quinta-feira, 30 de maio de 2013

Em dia de Greve do Metro, até as filas dos autocarros conseguiram superar as do eléctrico 28E.

Normalmente é sempre assim. Quando tudo tem de correr bem, acaba por correr mal. Assim começou hoje o dia logo pela manhã com a saída da estação a ser impedida por causa de um atropelamento. Á minha espera na P.Comércio estava um pequeno grupo de jornalistas internacionais, que iam a convite do Turismo de Lisboa, dar uma volta pelas colinas da cidade a bordo do eléctrico vermelho da Carristur. Com a lesada já a caminho do hospital restava então aguardar-se pela retirada do ligeiro, após indicação da PSP, o que acabou por adiar a partida do serviço ocasional em cerca de 45 minutos, mas como em Lisboa muito há para ver, o grupo acabou por visitar o «Lisbon Story Centre» antes de embarcar no eléctrico que os levava a mostrar a Lisboa antiga e pitoresca.

O caos parecia ter ficado para trás e digo, parecia porque hoje foi dia de Greve no Metro de Lisboa. Com as estações fechadas 24 horas, muitos foram os que trouxeram os seus carros para o centro, a fim de evitarem as longas filas de espera nas paragens da Carris, apesar do reforço de autocarros, que parece ter contemplado apenas a carreira 736. Se numa primeira visão, a quantidade de autocarros a circular e de pessoas a aguardar nas paragens, mais parecia um regresso aos anos 80 quando Lisboa transpirava uma rede de transportes à superfície, realmente digna desse nome. Mas a cidade cresceu e as pessoas mudaram os seus hábitos, o que faz com que nestes dias surjam também sempre aqueles que se perdem quando não podem andar debaixo da terra. Confesso que ao Passar pelo Martim Moniz, até fiquei na dúvida se a paragem do eléctrico 28E tinha ou não sido alterada para junto da Igreja, porque hoje a fila do 708 era bem maior do que é habitual na paragem da carreira 28E.


Mas filas à parte lá vinham, e também em grande número, chegando os turistas que queriam descobrir Lisboa com o eléctrico turístico. O desespero por arranjar lugar no 28E acabava por levar 4 espanhóis até à Praça do Comércio onde finalmente conseguiram viagem com lugar sentado. O preço do bilhete não interessava, pois o que queriam mesmo era aproveitar da melhor forma as férias. Entrego os auriculares e após informar os canais para as respectivas línguas, eis que uma das senhoras comenta com os restantes membros do seu grupo «Mira, por supuesto que no podía oír nada, porque tenia el adesivo en la oreja de la acumputura...»
 
Olhei para trás porque, queria ter a certeza que a senhora não estava a brincar e não estava mesmo. Tirou um adesivo da orelha, que mais parecia um penso rápido e lá colocou finalmente o auricular dizendo «Ahora si, escucho bien!». E lá prosseguimos viagem sem problemas até à R.Conceição, já depois de termos passado pelos Anjos, Graça, Alfama e Castelo. Depois seguiram-se 45 minutos parado perante o cenário da imagem que está à direita. Os turistas, esses deixaram de ter por instantes um passeio turístico, para mergulharem no stress de uma hora de ponta em Lisboa, num dia marcado pela Greve do Metro e dos 24 que iam a bordo, apenas 4 desistiram. Amanhã há mais, sem Greves mas com uma sexta-feira a prever igualmente trânsito pelas ruas da capital.


2 comentários:

ricardo simoes Simoes disse...

Vamos a eles hehehehe......

CR 35 disse...

E logo com o eléctrico Varina!

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