domingo, 3 de outubro de 2010

[Off Topic]: A República de Eléctrico - Museu da Carris

Foi esta tarde inaugurada mais uma exposição inserida nas comemorações do Centenário da República. E a razão desta referência neste mesmo blogue deve-se ao facto da mesma estar relacionada com o Eléctrico. «A República de eléctrico» é uma iniciativa desenvolvida em parceria pelo Museu da Carris, a Companhia Carris de Ferro de Lisboa e a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, tendo por objectivo dar a conhecer a história e o património da Companhia Carris no período da I República.

“A história da Companhia Carris durante a I República está intimamente associada à história do quotidiano da cidade de Lisboa e ao seu desenvolvimento urbano, a que se acrescenta um quadro de modernização e desenvolvimento da rede de transportes, mais em particular da rede de eléctricos, nas primeiras décadas do século XX.

A história dos eléctricos de Lisboa durante a I República ficou ainda marcada por algumas transformações tecnológicas e espaços de inovação mas também pelo contexto político, económico e social que atravessou”
, lê-se no site oficial das comemorações do Centenário da República.



Presente na cerimónia inaugural da exposição alusiva ao centenário da República, nas instalações do Museu da Carris, esteve o Secretário de Estado dos Transportes, Carlos Correia da Fonseca que, acompanhado pelo Presidente da Carris, José Silva Rodrigues, mostrou-se agradado com o espaço e a forma como está representada a história do eléctrico e da própria República.


A viagem teve início na Praça do Comércio e foi a bordo do eléctrico n.º 2 que a comitiva chegou ao Museu da Carris, onde foi também descerrada uma placa alusiva à entrada do Museu da Carris, na Rede Portuguesa de Museus.

Um pouco de História...

Com a implantação da República, surgem novos rituais no país. As escolas ganham a forma de uma «casa portuguesa», para beneficiar o patriotismo e é suposto que a educação promova os valores da República, o que deixa a desejar quanto à isenção do ensino oficial. Decreta-se uma simplificação ortográfica, para estabelecer a rotura com o anterior regime e é de bom tom que os dirigentes passem a conviver com os apoiantes.

As figuras de Estado deixam os luxos e passam a utilizar os recursos do povo. Teófilo Braga vai para o ministério de eléctrico e Manuel de Arriaga come sandes no Parlamento. Com estes exemplos, pretendia-se uma maior aproximação ao povo. Contudo, passados cem anos, tudo parece retroceder. Os ministros deixam de usar os transportes, afastando-se cada vez mais do Povo e os luxos parecem estar de novo em voga, apesar das enormes campanhas de sensibilização para o uso dos transportes públicos.

A exposição «A República de Eléctrico» está patente no Museu da Carris até 31 de Março de 2011 e Segunda a Sábado, das 10h às 17h, Rua 1.º de Maio, 101 – Lisboa T. 213 613 087 ( http://museu.carris.pt ). Recordo ainda que para visitar esta exposição pode optar pelos transportes públicos (Eléctricos e Autocarros) da rede geral da Carris.



Fonte: http://5outubro.centenariorepublica.pt/ - Livro «Portugal, Século XX – 1910-1920», de Joaquim Vieira, ED. Círculo de Leitores (04/1999).
Fotos: Rafael Santos / Arquivo Municipal de Lisboa

2 comentários:

nuno disse...

caro Rafael com esta república, venha antes a Monarquia porque assim nºao nos safamos...
País com uma história quase milenar...e tão mal governado.Tristeza!

Andre Bravo Ferreira disse...

Com este dia de chuva, um bom programa.

Abraço.

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