos anos e muitos foram também as alcunhas que os eléctricos foram tendo. Do «São luís» aos «Caixotes», não esquecendo o «Afonso Costa» ou os «Almaranjas», eles foram os antecessores dos actuais «Remodelados» e «Articulados» que efectuam o serviço público regular de passageiros 112 anos depois da inauguração da tracção eléctrica em Lisboa. Hoje os eléctricos “lutam” tenazmente pela sua sobrevivência!

E se na época poucos foram os que ficaram indiferentes ao aparecimento dos eléctricos, hoje ainda muitos são os que dão preferência  a este transporte típico da cidade de Lisboa, mesmo que haja carreiras de autocarros sobrepostas nos percursos dos carris. Hoje como há 112 anos, os eléctricos fazem parte do quotidiano da capital portuguesa e é o delírio para muitos dos turistas que nos visitam. A importância desta data, não podia deixar de ser referida neste “Diário do Tripulante” que hoje apresenta algumas imagens sobre os nossos eléctricos.

[n.d.r]: Fotos de arquivo "Diário do Tripulante" /  "jhm0284" / "postais" e outros autores desconhecidos.

domingo, 25 de agosto de 2013

[Off Topic]: Hoje o Chiado voltou a acordar ao som das sirenes, 25 anos depois...

O Chiado acordou este domingo ao som das sirenes dos bombeiros à semelhança do que aconteceu na manhã de 25 de Agosto de 1988. Passados 25 anos, os meios são outros e a acessibilidade também. Dotados de novos equipamentos e de viaturas apetrechadas os bombeiros exemplificaram como seria hoje o combate ao incêndio na zona do Chiado. Várias corporações de bombeiros estiveram presentes neste simulacro, onde estiveram também alguns dos homens que combateram o incêndio de 1988. Qualquer homenagem que seja, será insuficiente para agradecer todo o trabalho desenvolvido naquela dramática manhã onde os meios eram escassos, onde a água foi insuficiente e onde as temperaturas atingiram muitos graus.

Aqui fica o olhar do Tripulante nesta manhã de Domingo, dia em que teve lugar no mesmo lugar a evocação aos 25 anos do Incêndio do Chiado, com o descerramento de uma placa alusiva ao incêndio e a quem nele trabalhou para o travar. Também neste dia foi lançado o livro «O grande Incêndio do Chiado» da autoria dos quatro fotógrafos que registaram aqueles momentos de aflição na manhã de 25 de Agosto de 1988.

Clique na foto para ver um conjunto de imagens seleccionadas pelo autor deste blogue...

[n.d.r.]: O Diário do Tripulante agradece à C.M.Lisboa e ao S.N.Bombeiros

[Off Topic]: Muito mudou em 25 anos após o incêndio do Chiado



Neste mesmo dia, há 25 anos atrás, o meu dia começava como tantos outros. Com os meus cinco anos de idade, ocupava as manhãs brincando sobre um tapete no chão da casa onde vivia, com os carrinhos, sinais e bonecos que juntos criavam uma cidade no meu imaginário e que era percorrida pelos carros que as minhas próprias mãos conduziam, passando horas e horas entretido naquele vai e vem de carros sobre a barra de um tapete que era a estrada. As manhãs eram igualmente acompanhadas pela televisão onde passavam os desenhos animados que mais gostava, “As aventuras de Tom Sawyer”.


Mas a manhã do dia 25 de Agosto de 1988 acabaria por ser diferente. Ao mesmo tempo que brincava com o meu autocarro de dois pisos da Carris, feito em metal da conhecida marca Metosul, ligava a televisão e em vez dos desenhos animados, era a jornalista Dina Aguiar que preenchia o ecrã num “especial notícias” que logo cedo nos dava a conhecer que o coração de Lisboa estava em chamas. Recordo-me de parar o “trânsito” pelo chão lá de casa e ficar a observar durante largos minutos a reportagem da RTP pela voz do Mário Crespo que na Rua Garrett nos dava conta dos desenvolvimentos deste incêndio que destruiu os armazéns do Grandella e toda a zona envolvente, tornando-se na maior catástrofe na cidade após o terramoto de 1755.


E viriam a ser precisos mais de 10 anos para a reconstrução do Chiado a cargo do arquitecto Siza Vieira. Hoje completam-se 25 anos após essa manhã devastadora que quem a viveu jamais esquecerá. Lisboa acordava com um manto de fumo e lavaredas destruindo em cinco horas o que Marquês de Pombal fez em vários anos e hoje muito mudou. Lisboa acorda com um novo Chiado. Para uns mais bonito, para outros nem tanto. Mas quer se goste ou não este é o Chiado que temos e muito mudou ao longo destes 25 anos não só no Chiado mas na cidade de Lisboa.



Os autocarros deixaram de ser laranjas e adoptaram o amarelo dos eléctricos e do dia do incêndio parece permanecer o elevador de Santa Justa, porque o resto em seu redor foi reconstruido. Onde antes se compravam tachos e panelas, compra-se agora roupas e livros, e onde começava a carreira 24 restam agora os carris. Hoje temos um Chiado renascido que continua a ter o 28E como seu principal amigo no vai e vem de turistas que o procuram, mas a seus pés está também o metropolitano que surgiu em 1998, juntando as linhas verde e azul, constituindo por si só também uma das principais alterações da zona após o incêndio de 1988.


A zona continua no entanto caracterizada pelo boémio estilo onde se cruzam todas as classes e onde as grandes marcas se juntam às tradicionais casas de comércio que vão resistindo aos tempos difíceis que se atravessam. O Chiado continua a ser sem dúvida um bilhete postal de uma cidade que tem vindo a modernizar-se de ano para ano.

E ao longo destes 25 anos, cresci e estudei, cheguei a concretizar o sonho de fazer reportagem através da imagem, que quem sabe, poderá ter nascido também neste dia com a cobertura televisiva deste grande incêndio. Mas as voltas da vida levaram-me a conduzir os autocarros amarelos, no aproximar de uma paixão que vem de infância, a quando das deslocações de casa para a escola. Na prateleira ficaram os carrinhos de brincar e o autocarro de dois pisos da Carris que ainda hoje estimo e passei a ter nas mãos os autocarros à escala real. Mais tarde a possibilidade de exercer uma profissão também ela com história, com a mudança para Santo Amaro onde permaneço ainda hoje, na condução dos eléctricos "amarelos" de Lisboa, que continuam a percorrer o bairro do Chiado, na encantadora carreira 28E , num constante sobe e desce pela cidade de Lisboa. 

Eis então, o recuperar da emissão televisiva da manhã de 25 de Agosto de 1988...













terça-feira, 20 de agosto de 2013

Em mês de férias: Com tanta gente não há eléctricos que resistam...

Hoje Lisboa registou mais uma enchente de turistas. A cidade portuguesa parece estar na moda e muitos são os que têm escolhido a capital para uns dias de férias. Bom, férias para alguns, porque para outros nem parece, tal não é a correria atrás de um eléctrico nem que o mesmo vá reservado. As perguntas são as mesmas de sempre. "O 28?", "Onde está o Castelo?", "Como vamos para Belém?", "Já podemos entrar?" e esta última refere-se sobretudo ao serviço turístico da Carristur que tem o seu início na Praça do Comércio, mesmo que à frente dos olhos de toda a gente esteja uma longa fila de espera para entrar.

Uns transpiram em bica, outros torram ao sol e outros há que não dispensam uma discussão mesmo estando de férias e tudo, claro está, pelo lugar na fila. Se uns respeitam a fila, outros julgam-se mais espertos e tentam passar a todo o custo, pela "porta do cavalo", algo que é de imediato reprovado por quem aguarda há já algum tempo pelo eléctrico vermelho que apesar de ter partidas a cada 20 minutos, não consegue dar vasão a tanta procura, sobretudo nos dias em que atracam em Lisboa dois enormes cruzeiros, como hoje aconteceu.

Após tudo isto, ainda se arriscam a dizer que estão de férias? Pois eu cá, creio que vão chegar ao país natal mais cansados do que quando vieram e muito porque grande parte deles, provam não andar de transportes públicos lá por fora, tal não é a dificuldade que demonstram quando por cá têm de recorrer a esses meios, para poderem poupar alguns euros. Mal vêm uma porta aberta entram como se não houvesse amanhã e se paramos num sinal vermelho, começam a bater à porta como quem diz "abra lá isso que quero entrar..."

E a juntar a tudo isto, temos o trânsito que apesar de ser menos neste mês de Agosto, torna-se por vezes mais perigoso sobretudo quando subimos a Rua da Prata e vem a descer em nossa direcção um veículo de matrícula estrangeira, ou quando nos deparamos a meio da viagem com uma carrinha a despejar gravilha na linha do eléctrico. É o vale tudo, menos arrancar olhos, porque esses fazem falta não só para observar o que nos surge à frente durante a viagem, mas também para ver a quantidade de gente espalhada nas três principais paragens de eléctrico do centro lisboeta, que continuam a provar que a empresa só não factura mais porque não quer. Houvessem mais eléctricos a circular e mais euros iriam entrar, para os cofres do estado e claro para minimizar o prejuízo em tempos de crise, como aliás provam as imagens aqui apresentadas e recolhidas hoje durante o serviço, que foi cansativo, com muita gente, muita pergunta mas que acabou por terminar bem um uma excelente imagem de um final de tarde em Lisboa.

Boas viagens a bordo dos veículos da CCFL e se for o caso, Boas Férias!


 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Até o pombo quis marcar presença no acordar da cidade a bordo do 28E

E depois de uma merecida folga, eis o regresso às madrugadas. Hoje voltei a acordar ao ritmo da cidade, calmamente, ou não estivéssemos nós em Agosto. Pouco trânsito, e os primeiros passageiros a serem os habituais, aqueles que trabalham de noite para que tudo esteja apresentável durante o dia. Os que fabricam de noite o pão que vamos comer ao longo do dia, enfim, uma rotina que marca os lugares e a própria cidade que acorda cedo bem lá no fundo do horizonte com o Sol a querer mostrar-se quando a Lua ainda nem se despediu. O caminho até à 28E faz-se naturalmente pelo trajecto do eléctrico 15E que seguia na frente "limpando" as paragens. A calma imperava nesta manhã após uma noite que, a julgar pelo estado da Praça do Comércio terá sido tudo menos calma.


Lixo, garrafas, copos, beatas, etc... um conjunto de restos que para os mais madrugadores causavam algum repúdio. A Baixa de Lisboa preparava-se também ela entre o vazio e o silêncio das grades corridas, para mais um dia de azáfama entre os que passeiam e os que trabalham. Entre os de cá e os que nos visitam e que por estas horas da manhã (6h29) ainda não nos perguntam se «passa no Castelo?». Com o Castelo lá no topo da colina, aproveito a presença do eléctrico articulado da carreira 15E, para fazer baixar o pantógrafo e colocar o trólei em contacto com a rede aérea, porque o pantógrafo não pode circular na carreira 28E.

Faltavam já só 3 minutos quando consegui finalmente chegar ao Martim Moniz, para a primeira viagem do dia na "montanha-russa". A paragem estava vazia. Pela primeira vez iniciei a viagem nesta praça sem ninguém. A subida pela carreira 12E permanece enquanto decorrem as demoradas obras de repavimentação da Rua Angelina Vidal e em 2 minutos chegava ao ponto turístico mais procurado durante o dia naquela carreira. As Portas do Sol que já viam os raios entrar portas dentro. Horas mais tarde já também eu via entrar pelas portas dentro, não só os raios do sol que causavam um calor infernal, como os milhares de turistas que por cá estão a conhecer as colinas de Lisboa, para regalo dos amigos do alheio.

Mas alheio ao dia-a-dia do eléctrico, esteve também hoje o pombo que decidiu entrar pela janela no Largo da Graça, causando gritos de umas, sorrisos de outros, durante um esvoaçar assustado de quem tinha entrado onde não devia, bem à semelhança daqueles que vão entrando por vezes na Graça com destino aos Prazeres, errando no eléctrico que afinal até vai para o Martim Moniz. «Afinal de contas isto não vai para os Prazeres?» perguntava uma senhora ao mesmo tempo que curvava a Rua da Prata em direcção ao Martim Moniz. Pois afinal de contas ia mesmo para o Martim Moniz.

Contas e destinos à parte, o dia até correu bem. A falta de rendição a meio da manhã fez com que tivesse de continuar o serviço, permitindo assim que acabasse mais cedo a minha jornada de regresso para mais uma semana que se segue novamente pelas colinas, mas agora numa "casinha" vermelha e com muita história da cidade à mistura.


[n.d.r.]: A última foto é uma fotomontagem da autoria do autor do blogue, para ilustrar a situação descrita, dado que a rapidez com que o pombo entrou e saiu não deu tempo para registar a foto.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

No sobe e desce da Bica e longe da confusão...

Saia da rotina, deixe por instantes o 28E e o 15E e entre a bordo de uma das cabines que sobem e descem o bairro da Bica. Desfrute da curta viagem, entre o casario de um bairro que descansa de dia as vivências da noite e boa viagem a bordo do Ascensor da Bica! 




O elevador da Bica difere dos seus congéneres pela maior proximidade ao rio Tejo e pelos atributos cénicos da zona onde se localiza. O trajecto deste ascensor começa num prédio setecentista próximo do Cais Sodré (no ponto onde a rua de São Paulo se cruza com a rua da Bica de Duarte Belo), para enfrentar uma íngreme encosta até ao largo do Calhariz, na entrada do Bairro Alto. A curta viagem proporciona uma vista ímpar sobre o rio, ao mesmo tempo que atravessa um bairro de características populares e tipicamente lisboetas. O ascensor da Bica funciona todos os dias da semana, das 7h00 até às 21h00. Aos domingos e dias feriados, só começa a operar às 9h00.

Mais tópicos e informações sobre o ascensor da Bica e seus congéneres em Lisboa aqui.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Sugestão do Tripulante (14): Com o 25E à descoberta da história de Lisboa e do Arco da Rua Augusta

Nem só das colinas podemos falar quando nos referimos a Lisboa. A cidade que é banhada pelo Tejo, é cada vez mais, também conhecida pelos seus belos miradouros de onde se obtêm vistas fantásticas sobre a cidade e o rio, mas também pela cidade dos elevadores. E se o de Santa Justa é rei nesta temática, com os seus aliados ascensores da Bica, Glória e Lavra, neste mês de Agosto Lisboa ganha um novo elevador que dá acesso a um miradouro mesmo no coração da cidade, em pleno Arco Triunfal da Rua Augusta. Para chegar até lá há várias formas de o fazer e entre as várias carreiras da Carris o destaque vai para o 25E, que depois de partir do Cemitério dos Prazeres em plena área de Campo de Ourique, cruza a Basílica da Estrela para entrar no bairro da Lapa, ladeado por grandes casas apalaçados, chegando depois a Santos, zona conhecida pelo design arrojado e cafés para um final de tarde à conversa. O 25E prepara-se depois para cumprimentar a Bica e o seu ascensor, terminando o seu percurso uns metros à frente na R.Alfândega mesmo em frente à casa dos bicos, mas não sem antes atravessar a sala de visitas de Lisboa. 

A Praça do Comércio, de onde se destacam a estátua equestre de D.José I e o Arco Triunfal da Rua Augusta, erguido em 1875 e por onde passava o 25E com destino ao Rossio, nos seus primeiros anos de existência. A presença do 25 na cidade de Lisboa data de 1904, data que está por se confirmar, ao contrário de uma curiosidade que está confirmada e que diz respeito a uns modestos 50 anos sem alterações de percurso. Actualmente a carreira circula entre a R.Alfândega e os Prazeres e para os mais curiosos e interessados pela história, a sugestão começa por visitar a História das carreiras da Carris através do blogue de Luís Cruz-Filipe.

O Arco da Rua Augusta

Erguido em 1875, O Arco da Rua Augusta permite desde este dia 9 de Agosto de 2013, a visita ao seu topo, de onde se obtém uma panorâmica de 360º sobre a capital portuguesa. O Tejo, a Baixa Pombalina, o Castelo, as ruinas do Convento do Carmo, o Elevador de Santa Justa e a Sé são os principais destaques onde tudo se destaca. Poucas cidades e poucos locais se podem gabar de uma vista como a que se obtém do topo deste arco que após as obras de restauro, mostra-se mais claro e detalhado

A vista é única e portanto aconselhada. A entrada faz-se pela Rua Augusta, através de uma pequena porta mesmo ao lado do arco. O bilhete, que custa 2,5 euros, garante o acesso ao elevador que leva os visitantes até ao segundo piso. Depois é preciso subir quase 30 degraus para alcançar o salão de abóbadas que alberga a maquinaria do relógio do arco. Neste espaço foi colocado um painel, contando a história do arco, que começou a ser pensado em 1759 mas só ficou concluído em 1875.

Deixe-se levar pelo engenho que faz rodar os ponteiros e pelo toque do sino que se encontra no terraço, e ganhe novo fôlego para mais uma subida em caracol com cerca de 40 degraus estreitos por onde se faz a subida e a descida de quem o visita. O esforço compensa e na chegada ao topo, não se admire se ouvir alguém soltar um "wooooww".

Durante a inauguração o presidente António Costa disse ser “maravilhoso. É inspirador para todas as pessoas que gostam de Lisboa”, e o "Diário do Tripulante" subscreve as declarações do autarca lisboeta. 

Mas nem só pelo Arco fica esta 14ª sugestão do Tripulante...

O Lisboa Story Centre

Agora que já deve ter registado excelentes fotografias do topo do arco, a sugestão, vai para uma outra arcada, mais pequena mas a que dá acesso ao Lisboa Story Centre, onde ao longo de 60 minutos de experiências sensoriais e imersivas percorrem-se mais de 20 séculos de mitos e factos sobre a história de Lisboa. Ao longo da visita e através de diversos personagens multilingues, ficamos a conhecer o mítico Ulisses e o reformador Marquês de Pombal. Vive-se o drama do mais destrutivo terramoto da Europa e assiste-se à exótica cidade do tempo das descobertas. Entre o passado e o presente, há acesso a realistas cenografias, multimédia e experiências que permitem ao visitante a interacção com os principais acontecimentos de Lisboa.

Com vídeos marcantes e até arrepiantes, sobretudo para quem ama Lisboa, o Lisboa Story Centre é um espaço colocado à disposição de quem o visita permitindo assim um conhecimento mais alargado sobre a cidade das sete Colinas. 

Preços e Acessos

Para o eléctrico 25E, são válidos os títulos de transporte pré-comprados (1.40€) ou a Tarifa de Bordo (2.85€), assim como os passes mensais. Mais informações e horários disponíveis no site oficial da Carris em www.carris.pt

Para subir ao topo do Arco da Rua Augusta, basta adquirir o bilhete simples de acesso ao elevador que tem um custo de 2.50€, sendo que as crianças até aos 5 anos não pagam.

E para o último ponto de atracção desta sugestão - o Lisboa Story Centre, o bilhete individual tem um custo de 7 €.

Mas o Turismo de Lisboa quer que sinta Lisboa de todas as formas e criou um "Pack Lisboa Interactiva"  que pode ser adquirido à entrada no Elevador e que inclui o acesso ao Arco e ao Lisboa Story Centre poupando 15%, ou seja, por 8 € (adultos) / 6.50 € (sénior) / Grátis (Crianças até 5 anos) / 4.50 € (crianças dos 6 aos 15 anos) e 24 € para uma Família (2 adultos e 2 crianças).

Mais informações sobre a visita ao Arco da Rua Augusta e ao Lisboa Story Centre podem ser obtidas através do site do turismo de Lisboa em visitlisboa.com ou no site lisboastorycentre.pt

Mas não quero terminar sem antes lhe dar a conhecer um pouco do que se pode vislumbrar do topo do Arco da Rua Augusta. Veja então com os seus próprios olhos a beleza de Lisboa, porque as imagens valem sempre mais que mil palavras...


Bons passeios e boas visitas nesta cidade pela qual ninguém consegue ficar indiferente!

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