quinta-feira, 4 de abril de 2013

Mas não havia mais nada para acontecer hoje?

Nem sempre os passageiros são as personagens principais das histórias aqui relatadas. Hoje quero aproveitar este espaço, para "agradecer" ainda que de forma irónica, ao senhor presidente da Câmara Municipal de Lisboa ou aos seus vereadores, que decidiram esta semana fazer obras de repavimentação da R.Madalena em plena luz do dia. Ora estando no centro da cidade, era de prever que o caos se instalasse, sobretudo quando se fecham duas ruas bastante movimentadas, canalizando o trânsito para a R.Conceição. Não era portanto de admirar, que a cada viagem os eléctricos ali ficassem parados entre 15 a 20 minutos, com destino ao Martim Moniz.

Ora se Lisboa ficou no 2º lugar como melhor destino europeu, no que a buracos e obras diz respeito, terá mesmo ficado em 1.º lugar. Se é esta a imagem que gostam de passar a quem nos visita, os meus parabéns ficam aqui vincados publicamente porque conseguiram. Os turistas não deixam de referir isso mesmo quando andam a bordo dos eléctricos da Carris.

Mas o dia não começava mesmo da melhor maneira e foi mesmo necessária a ajuda «médica» dos amarelinhos que após diagnosticarem a avaria lá a conseguiram reparar e assim pude continuar o serviço, mas até onde pude, porque um carro haveria de impedir a minha passagem sem causar danos. Seguiu-se depois a hora de almoço e no regresso de novo o caos da Baixa que agora agravava-se com o aproximar da hora do jogo entre o Benfica e o Newcastle, com os adeptos ingleses a obrigarem ao corte de trânsito em algumas vias da Baixa.

E se pensa o leitor que o dia ficava por aqui, engana-se porque além da incompreensão de alguns passageiros perante os atrasos causados por todas as situações já referidas, ainda havia lugar para uma avaria num dos eléctricos que acabaria por impedir a circulação dos restantes e logo num dos piores sítios desta tarde. Precisamente na R.Conceição. O agente da PSP metia já as mãos na cabeça perante tanta confusão e outros faziam já contas à vida ora para chegar a casa, ora para chegar a tempo à Luz onde se jogava mais um jogo da Liga Europa.

Quanto a nós, restou-nos aguardar uma vez mais pela ajuda da equipa da manutenção das "casinhas amarelas" que diariamente carregam milhares de pessoas pelas colinas à descoberta da capital, conhecida agora, pelos buracos ou obras, e dar alternativas aos turistas que se viam assim bloqueados num passeio pela cidade que tantos apregoam mas que poucos se preocupam, nomeadamente com situações como as verificadas esta semana em pleno centro da cidade.

Uma senhora não compreendia mesmo o porquê dos eléctricos avariarem e se quando entrou me tinha dito que «há uma hora que estou à espera do eléctrico», nesta fase já não tinha pressa nem preocupação com o tempo perdido, porque ali permanecia a questionar-me o porquê do eléctrico da frente ter avariado e porque «é uma grande chatice ter de ir a pé, que disparate..», como se quando uma pessoa tem de recorrer ao hospital também seja um disparate. Sinceramente não entendo qual a dificuldade de se perceber que um carro também avaria quando menos se espera.

3 comentários:

Vitor M. Vaz disse...

No entender dessa senhora os elétricos nunca avariam, desde que exista eletricidade...é sempre a andar...

CR 35 disse...

O António Costa pode e deve melhorar a cidade ,mas que o faça em dias e horas mais decentes ,claro que o verão está à porta e as eleições também....!os amarelos precisam de mão de obra especializada e essa custa dinheiro mas ainda bem que vão circulando ,mas deviam repensar o estacionamento ,existem prédios a cair aos bocados um deles servia para um silo de automóveis assim evita-se muitas coisas.

Higor F. de Oliveira disse...

Olá Rafael, é com grande satisfação que sigo lendo suas histórias neste blogue formidável! Abraços.

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