quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

[Off Topic]: «Os outros lisboetas», numa excelente reportagem TVI

Até aqui tenho trazido alguns episódios e histórias muitas delas com os lisboetas, como principais intervenientes, nas suas viagens a bordo dos autocarros e eléctricos da Carris, por esta cidade magnífica que é, Lisboa. Umas mais engraçadas que outras. Algumas até inéditas e impensáveis, mas nesta Lisboa o que não falta é História. Foi aqui que nasci, foi aqui que cresci e é aqui que gosto de estar. E razões não faltam, para provar esta minha paixão por Lisboa.

«Lisboa foi distinguida em três categorias nos World Travel Awards. É o melhor destino europeu, a melhor cidade europeia para uma escapadela e, ainda, a melhor cidade destino de cruzeiros.» A TVI, e a equipa do "Repórter TVI" durante várias semanas, tentou «redescobrir a cidade que D. Afonso Henriques conquistou em 1147. Tantos séculos depois, encontramos uma Lisboa livre e humana. Uma Lisboa do povo, que aqui e ali, regista momentos e retratos de outros tempos. Quem são afinal estes outros lisboetas e porque resistem eles à história contemporânea?»

A resposta está numa excelente reportagem da jornalista Conceição Queiroz, com imagem de Ricardo Ferreira, montagem de Miguel Freitas e grafismo de Ricardo Rodrigues, que passou na passada segunda-feira, após o «Jornal Nacional». Uma reportagem que destaco e que trago até aqui, para que, quem não viu, veja agora como era a Lisboa de outros tempos e a Lisboa actual. Das ruas estreitas e casarios, aos eléctricos, com os «outros lisboetas» que também fazem desta cidade um dos principais destinos do Mundo.

Clique na imagem para ver o vídeo. Se quiser comentar esta reportagem sobre Lisboa, faça-o através do site TVI



Foto: Rafael Santos / Link: tvi.iol.pt

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

De olho na net... e na Carris de outros tempos

Do passado ao presente, há pela Internet, centenas, se não milhares, de vídeos e fotografias que mostram a Carris que temos hoje a a que existiu no passado. Imagens nostálgicas para alguns, ou até indiferentes para outros, mas todas elas com um misto de história que nos reportam a tempos passados e a uma Lisboa de outros tempos, a Lisboa dos nossos pais e avós.


Há uns tempos lancei aqui no blog este olhar pelo mundo da World Wide Web e aqui vos deixo mais um video que encontrei, desta feira da autoria de Filipe Fernandes e que data de Agosto de 2009, com recurso a diversas fotografias de diversos autores, acompanhado do som de Leona Lewis.


É um retrato de uma viagem no tempo do passado até aos dias de hoje que vale a pena recordar.





n.d.r.: O vídeo apresentado é da responsabilidade do seu autor e está disponível em http://www.youtube.com/
Foto: Autor Desconhecido / Video: Filipe Fernandes

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

2 Anos, 7 Meses e 20 Dias depois... o primeiro «Crash»

E pronto! Terminou assim mais uma semana que, além de ter custado a passar, teria de ficar a saber o que é preencher uma Participação Amigável de Acidente Automóvel, 2 anos, 7 meses e 20 dias depois de ter entrado ao serviço na Carris. Estava na hora errada, no lugar errado e na carreira errada!

O piso molhado até poderia ter sido a causa do acidente, mas a condutora do veículo que neste início de tarde, me abalroou o pára-choques traseiro do 1624, em Alcântara, de imediato atribuiu as culpas á sua distracção.

A condutora em questão, deu-se de imediato como culpada, e fez questão de dizer que era o seu primeiro acidente. Assim sendo já somos dois, dado que este é o primeiro acidente que tenho desde que entrei na Carris. Embora sem qualquer culpa no acidente, também eu fiquei um pouco chateado com o sucedido, embora sejam coisas que só acontecem a quem anda na estrada.

O carro da senhora, não teve danos além de uma raspadela, já o mesmo não se pode dizer do 1624 da CCFL, que vai ter de recorrer ao "posto médico/oficinal". Feita a participação, resta agora prosseguir com os procedimentos habituais e esperar que me descaracterizem o acidente, até porque eu já tinha saído da paragem e aguardava luz verde do semáforo, para prosseguir a minha viagem até á Universidade da Ajuda.

Destaque para a prontidão de um colega e de uma passageira que se ofereceu para ser testemunha, algo inédito nos dias que correm. Todos os restantes, abandonaram de imediato o autocarro. No resumo do dia, basta dizer que fiquei bastante aborrecido com o sucedido, que acabou por me estragar a hora do almoço.

Para a semana espero que corra melhor. A todos votos de boas viagens a bordo dos veículos da CCFL e Boas Festas!

domingo, 27 de dezembro de 2009

"BlackFriday, BlackService! Só na 718!"

"BlackFriday, BlackService! Só na 718!", este poderia ser sem dúvida, o slogan para concorrer com o da campanha lançada pelo El Corte Inglês, para este fim-de-semana, com a respectiva promessa de preços loucos, «nos saldos nunca vistos» como dizem os responsáveis por esta superfície comercial, que utilizou esta ideia vinda dos Estados Unidos, para incentivar ao consumo numa época onde habitualmente o volume de vendas é baixo.

Depois da azáfama em vésperas de Natal, este fim-de-semana foi a correria a São Sebastião e o que ali se viu foi uma autêntica "palhaçada", desculpem-me o termo. Mas se tiver-mos em conta que «depois do Imperador Diocleciano saber que São Sebastião não morrera após o lançamento das suas flechas, mandou-o prender novamente e São Sebastião foi martirizado no circo até á morte» (in «A vida dos Santos»). Ora também aqueles que hoje foram ao El Corte Inglês, martirizaram os autocarros que nem nas paragens conseguiam encostar, muito graças ao mau estacionamento provocado por suas excelências - os loucos pelos saldos.

Passeios, passadeiras, paragens... tudo servia para deixar o carro e correr em direcção ás portas que dariam acesso a um consumo, muitas vezes desnecessário, sobretudo nos tempos que correm onde a palavra crise está na ponta da língua do povo. A pergunta do dia foi sem dúvida «passa no corte inglês?» E outros até pensavam que os saldos começavam logo ali no 718.

Na paragem após a mitra, no Poço Bispo e em direcção ás Amoreiras, um grupo de ciganos romenos com a sua catrefada de putos atrás, aproveita o embalo dos restantes passageiros para entrarem no autocarro. Todos eles bem ensinados, com o habitual gesto em direcção ao validador, na tentativa de enganar o totó do motorista, porque eles é que são todos os espertos, mas cansado de tanta borla... "Desculpem lá, mas os vossos títulos não deram sinal na máquina. Não se importam de voltar a validar?..." e lá veio a resposta do costume «a máquina está avariada...», e depois de dizerem que era só até ao Lidl, eis que lá sugeri que se era só até ao Lidl também podiam ir bem a pé.

Como se já não bastasse tudo e mais alguma coisa vir aqui parar, ainda tinha de os transportar á borla e com um mau cheiro que aposto, dificilmente iria sair do autocarro. São uma autêntica peste estes tipos, e se tivermos em conta também que São Sebastião é «o santo invocado contra a peste», estava tudo em família, numa carreira que até se faz bem durante a semana, mas que com os preços loucos que o El Corte Inglês promete, deixa qualquer motorista louco para terminar um serviço.
Amanhã termino a semana! E como diz o colega e leitor habitual do blog, a todos «Boas Viagens a bordo dos autocarros e eléctricos da CCFL»

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Em véspera de Natal na 742, restou o saco do bolo...

Este era um dos dias mais aguardados, sobretudo para os mais novos, que aguardam sempre pela noite em que desvendam o que se esconde por dentro dos presentes que há alguns dias estão junto à árvore de Natal. A meio da tarde, a azáfama habitual do 24 de Dezembro na capital...

Carros em segunda fila nas principais artérias da cidade, nomeadamente onde há um grande número de pastelarias (ex: R.Morais Soares, Campolide - foto), que nestes dias, ocupam todas as suas mesas com tabuleiros recheados de Bolos Rei, Filhós, Sonhos, Rabanadas, enfim, todos aqueles doces que compõem uma mesa de Natal e que contribuem para o aumento do colesterol.

Pela porta do autocarro, entraram poucos passageiros, mas a maioria, com caixas de bolos, garrafas e uma pressa enorme para chegar a casa. E no meio de tanta caixa e sacos, e já com mais uma viagem completa para o Polo Universitário da Ajuda, fiz a habitual revista ao carro e junto a uma cadeira, vi um saco que parecia ter ficado esquecido por alguém...

Dentro do saco estava, uma embalagem de um Bolo Rei, e se os ratinhos do meu estômago davam já pulos de alegria, festejando um lanche mais natalício, de imediato ficou desfeita a festa, depois dos meus olhos verem que era apenas a embalagem do Bolo, e que de Bolo não tinha restado nada.

Confesso que até estranhava se alguém tivesse esquecido ali o bolo, que é «rei» nesta noite de Natal. Aquilo que ali tinha ficado era mesmo o resultado de alguém que julgou aquele lugar, como sendo o caixote do lixo, lá de casa!
Bolos à parte, o resto do serviço, fez-se com muitos poucos passageiros, depois das 17h30 aproximadamente, e posso até dizer que na viagem das 18h48 para a Ajuda, apenas transportei 4 passageiros e poucos mais eram os que se transportavam em cada autocarro ou eléctrico com que me cruzei.

Já com o relógio a bater as 20h00, Lisboa ficou mesmo deserta. As luzes que vinham do interior das janelas dos prédios, provavam uma vez mais que nesta noite ninguém sai de casa, porque é das poucas em que as famílias se juntam. Talvez por isso, os transportes de Coimbra (smtuc) e do Porto (stcp), tenham ordenado a recolha de todos os autocarros ás 21h e 22h respectivamente.

Bem e agora está na hora de eu também comer o bacalhau cozido, como manda a tradição e conviver com a família que fez questão de esperar por mim, para jantar. A todos resta-me desejar um Feliz Natal!

Boas festas!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Uma viagem no "carrossel" de Lisboa...

No passado mês de Novembro aqui vos deixei um artigo sobre a eleição da carreira 28 de eléctricos, como sendo uma das “1000 experiências mais importantes do mundo”. Com a sua viagem "slow-motion" pelo coração histórico da cidade de Lisboa, esta carreira foi assim distinguida pela editora de diversos guias de cidades e países do Mundo, a inglesa Rough Guide.

Esta carreira é um autêntico carrossel que percorre as principais colinas da capital e não admira que seja a mais apreciada pelos turistas que visitam Lisboa. Mas como as imagens valem sempre mais do que mil palavras, convido agora, a quem não teve a possibilidade de ver na televisão esta tarde no programa da RTP1, "Portugal em directo", uma reportagem sobre a carreira 28 que foi criada em 1914. Uma viagem pelas ruas estreitas de Lisboa, na companhia da Guarda-Freio, Sara Coelho e com um pouco de história pela voz da Drª. Susana Fonseca, Directora do Museu da Carris.
Uma excelente reportagem que abriu a segunda parte do «Portugal em Directo» de hoje, e que tem um pouco de tudo o que se pode encontrar nesta carreira, com turistas, lisboetas, imagens históricas, interrupções e uma excelente viagem por Lisboa.

Feliz Natal e um Próspero Ano 2010!


O Natal está à porta e com ele vem sempre os presentes, as lembranças, as acções de solidariedade, e claro a esperança de que não saia na escala um serviço naquelas noites em que gostamos de estar próximo das nossas famílias. Na véspera de Natal, é ver pelas ruas as correrias de última hora em busca do presente esquecido, ou levar para casa quem terminou mais um dia de trabalho, ainda a tempo da consoada.

Ao volante ou no sofá lá em casa, o tripulante deste "DiáriodoTripulante.blogspot.com" deseja a todos os leitores, amigos e colegas, um Feliz Natal e um Próspero Ano 2010.

BOAS FESTAS!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Aventura e adrenalina na carreira 35... em dia de feira

Depois de dois dias intensos na 794, acabei por conseguir trocar o serviço de Sábado, que também era na 794 (obrigado ao colega que trocou comigo), por um serviço na carreira 35. Há mais de um mês que não punha os pés nesta carreira e escusado será dizer que senti-me "como peixe na água". O serviço parece passar a correr quando por ali ando, mas este Sábado tal como todos os outros, foi dia de Feira da Ladra.

Quem sente mais este dia, são sem dúvida alguma, os colegas da estação de Miraflores, que têem serviços na carreira 12, que passa mesmo pelo Campo de Santa Clara, onde se realiza aquele que é o mercado mais antigo da capital. Contudo, para quem vem de zonas mais a norte da cidade, opta pela carreira 35. É portanto muito normal, que nestes dias de feira apareça de tudo um pouco e que a cada curva haja uma surpresa reservada.

Pela manhã e ao chegar perto da Cantina da Universidade, já próximo do terminal do Hospital de Santa Maria, avisto uma enorme fila de pessoas nos acessos à mesma. Obviamente que estariam a dar algo. Foram necessárias duas viagens para perceber que ali decorria mais uma iniciativa "Natal com os sem abrigo", oferecendo refeições aos mais necessitados.
Se a sul esta carreira levava quem pretendia gastar poucos euros numa peça de roupa ou num "achado" daqueles que provavelmente foi furtado ainda durante a madrugada, já a norte eram muitos os que aproveitaram o percurso da carreira 35 para ali se deslocarem em busca de algo que lhes aconchegasse o estômago. E grande parte tinham um "7Colinas" ou um "VivaViagem".

Uns mais educados que outros, lá foram saindo nas paragens que melhor serviam os seus destinos. E se uns sabem bem qual o caminho a tomar, outros, não só não o sabem como também não são suficientemente educados para perguntar. Já depois do almoço, quando em deslocava do Hospital de Santa Maria, rumo ao Cais Sodré, uma passageira entra na Alameda e...

Passageira: «Vai pr'ó Rossiuuummmmm??»
Motorista: "Não senhora! Este termina no Cais Sodré..."
Passageira: «Entãoummm... Cais Sodré é depois do Rossiummmm!»
Motorista: "Mas este vai por Santa Apolónia"
Passageira: «Então passa no Rosssiuummmmm!»
Motorista: "Então se quer, sente-se e quando chegar ao Rossio, toque para sair. Já lhe disse que não passo por lá, porque insiste em dizer que passa!?"

Obviamente que já depois disto, tinha estado cerca de um minuto com o 708 à minha frente, que provavelmente, teve o colega a prestar-lhe as devidas informações, mas há dias em que não adianta! É como estar a falar com uma parede!

Já para o final da tarde e com o regresso a casa daqueles que escolheram o Sábado para passear, ainda que o frio fosse bastante na capital, eis que surgiram alguns atrasos, nomeadamente na chapa da minha frente, o que me "obrigou" e em concordância com a central de comando de tráfego, adiantar a partida, para que os passageiros não aguardassem demasiado tempo nas paragens.

E foi só preciso avançar uma paragem, para que no Corpo Santo, as bocas da praxe surgissem...

"O bacalhau devia ter muitas espinhas, não?"
"Ó vizinho... Você queria que ficasse-mos aqui ao frio?"
"Eles não são rendidos e metem-se lá na casinha do Cais Sodré, que eu já vi"
"Eles ficam é a jogar ás cartas"

Ora digam lá, se esta gente merece alguma coisa? O melhor mesmo é não responder, mas o que eu dava para ver esta gente, naquelas aldeias em que há apenas um autocarro de manhã e outro ao final do dia.

Bem e para terminar, deixo-vos com o segundo e último vídeo desta série que mostra o oposto de uma carreira suburbana e num dia que não foi tão calmo quando o primeiro, obrigando mesmo a algumas manobras, devido à falta de civismo daqueles que teimam estacionar os seus carros, nas paragens e curvas das ruas mais apertadas.

São 7 minutos a uma velocidade mais reduzida até porque as ruas e o público alvo assim o obrigam. É um troço da carreira, nomeadamente entre a Morais Soares e Santa Apolónia.

Arregace as mangas e venha daí para o "esquerda, direita... direita, esquerda, volverrrr" , abordo da carreira 35 em dia de Feira da Ladra e sinta a aventura e a adrenalina de conduzir um autocarro nas ruas apertadas do Bairro América.





n.d.r.: Vídeo produzido por Rafael Santos e gravado através de um telemóvel colocado ao lado da chapa da carreira junto ao para-brisas frontal, durante uma viagem na 35, não interferindo com a condução nem com a prestação de um serviço público de qualidade.
"A todos os leitores do Blog DiáriodoTripulante, os votos de um FELIZ NATAL!"

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Sinta-se na pele de um motorista: "Acelere a fundo na 745"...

Sexta-feira que antecipa a semana do Natal! Estamos em Dezembro como é óbvio e o dobro dos carros andam nas ruas porque o 13.º mês ajudou a encher os depósitos de combustível que há meses não atingiam o topo. O resultado só pode ser um - o caos no trânsito em Lisboa!

Depois de um serão na 745 e uma média na 742, eis que a escala ditaria uma 5ª e 6ª feira na 794 que há muito não fazia, mas que não me deixava saudades algumas. O horário da carreira já não era famoso antes das obras na Praça do Comércio e agora muito menos. Os atrasos são constantes e nem os novos Volvos B7R são suficientes para ultrapassar essas barreiras.

Mas proponho agora ao leitor deste blog que deixemos o caos de hoje na 794 de parte e convido a sentar-se em frente ao computador, imaginando que á sua frente está um volante e uma série de botões, uma consola SAEIP e uma máquina de vender bilhetes. Para iniciar a viagem e sentir-se na pele de um motorista na cidade de Lisboa, basta clicar no «play» e ver através do olhar do motorista como é feita uma viagem na 745, com os pedidos de paragem na última da hora, ou com cargas e descargas na via do BUS e muito mais...

Acelere a fundo e faça esta viagem a 300% em apenas 6 minutos e 50 segundos.

Boa viagem!




n.d.r.: Video gravado através de um telemóvel colocado ao lado da chapa da carreira junto ao para-brisas frontal, durante uma viagem na 745, não interferindo com a condução nem com a prestação de um serviço público de qualidade.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Off Topic: Baixa de Lisboa - Que futuro?

É a pergunta que muitos fazem. Como ficará a baixa depois de concluídas as obras da Praça do Comércio e da reorganização – ou desorganização – do trânsito que parece estar cada vez mais caótico. Durante estas folgas que hoje terminam, aproveitei para adiantar alguns presentes para o Natal que se aproxima a passos largos e este ano, optei pelo comércio tradicional, na Baixa de Lisboa.

O carro ficou á porta e dei uma vez mais, uso ao meu passe. Para não bastar a azáfama desta altura, que faz sempre aumentar o volume de trânsito nestas artérias da cidade, há também as festas do Circo do Coliseu e os teatros da zona que «obrigam» aqueles que teimam em levar o carro para a baixa, a estacionar em cima dos passeios da Avenida da Liberdade. E como se isto não bastasse, este fim-de-semana alguém se lembrou de remendar a Rua da Prata com alcatrão, tornando uma tarde de Sábado fatídica para quem a teve de cruzar.

Os autocarros aglomeraram-se na única via disponível, e eu ia a bordo de um 745 que estava bem lá para trás da fila. Foram quase 15 minutos para fazer uma rua apenas. Será que era difícil entender que aquelas obras teriam de ser feitas durante a noite?

E daqui para a frente como será?

A Praça do Comércio, envolta em polémica, vai mesmo ficar sem trânsito nas laterais nascente e poente e o trânsito ligeiro ficará a passar na Ribeira das Naus, enquanto que os transportes públicos ficam com via reservada pela Rua do Arsenal, tal como está. Contudo, há quem diga também, que o trânsito ligeiro vai ser mesmo afastado daquela zona, para quem vem do Marquês de Pombal. E será que além do caos do trânsito, a sul, vamos também ter congestionamentos a norte na Praça dos Restauradores?

Os transportes públicos até podem vir a ser beneficiados, o que duvido, mas até agora os atrasos têm sido bastantes, desde autocarros a eléctricos, facto este que não ajuda certamente a cativar mais público e mais passageiros para o uso do transporte público que tem cada vez mais dificuldades em circular numa cidade cada vez mais virada para o transporte particular.

Vejamos a via do BUS. Em Madrid, está em grande parte dividida por um separador plástico, mas por cá permanece apenas com um simples traçado na via que é constantemente violado e desrespeitado pelos restantes utentes da via. Depois há também os semáforos que em algumas zonas deixaram de abrir prioritariamente para os transportes, passando a abrir conjuntamente com os restantes utentes da via (ex: Av.Ceuta, no sentido Alcântara; Rossio, no sentido P.Comércio, etc...). E estes são apenas alguns dos pontos que nos vão tomando conta da paciência que é necessária para se conduzir um transporte público numa cidade como Lisboa...


E amanhã começa mais uma semana! Boas Viagens a bordo da Carris!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Carreira 56: Mas que rica prenda!

E lá diz a gíria popular no que a comparações diz respeito, que «ou é 8 ou é 80» e se há muito que não era escalado na carreira 56, hoje foi a segunda vez esta semana. Primeiro estranha-se, depois entranha-se e quando se chega perto do final do serviço e pensamos que até parece mentira ninguém ter entrado a reclamar com alguma coisa, eis que chego á paragem do Campo Pequeno com destino às Olaias e um passageiro mal mete o pé no interior do autocarro, desabafa logo em jeito de revolta...

«Não temos o direito como passageiros de saber para onde vai o autocarro?», perguntava-me o senhor, pensando eu que já ia uma vez mais, ouvir que a mensagem do "Feliz Natal" poderia aparecer ao lado do número da carreira e não substituindo-o, mas eu estava profundamente enganado. «Os senhores deviam ter a obrigação de informar os passageiros quando o percurso muda!», exclamava. Mas chegava a altura de eu tentar perceber ao que se referia, e lá lhe disse: "Em primeiro lugar BOM DIA!, depois, não consigo entender onde o senhor quer chegar... É que o percurso desta carreira está igual", disse-lhe.

«É que apanhei um autocarro 56 nas Olaias e o seu colega chegou ao Areeiro e virou para a direcção do Aeroporto e eu queria vir para o Campo Pequeno. Sei que a culpa não é sua, mas tenho de reclamar com alguém!», e como o jeito em que falava, não era de todo o mais educado, respirei fundo e já depois de lhe ter explicado que não era certamente comigo que teria de reclamar, informei que o mais provável, era o autocarro em questão, estar a recolher à Musgueira, tendo também nestes casos, o passageiro de ter atenção ao destino que está na bandeira, e a resposta do senhor foi nem mais nem menos que «pronto, mas já vi que vocês têem sempre razão e ainda ficam chateados só porque não lhes digo Bom dia...», e não temos razões para tal? , pergunto eu.

Basta pensar que nas nossas mãos estão os destinos de milhares de pessoas que se cruzam diariamente, e que não é certamente com «apedrejamentos» de falta de respeito que obtêm um excelente serviço prestado porque, por muito que o motorista consiga abstrair-se das situações, gera sempre uma revolta interna. E não me admira que a revista TimeOut na sua edição desta quarta-feira tenha destacado na sua rubrica «Amamos & odiamos» da secção Grande Alface, os condutores de autocarros.

A revista que aborda "tudo o que há para fazer em Lisboa", ama ver «os condutores de autocarro que se cumprimentam na estrada», até porque em grande parte dos dias são mais as vezes que recebemos a saudação e o cumprimento de um colega que se cruza à distância, do que um simples "bom dia" ou "boa tarde" dos milhares de passageiros que transportamos no dia-a-dia. Por estas e por outras razões, irei como até aqui, contribuir para que a TimeOut continue a amar ver os motoristas cumprimentarem-se.

E porque não há uma sem duas, nem duas sem três, referir que iniciou-se hoje a campanha já aqui referida anteriormente apelidada de «Carris Presente», inicialmente dirigida aos tripulantes e que em breve será alargada ao público em geral. Ao recolher, cheguei junto da árvore de Natal da estação da Musgueira e tirei um dos ursos que a decoram e que indicam quais os bens que podem ser dados para quem mais precisa. Lê-se no urso que «todas as ofertas recebidas serão entregues ao Banco de Bens Doados e à Entreajuda, para que quem mais precisa possa sorrir este Natal». Em breve lá deixarei a minha contribuição...


Boas Viagens e Boas Festas!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A espontaniedade juvenil a bordo da 47

A imprevisibilidade das crianças deixa por vezes os adultos sem resposta e por mais irritantes que os adultos queiram ser perante a teimosia infinita de uma criança que quer tudo e mais alguma coisa, numa época como esta do Natal em que o Pai Natal volta a invadir janelas e superfícies comerciais, como símbolo do consumismo, fazendo por vezes esquecer o verdadeiro símbolo do natal que é o menino Jesus e o seu nascimento.

Há já algum tempo que não era escalado para a carreira 47 e confesso que nunca morri de amores por ela, mas é daquelas carreiras que se faz bem de vez em quando, não sei explicar! Contudo o que sei mesmo é que o serviço de hoje correu muito bem e embora seja chato por vezes, ter de trabalhar quando todos estão em casa a gozar o feriado ou enquanto outros tiram o dia para passear nem que seja de uma paragem para a outra, tal e qual como se de uma formiga de asa se tratasse.

Depois há também quem aproveite estes dias para fazer as compras lá para casa, mas ir ao supermercado com as crianças tem sempre um senão... Pois é um chocolate que ia bem dentro do saco e não vai. Ou a hamburguer que até oferece um brinquedo e que não foi comprada ou até mesmo, o brinquedo que há em destaque no catálogo e que a mãe não comprou...

Tudo isto gera uma revolta nas crianças que dá sempre numa birra. Hoje assim foi, depois da paragem do Continente de Telheiras. Mas a espontaniedade da miúda que ia com a sua mãe derrotou de imediato a irritação da senhora, que num acto de desespero lançou um “ultimato” à jovem rapariga em alto e bom som: «Põem-te quieta! Se não te portas com juízo, meto-te em casa da tua tia Aurora!», ao que de imediato a rapariga suspirando respondeu... «Ai quem me dera!»

Tivesse o autocarro um buraco e a mãe da miúda tinha-se enfiado nele. Assim foi o regresso a uma carreira que há muito não fazia... E viva o consumismo do Natal.... mas porque não é Natal todos os dias?

Boas Viagens!


Foto gentilmente cedida por Pedro Almeida

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Na 56: A sopa para a Sónia no regresso ao trabalho

Há coisas que não mudam! E o dia-a-dia num transporte público é uma dessas coisas que podem passar, horas, dias, e até mesmo anos, e que teimam em continuar tal e qual como os conhecemos. As férias já fazem parte do passado e hoje lá voltei aos comandos de um autocarro pelas ruas de Lisboa, onde o trânsito foi pouco muito graças ao facto de amanhã ser feriado e muita gente ter feito ponte.

Serviço na carreira 56 - e aqui também foi um regresso a uma carreira que há muito não fazia - e logo na primeira parte do serviço notei que o fluxo de passageiros não era o habitual. Ainda assim quem não fez ponte certamente foram aqueles que recorrem frequentemente ás carrinhas de apoio à toxicodependência, que usam com frequência esta carreira, sobretudo no troço P.Espanha - Alcântara. Nesse troço para quase em todas as paragens, excepto quando a fiscalização vai a bordo... Porque será?!

Mas borlas à parte, o que mais chateia é que são precisamente estes passageiros que mais reclamam e 99.9 % dos casos sem razão, já para não dizer 100% pelo facto de não terem titulo de transporte. Mas se pensa o leitor deste blog que é apenas isto que não muda no dia-a-dia de um transporte público engana-se.

As perguntas desnecessárias e as conversas pelo telemóvel em que todo o autocarro fica a saber o que se passa lá em casa, também fazem parte deste rol de situações com que me vou deparando diariamente. A caminho da rendição para a segunda parte do serviço, transportava-me eu na carreira 35 quando uma senhora na paragem ao ver as bandeiras com destino de "Alameda", questionou o meu colega tendo este esclarecido de forma clara, mas ainda assim, não deu para evitar um daqueles diálogos que nos dá que pensar, se não vejamos...

Passageira: «Vai para Alameda?! Então termina no Técnico!»
Motorista da 35: «Não senhora! Termina na Alameda e não no Técnico...»
Passageira: «Ahhh, mas passa no Técnico!»
Motorista da 35: «Não passa no Técnico. Fica na Alameda»
Passageira: «Então mas... (pausa) Que Alameda é essa que não passa no técnico?!»
Motorista da 35: «Alameda D. Afonso Henriques...»
Passageira: «Pois a do técnico! (E entra no autocarro)»
Passageira: «Até parece que temos de conhecer a Alameda toda, que disparate!»

E eu sentado +/- a meio do autocarro e com uma vontade enorme de lhe dizer que "até parece que todos os autocarros têem de passar no técnico", mas a senhora era tão irritante que cheguei à conclusão que o melhor era estar caladinho.

Chegado então à Alameda, dirijo-me para o Areeiro para então começar a segunda parte do meu serviço na carreira 56. Fui ás Olaias e na viagem para a Praça das Indústrias, uma senhora entra no autocarro e pede um bilhete. Ao mesmo tempo tinha a mala na mão direita e o telemóvel na mão esquerda, "colado" ao ouvido. O bilhete ia imprimindo enquanto a senhora em questão "lutava" com a sua mala a fim de procurar 1.40€ para pagar o bilhete. «Desculpe lá, mas é que também estou ao telefone e torna-se complicado...», dizia-me. Entretanto, «Olhe Sónia, a mãe não tirou a sopa para fora porque ela estava dentro do frigorífico...»

Ao que parece, a Sónia, não só não fez a sopa, como também a queria já no prato quando chegasse a casa. Mas e agora pergunto eu: "Era necessário eu e os restantes passageiros saberem que a sopa não foi tirada do frigorífico porque estava lá dentro? É que até fazia mais sentido, não a terem tirado do frigorífico para não se estragar, porque obviamente se estava lá dentro, para a comerem, tinham de a tirar cá para fora..."

E menus à parte, assim foi o regresso ao trabalho com a rotina habitual de um dia a bordo de um autocarro na cidade de Lisboa.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

"Não se esqueça: Valide o seu título de transporte!"

A Carris lançou ontem uma campanha que visa alertar o cliente para viajar sempre com título de transporte válido. Embora esteja actualmente de férias, não deixei de utilizar os autocarros da Carris quando necessário, para me deslocar de um ponto para outro, dentro da cidade e dei de caras com um articulado da carreira 746 repleto de post-it’s colados nos vidros. Neles podia-se ler «Não se esqueça: Valide sempre o seu título de transporte!»

É sem dúvida uma campanha de Marketing que chama a atenção de qualquer um que utilize os transportes públicos, e embora considere que seja sempre uma campanha com resultados difíceis de alcançar (penso eu), nunca é de mais referir que a Carris, com esta campanha tenciona «claramente diminuir as situações de fraude existentes relativas à aquisição e validação do título de transporte».

Também no passado dia 2 de Dezembro, a Carris apresentou a campanha «Carris Presente», uma acção que visa «integrar todas as iniciativas de cariz social e de solidariedade que a empresa realize. O nome do projecto transmite a nova atitude da Empresa, presente todos os dias do ano e a todas as horas na Cidade e junto dos seus Clientes e, por outro lado, evidencia a presença que a CARRIS pretende concretizar no desenvolvimento de projectos de apoio solidário aos que mais precisam».

Para já a primeira missão passa pela recolha de «fraldas, roupa e brinquedos para distribuição a crianças carenciadas, os bens recolhidos serão doados ao “Banco de Bens Doados” e ao “Projecto Entreajuda”, entidades que, por sua vez, farão a distribuição junto de instituições mais carenciadas», diz o site da Carris.

Para conhecer estas duas campanhas, poderá visitar o site da Carris, e participar sobretudo na iniciativa «Carris Presente», porque infelizmente não é todos os dias Natal, embora na teoria o Natal seja quando o homem quiser...


Imagem: Site Carris.pt

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

[Off Topic]: E porque recordar é viver...

Há dias quando andava pelas ruas da Baixa, vi um rapaz com uma T-Shirt azul onde se lia que «tudo o que aprendi foi na Rua Sésamo». Achei engraçada a camisola e embora não tenha aprendido tudo naquela hora que perdia diariamente ao ver a Rua Sésamo, o certo é que também eu, tal como grande parte da minha geração, cresceu com os episódios da Rua Sésamo, essa grande série da RTP importada dos Estados Unidos.

No passado domingo a RTP Memória emitiu um programa sobre os 20 anos da Rua Sésamo e numa dos blocos de imagens que passaram da série, deu para rever Lisboa de outros tempos e a Carris de outros tempos. Nesta série aprendia-se a lavar os dentes, a andar na rua entre outras coisas, recebia-se conselhos amigos e era a companhia e o divertimento daquele tempo. E pergunta o leitor: «Mas que tem a Rua Sésamo haver com o Diário do Tripulante?»

Nada, mas a razão pela qual abro este Off Topic é mesmo para que se possa recordar essas imagens de um vídeo onde se ensinava o que era a paragem do autocarro e/ou eléctrico. O vídeo que de seguida apresento, mostra um pouco do que era a Rua Sésamo e destaco o minuto 2.20. Nele vê-se inclusive os antigos eléctricos sob forma de caixote, na Estrela. Para quem pretender ver o programa em repetição, poderá sintonizar a RTP Memória no próximo domingo ás 8h45.

Boas Viagens e Boas Recordações!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

[Off Topic:] Eléctrico 24 volta a ser pedido pelos lisboetas

Decorre até dia 11 de Dezembro a análise técnica das propostas apresentadas pelos cidadãos, que até ao dia 29 de Novembro, participaram no Orçamento Participativo 2010 da Câmara Municipal de Lisboa e que visa a apresentação propostas concretas e a votação de projectos, num valor máximo de 5 milhões de euros, para o orçamento do próximo ano. Os projectos mais votados, até ao valor acima referido, serão integrados na proposta de orçamento e plano de actividades municipal.

Recorde-se que este orçamento participativo visa contribuir para o exercício de uma intervenção informada, activa e responsável dos cidadãos nos processos de governação local, garantindo a participação dos cidadãos na decisão sobre a afectação de recursos às políticas públicas municipais, e possibilitando assim ao executivo municipal corresponder às reais necessidades e aspirações da população de Lisboa.

Ao todo foram registadas 527 propostas pelos 884 participantes registados. Entre as propostas apresentadas, encontram-se os mais variados temas desde o estacionamento abusivo em cima dos passeios, à recuperação e requalificação de Jardins e do canil/gatil de Lisboa. São ainda sugeridas algumas ciclovias e a repavimentaçãod e algumas ruas. Há quem sugira policiamento e até iniciativas culturais. Mas entre as propsotas apresentadas há também o tema dos transportes. Ao todo são 8 as propostas que directamente abordam este tema.


Aqui é o eléctrico que ganha vantagem com a maioria das propostas a pedirem o regresso da carreira 24, mas há também quem sugira novas linhas como uma ligação rápida da Estação do Oriente ao Terminal de passageiros do Aeroporto da Portela. Quanto aos autocarros há quem peça uma carreira para o bairro da Bela Flor e uma paragem para um autocarro à porta do Hospital de São José que é de difícil acesso.

Neste orçamento participativo há quem também aproveite a oportunidade para mostrar o seu descontentamento, pelo tempo de demora entre Santa Apolónia e o Cais do Sodré, devido ao novo sistema de trânsito implementado neste troço. E há até quem peça a remoção dos carris inutilizados, que podem ser a causa de acidentes. Até que o sejam removidos há sempre a alternativa de se reduzir a velocidade.

Para que não fiquem dúvidas, transcrevo de seguida as propostas que mais directamente abordam o tema dos transportes:

Transportes Públicos na Bela Flor
A Bela Flor é uma zona da freguesia de campolide servida parcialmente por um único autocarro e por um acesso pedestre às Amoreiras composto por 122 degraus. Para quem vive no Bairro da Bela Flor ir ao pão, ao supermercado, levantar dinheiro ou ir à escola implica, forçosamente, andar cerca de 800 m até apanhar o único autocarro ou subir 120 degraus. É URGENTE que esta zona seja fornecida por outras carreiras de autocarros.
2009-11-29
Número de proposta: 473

Linhas dos electricos
Por razões de segurança, as linhas dos electricos, que já não são usadas, deveriam ser removidas pois são a causa de vários acidentes de viação.
2009-11-29
Número de proposta: 444

Eixo Cais do Sodré - Santa Apolónia
Caríssimos, Numa altura em que a CML tanto fala em promover o uso dos transportes públicos não deixo de sublinhar o quão degradado ficaram os transportes no eixo C.Sodré-Sta Apolónia desde que a CML impôs aquele novo esquema de atravessamento na Baixa. O novo percurso, cheio de curvas, onde só cabe um veículo em certos pontos e que cria um funil na entrada da Pç Duque da Terceira, degradou enormemente o percurso entre Sta Apolónia e o C.Sodré. Dos 7 a 8 min de outrora, são agora necessários uns absurdos 20 min pela hora de ponta para ir de uma estação a outra. Melhores cumprimentos.
2009-11-29
Número de proposta: 396

Linha de Eléctrico
É incompreensível como não existe uma linha de eléctrico rápido ligando a estação gare do Oriente ao terminal de passageiros do aeroporto da Portela, ao longo da Avenida de Berlim. E pior é não existir nenhuma carreira de autocarro que ligue directamente estes dois importantes centros de passageiros. Numa altura em que muito se fala em meios de transporte "amigos do ambiente" e em retomar as "boas tradições" de que Lisboa era rica com os eléctricos, não se percebe que uma das ligações mais naturais (e económicas porque fáceis de realizar)não seja implementada.
2009-11-26
Número de proposta: 229

Aposta no eléctrico como principal transporte da cidade
Serve a presente proposta para promover a re-introdução do eléctrico como principal meio de transporte da cidade, sendo actualmente um símbolo de Lisboa e que está cada vez mais a desaparecer. Tomando como exemplo a carreira 24E do Largo do Carmo a Campolide, com grande parte das vias férreas e aéreas renovadas, que se mantém suspensa desde as obras do parque de estacionamento de Campolide. Chegou a altura da cidade abraçar o regresso do 24 e porque não do 17?
2009-11-26
Número de proposta: 170

Um novo eléctrico para Lisboa
Pontos fortes / Oportunidades: Existência de carris e catenárias ao longo da totalidade do percurso proposto; Conectividade com outros transportes públicos (cruzamento com 3 redes do metro e com a estação multimodal do Cais do Sodré) Revitalizar a utilização de transportes públicos no centro histórico de Lisboa; Elevado potencial turístico (percurso de charme; todas as paragens apresentam inúmeros motivos de interesse) Oportunidade única para reforçar (e promover) Lisboa como a capital do eléctrico no mundo; Andar de eléctrico é sempre um prazer…
2009-11-23
Número de proposta: 87

Dificuldade em estacionamento
O Hospital de S. José é de dificil acesso, tanto a nivel de estacionamento como de autocarros. Uma pessoa para lá ir tem de ir de taxi ou então ter boas pernas para subir do martim monis até ao mesmo, e nem sempre é possível. Não esquecer que o S. José serve muitas freguesias. Proponho a construção de um parque de estacionamento para utilizadores do serviço e uma paragem de autocarro à porta.
2009-11-17
Número de proposta: 19

Reabertura do Electrico 24
Ainda que seja a Carris a explorar a linha, a CML tem o poder revindicativo sufuiciente para pressionar a Secretaria de Estado dos Transportes. Apresento um documento do Forum Cidadania Lisboa e que subscrevo. http://cidadanialx.tripod.com/DocE24.pdf
2009-11-17
Número de proposta: 16

Estas e outras propostas podem ser lidas no site da C.M.L. . A fase de votação dos projectos decorrerá de 14 a 20 de Dezembro de 2009.

Boas Viagens!
Foto: TIM BORIC


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Eléctrico de Natal volta ás ruas pelo 29.º ano consecutivo

Arranca esta quarta-feira (2/12) e pelo vigésimo nono ano consecutivo, a iniciativa Eléctrico de Natal da Carris "que à semelhança dos anos anteriores, se destina ao transporte de crianças, após inscrição pelas respectivas escolas, para realizarem a viagem natalícia que a Empresa proporciona de forma gratuita. O Eléctrico de Natal funciona de segunda a sexta-feira, das 9H30 às 17H00. Aos sábados a primeira viagem tem início às 10:H00 e a última viagem às 11:00h."

Segundo o site oficial da Carris, durante esta iniciativa que irá decorrer durante 17 dias, são esperadas 8.000 crianças que serão conduzidas, pelas ruas de Lisboa, pelos guarda-freios vestidos de Pai Natal. Diz ainda o site oficial da Carris que "esta Campanha será realizada em novos moldes de forma a ir de encontro à nova imagem da CARRIS, reforçando, por um lado, os objectivos que se visam alcançar e integrando, por outro lado, um novo conceito corporativo da imagem, intitulado, “CARRIS Presente”, a qual passará a integrar todas as iniciativas de cariz social e de solidariedade que a Empresa venha a desenvolver oportunamente."
Boas Viagens e Boas Festas!

De olho na net... e com ouvido numa frigideira!

Mais um dia... mais um vídeo e mais uma descoberta, porque a Internet porporciona-nos por vezes recordações através dos vídeos e textos que por lá vamos encontrando. Uns com mais qualidade que outros, o certo é que a Internet é cada vez mais um elo de ligação entre a cultura e as pessoas, embora muitos possam discordar. E porque tempo de férias é também tempo para dar atenção a outras coisas, pesquisava na Internet alguns vídeos sobre Lisboa e através de um vídeo do YouTube fui parar a um outro já com alguns (não muitos) anos, que me fez recordar os bons momentos que passei na Televisão.

Já imaginou alguém compor uma música através das frigideiras? Pois pode parecer ridículo, mas o certo é que o som tocado fazia parte da obra de Xenakis e foi tema de uma reportagem da SIC na altura em que realizei o meu estágio na estação de Carnaxide. Ao ver este vídeo recuei no tempo e recordei-me perfeitamente como se fosse hoje, o dia em que fui gravar esta reportagem.

Estava a caminho de Carnaxide no 14 (agora 714) quando o telemóvel tocava com alguém do outro lado a tentar saber se ainda estaria longe da SIC. Á minha espera tinha já um jornalista para sair, para mais uma reportagem. «Não há mais ninguém disponível e tens mesmo de ir tu com o João Almeida», dizia-me o responsável de Câmaras da SIC.

O objectivo era entrevistar Pedro Carneiro, um dos melhores percussionistas do Mundo, que por sinal é português, sobre o seu novo (em 2004/2005) trabalho. Foi das reportagens que mais gostei de fazer durante o meu estágio na SIC e por ter agora recordado esse momento e por se tratar também de um tema diferente do habitual onde a cultura musical está também presente, aqui fica o vídeo agora partilhado com todos os leitores do blog

Reportagem do jornalista João Almeida, com imagem de Rafael Santos e montagem de Gonçalo Freitas - SIC
Boas Viagens!

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