sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Fim de ano que é fim de ano...

Pois é isso mesmo! Fim de ano que é fim de ano, tem de ter uma discussão entre passageiros. Foi o primeiro final de ano que passei nos eléctricos mas é em tudo igual aos autocarros só com uma agravante: Muitos mais turistas. Ao que parece este ano, Lisboa foi o destino escolhido para a passagem de ano dos italianos e não admira portanto, que o barulho fosse muito durante as viagens porque estes turistas só sabem fazer duas coisas.

A primeira é só falarem italiano e a segunda é gritarem. Se juntarmos a estes os nuestros hermanos, então temos o Reveillon pronto para festejar. Mas a gritaria começou cedo e em português e tudo porque uma passageira tinha calor e a outra tinha frio. O eléctrico saiu cheio do Martim Moniz perto das 10h30 e já na Almirante Reis começa uma discussão acesa entre uma jovem e uma idosa que se julgava dona do eléctrico.

«Andam aqui a ocupar lugar de quem vai trabalhar e ainda refilam. Depois dizem que os novos não vos respeitam», dizia a jovem com uma ar bastante chateado e que ficou ainda mais depois da idosa lhe ter dito «shiuuu, pouco barulho!»... Duas paragens à frente os ânimos acalmaram-se porque alguém lhes disse lá do fundo «calma que é fim do ano. Não se chateiem...»

Mas lá tinha de entrar alguém mais acalorado, tendo aberto uma das janelas. Foi o fim do mundo. «É favor fechar a janela que está tudo com frio e constipado», dizia uma senhora que se julgava talvez, porta-voz de todos os passageiros. A troca de galhardetes começou. «Se está com frio traga a manta de casa!», dizia a acalorada que teve como resposta «E você se está com calor venha de biquíni. Olha que esta, hein!?!...»

O certo é que depois de se terem insultado mutuamente lá seguiram os seus caminhos e para terminar o dia nada melhor que ouvir de uma outra passageira e desta vez comigo mesmo, ainda que sem culpa alguma que estava «há mais de 20 minutos à espera e agora vêm dois juntos. Ficam lá conversa que eu bem sei. Já cá ando há 36 anos em Lisboa e sei bem o que a casa gasta...», mas como não me disse boa tarde nem boa noite deduzi que não estivesse a falar comigo. E assim foi o final de ano com tudo obcecado por um dia que no fundo é igual a todos os outros, mas que parece ser em tudo diferente, começando na atitude das pessoas e acabando na correria às iguarias.

Termino com os habituais votos de um Próspero Ano Novo para todos os leitores deste blogue, amigos e familiares.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Mais um cromo para a caderneta!

Como era de esperar, o regresso à 25E depois de alguns tempos na carreira 28E, só poderia ser com interrupções. Com a quantidade de vezes que o eléctrico fica parado, devido à irresponsabilidade, falta de respeito entre outras coisas mais, dos restantes automobilistas que deixam os seus carros a impedir a passagem da carreira 25E, o melhor mesmo é criar uma espécie de caderneta de cromos com estas situações.

Aqui fica mais um cromo para a colecção e cujo a legenda poderia ser «trolha deixa carrinha a 300 metros da loja de ferragens e não viu que o eléctrico não passava», porque na verdade foi um estacionamento de "chega e toca a andar". A campainha do eléctrico ainda tocou durante algum tempo até que apareceu o agente da PSP de serviço no MiniPreço, que teve o cuidado de ver se o proprietário lá estava dentro, mas sem sucesso, porque o condutor que teve a proeza de empatar a vida dos passageiros em mais de 10 minutos estava mesmo a 300 metros numa das lojas de ferragens da rua de São Paulo.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Chegaram os Saldos!

Em tempos de crise, todos se queixam. Comerciantes e compradores, lamentam-se no que diz respeito ao poder de compra. Os clientes procuram cada vez mais os preços mais baixos e as lojas lançam promoções que antecipam os Saldos. Mas será que os Saldos chegaram também aos transportes?! É que se tivermos em conta o movimento que se tem registado neste pós-Natal a bordo dos eléctricos da Carris, tudo nos leva a crer que anda tudo a querer aproveitar o bilhete a 1.45€ visto que em Janeiro o preço será bem mais alto - 2.50€.

Na verdade, dos tempos em que trabalhei no comércio têxtil, ainda antes de entrar na Carris, recordo que detestava os Saldos, sobretudo se fossem após o Natal. Os tamanhos que faltam, os preços que mesmo assim continuam a não agradar a todos e uma porção de má educação e falta de civismo de quem se deixa vencer pelo desespero de não encontrar nada que lhe sirva, nos Saldos.  

Hoje parecia um desses dias em que chegava ao fim do dia com a loja toda virada do avesso. Começou num passageiro que quis saber o porquê de ter de validar o passe se já o tinha pago. Lá lhe expliquei, ou melhor, tentei explicar porque o senhor nem me deixava argumentar. Depois um casal de italianos que contestou o preço de dois bilhetes (2.90€) mas que acabou por comprar 6 bilhetes porque fizeram 3 viagens seguidas, achando talvez que o eléctrico era mesmo o melhor local para passar uma tarde chuvosa. Pelo meio deste longo dia de trabalho muitos foram também os que decidiram aproveitar as férias do Natal para conhecerem o percurso do 28E. Ora começando no Martim Moniz, ora começando nos Prazeres, lá iam solicitando os bilhetes como se o mundo acabasse já amanhã.

No fundo o que eu creio mesmo, é que todos ouviram as notícias e quiseram aproveitar enquanto é 1.45€ porque a parir de sábado a «promoção» acaba.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

[Off Topic]: Tripulantes na barra

Se nos autocarros ou nos eléctricos o nosso objectivo é conduzir e transportar milhares de pessoas por dia, já fora do trabalho os objectivos são outros e prova disso é o grupo desportivo da Carris com as suas modalidades a serem disputadas pelos tripulantes que despem a camisa e a gravata para vestir o equipamento que lhes distingue das outras equipas. 

E se no futebol, o objectivo é marcar golos, já no «Bola na Barra» da TVI24 vence quem acerta na barra. Na sua edição especial de Natal, o «Bola na Barra» entrou a bordo do eléctrico de Natal da Carris e terminou viagem dentro das quatro linhas com a equipa de futebol da Carris, onde há de tudo como nas grandes equipas. 


Defesas que querem jogar a ponta-de-lança, "zucas" que querem ser artilheiros do campeonatos e até um "Luisão". E claro, não podiam faltar os desejos estranhos de um qualquer ponta-de-lança. Há de tudo e para todos os gostos... até pedidos de «chocadeiras eléctricas», para chocar os ovos das perdizes, talvez inspirado no veículo que conduz no dia-a-dia. Mas muito mais pedem estas vedetas e o melhor mesmo é não perder o autocarro ou o eléctrico e clicar já neste link para ver a reportagem do «Bola na Barra», Especial Natal.


Boas festas.

sábado, 25 de dezembro de 2010

É Natal: Retrato de um dia diferente e igual a todos os outos...

O inesperado acontece mesmo em dia de Natal
Os anos passam, mas a tradição mantém-se. À boa maneira portuguesa, as compras são sempre à última da hora e não se estranha portanto que a confusão em véspera de Natal seja muita até perto das 17 horas, contrastando com a calma que se instala na cidade com o fechar das lojas e dos centros comerciais. Abertas restam as lojas cujo, os proprietários são de países que não comemoram o Natal neste dia. 

Natal é por sinal, altura da família se juntar em casa e comer o bacalhau cozido com a couve batata e grão, mas é também altura de dar cor ás mesas com o tradicional bolo rei, os sonhos, as filhós, as broas e tudo o que ajude a aumentar o peso, acabando com as dietas que se tentam cumprir ao longo de todo o ano. Mas o Natal também aqui merece destaque por outras razões, aquelas que poucos se lembram, mesmo que utilizem os transportes públicos para levar até suas casas as ditas iguarias e guloseimas, para que a noite seja repleta de satisfação.

Se em alguns locais os transportes terminam cedo neste dia para que os tripulantes possam pelo menos um dia no ano conviver com as suas famílias, em Lisboa isso já não acontece e a par de outras profissões, os tripulantes da Carris estão também sujeitos a passar esta data, que celebra o nascimento de Jesus, junto daqueles que nem uma saudação dão na entrada do autocarro ou do eléctrico. Afinal de contas, para os passageiros é um dia como os outros e se calhar nós é que damos demasiada atenção a estes factos porque pensamos como devem estar a ser divertidas as convivências lá por casa.
Até tinha um lugar para estacionar, mas dava muito trabalho...

Realmente este é um dia como os outros. Das interrupções de quem faz uma compra de última hora às histórias de vida que se cruzam entre a porta de entrada e saída do eléctrico, daqueles que talvez já tenham tido tudo a seus pés e que agora não têm nada. Sozinhos, permanecem neste dia sentados à espera do transporte que os vai acolher por alguns instantes, com gente que também não conhecem, mas com quem procuram desabafar.

As ruas ficam desertas ao entardecer. As luzes das montras dão colorido a um vazio de pessoas. Vêm-se alguns carros repletos de sacos e embrulhos. Vêm-se autocarros vazios, eléctricos e táxis são poucos. No meio disto tudo ainda aparece alguém a desejar umas «boas festas e um feliz natal, com saúde e paz...», o que faz esquecer por instantes toda uma tarde em que passamos como despercebidos numa cidade atarefada à procura do sossego por um dia.

As viagens que duram cinquenta minutos, fazem-se em vinte porque o trânsito parece-se mais com o de uma pequena vila e as paragens estão desertas. No semáforo vermelho há tempo para ver que neste dia os prédios estão mais iluminados que nunca. Anunciam presença de gente em casa, reunida à volta de uma mesa ou de uma lareira. Mas na paragem seguinte ainda entra uma senhora com uma pergunta para a qual pensa não ter resposta. «Provavelmente não saberá, mas por acaso sabe onde posso encontrar uma churrasqueira aberta?»

Ao longo do percurso passamos por duas na Graça e ambas encontram-se encerradas. Aliás tudo está encerrado na Graça. A senhora apeia-se em Sapadores agradecendo a atenção e desejando um Bom Natal, e continuando a sua tarefa difícil de tentar encontrar algum estabelecimento que lhe satisfizesse o apetite. Chego ao Martim Moniz onde estão os intermitentes de quatro eléctricos ligados. Anunciam uma interrupção devido a um acidente entre um particular e um táxi. Alguns minutos até ser preenchida a declaração e já só faltava uma ida aos Prazeres para terminar o serviço.

A solidão a procurar companhia num eléctrico vazio...
O percurso fica livre e inicio nova viagem. À espera na paragem estava já uma idosa, de rosto abatido de tanto esperar ao frio por um transporte que tardava em aparecer e tudo claro está, por causa do já referido acidente. Mal se pode mexer, mas tenta arranjar fôlego para me dizer que há muito que estava à espera do eléctrico. Senta-se solitária num dos bancos do eléctrico. Curva após curva lamenta-se da falta de companhia, das dores, da solidão e do Natal. Até que... se faz silêncio. Estava-mos já na Rua da Conceição. Olho pelo espelho e vejo que se deixa vencer pelo cansaço.

Mas a subida da Calçada de São Francisco leva-a à desforra e pede-me para que pare no fundo da Calçada do Combro. Pede-me desculpa por todo o incómodo e pela espera em mover-se até ao exterior do eléctrico e despede-se com um «Feliz Natal e saúdinha!».

Resumindo, este é já o quarto Natal que passo em serviço na Carris e quer seja nos autocarros, quer seja nos eléctricos, o Natal é igual em todo o lado. Uns alegres, outros tristes. Uns sozinhos e outros acompanhados e esta última imagem que vos deixo com este texto é o retrato de uma noite de Natal num transporte público em Lisboa.

Votos de Boas Festas e que façam de todos os dias um Natal diferente!

sábado, 18 de dezembro de 2010

O pisca-pisca do «coisinho» numa sexta tudo menos bonita!

«Menina, bonita. A sexta....», é o que diz a letra de uma das músicas dos Ez Special, mas em Lisboa e quando estamos cada vez mais próximos do Natal, uma Sexta-feira tem de tudo menos de bonita, mesmo que se esteja em véspera de folga. Porque o caos apodera-se do trânsito e a parvoíce das pessoas que não estão habituadas a lidar com o stress numa fila de trânsito.

Carros estacionados de qualquer maneira, ultrapassagens esquisitas e «...paro para pensar...», como seriam estas pessoas se trabalhassem diariamente no meio do trânsito e com passageiros à mistura. Confesso que só custam os primeiros meses, mas requer alguma paciência, sobretudo quando o proprietário do carro mal estacionado que até está a impedir a passagem de pelo menos quatro eléctricos, chega e diz: «mas não passa?» ...

Então mas o senhor não via que nós estávamos parados porque nos apetecia? Tenham dó! Depois há os tais senhores que - já aqui creio, ter referido - se julgam donos e senhores deste mundo e que quem venha atrás se desenrasque. Refiro-me claro está aos papás dos meninos que andam no colégio dos Salesianos na Rua Saraiva de Carvalho. 

O portão até está fechado e vê-se bem ao longe que não permite a entrada de mais nenhum carro, mas eles insistem. As filas vão aumentado e chega a dar a volta à rotunda da Praça São João Bosco. As buzinas começam a tocar, as campainhas do eléctrico alertam que estão muitas vidas a serem prejudicadas por alguém que simplesmente vê um portão fechado mas que quer a toda a força que ele se abra. Mas onde para a polícia para meter ordem nesta gente para as quais não parece haver leis nem bom senso?
E poderia ficar por aqui no retrato escrito desta sexta-feira, mas não era a mesma coisa. Claro porque a juntar a tudo isto, tinha de vir a tal conversa das bandeiras da discórdia. Sim aquelas da recolha que têm inscrito "Sto. Amaro". Imaginem então a Praça do Comércio num princípio de noite com a fila de trânsito da Rua do Arsenal a ver-se bem perto das arcadas. Na paragem estavam meia-dúzia de passageiros talvez a aguardar o eléctrico da carreira 15,18 ou 25, mas eis que surge o meu 28 a recolher com destino a Sto.Amaro.
Uns já mais habituados, esticam o braço solicitando a paragem, e outros aproveitam o embalo, mesmo sem olharem para a carreira e o destino. Na verdade o que interessava é que era um eléctrico e até era amarelo. O sinal muda para verde, a porta do eléctrico fecha-se e segue-se então viagem para Santo Amaro. Depois do verde do semáforo só se vê o encarnado dos stops dos carros e autocarros que estão a formar fila desde o Cais do Sodré.

Passam mais de 20 minutos e passamos a agulha do Corpo Santo, até que um dos passageiros vem em minha direcção e protagoniza um diálogo digno de ser aqui registado.
Passageiro: «Então mas não vai para os Prazeres afinal!»
G.F.: «Mas também não diz na bandeira que vai para os Prazeres. Teria de ter apanhado o 25 com esse mesmo destino.»
Passageiro: «Desculpe mas o coisinho [entenda-se painel] estava a piscar...»
G.F.: «Mas não se referia a este eléctrico, porque este é o 28 a efectuar recolha a Santo Amaro.»
Passageiro: «Então mas este não vai para os Prazeres? Depois de ter estado tanto tempo á espera e estar a piscar...»
G.F.: «O senhor terá de sair e apanhar o 25 nesta paragem à direita...»
Passageiro: «Mas se não vai para os Prazeres e se o 28 não passa ali porque parou?»
G.F.: «Porque vou com destino a Santo Amaro, pelo percurso da recolha que é igual ao da carreira 15 e alguém solicitou paragem.»
Passageiro: «Não entendo, mas que o coisinho estava a piscar isso lhe garanto!»

E lá saiu em direcção à paragem do Corpo Santo. Na verdade sentia-se enganado porque apanhou um eléctrico que não o levava onde queria e tudo porque não olhou para as bandeiras e porque olhou para o coisinho que estava a piscar. Palavras para quê? Fica apenas um conselho para os mais distraídos. Tomem sempre atenção ao destino e à carreira do transporte que apanham.

Terça-feira estou de volta! Até lá, boas viagens a bordo dos veículos da CCFL

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Feliz Natal 2010

O Diário do Tripulante deseja a todos os seus leitores e amigos um Feliz Natal e aproveita para lhe dar a conhecer o êxito da iniciativa «Linha da Alegria», no projecto Carris presente. Boas festas!

 

Uma quarta-feira amarga...

Imagem Google Maps com o dito bacalhau...
Uma quarta-feira pouco doce. É o que posso concluir do meu dia de trabalho de ontem que aqui chega também com algumas horas de atraso, tal e qual como recolhi, ou seja com um atraso significativo, e porquê? Porque alguém pensou que ao bacalhau só é mesmo para se dar atenção na noite de Natal. Mas engana-se se pensa que estou a falar em gastronomia, pois na verdade nessa noite sabe sempre bem comer um prato de bacalhau com batatas cozidas e hortaliça, mas desta feita refiro-me ao bacalhau do trânsito e mais precisamente ao sinal B1 do código da estrada.
É aquele que pela sua forma de triângulo invertido parece um bacalhau e que no seu fundo branco contornado com uma lista vermelha, indica ao condutor que perante um cruzamento, entroncamento, rotunda ou passagem estreita, deve ceder passagem a todos os veículos. Mas não foi isso que fez a jovem condutora que ontem viu o seu Seat quase a querer entrar pelo eléctrico que seguia na minha frente, quando eu recolhia. O resultado, além de um Seat sem frente, foi uma interrupção na carreira 15E onde fiz quatro viagens depois de uma tarde marcada pelo regresso à 25E. 

Foi um dia daqueles que dá que pensar. Primeiro porque estava um frio de rachar e eu cada vez mais arrependido de ter aceito aquele extraordinário, que supostamente era só ate às 00h00. Depois porque me deixou uma vez mais a pensar no que ganha esta gente que teima em querer passar sempre à frente do eléctrico, como que se o amanhã não existisse, como que se atrás de si viesse uma avalanche ou como se de repente encarnassem em taxistas para fazer daquelas manobras, ás quais já estamos habituados. 

Sim daquelas, que nos ultrapassam com o motor dos seus Mercedes quase a darem o berro de tanto esforço, para imediatamente a seguir fazerem uma paragem brusca na nossa frente para largar o passageiro. Mas a realidade é que depois de feito não custa mesmo nada e o que importa é que ninguém se aleijou, a não ser a alma da jovem que viu parte do seu carro aos pedaços. Foi daqueles acidentes  que só a própria podia ter evitado, se tivesse perdido mais uns segundos na entrada do entroncamento, mas acontece a todos.

E inevitável era eu terminar este texto sem falar do açúcar claro. Não porque tenha andado à procura dele, mas porque não se falou de outra coisa durante a tarde na 25E, por parte das idosas que transportei - pelo menos - três vezes entre os supermercados que se encontram ao longo do percurso da carreira. Do Minipreço da Saraiva de Carvalho, ao da Rua de São Paulo, não esquecendo o Pingo Doce da Lapa, nenhum foi capaz de satisfazer a fobia daquelas senhoras que diziam-me com um ar bastante preocupado «não sei como vai ser isto não. Veja lá que já é o terceiro super que vou e não há nadinha ,nadinha de açúcar.(pausa) Dizem que à tardinha já há, mas eu hoje também já não saio porque está muito frio e eu já tenho 68 anos e até ao Natal ainda há muitos dias...» E faz muito bem!
Já quem se mostrava contente com a situação era uma outra que dizia que agora é que não ia «sofrer de Diabetes por uns dias». E assim vão pouco doces, diga-se, estas viagens que com tanto frio só me fazer recordar



segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Bolas para isto!

Parece que surgiram hoje em todos os eléctricos mas já lá andam há algum tempo, diria mesmo há alguns anos, desde a implantação da «Rede7». Primeiro numa versão "bolacha" e agora numa versão "pizza", não fosse alguém dizer que não estava visível. Mas afinal para que servem estas bolas que estão nos autocarros e nos eléctricos da Carris? A empresa até já comemorou o seu aniversário! 

Na verdade e como já referi anteriormente, estes dísticos já estão visíveis desde que surgiu o reordenamento da rede da Carris, então designada de «Rede7», que surgiu com um novo mapa colorido, cabendo a cada zona da cidade uma cor. Mas não sei bem porquê, hoje fui várias vezes confrontado com a questão «para que serve esta bola?» Estaria eu a ser testado ou foi mesmo uma coincidência haver hoje pelo menos quatro pessoas a perguntar o mesmo?
Lá tive de explicar quatro vezes que se referia à área de influência da carreira que no caso da 12E, 25E e da 28E é laranja, porque serve o centro da cidade, enquanto que na 15E e na 18E é cor-de-rosa porque serve a zona de Belém e Ajuda.  Mas se estivermos perante um autocarro já podemos encontrar a cor azul que corresponde a Benfica e Carnide, a verde para quem se desloca para a zona envolvente do Lumiar e Alvalade e  o vermelho para as zonas de Marvila e Olivais. A juntar a estas temos o cinzento para distinguir as carreiras que atravessam a cidade de uma ponta a outra passando por várias zonas. No fundo, funciona de forma idêntica às linhas do metro, só coma  diferença que nos autocarros e nos eléctricos a maioria não sabe o significado.

Talvez por isso também, tenham surgido as questões de hoje. Mas pior que repetir as quatro vezes a mesma coisa sobre as ditas bolas, foi a reacção que as quatro pessoas tiveram depois de ouvir a minha explicação, ou seja, de uma insignificância total perante a utilidade daquilo a que já chamei «bolacha», mas que agora chamo «pizza». É caso para dizer... "Bolas para isto!"

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Ofertas e visitas dos leitores...

"Há muito, muito tempo..." Descansem que não vou interpretar a letra de José Cid, mas de facto há muito tempo que não ia à carreira 18E, e nada melhor que um regresso com direito a prendas. O prometido é devido e a leitora M.Júlia não quis deixar por terra a sua promessa e esta tarde surpreendeu-me uma vez mais com uma visita no terminal da carreira que vai para o Cemitério da Ajuda, para me oferecer o livro «Cemitério de Pianos» de José Luís Peixoto. E como se não bastasse, ainda adicionou no saco um "mimo", com um Kinder Delice que ajudou a enganar a fome que apareceu passadas 6 horas de serviço entre a Rua da Alfândega e a Ajuda.

E tudo isto sob o olhar de um outro leitor do blogue, que também não quis deixar a oportunidade de estar em Lisboa para andar de eléctrico e de me conhecer pessoalmente. E refiro-me exactamente ao Higor Oliveira, de Campinas (Brasil), que hoje deu uma volta na carreira 18E e que foi um prazer conhecer. São pessoas como estas e gestos como estes que me dão força para continuar com este projecto que começou numa simples brincadeira, mas que me está a dar um gozo tão grande que nem imaginam. Por isso mesmo aqui deixo este post que também tinha de fazer parte deste diário. 

A ambos, uma vez mais renovo os meus agradecimentos! Agora seguem-se as folgas para recuperar energias e começar a ler este livro que hoje me foi oferecido. Boas Viagens

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sai um bilhete simples!

Podia deixar passar em branco este dia de trabalho até porque foi bastante calmo, tendo em conta o que é costume na carreira 28E, mas na verdade não era a mesma coisa e porquê? Porque lá tinha de aparecer alguém a pedir um bilhete simples! Talvez estivesse o passageiro habituado aos transportes públicos onde se vendem vários tipos de bilhetes, mas na altura só me lembrei das pastelarias que vendem os palmiers simples, cobertos ou recheados. Das bolas de Berlim simples ou com creme, dos croissants simples ou com queijo.

Num instante vi-me atrás do balcão de uma pastelaria a servir cafés e bolos, quando na verdade transporto apenas pessoas entre dois pontos. Mas se pensa que fica por aqui esta história, engana-se porque o passageiro em questão ainda perguntou se o simples era o mesmo preço. Mas como não vendo outros se não simples, lá lhe disse que era tudo igual e que tinha o custo de 1.45€.
E assim foi o meu dia na carreira 28E, simples, sem nada de cremes, mas chuvoso e com direito a duas viagens na carreira 15E.

100.000 Visitas atingidas!


100.000 visitas atingidas, 395 artigos publicados e mais de 1500 comentários, entre seguidores e anónimos. Este blogue que começou numa brincadeira e que rapidamente, se tornou num meio de comunicação, dá a conhecer o dia-a-dia de uma profissão que nem sempre é lembrada pela sociedade.

Criado a 11 de Agosto de 2008, o «Diário do Tripulante», logo se apresentou como um espaço onde seriam partilhadas histórias, episódios e peripécias do dia-a-dia de quem andava ao volante dos autocarros da cidade de Lisboa, um ano depois de ter tido a sorte de entrar na Carris.  E sorte porquê?... Porque a instabilidade do sector que tinha escolhido para o meu futuro (a televisão), levou-me a procurar novos caminhos. E se para trás ficava, a sempre recordada passagem pela informação da SIC, a participação em produções de entretenimento da TVI, assim como a passagem pelo comércio têxtil, agora o caminho era outro. Aliás eram vários os caminhos. Eram os caminhos das carreiras que faziam parte da rede da Carris.

Passados aproximadamente dois anos e meio, por este blogue já passou um pouco de tudo e um pouco de tudo ficou por passar, porque nem sempre há tempo ou disposição para se contar o que se passou num dia, que por vezes passa rápido, mas que por outras, parece demorar uma eternidade como acontece em qualquer outro trabalho. Contudo, ser motorista ou guarda-freio é algo que só pelo nome leva algumas pessoas a criarem estereótipos errados, como aquele que é mais comum e que leva as pessoas a crerem que só é tripulante quem não teve outra opção na vida ou quem não estudou.

E uma das razões pelas quais criei o «Diário do Tripulante» foi essa. Tentar inverter essa ideia errada, porque a transportar milhares de pessoas por dia, estão pessoas com estudos, formadas e alguns doutorados. O feedback tem sido positivo e à caixa do correio chegou ao longo deste tempo on-line, felicitações, sugestões e até pedidos de ajuda para quem procura também a sorte de entrar na Carris.

Tenho tentado ao longo deste tempo responder a todos o mais breve possível e é gratificante para mim, quando passado uns bons meses, um(a) – então já - colega me confronta na rua ou no eléctrico e me agradece toda ajuda que lhe dei com uma simples resposta a várias perguntas que me colocou quando concorria para a Carris. Mostram-se satisfeitos por terem conseguido o objectivo e também eu partilho um pouco dessa satisfação.

Ao longo deste tempo, há também a destacar algumas histórias que por aqui passaram. Aquelas que me recordo ainda hoje. Entre muitas, destaco pela negativa a queda de uma idosa na carreira 745 que estava sentada, tendo caído porque escolheu uma curva para apanhar o saco. Desequilibrou-se e caiu. Fiquei bastante chateado porque não me descaracterizaram o acidente. Mas felizmente e até hoje, têm sido mais as histórias positivas e aqui há muito por onde se escolher, sejam elas referentes a situações insólitas ou até vulgares.

A prótese dentária encontrada a bordo do autocarro da carreira 708 foi sem dúvida, aquela que mais conversa gerou e foi também aquela que ajudou a expandir os horizontes deste blogue que através da ironia muitas vezes utilizada, acabou por ser divulgado na rádio e mais tarde na imprensa escrita.

Do desconhecido, o «Diário do Tripulante» passou a ser seguido por alguns anónimos, clientes e amigos. Com o blogue surgiram novas amizades e a união entre o meu gosto pela área jornalística e pela condução. No fundo, limitei-me ao longo destes tempos a contar e com gosto aquilo que adoro fazer.

A entrada no meio dos transportes públicos de passageiros, deu-me também a oportunidade de conhecer a cidade de outra forma, através das pessoas e dos seus hábitos, estejam elas de passagem ou entrem diariamente pela porta do autocarro ou do eléctrico. E são elas que me ajudam a construir este espaço. São elas em grande parte, os ingredientes das muitas histórias e dos episódios que aqui tenho vindo a relatar.

Se a prótese encontrada na 708, é para mim a mais interessante no ponto de vista da ironia, na minha passagem pelos autocarros, já no último ano e naquele em que passei de motorista a guarda-freio, destaco a recente história do sem abrigo que me solicitou um bilhete e me deu 1.46€. O cêntimo que estava a mais, era para pagar a dívida que tinha do dia anterior. Uma lição de vida, até porque não foi a mim que me tinha ficado a dever o cêntimo, mas como o próprio fez questão de dizer. «Contas são contas e se fiquei a dever ontem, hoje tou a pagar. É tudo da Carris!».

Palavras para quê? Depois de tudo isto ainda haverá alguém que diga que esta não é uma profissão interessante? E por falar em interesse, a certa altura fui também criando no blogue, algumas rubricas relacionadas com o universo Carris ou com a própria cidade, para que provasse que é possível conhecer-se a cidade e os seus monumentos, através do recurso ao transporte público. Factos históricos, sugestões, fotografias e vídeos passaram também por aqui como podem comprovar as mais de 100.000 visitas que chegam maioritariamente de Portugal como é óbvio, mas também da Europa Central e Brasil.

E porque este texto já vai bem longo, termino com uma palavra de agradecimento a todos aqueles que ajudaram a criar este bonito número de visitas, a todos os que me felicitam e encorajam a continuar com este espaço, onde também já se debateram opiniões entre os próprios leitores. Sem vocês não teria sido possível chegar até aqui. A todos, muito obrigado e voltem sempre! Sejam bem-vindos a bordo deste blogue e dos veículos da CCFL como costuma dizer um colega e amigo que diariamente visita este espaço.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O Feedback de uma leitora... a bordo do 28E

Que a Internet é um mundo, já todos nós sabemos, mas o que muitos talvez ainda não tenham percebido é que esta coisa das novas tecnologias, causam-nos por vezes enormes surpresas. E hoje comecei o meu dia de trabalho com uma dessas surpresas inesperadas, e digo inesperada porque depois de ter rendido o colega na Estrela com destino aos Prazeres, uma das passageiras que ia no eléctrico da carreira 28E, dirigiu-se a mim com o objectivo de ser esclarecida.
Pensando eu que me iria perguntar qual a paragem melhor para o seu destino, vi-me num instante confrontado com uma simples pergunta e da forma mais directa possível. «Desculpe, mas não é o Rafael Santos?» 

Surpreendido, digo-lhe que sim e num instante e com um pouco de satisfação à mistura, a senhora lá me disse ser leitora assídua deste blogue. Encontrou-me por acaso, dizia ao mesmo tempo que me felicitava pelos textos que aqui tenho escrito. Foi sem dúvida das melhores formas que tive até hoje, para começar um dia de trabalho, porque é sinal que o nosso trabalho é reconhecido e seguido até pelos próprios passageiros e pela segunda ou terceira vez senti-me na pele de um qualquer escritor famoso quando é confrontado na rua pelos seus leitores.

Aproveitei para matar a minha curiosidade sobre a sua descoberta no que diz respeito a este blogue, e uma curta conversa até ao terminal dos Prazeres, fez com que também eu ficasse satisfeito por ter tido o feedback de quem me lê diariamente e ao vivo e a cores. Por isso mesmo creio que também esta história tem de fazer parte deste blogue. Obrigado pelas suas palavras e boas viagens quer sejam nos veículos da CCFL, quer sejam neste blogue.

E tudo isto, no dia em que ao meu email chegou mais um comentário positivo ao blogue, vindo de um habitante de Campinas (Brasil) que tomou conhecimento deste espaço através da entrevista dada à «Carta Capital». Para este leitor aproveito também para enviar um abraço e o agradecimento público pelas palavras enviadas e votos de boas férias em Lisboa.

 

sábado, 4 de dezembro de 2010

Hoje foi dia de feira: "Quem corre por gosto, não gela"

Diz o ditado que «quem corre por gosto, não cansa», mas neste regresso ao trabalho e às madrugadas, creio que posso acabar de apresentar o novo ditado que diz "quem corre por gosto, não gela". Mas engana-se se pensa que lhe estou, com isto a querer dizer, que não senti frio só pelo facto de gostar de conduzir eléctricos. Na verdade hoje senti pela primeira vez, a falta daquele botão que os autocarros tinham para ligar a «chauffage». Modernices que não fazem parte dos eléctricos históricos.

1º C era a temperatura visível pelas 7h10 no painel instalado no Cais Sodré e o certo é que já não sentia os pés e as mãos, mas ainda tinha mais 7h30 pela frente mas como se diz na tropa... «o frio é psicológico!»... teorias.

Ora o que não é teoria mas que pode ser de facto psicológico, é o facto de pelas 7h30 já haver gente na paragem do Martim Moniz à espera do eléctrico que os leve à Feira da Ladra. E foram mesmo estas pessoas que me levaram à conclusão que "quem corre por gosto, não gela", porque levantar cedo num dia em que estão temperaturas tão baixas como as de hoje, para ir à feira da ladra, é de facto - digo eu - coisa de doidos.

E com tanto frio, é natural que se queira manter o máximo possível, a porta fechada, mas é precisamente nestes dias que todos demoram a entrar e sair, o que não ajuda a climatizar o habitáculo, talvez pelo facto do frio prender mais os movimentos das pessoas, que só não estão presas dos movimentos da boca, estando sempre prontas para reclamar, nem que seja para dizerem que «os carros andam sempre cheios. É uma pouca vergonha».

E assim foi uma manhã gelada, para não dizer congelada, na capital. Boas Viagens! 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Diário do Tripulante solidário, divulga «Carris Presente»

O "Diário do Tripulante", entrou hoje na época de Natal com um novo logótipo que dará as boas-vindas a quem aqui chegar até 6 de Janeiro de 2011. Mas quem também está de volta é o projecto «Carris Presente» e com ele... 

O Pai Natal da Carris está de volta às ruas de Lisboa. Uma vez mais trocou as renas e os trenós pelos tradicionais eléctricos e têm espalhado alegria e sorrisos pelas crianças que não dispensam o passeio que se realiza entre a Estação de Santo Amaro e a Praça da Figueira. Decorados propositadamente para o efeito, os dois eléctricos são conduzidos por guarda-freios que, também eles se vestem a rigor ajudando ao êxito desta iniciativa que a Carris leva pelo 3º ano.

As luzes que decoram o eléctrico vêem-se ao longe e quando este se aproxima o tilintar do sino chama a atenção dos mais distraídos que não o deixam de seguir com um simples olhar. É a magia do Natal de volta às ruas. E recorde-se que no próximo dia 8 de Dezembro o passeio é aberto ao público em geral. Traga as suas crianças para um passeio inesquecível integrando uma visita ao Museu da Carris. As viagens iniciam-se ás 10h00/11h00 e12h00 da parte da manhã e ás 14h00/15h00 e 16h00 da parte da tarde.

Para mais informações e para reservar lugar contacte as relações públicas através dos contactos disponíveis no site da Carris

Mas o projecto de solidariedade e responsabilidade social «Carris Presente» é muito mais que o eléctrico de Natal. Este ano a Carris tem também nas ruas a «Linha da Alegria»,  que conta com a preciosa ajuda de um autocarro que irá efectuar a recolha de donativos de todos os que pretendem participar nesta iniciativa. Junte-se à Carris entre os dias 8 e 14 de Dezembro, em locais como a Av.António Augusto de Aguiar, a Estação do Oriente ou as Amoreiras. Saiba onde vai estar o autocarro aqui.
 
Saiba também no link anterior quais os bens que pode oferecer e a quem se destinam. Ajude a fazer deste, um Natal diferente para muitas crianças.  

Para finalizar convido-o(a) a ver como foi a iniciativa «Eléctrico de Natal» no ano anterior, através de uma reportagem do programa «Companhia das Manhãs», da SIC em Dezembro de 2009.




O Pai Natal Francisco Sardinha a fazer a Agulha
O Guarda-Freio Cerdeira na pele de Pai Natal à espera de luz verde
Lá vai o Eléctrico de Natal rumo a S.Amaro
Boas Festas!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Vem aí o regresso ao trabalho e o regresso do Eléctrico de Natal...

Termina já esta sexta-feira mais um período de férias em que fiquei por Lisboa a recarregar baterias para um mês de Dezembro que não se  prevê ser fácil até porque estarei a trabalhar uma vez mais nas vésperas e nos dias de Natal e de Ano Novo. É assim desde que estou na Carris, com a excepção de um ano em que ainda fui a tempo de passar a meia-noite com a família.

O frio também tem-se feito sentir com intensidade e na verdade, souberam mesmo bem estas férias, sem ter de enfrentar o gélido ar das madrugadas ou luar frio dos serões que nem sempre são fáceis de se enfrentar, muito embora se diga que o frio é psicológico. É nesta altura que as saudades da "chauffage" do autocarro apertam mas é também nesta altura que os passageiros parecem ser mais simpáticos "aquecendo-nos" a alma, assim como o regresso do eléctrico de Natal que volta às ruas com o Pai Natal a tornar diferente o Natal de muitas crianças.

Este ano não só volta o eléctrico de Natal, como também a campanha de solidariedade «Carris Presente», inserida num Projecto de Solidariedade e Responsabilidade Social. Fique atento ao site da Carris, mas até lá e se tem crianças, não perca a oportunidade de a levar no próximo dia 8 de Dezembro a dar uma volta com o Pai Natal, no eléctrico de Natal da Carris. Informações disponíveis aqui.

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