sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

[Off Topic]: E como prometido... eis o 571 na escala 1:24

Conforme tinha dito anteriormente, o modelismo é uma das formas de ocupar o tempo livre e aliviar o stress, com a técnica e perícia que tem de ser aplicada neste tipo de trabalhos, nomeadamente com escalas mais reduzidas. Após alguns (longos) meses de trabalho neste eléctrico de Lisboa à escala 1:24, da Occre, o resultado final é este. Nele estão representadas muitas horas de trabalho, muitas tardes e algumas noites perdidas, para que o ganho fosse este.
Já está colocado no local onde irá ficar exposto, falta apenas concluir a parte do asfalto e dos carris, para que ainda fique mais real...
Resta-me desejar Boas Viagens a bordo dos verdadeiros eléctricos da Carris, que a partir da próxima semana também serão conduzidos - e com muito orgulho - pela minha pessoa!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Exame de Guarda-Freio: APROVADO !

Parece que foi ontem mas o dia em que a formação de Guarda-Freio começou já lá vai, e foi um instante até chegar este dia 25 de Fevereiro, onde o sonho se tornou de facto, uma realidade com a aprovação no exame de Guarda-Freio, após o mês e meio de formação, onde uma vez mais a Carris e os seus formadores, estão de parabéns, não só pela forma como estão distribuídos os módulos, mas também pelas técnicas, meios e métodos utilizados na formação.

Para quem vem de fora e chega à Carris, sente de imediato, e segundo relatos dos próprios, que chegaram a uma
grande empresa e embora esta possa não ter sido a primeira opção (ser guarda-freio), o certo é que todos chegaram ao fim adaptados ao eléctrico e com um gosto por conduzir um veículo, que nem todos o conduzem, ou porque não têm licença para tal, ou porque simplesmente não têm eléctricos, como é o caso de outras cidades.

No meu caso e do outro colega, que em conjunto comigo se transferiu da Musgueira para a estação de Santo Amaro, deixando a borracha em troca pelo ferro, as principais diferenças foram sentidas no primeiro dia com a adaptação ás manivelas, mas essencialmente, a falta da sofagem nas manhãs mais frias.

Contudo, toda a ciência e técnica que tem de ser aplicada na condução de um eléctrico, aliada à atenção, que tem de ser redobrada, acabou por superar todas as nossas expectativas e o nível de satisfação está no topo.

Da teoria à prática, passando pelas visitas ao sector oficinal, e claro está, a nunca demais visita ao Museu da Carris, que também aqui já foi sugerida anteriormente, a formação chega agora ao fim e não tarda nada, ai estão nas ruas de Lisboa mais seis guarda-freios, prontos a servir a população, nas carreiras de eléctricos que conseguiram sobreviver na capital.

Nos registos ficam como o primeiro eléctrico que conduzi o 543, sendo que a despedida e o eleito para a realização do exame, tenha sido o 553. À Carris, à Carristur, aos formadores e aos colegas de Santo Amaro, aqui fica um agradecimento público, pela disponibilidade em satisfazer o meu pedido de transferência, pela formação e forma como fomos recebidos na formação, pela paciência e experiência transmitida no decorrer as acções de formação e por fim, pela forma como fomos recebidos na nossa «nova família» e pelo espírito de entreajuda e camaradagem, para esta nova etapa da nossa vida profissional que agora começa.

Boas Viagens e cruzamo-nos por aí numa linha perto de si...


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

[Off Topic]: Modelismo para aliviar «stress» de quem anda no meio do trânsito em Lisboa

Há cerca de um ano atrás - mais coisa, menos coisa - vi num site espanhol que ia ser lançado uma maqueta do eléctrico de Lisboa à escala 1:24 . Como sou coleccionador de algumas miniaturas na escala HO (1:87) e como sempre gostei desta temática do modelismo, este lançamento deixou-me em alerta para quando chegasse a Portugal o comprar.

Mas o meu gosto pelos eléctricos e a vontade de por mãos à obra nesta maqueta era maior que a vontade que tinha, para esperar que a mesma chegasse ao comércio português.


Uma pesquisa em alguns sites da área do modelismo, levou-me até uma loja espanhola que até fazia envios para Portugal e em dois dias o «eléctrico de Lisboa», da Occre estava a chegar a minha casa. Esta era sem duvida uma das alternativas para ajudar a passar o tempo e aliviar o stress que por vez se ganha, quando o nosso local de trabalho são as ruas de Lisboa, onde cada vez menos se respeita o transporte público.

O abrir da caixa causou algum transtorno depois de ver mais de 3 centenas de peças, muitas delas em tamanhos reduzidos, mas já que o tinha comprado, tinha de o montar e os tempos livres ajudaram-me a esta estreia mais aprofundada no modelismo, dado que apenas tinha feito anteriormente um diorama na escala 1:87.

O certo é que sempre que pego no kit, as horas passam num instante e talvez por isso ainda esteja por acabar. O certo é que até agora o resultado tem sido agradável e o kit, embora tenha sido elaborado numa mistura de um carro da série 700 e um da série 500 (remodelado), após algumas adaptações e alterações da minha parte, está muito idêntico ao que circula na realidade, pelas colinas da capital.

O meu ingresso na estação de Santo Amaro e a condução que diariamente tenho tido na formação de Guarda-Freio e todos os dados mais técnicos que fui aprendendo até então, abriram-me ainda mais o "apetite" para esta construção e o resultado até agora é o visível através destas imagens.

Para quem se interessar por esta área e tiver curiosidade em ver todo o processo de montagem, pode seguir através do fórum "Modelismo-na.net" através do Link , no qual não necessita estar registado para visualizar as imagens.
No final mostro o resultado...

Boas Viagens!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

"Dia negro"... na R.Poços Negros!

E para terminar a semana, lá teria de aparecer uma interrupção mais a sério, que nos impossibilitou de prosseguir durante a tarde com a nossa instrução durante algum tempo. Nunca numa viagem dos Prazeres ao Martim Moniz, tínhamos demorado cerca de 2h e 10m, mesmo quando no início da formação, a velocidade de marcha ainda era mais inferior, para quem estava nos primeiros dias de condução de um eléctrico. A resposta está nestas imagens que explicam o que pode provocar um carro mal estacionado.

Ou se preferir... só faltava um bocadinho assim (30 cm apróx.) para que não estivéssemos ficado mais de 1h30 parados na Rua dos Poços Negros, em S.Bento. Ao todo eram 4 eléctricos da carreira 28E e o nosso da Formação, que também não escapou ao descontentamento daqueles que teimam em não querer perceber o porquê de 5 eléctricos não passarem.

E para não bastar os automobilistas que insistem em congestionar as artérias envolventes, lá se juntam os passageiros que mesmo seguindo a bordo da carreira 28E e apercebendo-se do que ali se passava, não deixaram de atribuir algumas culpas à Carris, porque segundo eles, devia ter um reboque para estas situações, como se fosse assim tão fácil.

«Isto é o país que temos! Porque é que o senhor e os seus colegas não pegam no carro para passarmos?», perguntava-me de forma exaltada uma idosa, talvez receosa de chegar atrasada ao "chá das 5", como se nós o pudéssemos fazer... Outros haviam que se juntavam nos passeios a discutir com uns e com outros, tal e qual como acontece num day-after de uma jornada da Liga Portuguesa de Futebol.

O reboque tardava em aparecer e quando apareceu, não veio um mas dois, um da PSP e outro da Polícia Municipal, e como este segundo foi o primeiro a chegar, coube-lhe rebocar o Fiat Punto que durante mais de 1h30 nos deixou ali parados e muita gente sem transporte para chegar a casa ou ao trabalho, entre a Calçada da Estrela e o Largo do Camões no sentido ascendente.A PSP tentou minimizar o congestionamento na Rua de São Bento enquanto se aguardava a chegada do Reboque...
Depois de mais uma hora e trinta minutos, o reboque chegou e desta vez o dono do carro não apareceu em simultâneo como é habitual...

Quanto à formação em si, continua a um bom ritmo e com ou sem interrupções, na próxima semana lá estaremos para mais uma semana de condução nos carros que algum dia alguém disse serem «casinhas andantes»...

Boas Viagens!

Na formação...com a principal causa dos atrasos

Até pode parecer combinado mas não foi. As imagens que hoje trago até aqui é o reflexo de uma parte de um dia na carreira 25E, no troço R.São Paulo - Rua da Boavista, onde esta carreira fica constantemente bloqueada pelos carros que ficam mal estacionados e pelas pessoas que teimam em não respeitar o eléctrico. Ainda não estou em serviço, até porque a formação ainda vai a meio (e a superar as expectativas), mas como é normal passamos pelos percursos das carreiras e é precisamente no percurso da carreira 25E que temos vindo a encontrar com mais regularidade este tipo de situações.

Se a primeira imagem foi captada cerca de três minutos depois da senhora tentar estacionar o seu monovolume, e ter optado por o deixar mesmo assim para colocar a criança no seu interior, fazendo o eléctrico esperar perto de 5 a 6 minutos, já a segunda imagem foi captada alguns (poucos) metros à frente mas aqui o carro já se encontrava como está na foto. O senhor deste carro estava a ajudar uma senhora já de idade a fechar a abrir a porta do prédio, esquecendo-se que ali passavam eléctricos, tal não era a calma.

É caso para se dizer que até na formação, somos já preparados para lidar com estas situações que são cada vez mais regulares, nomeadamente nesta carreira, porque as pessoas não só, são comodistas, como respeitam cada vez menos os transportes públicos e os eléctricos concretamente.

E esta é uma das principais causas dos atrasos e contra factos não há argumentos!


domingo, 7 de fevereiro de 2010

Sugestão para Fim-de-Semana: Um domingo no Torel...

É domingo e o início da semana está à porta. Quer aproveitar os últimos momentos de descanso de uma forma descontraída e se possível apanhar ar e não se meter numa superfície comercial, mas não sabe até onde ir? Não se preocupe, porque o que não faltam em Lisboa, são espaços onde se pode conciliar todos estes factores. Recentemente foi reaberto ao público o Jardim do Torel.

Situado numa das colinas de Lisboa, este jardim que foi alvo de uma recuperação, conta agora com uma esplanada onde pode tomar o seu café ou chá na companhia que escolher para esta tarde de domingo. O espaço é acolhedor e além dos tradicionais bolos e café, há também as tostas de frango que são, pelo que parece, uma das imagens de marca da esplanada. O Atendimento é cordial e simpático, e se tivermos em conta que estamos perante uma vista desafogada, e diferente de todas as outras da cidade, os preços até não são muito elevados.

O jardim do Torel situa-se na freguesia de São José, mais precisamente na Rua Júlio de Andrade, bem próximo do Campo dos Mártires da Pátria. Originário de uma quinta do inicio do século XVIII, que possui um magnifico tanque ornamental de forma oval, rodeado por dois lanços de escadaria, e uma grande varanda miradouro, cuja grade é sustentada por dez pilares de cantaria.

Num recanto da cidade e onde o sossego impera, este Jardim tem como vizinho aquele que foi em 2002 considerado como Monumento Nacional e que foi inaugurado em 1884 - O Ascensor do Lavra, que é precisamente um dos meios a utilizar se pretender visitar o Jardim, vindo da Avenida da Liberdade. Mas se vem do lado oposto, tem também os autocarros 30, 723 e 767.


Resta-me então desejar-lhe um bom Domingo, e uma excelente semana!

Boas Viagens!

n.d.r.: A visita à esplanada foi feita anonimamente e o consumo foi pago pelo que esta sugestão é meramente indicativa e particular

sábado, 6 de fevereiro de 2010

[Off Topic] Como promover um negócio com o 28E

Eléctrico, Tram, Tramvaj, Strassenbahn, Tranvia, Bonde... Há muitas formas e em várias línguas de nos referir-mos ao transporte mais antigo da cidade de Lisboa, que é visitada diariamente por milhares de pessoas que não dispensam uma viagem na carreira 28E. É sem dúvida a mais emblemática da rede da Carris e com ela criam-se memórias de uma cidade que muitos levam além fronteiras.

Mas nem só para passeio serve a carreira 28E. Transportam-se diariamente passageiros entre pontos de ligação casa-trabalho e trabalho-casa, mas há também que lhe recorra para chegar a um certo e determinado local. Conhecido mundialmente como uma das 1000 experiências a concretizar em todo o mundo, o eléctrico 28 serve também para promover negócios.

Imagine-se à procura de de um local para pernoitar, na sua visita a Lisboa e ao pesquisar na Internet encontra um novo conceito que está cada vez mais na moda, com a recuperação de locais antigos e históricos, em Pensões. Com um pouco de sorte até está no centro histórico da capital mas não sabe como chegar até lá. Pensando nisso, o Alfama Pátio Hostel, elaborou um vídeo simples mas eficaz e claro com recurso aos transportes públicos e à mítica carreira 28E, até porque o estacionamento na zona é difícil e condicionado. E pelo vídeo vê-se que não é difícil chegar ao Pátio dos Quintalinhos, nas Escolas gerais.

Assim se promove um negócio em inglês e com recurso ao eléctrico 28E...



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Um sonho tornado realidade pelos trilhos da 28E

Quem diria que um dia, e depois de tantas viagens na 28E, que é e sempre foi a minha carreira preferida em todo o universo Carris, iria pegar num eléctrico para fazer este percurso que é um verdadeiro «carrossel» entre o Martim Moniz e os Prazeres.

Posso dizer desde já que é uma sensação fantástica que pode ser comparado a um sonho quando tornado realidade. A carreira 28E é a jóia da coroa e arrisco mesmo a dizer que, está para a Carris como o Eusébio está para o Benfica.

Hoje foi então a vez de irmos até à mítica 28E e como devem calcular foi para mim o dia mais porreiro, embora deva acrescentar que esta formação tem sido fantástica. Os próximos dias prometem ser ainda melhor, à medida que as idas à 28E se vão repetindo e que vou vendo que não estou mesmo nada arrependido de ter trocado a borracha pelo ferro (risos).

E porque nunca é demais relembrar esta carreira, aqui ficam duas fotos da sua história e um vídeo que fiz recentemente e que até já passou aqui pelo blog...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Três dias na formação e a primeira interrupção!


“São 5h45 do dia 1 de Fevereiro de 2010 e começa aqui mais uma semana de formação nos «amarelos» da Carris. A entrada é só ás 7h00, mas nada melhor que acordar cedo e não andar a olhar constantemente para o relógio, enquanto me preparo para sair de casa. Lá fora está um frio daqueles, que há quem diga ser psicológico, mas que está frio, está!”

“Em pouco tempo, chego à estação e para começar bem o dia, tenho de tomar o café para abrir bem a pestana afinar os «sete olhos» que o Guarda-Freio tem de ter, como diz – e bem – o formador.”

“Ao fundo ouve-se então o ranger nas calhas do eléctrico que acaba de sair para a carreira 15E e logo a seguir, um para a carreira 18E, segue-se outro para a 25E e assim sucessivamente. Da rede aérea vem o som projectado pelo deslizar do pantógrafo no cruzamento de vias e eis que chega então a altura de preparar o carro.”

“Testar os travões, ver se tem areia, baixar o trolley, subir o pantógrafo, virar bandeiras e abrem-se os portões para mais um dia nesta caminhada pelos trilhos da capital. O nascer do sol, traz sempre consigo muitos turistas para as ruas, que não perdem um único momento para captar uma imagem do tradicional eléctrico de Lisboa.”

“A agitação aumenta nas principais zonas e o cuidado tem de ser redobrado, não só pelo movimento dos peões, mas também pelos próprios carros, que circulam nas ruas ou que simplesmente ficaram mal estacionados. Outros há que nem estacionam e ligam apenas as luzes de emergência (4 piscas). Toca-se na campainha para avisar que o eléctrico quer passar, mas os minutos passam e uma carrinha permanece em plena Rua da Boavista.”

“Num ápice junta-se a nós um carro da carreira 25E e passam a ser duas campainhas a tocar. Parece suficiente? Engana-se, porque do condutor nem sinais. Estávamos perante a primeira interrupção na formação, e claro tinha de ser na carreira 25E. Uns minutos depois, lá aparece o condutor, com um ar incomodado e até chateado por ter de apressar o passo porque o eléctrico queria passar.”

“Prosseguimos viagem e lá fomos conhecendo um pouco mais da carreira 25E até aos Prazeres e é de facto um prazer conduzir um eléctrico pelas ruas de Lisboa, quer seja na Lapa, na Ajuda ou até em Algés. Cada dia que passa, cria-se uma empatia maior com o veículo e com os seus percursos, que não se cansam de subir e descer as colinas de Lisboa.”

Por hoje já está, mas amanhã há mais!

Boas Viagens!

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