quinta-feira, 25 de julho de 2013

Depois das férias o regresso à 28E e com muitos emigrantes de volta...

Et Voilá... Acabaram-se as férias de Verão. Acabou-se o acordar tarde porque a cama convida a mais um pouco. Chegou ao fim o período em que andamos quase sempre sem olhar para o relógio. Acabou-se o passeio, enfim tudo o que era bom acabou-se com o regresso de hoje ao trabalho. Óbvio que nos tempos que correm, também é bom voltar ao trabalho, pois é sinal que o temos numa altura em que a taxa de desemprego bate recordes. Hoje cá por casa voltou-se a ouvir o som do despertador, voltou a azáfama matinal e claro voltei a olhar para o relógio porque nada como chegar com calma e tempo à estação porque «de pressa e bem não há quem...»

E nada melhor que um regresso à emblemática e famosa carreira 28E que anda sempre nas bocas do mundo quer por andar sempre cheia de turistas, quer pelo seu percurso emblemático percorrendo as colinas da cidade. O primeiro dia após as férias custa sempre um pouco é certo, mas até encarei este regresso com bons olhos e com vontade, apesar de reconhecer que voltava novamente para férias. Agora a vez é de outros que ainda não tiveram essa oportunidade. Longe das polémicas em torno das águas que abalou este mês de Julho ora na Costa ora na Linha, o certo é que lá fui em direcção ao Martim Moniz já depois de sair de Santo Amaro, cruzando-me com transeuntes que transportavam debaixo do braço a toalha ou o chapéu de sol, e eu a pensar que o sol esse só o iria ver pela janela do eléctrico e lá mais para a tarde, até porque a manhã começou cinzenta. 

Já na 28E e ainda com o desvio devido às obras na R. Angelina Vidal, cores era o que não faltava num eléctrico repleto de turistas onde poucos eram os que falavam a língua de Camões. Mas se há coisas que por muito passem dias e meses e até mesmo anos, não mudam, são as perguntas dos turistas, mas daquelas que têm a resposta em todas as paragens por onde passa o 28, ou seja a paragem do Castelo. E o mesmo acontece com a chegada ao terminal, seja na Estrela ou nos Prazeres quando não querem abandonar o eléctrico. Se os que estão de pé até saem,  outros continuam a desfrutar do assento do eléctrico como se estivessem no areal da praia e como se eu fosse um dos nadadores-salvadores a transmitir-lhes que não podiam ir para a água que eles iriam na mesma. Repito então em várias línguas para que não hajam dúvidas. Final... Finish... Terminus... Capolinea... e eis o momento em que se desatam a rir como se de uma piada se tratasse. 

Mas o regresso ao trabalho não ficaria por aqui, pois para vir estava ainda a pergunta de uma jovem que entrou junto ao Canas com destino ao Martim Moniz e me perguntou como poderia voltar à noite directamente para aquela paragem. Ora terminando o serviço nocturno da carreira 28E na Estrela, o melhor seria então optar pelo 774 que passava na Praça do Comércio, onde a jovem em questão, não se importava até de se deslocar. A grande preocupação era mesmo o autocarro porque eis que ela me pergunta se «esse autocarro é muito perigoso?» 

Lá lhe disse que os autocarros não são perigosos, até porque os tripulantes da carris cumpriam os limites de velocidade. A jovem sorriu e disse que sabia perfeitamente mas queria referir-se a outros perigos. Ora também eu tinha percebido perfeitamente mas como achei graça à pergunta, decidi então deixar a moça mais à vontade dizendo-lhe depois que não havia problema em transportar-se naquela carreira, o que a deixou certamente mais descansada, pois dizia-me também que não estava muito habituada a andar à noite na cidade e estava então explicados os receios demonstrados, num dia em que o cansaço acaba por voltar até porque o corpo já não estava habituado à rotina diária mas sim à rotina das férias que serviram sobretudo para recuperar energias até às próximas que serão lá para Dezembro...

E assim vão as viagens pelo 28E com turistas, clientes habituais e claro está os nossos estimados emigrantes que não perdem a oportunidade de voltar ao país que os viu nascer, para mostrar aos que já nasceram além fronteiras que por cá também há muita coisa bonita de se ver. E esta hein?!... 

sábado, 20 de julho de 2013

Sugestão da Semana: Uma viagem pelo Eléctrico de Sintra

O que fazer este Domingo? Perguntará certamente muita gente. Ora longe das polémicas em redor das águas das praias e das crises políticas que teimam em entrar em nossas casas a toda a hora através da televisão, nada melhor que um passeio de eléctrico fora de Lisboa, para respirar outros ares e observar outras vistas e com a praia mesmo ali ao lado. 

A sugestão desta semana do "Diário do Tripulante" recai então numa viagem a bordo do eléctrico de Sintra, que funciona até Setembro, de Sexta a Domingo, ligando Sintra à Praia das Maçãs numa viagem calma e em algumas partes até, algo desajeitada porque os carris, esses já cumpriram em grande parte do seu trajecto, mais que a sua missão. Ao longo de 50 minutos de viagem, o eléctrico prossegue entre plátanos, segue lado a lado com eucaliptos, cruzando estradas e quebrando a monotonia rural que algumas zonas ainda oferecem ainda que a poucos minutos da capital.

Uma viagem que chega mesmo a ser uma autêntica aventura, remetendo-nos também ao passado quando os eléctricos eram ainda abertos. O chiar numa curva mais apertada acompanha-nos rumo à costa portuguesa onde a praia convida mesmo ao mergulho. O Bilhete do eléctrico é válido por uma viagem e tem o custo de 2 euros. Explorado pela Câmara Municipal de Sintra, o eléctrico de Sintra continua assim e depois de um longo tempo fora dos carris, a ser uma atracção turística local que deixará certamente muitas memórias por quem lá passa. 

Aqui fica então uma pequena amostra da viagem entre Sintra e a Praia das Maçãs. Toda a informação sobre o serviço do eléctrico assim como os horários, está disponível no site oficial da Câmara Municipal de Sintra. Boa viagem!



 

sábado, 6 de julho de 2013

[Off Topic]: Eléctrico de Sintra surpreende visitantes da FIA'13

Até dia 14 de Julho de 2013, motivos não faltam para ir até à FIA- Feira Internacional de Artesanato, que se realiza na FIL. Das tradições e dos costumes portugueses ao que lá fora se produz, não esquecendo claro está os sabores das nossas regiões, numa feira que conta com três pavilhões, muito há para ver e comprar. Este ano o destaque ao evento merece aqui destaque não só pelas inúmeras peças de artesanato onde consta o amarelinho da Carris, seja numa peça de barro, louça ou pintura, mas também porque este ano a Câmara Municipal de Sintra, decidiu levar até à FIL, o eléctrico fechado número 3, promovendo assim o serviço entre Sintra e a Praia das Maçãs.

 


Além do eléctrico propriamente dito, que foi motivo de muita fotografia entre os visitantes, estavam também disponíveis alguns folhetos com a história do eléctrico de Sintra, assim como os horários e o tarifário em vigor. Aproveite então um destes dias quentes, para se refrescar no interior da Feira ao mesmo tempo que aprecia o que de melhor se faz por cá.






A FIA decorre na FIL de Lisboa, até 14 de Julho das 15h às 24h.



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