quinta-feira, 6 de junho de 2013

Dia vermelho pelas colinas de Lisboa em imagens!

E porque o dia foi demasiado cansativo, onde tudo parecia estar contra a maré, usando a expressão marítima, creio que o melhor é resumir este dia a imagens. E assim foi o dia pelas colinas de uma capital europeia...

O dia começava com uma novidade que já não era novidade. O percurso do 28E era para estar suspenso desde o passado dia 3 de Junho, devido a obras de repavimentação da Rua Angelina Vidal, mas o certo é que ainda esta manhã se circulava nesta artéria que liga os Anjos à Graça, para alegria dos turistas que chegam mesmo a dispensar saber por onde vai o 28E, porque o que querem mesmo é andar de eléctrico como se não houvesse amanhã.

Mas se dos Anjos à Graça, não havia ainda problemas quanto à circulação, o mesmo não acontecia ainda que por alguns instantes, na zona de Alfama, que após uma pequena avaria num dos eléctricos nas Portas do Sol, fez com que um considerado número de eléctricos se juntassem nestas ruas estreitas do mais pitoresco e bonito (para mim) bairro de Lisboa. O semáforo chegou mesmo a ficar algo baralhado, não estando talvez habituado a dar o seguimento que outrora os sinaleiros da Carris davam quando o trânsito se fazia alternar por indicação de raquetas verdes e vermelhas. Modernices dos tempos em que em criança, vibrava com estes dias que antecediam o dia em honra a Santo António, com o habitual peditório do «tostãosinho para o Santo António», para depois comprar pastilhas e outras guloseimas, ou até mesmo uns carrinhos para brincar.

Já na terceira volta do dia, algo anormal na rede aérea, chamou-me à atenção. Já na paragem das Portas do Sol, entro em contacto de imediato com a central a fim de dar conta da avaria, até porque o eléctrico de turismo não dispõe de um rádio de comunicação interna. Mas um agente da autoridade, no seu legítimo dever, chamou-me à atenção pelo gesto de estar ao telemóvel ainda que parado. Quanto aos que ultrapassavam o eléctrico, transpondo o traço continuo nada dizia, mas como não deixava de ter razão, lá abri a porta para lhe explicar o porquê da chamada e ao ver que era por causa de uma avaria, lá me deixou concluir a ocorrência que foi prontamente reparada pela equipa do carro do fio. O certo é que para a próxima, espero cruzar-me com um colega da 28E para que seja ele via rádio a informar, evitando assim estas chamadas de atenção.


E como nós por cá temos a mania de ser diferentes em tudo, não só mostramos as sete colinas, como também, fazemos questão de mostrar como se fazem as coisas por cá. E desta vez apesar da fotografia ser na Lapa, não se trata do senhor que deixou o carro para ir ao café, que essa hoje foi com o colega Gaspar que de serviço na carreira 25E partilhou comigo a forma caricata como um senhor que já tinha passado pelo eléctrico, se dirigiu a ele na paragem, já depois de todos os passageiros terem saído e entrado. E perguntava o senhor: «Ó amigo boa tarde, pode só aguardar um bocadinho para eu beber aqui um café?» e escusado será dizer que o à vontade com que fez a questão, deixou todos os passageiros que seguiam a bordo a rirem-se, porque já não bastavam os senhores que deixam o carro em cima da linha, como que ainda tinha de vir um senhor pedir para que o eléctrico aguardasse por ele. Mas quanto à fotografia propriamente dita, refere-se a uma situação, alguns metros à frente do referido café, que mostra como se faz uma mudança de um sofá, sobretudo quando o acesso ao andar não é o melhor e quando o sofá é maior que a janela. Os turistas brasileiros que viajavam no eléctrico das colinas, prontificaram-se de imediato a serem comentadores da cena... «Olha só os moços, tirando o sofá. Nossa daquele jeito vai cair o sofá em cima deles...»

Quem queria também mudanças e no Governo eram os manifestantes do PCP que hoje me surgiram na frente já na última volta do dia em plena Baixa Pombalina. E lá tive de seguir em marcha lenta até à Rua Nova do Almada, fechando assim o cortejo já depois da carrinha da polícia, não fosse alguém confundir o eléctrico vermelho com as bandeiras dos manifestantes :)

E para terminar, como se não bastasse, eis que uma interrupção na Rua do Arsenal, me impedia de recolher a Santo Amaro. Uma avaria num autocarro da GrayLine impedia a circulação dos eléctricos com destino ao Cais do Sodré e não houve outro remédio se não ver os autocarros passar ao lado, durante 45 minutos, que levaram a que recolhesse com uma hora de atraso, já depois de removido o autocarro do local. Um dia certamente vermelho e para esquecer...

2 comentários:

CR 35 disse...

Chiça! foi mesmo Negro....perdão Vermelho o dia!

K, the Walker disse...

Há dias em que mais vale não sair de casa.........

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