quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sabes muito mas andas a pé!

"Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!" É o sinal sonoro que o validador emite, indicando que o título de transporte é inválido, mas como nem sempre o passageiro acredita na máquina, tenta novamente até ouvir de novo.... "Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!" Desta vez é um jovem que depois de fazer uma corrida para apanhar o eléctrico, se apercebe que o seu título de transporte tem saldo insuficiente. Estamos na paragem que se situa no final da Calçada do Combro e o rapaz com mochila às costas começa já a contar os passos que terá de dar para subir a pé a Calçada da Estrela.

«Desculpe, mas pensei que estava carregado. Mas saio já na próxima paragem, pode ser?», como o eléctrico estava já em andamento parei então na paragem seguinte, que fica na Rua dos Poiais de São Bento. Na verdade o rapaz estava já na plataforma de saída, mas tentou ver se o guarda-freio ia na conversa dele. Simulou receber uma chamada e falava de forma descontraída ao telemóvel, talvez na expectativa que eu me esquecesse do tal pedido de o deixar sair na paragem seguinte.

Comecei a pensar se os livros que levava na mala, eram de historia, ciências ou matemática, ou se seria antes um estudo aprofundado de como enganar o guarda-freio. É que estes jovens pensam que são mais espertos que toda a sociedade, ou então julgam que os outros é que são uns totós. Decido então lembrar-lhe que a paragem seguinte era aquela, e lá foi ele com um ar de desalento por não ter conseguido enganar o guarda-freio.

16 comentários:

Anónimo disse...

Gostava de ver os motoristas dos autocarros que passam em certos bairros problemáticos tomarem essa atitude. É que é uma autêntica rebaldaria. E a fiscalização, cadê ela? Ah, ok, se andam no 15E (não utilizo muito, mas, deve ser sina minha,cada vez que lá ando,aparecem sempre) a ver se apanham algum turista borlista, como é que podem fiscalizar a carreira 759?
Sou um cidadão cumpridor das minhas obrigações e cenas destas chateiam-me solenemente.

Pelas belas crónicas com que nos presenteia, um grande bem-haja para si.

CR 35 disse...

Os motoristas que andam nesses bairros por vezes chamam a atenção aos borlistas para que validem o título de transporte,sem medo de represálias ,mas quem paga refugia-se no silêncio e se o motorista ou G.F.por vezes levam a deles avante são os maiores ,e quando a fiscalização aparece nesses bairros os borlistas não entram,cabe ao motorista e ao G.F:mas também aos que utilizam e pagam os transportes uma chamada de atenção aos borlistas para estes pequenos delitos e quando são autuados ninguém actualmente fica impune porque as coimas o estado vai buscar nem que traga a TV de casa.Boas viagens a bordo dos veículos da CCFL

Anónimo disse...

se todos os passageiros cumpridores das regras que se transportam na carris se insurgissem permanentemente contra essa rebaldaria de certeza que mais cedo ou mais tarde seriam tomadas medidas o que seria bom para ambas as partes.
mas tomem lá um mau exemplo, uma rapariga de etnia cigana transportava-se á borla no 742 ao aparecer a fiscalização e ao verem que ela ia ser multada houve logo vários passageiros que se prestaram para pagar o bilhete dela, não sei que é que se deve chamar a estes passageiros... devem-se julgar altruistas, filantropos ou outra coisa qualquer, eu ( e quem tentava ir de borla ) simplesmente chamamo-los de estúpidos.

Marques.

Bernardo disse...

Parabéns, óptimo trabalho aqui no blogue!

Angelo disse...

Boa!

Mas a mim, foi a senhora do Colégio Militar que me enganou e não me carregou o cartão com o valor suficiente... E tive que pagar um bilhete no autocarro. Não foi pelo dinheiro - que podia reaver, mas deitei o bilhete fora sem querer... - mas é triste!

Anónimo disse...

Há motoristas que se dão por inteligentes por chamar atenção A ou B. Um dia que leve uma bofetada na cara, a ver se "armam" em espertos com os passageiros. Os fiscais serve para alguma coisa...

Xico205 disse...

Os fiscais tambem vão ás carreiras mais complicadas. Já os vi na 759, e no fim de semana passado estavam pela Charneca a fiscalizar a 717.

Há bocado na 759 fui a reparar quem não validava, e só aconteceu duas vezes.
Na 777 é que são borlas e mais borlas.

Abraço para o pessoal da manivela e do volante.

Xico205 disse...

Anónimo disse...
Há motoristas que se dão por inteligentes por chamar atenção A ou B. Um dia que leve uma bofetada na cara, a ver se "armam" em espertos com os passageiros. Os fiscais serve para alguma coisa...

19 de Novembro de 2010 00:43

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Ontem à noite isso esteve à beira de acontecer na 750 no Campo Grande.

Anónimo disse...

@ Xico205, experimente andar uma noite de fim-de-semana no 759. Numa noite dessas que apanhei esta carreira contei "só" 15 pessoas que não validaram nem compraram título de transporte.

Aos que dizem que os passageiros cumpridores deviam chamar a atenção, desafio-o a fazê-lo num autocarro em que os borlistas são a maioria.

Embora ache que os motoristas e guarda-freios têm a obrigação de zelar pelo cumprimento da lei dentro das viaturas que conduzem, compreendo perfeitamente que não se queiram chatear, afinal eles têm de passar todos os dias por esses sítios e não têm quem lhes garanta a segurança.

Quanto à fiscalização, acho que se deve concentrar nestas carreiras problemáticas e deixarem os turistas em paz pois, pelo que tenho visto, a maior parte cumpre.

Xico205 disse...

Xico205, experimente andar uma noite de fim-de-semana no 759. Numa noite dessas que apanhei esta carreira contei "só" 15 pessoas que não validaram nem compraram título de transporte.

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Ó amigo sei bem o que a casa gasta. O caso que relatei da 759 até foi da ultima viagem dos Restauradores ao Oriente na 5a feira, sendo que a seguir o carro recolheu em reservado para a estação.
Os passageiros a que você se refere são os mitras de Chelas que vão sair ao Parque das Nações e regressam nas 759 e 794 de manhã.
Os dois que vi andarem à borla na 5a tambem são passageiros habituais da 759, um mora nos Alfinetes e o outro nas Salgadas e costumam todas as noites ir ao café em Xabregas.

Eu próprio já tive problemas em duas carreiras da Rede da Madrugada. Quem costuma provocar disturbios está mais que referenciado, caso a coisa dê para o torto é facil de identificar quem foi.

Peço desculpa estar a usar este espaço para falar de casos pouco agradaveis, porque é suposto o blog ser um espaço de lazer e boa disposição.

Pessoal da Carris, desejo-vos sorte e boa disposição no trabalho.

Cumps.

Anónimo disse...

"Aos que dizem que os passageiros cumpridores deviam chamar a atenção, desafio-o a fazê-lo num autocarro em que os borlistas são a maioria."

não é chamar a atenção a esses que entram á borla,( seria pior a emenda que o soneto ),é chamar a atenção da carris, está bem explicito o que está escrito, se mandam tantas reclamações, cartas, telefonemas para a empresa a reclamar de outras coisas se todos os dias reclamassem por causas destas situações talvez a empresa fizesse alguma coisa...talvez.

Marques.

nuno disse...

sr anónimo, boa tarde:

Os motoristas e guarda-freios não têm de ensinar as pessoas a respeitar a lei!!!!

Temos mais que fazer!!!

As pessoas é que têm de ter civismo, educação e bom caracter!

Quanto á falta de segurança nos bairros problemáticos o responsável só pode ser o Estado. O mesmo estado que não tem dinheiro para admissão de polícias, mas tem dinheiro para gastar em TGV's e em Novas Oportunidades!

Reparei que percebe pouco do que escreve porque só percebendo pouco é que acha qe pode opinar sobre as obrigações dos tripulantes!

Obrigado e até breve!

Nuno disse...

Acerca do post e da situação do jovem antes de ele tentar enganar o guarda-freio:
Se os bilhetes pré-comprados não fossem completamente automático isto já não acontecia. Acho que é rídiculo um utilizador não conseguir saber quanto dinheiro/bilhetes tem no cartão. Em todas as cidades europeias por onde já andei (foram muitas mas não foram todas), sabe-se sempre quanto se tem no cartão... O sistema que a Carris e o Metro arranjaram não é nada conviniente para um passageiro esporádico. O cartão caduca, não se sabe quanto dinheiro está lá, não se sabe se é para o Metro ou se para a Carris... tem bastante inconvinientes!

Rafael Santos disse...

Está enganado Nuno,

Sempre que valida o seu título de transporte, o validador informa do saldo que consta no cartão e caso se esqueça, basta dirigir-se a qualquer posto de venda autorizado e pedir que veja o que está carregado no cartão.

João disse...

O problema é que cada vez há menos postos de venda.

nuno disse...

ha menos postos de venda porém ha dois validadores em cada autocarro!

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