domingo, 22 de maio de 2011

Crónica de um dia diferente e com recurso a métodos mais tradicionais

O sábado não podia ter começado da melhor forma. Um casal de turistas brasileiros, originários de São Paulo, diz-se fascinado pelos «bondinhos» de Lisboa. Era o segundo dia em Lisboa e fizeram questão de não perder a oportunidade de visitarem a Feira da Ladra, recorrendo ao eléctrico 28E que nestes dias de feira anda ainda mais cheio que nos restantes. Contudo começa já a ser difícil distinguir os dias de feira, dada a procura daquele que é considerado por muitos como a «montanha russa» da cidade.

Entraram na paragem de São Vicente, mas a lotação já quase completa impedia-os de seguir para a retaguarda, ficando ali na plataforma número um, observado em primeiro plano o "rasgar" pelas ruas de Alfama que já começam a transmitir um cheiro a sardinha assada ou a um refogado mais apurado anunciando que a folia da cidade está mesmo a chegar. «No Brasil, os bondinhos que Lisboa ofereceu para lá, continuam iguaisinhos. Menos sofisticados, mas foi criada uma linha para turistas e é muito engraçado», diziam-me acrescentando de seguida que «é com muita pena que não tenho aqui um dos chaveiros que fiz com o eléctrico. Não é como vocês chamam aqui? É que eu trabalho com metais e fiz uma série de Bondinhos com a réplica desse vosso modelo....»

A chegada ao Castelo, abriu espaço no corredor e lá seguiram para a retaguarda, dando lugar a outros turistas que aguardavam a chegada do eléctrico 28E onde cada vez mais se ouve falar mais outras línguas que não o português. A viagem terminava pouco mais tarde nos Prazeres, no preciso instante em que um autocarro de turismo largava 58 passageiros belgas que ali iam entrar na aventura que é percorrer a cidade numa das "casinhas amarelas", como algum dia alguém apelidou.

A guia informa-me à partida que todos tinham cartão "Sete Colinas" e que iam descer nas Portas do Sol. O carro ficou "Completo", o que só permitiu mesmo fazer uma paragem nas Portas do Sol, consequências de uma crise europeia que se arrasta a quem nos visita e que os leva a recorrer a uma carreira regular ao invés de alugarem um eléctrico para a referida deslocação. A guia - muito simpática - dizia-lhes que iam «embarcar dentro de uma "lata de sardinhas", e que eles eram as sardinhas, faltando apenas o azeite para a conserva.» A risota instalou-se e animada, seguiu a viagem até à paragem de onde se obtém uma vista magnífica sobre o então chamado Mar da Palha - o Tejo.

Mas se a manhã tinha corrido bem, já da parte da tarde uma avaria no eléctrico impossibilitou-me de realizar parte do serviço, tendo de recorrer à equipa de manutenção - sempre pronta a ajudar - que passado algum tempo detectou a avaria, de forma a que pudesse recolher à estação e com recurso aos métodos mais tradicionais do tradicional eléctrico de Lisboa. Sem compressor, o recurso ao freio manual fez-se entre o Largo do Camões e Santo Amaro, obrigando a pôr em prática o que havia sido estudado durante a formação que parece ter sido ontem mas que já foi há mais de um ano. O tempo passa...

E assim foi um dia em tudo diferente do habitual. Boas viagens a bordo dos veículos da CCFL. 

[n.d.r.]: Foto gentilmente cedida por Bernardo Rafael

 

3 comentários:

CR 35 disse...

Bem! os nossos irmãos bem que podiam mandar um chaveiro ,...já agora dois ,um para mim,e pedir ao FMI mais uns trocos para que a latas de sardinha passassem a ser mais algumas e com nova designação :lata de carapaus!
E um turista quanto a mim para tirar realmente conclusões sobre o País Real que visita, precisa de estar com os naturais em estado natural, só assim pode opinar sobre um povo e a sua cultura ,venham mais para que os responsáveis vejam que o Turismo é o futuro mas,terão que investir nas infraestruturas senão veremos as moscas ocuparem o lugar dos passageiros do bondinho amarelo da CCFL.Boas viagens.

» sereia, da flor branca e lilás « disse...

oi já te tenho vindo a seguir...


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Anónimo disse...

tem dias que é mais lata de bacalhau... dado o facto de os muitos dos passageiros pouparem na higiene para nao gastar agua em nome do meio ambiente...

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