sexta-feira, 21 de setembro de 2012

[Off Topic]: "Carris em si" de Pedro Castanheira

Julgava que o eléctrico servia apenas para ligar um ponto ao outro na sua deslocação diária? Para visitar de forma agradável a cidade de Lisboa? Então está profundamente enganado e que o prova é o músico Pedro Castanheira que em 2013 irá desenvolver "Lisboa em Si", uma obra musical com base nos sons da cidade. Mas para já o músico entrou a bordo dos eléctricos da Carris, vestiu a farda de guarda-freio e o resultado é algo que não tem palavras. O melhor é mesmo ver e ouvir "CARRIS em si", com recurso aos veículos expostos no Museu da Carris que não pode deixar de visitar, se ainda não o fez.


Museu da Carris - Rua 1º de Maio, 101 - 103 / 1300-472 Lisboa Tel: 213 613 087

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

À escuta e ao vivo... na CCT, transmita!



Se pela manhã o serviço foi na carreira 15E, para a tarde desta quinta-feira tinha agendada a visita técnica, se é assim que se pode chamar, à CCT – Central de Comando de Tráfego. Numa iniciativa da Carris em conjunto com o pessoal tripulante, durante um período de 3 horas, ficam de lado os volantes e as manivelas. O lugar é num dos POP’s – Posto de Operações, que no fundo são secretárias da central por onde passam todas as carreiras da Carris. Trocam-se ideias, esclarecem-se dúvidas e no final ambas as partes acabam por se conhecer melhor.

Se num posto há só carreiras de autocarros, no outro do lado já há eléctricos à mistura e cada controlador com uma média de 40 a 50 carros por controlar, que nos écrans são bandeiras que se vão deslocando sobre uma linha, na qual estão assinaladas as principais paragens. Se a bandeira está azul, o veículo está em ponto, mas se o azul dá lugar ao amarelo, já circula com ligeiro atraso. O vermelho é sinónimo de um atraso já significativo e por vezes, há que se recorrer ao encurtamento na viagem seguinte.

Do outro lado da sala, toca o telefone. Alguém perdeu uma carteira com os seus documentos a bordo da carreira 742. O controlador da carreira envia por escrito um status aos tripulantes... «Se encontrou carteira com documentos, contacte a C.C.T. Obrigado.» E mal o telefone desliga, cai outra chamada na “artéria aorta” do tráfego da Carris. Desta feita alguém do exterior dá conhecimento de uma anomalia num dos painéis informativos. O chefe de turno encaminha o carro da técnica ao local para se inteirar da situação.

Enquanto questiono a colega que estava de serviço no POP que me foi atribuído acompanhar, sobre a questão dos encurtamentos da carreira 25E, surge um pedido de fonia da carreira 755. O tripulante informava que após um cheiro estranho e respectiva vistoria ao veículo, constatou que o mesmo estava vomitado. Não há outra alternativa. A controladora de serviço, manda efectuar a troca na estação da Musgueira. É solicitada à chapa seguinte que avance mais cedo alguns minutos para reduzir o "estrago" da falta do autocarro.

«732 chapa 10 está reparada a avaria. Pronto Socorro já esteve no local», informa do outro lado o colega de serviço na mesa das avarias. Sem tempo de ir até Caselas, ordena-se o encurtamento ao Restelo. E assim passava a tarde. A Central de Comando de Tráfego não pára, à semelhança dos autocarros e eléctricos que lá fora vão continuando a transportar milhares de pessoas, e para as quais todos trabalhamos. Conscientes de que trabalhando em equipa, conseguimos melhores resultados, esta visita acabou por ser bastante produtiva, não só para os tripulantes terem um contacto mais próximo com quem habitualmente está do outro lado do rádio, mas também para transmitir as dificuldades por vezes sentidas nas comunicações e no decorrer do serviço.

À minha frente os três écrans mostravam o estado real das carreiras 15E, 726,732, 755, 724, 734, 770, 778 e 400 quer através das espinhas, quer através dos mapas. Sobre a secretária papéis com horários e anotações. Pedidos de partidas antecipadas, pedidos de fonia, rendições, saídas e recolhas, iam surgindo no écran à medida que os minutos iam passando. A tarde foi no entanto calma, talvez por não apanhar a hora de ponta, onde imagino que as interrupções, pedidos e fonia, atrasos e o stress aumentem significativamente, sobretudo quando andamos no terreno e conhecemos as dificuldades que surgem na cidade de Lisboa.

No final o balanço foi positivo para todos os que visitaram a central, numa visita através da qual se trocaram ideias, tiraram dúvidas e onde se sentiu um pouco mais o pulsar de uma das principais artérias da Companhia Carris de Ferro de Lisboa. E se hoje o dia terminou à escuta de quem andava lá fora, amanhã alguém lá estará para me escutar se assim for necessário, sempre com o objectivo de servir os nossos clientes que nem sempre compreendem um atraso, uma avaria ou um imprevisto.

[n.d.r.]: Quero agradecer a forma como fui recebido pela CCT, assim como pela colega de serviço no POP que me foi atribuído, que esteve disponível para esclarecer todas as minhas dúvidas e questões.

[Agência Lusa] Carris/140 anos: A vida de um tripulante deu um livro

Lisboa, 15 set (Lusa) - Dentaduras no chão, um 'chinelómetro' e diferentes tipos de passe são alguns dos ingredientes das melhores peripécias do dia-a-dia do tripulante da Carris Rafael Santos, que desde junho podem ser lidas em livro.

Ainda estava na formação para ser motorista da Carris e Rafael Santos, de 29 anos, já era alertado pelo formador das muitas histórias que iria ter para contar. Mas foi apenas quando começou a contar o seu dia-a-dia a amigos e familiares que percebeu que a sua vida daria, pelo menos, um blogue. 

"Ia no 708 com destino ao Parque das Nações e alguém me diz que tinha uma placa no chão. Eu pensava que era uma daquelas molduras de informação, quando fui a ver era mesmo uma prótese dentária. Alguém tinha perdido os dentes! No primeiro olhar parecia uma goma, que aquilo estava tão gasto. Quando cheguei ao terminal entreguei nos perdidos e achados, mas não sei se foi lá alguém buscar", conta, entre risos Rafael Santos.

O blogue http://diariodotripulante.blogspot.pt/ "começou por brincadeira" e para "dar a conhecer o trabalho de quem conduz milhares de pessoas por Lisboa diariamente". 

Uma das personagens recorrente nas histórias deste guarda-freio é o turista, do que mistura o francês com o português ao que quer ir para o "Castelo dos Jerónimos".
Mas Rafael Santos destaca a participação de um turista numa interrupção na Rua de São Paulo, onde dois elétricos não conseguiam passar, devido a um carro mal estacionado.

"O turista devia achar-se mais experiente do que nós [guarda-freios]. Saiu do elétrico, sacou do chinelo, ou 'chinelómetro', e foi medir a distância entre o elétrico e o carro, para nos dizer que efetivamente não passava", conta.

Pertencendo à empresa com uma das taxas de acidentes mais reduzidas da Europa, o guarda-freio admite que os problemas com carros mal estacionados quase que o levaram a distribuir folhetos com artigos essenciais do código da estrada. De uma vez, na Estrela, quase que passou por polícia.

"O tipo ia ultrapassar pela direita comigo parado na paragem, com os passageiros sujeitos a serem atropelados. Como o 15 tem um microfone que dá para falar para a rua, gritei: 'Atenção à ultrapassagem pela direita!' Ele assustou-se, deve ter pensado que era a polícia e parou logo, a olhar para todo o lado", descreve. 

As histórias sucedem-se: das discussões por causa de um lugar reservado, passando pelos passageiros que conhecem o administrador e pelas senhoras arranjadas que cortam as unhas no elétrico, aos preservativos encontrados nos últimos lugares.
"Acontece-nos de tudo!", responde. 

No entanto, e porque há histórias que se repetem por várias vezes, Rafael Santos e uma colega decidiram atribuir sete novos nomes aos passes usados na Carris: passe Raspadinha (que é "raspado desesperadamente na máquina até que dê sinal"), o Familiar ("entram um grupo e só um é que valida"), o Saudação ("entra, cumprimenta o guarda-freio e vai-se sentar), o Analfabeto ("está inválido e a máquina é que não funciona"), o Surdo ("não faz som e vai-se sentar") o Espanhol ("carrega em todo o lado e só depois valida") e o Livre-trânsito (compra um bilhete e usam várias vezes).

Num tom mais sério, Rafael Santos destaca a vertente de "apoio social" prestado pelos motoristas da Carris aos idosos de Lisboa que o Diário do Tripulante, tanto o blogue como o livro, pretendem mostrar.

"As pessoas de manhã acordam para ir à junta de freguesia, depois vão ao supermercado e vinham no autocarro, depois iam ao centro de saúde… E acaba por ganhar-se uma certa afinidade. E há as pessoas que por falta de companhia passam ali o dia. Somos a companhia deles, até nos trazem o lanche de vez em quando", diz Rafael Santos.
"Somos ainda o muro de lamentações de muitas pessoas", considera.

Mas mesmo entre os motoristas, Rafael Santos afirma que "a situação não está fácil", sobretudo quando os trabalhadores vivem com "condições [económicas] cada vez piores", mas atribui as culpas à crise que o país vive.

Apesar das dificuldades, Rafael Santos sublinha que gosta muito do que faz, principalmente agora que conduz o seu elétrico preferido, o 28.

"É a montanha russa da cidade. Está sempre a subir e a descer, passa por vários pontos turísticos da cidade. As pessoas dizem que o bilhete (2,85 euros) é muito caro, e eu respondo: Mas andam aqui no museu ao ar livre, corre todos os monumentos da cidade, anda como se tivesse na feira popular, que já acabou, o que é que quer mais?", brinca.

Texto: Susana Paula (Lusa)
Fotos: Miguel Lopes (Lusa)

 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

140 Anos Carris: Todos estamos de parabéns!



A Carris completa hoje 140 anos de existência. Os transportes públicos da cidade de Lisboa estão de parabéns, assim como os seus funcionários, utentes e a própria cidade de Lisboa, dado que a história de Lisboa está profundamente ligada, há mais de um século, à Carris de Ferro, nome sugestivo e herdado da era em que o ferro e o aço compunham a modernidade de uma era. Importa portanto, numa data comemorativa como esta, abordar o passado e recordar que «a associação que Francisco Maria Cordeiro de Sousa e Luciano Cordeiro de Sousa incorporam nesta capital [Rio de Janeiro], sob a denominação de Companhia Carris de Ferro de Lisboa, constitui uma sociedade anónima e tem por fim o estabelecimento de um serviço regular para transporte de passageiros e cargas em carros puxados por animais sobre trilhos de ferro nas ruas e arrabaldes da cidade de Lisboa, sujeitando-se em todas as suas operações em Portugal às leis e tribunais portugueses, em todas as questões derivadas de transacções ou operações efectuadas em Portugal em que for autora ou ré, assim como a todos os actos que as leis civis, comerciais, administrativas ou fiscais regulam», referiam os estatutos da empresa, publicados nos Actos do Poder Executivo nº5087, de 18 de Setembro de 1872, no Rio de Janeiro.

Começava então a aventura em torno da nova empresa criada pelos irmãos Cordeiro de Sousa em meados do séc. XIX, quando Lisboa era em confronto com a restante Europa, uma capital de relativamente modestas proporções. Obtida a licença definitiva para estabelecimento dos Caminhos de Ferro americanos em Lisboa, a 17 de Novembro de 1873 é inaugurada a primeira linha de "americanos" entre a Estação da linha Férrea Norte e Leste (Stª. Apolónia) e o então extremo Oeste do Aterro da Boa Vista (Santos). Os “americanos” passavam a fazer parte do dia-a-dia da cidade e a partilhar as ruas com inumeráveis pessoas a pé, a cavalo, em burro, entre outros. «O sucesso que lhe seguiu, conjuntamente com a expansão da rede, com os aumentos verificados na frota e com o número de animais de tracção, desde logo conduziram à necessidade de obtenção de instalações permanentes, amplas, e devidamente apetrechadas, já que os terrenos até então utilizados para esse efeito não preenchiam todos os requisitos necessários. Em 1874, após longa pesquisa foi adquirida uma propriedade que, albergando o Asilo D. Luis I, fora já dos Condes da Ponte e onde foi possível a criação da Estação de Santo Amaro à qual, a breve trecho, se seguiria a do Arco Cego».

Mas a chegada dos “americanos” trouxe rapidamente concorrência e para a combater a Carris viria a alterar a sua bitola para 90 centímetros, no final do séc. XIX, como modo de evitar que as empresas concorrentes, possuidoras de carros com eixos de maiores dimensões, continuassem a utilizar os carris que a empresa assentara para circulação dos seus carros, ao mesmo tempo que se pensavam já noutras medidas. Foi então «decidida a adopção de carros eléctricos tendo a Carris obtido o privilégio exclusivo para o perímetro que explorava, do sistema denominado "Electricidade por condutores eléctricos com motor". Em 1900 tiveram início os trabalhos necessários à sua implantação com assentamento de novos carris, lançamento da rede aérea e construção de uma fábrica de electricidade capaz de fornecer toda a energia necessária ao seu normal funcionamento; conhecida simplesmente por GERADORA estendia-se por uma área de 6.102 m2 e era composta pela Casa das Caldeiras, Casa das Máquinas, Casa das Baterias e Depósito de Carvão».

E muito rapidamente os eléctricos substituíram os “americanos”. «Na madrugada do dia 31 de Agosto de 1901 começou a funcionar a primeira linha de carros eléctricos que se estendia do Cais do Sodré a Ribamar (Algés). Citando um jornal da época "a inauguração da tracção eléctrica satisfez completamente o público que, em grande número, concorreu a presenciar o importante melhoramento, a elegância luxuosa dos carros, a comodidade que oferecem aos passageiros e a rapidez da marcha". Por volta de 1905 já toda a rede estava electrificada tendo os "Americanos" desaparecido das ruas de Lisboa».

Mas os anos seguintes seriam algo conturbados em Portugal. Deu-se o Regicídio e surgiu a I República, e deu-se portanto um misto de realizações desencontradas, causando entusiasmos e frustrações. A cidade de Lisboa crescia, pelo que se via nos resultados demográficos e no aparecimento dos bairros populacionais. E nos anos 30 a Carris respondia com a aquisição de mais eléctricos, «adquiridos nos Estados Unidos ou construídos nas oficinas da empresa, ao alargamento da rede sendo de salientar a linha da Graça dado o seu percurso por muitos considerado impraticável e ao nascimento de mais uma Estação, a das Amoreiras, inaugurada em 1937 e destinada não só a servir a rede de eléctricos, mas também a já prevista rede de autocarros que veio a ser inaugurada em 9 de Abril de 1944».

Lisboa vivia o auge dos eléctricos depois do aparecimento daquela que viria a ser a linha mais importante na ligação da periferia ao centro, a carreira 15 que começou por utilizar dezasseis carros abertos. Recordo que foi nesta linha  que teve lugar o caricato episódio do carro 355 que ficaria apelidado de “Afonso Costa” e que até há bem pouco tempo estava perto dos lisboetas, na Praça do Comércio, servindo de apoio à venda e informação de títulos de transporte da CarrisTur. Se no início poucos pareciam estar seguros quanto à utilização dos eléctricos, o certo é que eles vieram para fazer parte do quotidiano da cidade que crescia consoante o crescimento das linhas, até que surgiram os autocarros.

Com efeito pode dizer-se que a «Companhia Carris, através da implantação de três carreiras, deu início a um serviço que, com o passar dos anos, viria a suplantar o de eléctricos e afirmar-se como o mais importante meio de transporte da cidade de Lisboa na 2ª metade do séc.XX; foram elas: carreira nº 1, Cais do Sodré-Rotunda carreiras nº 2 e 3, P. do Comércio-M. Bombarda, alternadamente pelas ruas Rodrigo da Fonseca ou Duque de Loulé. Para apoiar este serviço surgiu, em 1958, a Estação de Cabo Ruivo».

Os anos seguintes foram de alterações com a política da empresa a apostar no fim dos eléctricos a curto prazo, substituindo-os por autocarros, também com a ajuda do aparecimento do metropolitano e o aumento do uso do transporte particular. Mas em «1974, verificada a necessidade urgente de rejuvenescer a frota de autocarros, foi aberto concurso para o fornecimento de 200 novas viaturas que, tendo começado a ser entregues no ano seguinte, mercê da cor que ostentavam, imediatamente foram apelidados de "laranjas"».

Surgiram assim as Estações da Pontinha em 1975, da Musgueira em 1981 e o Complexo de Miraflores que teve no dia 19 de Junho de 1983 o privilégio de receber a visita de Sua Excelência o Senhor Presidente da República naquela que foi a primeira visita realizada pelo mais alto magistrado da Nação a instalações da Companhia Carris. Já nos anos 90, para além da entrada ao serviço de novos autocarros (médios, articulados e "minis"), assistiu-se a um interesse renovado pelo modo eléctrico traduzido na aquisição de 10 eléctricos articulados, nos quais, à tecnologia de ponta e elevados níveis de conforto se alia uma grande capacidade de transporte e na renovação de 45 eléctricos tradicionais que, numa feliz união, conjugam o respeito pela traça original com os mais modernos equipamentos electromecânicos.

Se em 2004 e 2005 a empresa prosseguiu a política da renovação da sua frota de autocarros, reduzindo assim a sua idade média, em 2006 obteve a certificação, um ano marcado por alterações significativas na estrutura da empresa, que viria a iniciar a certificação de produtos, a realização do primeiro relatório de sustentabilidade, a publicação do código de ética e de conduta, tendo adquirido também neste ano 100 novos autocarros. No ano seguinte a Carris assinou a Carta Europeia de Segurança Rodoviária e tinha em processo a certificação de mais 18 carreiras. 2009 marcou a chegada de 60 novos autocarros, sendo que 40 são Euro 5 a Diesel e 20 a Gás Natural EEV. Foram certificadas mais 12 carreiras e iniciou-se uma abordagem webmarketing com lançamento do novo site da CARRIS e desenvolvimento de presença em redes sociais. É ainda neste ano que se dá início ao movimento “Menos um Carro”.
 
O ano de 2010 assinala a nomeação da Carris como uma superbrand, ao mesmo tempo que se conclui a terceira fase da Rede7 e se lança a campanha «Andamos a pensar em si», através dos media. Já em 2011 A CARRIS testou nas ruas da cidade de Lisboa, durante um mês, um autocarro híbrido de nova geração da Volvo 7700 Hybrid e lançou, em parceria com a EMEL, a EMPARQUE e o Metropolitano de Lisboa um novo título de transporte, o sistema «park&ride» recarregável, que permite usufruir de estacionamento e utilização dos transportes públicos.

Estamos agora em 2012 e neste ano em que se assinalam os 140 anos de vida e história da Carris, dá-se a junção das duas empresas de transporte em Lisboa, a Carris e o Metro que passam agora a ter uma administração conjunta, por indicação do governo português. Os dois últimos anos não têm sido fáceis e se provavelmente, os irmãos Francisco e Luciano Cordeiro de Sousa, não contariam que a aventura por eles criada durasse mais de cem anos, certamente também não acreditariam hoje, se lhes dissessem que a empresa que criaram estaria agora junta com o Metro, que durante anos tem vindo a acabar com os transportes de superfície, imprimindo mais rapidez nas deslocações diárias, porque a cidade de Lisboa também ela não tem sabido corresponder nos últimos anos às dificuldades sentidas por quem tem de partilhar vias com quem nem sempre respeita o transporte que é público e amigo do ambiente. 
 
Ainda assim e apesar de tudo, a Carris está de parabéns. Os seus trabalhadores, grupo este no qual tenho o prazer de me incluir, também estão de parabéns por terem sabido ao longo de anos ultrapassar os obstáculos que lhes têm sido colocados em prol de um transporte de passageiros numa cidade com as características da cidade de Lisboa. Parabéns Carris!

Fonte:
“História da Companhia Carris de Ferro de Lisboa em Portugal”, volumes 1,2 e 3, edição Carris.
Site da Carris – www.carris.pt
Arquivo «Diário do Tripulante»
Fotos:
www.carris.pt
"A minha página Carris", de Luís Cruz-Filipe
Olle S.Nevenius
NationalGeografic.com
Tim Boric
Phil Trotter 
Arquivo «Diário do Tripulante»

domingo, 16 de setembro de 2012

Prepare-se para as alterações de trânsito no Marquês de Pombal

Estimado leitor, estimado passageiro,

Com o reordenamento do trânsito na Rotunda do Marquês de Pombal, as carreiras da Carris passaram a circular pela rotunda externa (criada recentemente), originando alterações quer de paragens quer de terminais. Assim sendo, e estando prevista a fase experimental até ao mês de Dezembro, como refere a CML, o «Diário do Tripulante», sugere que nas próximas semanas tenha em conta o aglomerar de trânsito na zona envolvente, que certamente causará atrasos nas carreiras que ali circulam.



Nas próximas semanas, será conveniente programar o seu despertador para tocar 30 minutos antes do habitual, para que não chegue atrasado à escola ou ao seu emprego. 



Para mais informações visite o site oficial da Carris em www.carris.pt ou o site da Câmara Municipal de Lisboa em www.cm-lisboa.pt
Boa semana!


Imagem Rotunda: Carris.pt

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Um olhar sobre os 140 anos no Diário do Tripulante no Facebook

A Carris completa no próximo dia 18 de Setembro 140 anos de vida e o «Diário do Tripulante», não podia deixar passar em branco esta data que se avizinha. Sendo a Carris a origem deste blogue, até porque as histórias aqui relatadas desde 2008 têm como pano de fundo, os autocarros e eléctricos da Carris, vivenciadas por mim ou por colegas que gentilmente partilharam situações durante o seu serviço a transportar milhares de pessoas por dia, desde Junho passado, que na página do «Diário do Tripulante» na rede social Facebook, têm sido publicadas imagens do presente com referência aos 140 anos ao serviço de Lisboa.

Aqui ficam então, as imagens que fui recolhendo e publicando, através das quais, juntei a paixão pela imagem, à que me tem agarrado aos eléctricos e autocarros amarelos que diariamente circulam nas ruas da capital portuguesa, e que desde 2007 tenho o prazer de conduzir...














segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A fartura a estagar a rotina do 25E

Cada vez mais, vou convencendo-me que as pessoas nem para elas são boas. Ora nos últimos dias, devido a algumas avarias ou outras questões desconhecidas, têm circulado autocarros "minis" na carreira 25E. Uma opção encontrada pela Carris, para minimizar o problema, garantindo assim o transporte que deveria ser feito com recurso a um eléctrico, mas que dadas as razões diversas, se encontra impossibilitado de ser garantido nesse modo, sendo que as viagens são assim garantidas no autocarro. 

Mas se para uns, é pouco relevante que seja um eléctrico ou um autocarro, outros há que não deixam escapar a oportunidade para criticar a circulação desses mesmos autocarros. E engana-se se pensa que estou a falar dos saudosistas ou até dos entusiastas dos veículos que circulam sobre carris. Hoje mesmo, estive na carreira 25E e apesar de andar com um eléctrico, não deixei de levar com uma reclamação algo descabida e sem razão aparente. 

A chapa da minha frente andava então com um autocarro "mini" e a na hora de ponta da tarde quando me dirigia até aos Prazeres, na paragem do Corpo Santo, uma senhora entra e em jeito de quem acabou as férias e teve de novo regressar ao trabalho que certamente não gosta, dirige-se a mim e diz: «Ouça lá, é impressão minha, ou o 25 que ia na frente era um autocarro?...»

«-É provável que seja, dado que andam cá dois hoje na carreira...», disse-lhe. Mas talvez insatisfeita por não ter ligado e ter aguardado pelo eléctrico, logo questionou. «E você acha bem, andarem a enganar as pessoas, que esperam ver um eléctrico e são surpreendidas com um autocarro? Não é só ao fim-de-semana que anda o autocarro?» E apesar da senhora se ter dirigido pouco depois para o lugar, não quis deixar de lhe dizer que de facto, «acho que seria enganar as pessoas, não colocar cá nada e a pessoa em vez de esperar 10 minutos, ter de esperar 20 minutos pelo próximo. E já agora, esta carreira não funciona ao fim-de-semana, logo os autocarros que aqui andam nesses dias é da carreira 774...»

E perante isto, será que vale mesmo a pena, tanta preocupação por parte da estação em garantir o transporte, quando as pessoas nem para elas são boas? Afinal de contas já diz o provérbio popular que «o que vos estraga é a fartura»...


sábado, 8 de setembro de 2012

[OffTopic]: Visita à exposição de modelismo rodoviário na Radical

Este Sábado, além de instrução, a Radical abriu portas à exposição de modelismo rodoviário organizado pelo site "Transportes XXI" e pela "GelBen", uma empresa fictícia fundada em 2009, que nasceu na comunidade do Transportes-xxi.net e cuja principal actividade é a importação, alteração e pintura de veículos pesados de passageiros em 1:87, um pouco à imagem das empresas reais de importação e reparação de veículos industriais que existem em Portugal.

O encontro promoveu não só a exposição dos modelos, como o convívio entre entusiastas coleccionadores e amadores desta temática dos transportes de passageiros e mercadorias. Do cartão ao plástico, da Carris à Barraqueiro, vários foram os modelos apresentados e as empresas "representadas", pelos expositores e organizadores do evento. Convidado a estar presente, o "Diário do tripulante" também lá esteve, num ambiente simpático onde se cruzaram ideias, técnicas e até opiniões, são só sobre os modelos expostos como da própria realidade do sector.

Um evento que pelo fluxo de visitantes poderá vir a repetir-se em breve num outro local, assim esperam os organizadores. Aqui ficam algumas das fotos do evento. Boas viagens!












Fotos obtidas no evento realizado a 08/09/2012 nas instalações da Escola de Condução Radical, em Lisboa.

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