sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Um dia que contado ninguém acredita!

Há dias que por muito que se tente, não conseguimos cumprir o horário. E de quem é a culpa?... A resposta vai depender de quem a responder, porque se foi o passageiro a ter direito de resposta é em grande parte dada culpa ao Tripulante. Na verdade as pessoas descarregam sobre as nossas costas, as culpas do atraso ou do tempo de espera, mesmo que saibam que não temos culpa. Mas na verdade somos nós o primeiro alvo que lhes aparece à frente.

O pior acontece quando alguém se lembra de desmontar uma grua em plena hora de ponta na Calçada da Estrela. Tinha acabado de cumprir a pausa diária do meu serviço desta sexta-feira e logo ali perdi 10 minutos, porque como sabem o eléctrico não se desvia e esta é uma das grandes diferenças para o autocarro.

Como era de esperar cheguei atrasado ao Martim Moniz e já com a chapa de trás colada a mim. Da central recebo a informação, para ir reservado entrar ao Largo das Portas do Sol, via carreira 12E, com o objectivo do eléctrico ficar na hora. Mas como ainda não temos capacidade de adivinhar o que pode acontecer, eis que chegado à Rua dos Cavaleiros me deparo com uma ambulância do INEM.

«Deve demorar porque é um senhor que está a ser reanimado...» dizia-me um indiano de um daqueles armazéns que decoram aquela rua. 5...10...15...20... Minutos e tudo na mesma. A ambulância continuava a obstruir a passagem dos eléctricos e dos carros, até que chegava a informação que o senhor não tinha respondido ao disfibrilhador e tinha falecido. Aguardava-se então a chegada do delegado de Saúde. Mas porque não tirarem a ambulância do meio da linha? Pois o senhor havia falecido em casa e não na ambulância. O mesmo questionava o controlador da carreira que a todo o custo me tinha tentado por na hora.

Ao todo foram 55 minutos parado por causa do falecido e teve de ser a senhora do carro da frente a ir à esquadra chamar a polícia para que fosse retirada a ambulância. Restou-me então ir fazer a saída ao Camões novamente com destino ao Martim Moniz.

E para verem como hoje era o meu dia de sorte... ou azar... na ultima viagem já depois de ter chegado ao Martim Moniz, eis que outra ambulância - desta feita no centro comercial da Mouraria - impedia a minha passagem e logo na viagem em que ia ser rendido. Sorte que hoje o trânsito na baixa estava pacífico, o que não deverá acontecer daqui para a frente quando for alterado o tráfego na Rua da Conceição.

Ainda assim, a carreira 28 continua a ser a minha eleita!!!!

2 comentários:

CR 35 disse...

Os Tripulantes do INEM que fazem um excelente trabalho em tentar salvar vidas pecam por vezes em determinados itens ,deveriam ter também formação no código da estrada como também em relacionamentos com os outros utentes das vias,para que situações como esta em que o espaço na via dava para imobilizar a ambulância sem prejudicar o restante tráfego.Boas viagens a bordo dos amarelos da CCFL e boas viagens para os tripulantes dos amarelos do INEM.

Pingos de Chuva disse...

É por essas e por outras que conduzir em Lisboa não é fácil. Haja paciência! :)

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