domingo, 27 de setembro de 2009

Este domingo "votei"... 745

Passados 4 anos, Portugal foi de novo chamado a votar e a eleger quem irá dirigir o país nos próximos quatro anos. Mudam-se os planos, mudam-se os protagonistas em alguns dos casos, mas o que não muda é o ritual do Domingo eleitoral. Uns mais concorridos que outros, mas todos com os mesmos ingredientes.

Nestes dias, as roupas mais estimadas voltam a sair dos roupeiros. Os lenços voltam ás lapelas dos blazer's no caso dos senhores, e as malas de pele voltam ás mãos das senhoras. É dos poucos dias em que logo pela manhã se vêem idosos pelas ruas, e todos com o mesmo destino. As mesas de voto. Nas juntas de freguesia ou nas escolas, vão-se encontrando pessoas que há muito não se viam. E a sair do autocarro estava mais um casal, esta manhã á porta da Esc. Nuno Gonçalves, onde decorreu o acto eleitoral da freguesia da Penha de França, e que acabavam de encontrar mais dois amigos.


Foi assim na 35, na 30, na 107 e em todas as carreiras que passavam por paragens onde ficava próximo uma mesa de voto. Hoje e depois de ter exercido o meu direito de voto, peguei ao serviço na 745 e diga-se que era um daqueles serviços que calham a todos mas que não interessam a ninguém. No que a votos diz respeito até foi bastante calmo, porque poucos foram os que recorreram ao 745 para se deslocar ao local de voto. Acontece mais nas carreiras de bairro.

O que não faltou, foram turistas e até parece que estamos de novo no Verão. O autocarro partia da paragem do aeroporto sempre cheio. As perguntas sucediam-se a cada paragem e o resultado ao fim do dia, é um cansaço enorme que me leva a ficar por aqui no texto, mas não sem antes referir aquilo que é já um clássico em dia de votos - o cheiro a naftalina das roupas que há muito não viam a luz do dia.

Daqui a quinze dias há mais e desta feita para as autárquicas.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A estreia na 780 no dia em que alguém tentou desconto na 36

Hoje é daqueles dias que acabo de chegar a casa "supercansado" até porque o dia começou bem cedo e com uma estreia da minha parte, na carreira 780 e logo ás 6h25 da madrugada, o que para quem já vai estando habituado ao ritmo dos serviços de «médias», torna-se estranho, sobretudo porque de manhã até não custa muito a sair de casa, mas o pior é quando se aproxima a manhã e o principio da tarde e o cansaço nos tenta vencer.

Mas ainda sobre a 780, foi uma estreia porque nunca lá tinha tido um serviço (o de hoje foi extraordinário) e foi a primeira vez que conduzi os novos autocarros Volvos B7R LE em carreira e para mim passou no teste. O público, esse também foi diferente do habitual, ou não fosse essa carreira da zona de Benfica, que ficava até então, fora da zona de actuação das carreiras da Musgueira. A carreira essa também aprovo. Faz-se bem e transporta pessoas simpáticas.
Já da parte da tarde, o meu serviço na carreira 36 com os já conhecidos Volvos articulados B10M, numa tarde onde o calor voltou a marcar presença e com força. Talvez por efeitos do calor, um rapaz entrou na paragem do Marquês Pombal e pediu-me um bilhete. "É 1.40€ por favor..." , e responde-me estendendo as duas mãos. Numa tinha 1.32€ e na outra uma nota de cinco, não hesitando em questionar-me se «quer 1.32 € ou os 5 €?»
Estaria o rapaz a pensar que lhe iria fazer desconto? Nem quero acreditar em tal ideia, porque era só mesmo o que me faltava até hoje. Disse-lhe então "dê-me os 5 € que dou-lhe o troco..." E lá se foi sentar. Novidade hoje, foi também ter encontrado a Rua do Arsenal já alcatroada, não nas melhores condições, mas substancialmente melhor do que estava antes de levar este tapete. Os autocarros agradecem e os passageiros também.
Amanhã há mais...
Boas Viagens!


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

[OffTopic]: Conselhos para uma semana de "etiqueta"

Em vésperas de iniciar mais uma semana de trabalho, e depois de ter recorrido aos transportes públicos durante as minhas folgas, mas como passageiro, chego a algumas conclusões. As pessoas no geral continuam a ignorar o motorista / guarda-freio e são raras as pessoas que os saúdam. Contudo no dia 22 de Setembro, aproveitei e viajei na linha da Azambuja, e foi o suficiente para ver algumas diferenças, sobretudo no que diz respeito a alguns hábitos dos passageiros.

Tal como nos autocarros e eléctricos, nos comboios passam milhares de pessoas por dia, mas um simples baixar de olhos, serve para saber-mos que estamos num comboio. Não há jornais no chão, pacotes de batatas fritas ou cascas de amendoim e só me deixa com uma simples pergunta: Então mas porque não é assim também nos autocarros e eléctricos?

A pensar nestes e noutros pormenores, acho que chegou a altura de vos dar a conhecer algumas dicas do «Pequeno Livro da Etiqueta e do Bom Senso», da autoria de Maria João Saraiva de Menezes que já vai na sua 4.ª edição. Trata-se de um pequeno manual de etiqueta para o dia a dia e embora não receba nada para o promover, creio que não ficariam a perder nada se o adquirissem, até porque acaba por gerar algumas gargalhadas.

Neste pequeno livro são abordados diversos temas. Desde saber como ser civilizado, passando pela apresentação, conversa, modo de estar no restaurante, de estar com os amigos e até nos transportes e é precisamente neste ponto que vou pegar.

Há frases que são a pura da realidade, mas outras há que deixam algumas dúvidas, contudo, sobre os transportes começa com a seguinte frase: «Se tomar banho todos os dias, já é caminho andando». Havia melhor forma de começar este capítulo?

«Ceda o lugar a pessoas de idade, grávidas e deficientes», evitando assim que se perca mais tempo á espera que alguém se decida ceder o lugar.

«Cumprimente o Condutor», afinal também cumprimenta o empregado do café, o taxista e o carteiro...

«Não apalpe» e «não admita ser apalpado» e este ponto fica ao seu critério...

«Se conversar com o seu acompanhante, não se ponha a contar as suas intimidades alto e bom som», evitando assim que todo o autocarro fique a conhecer o que faz em casa ou no escritório.

«Não fixe as pessoas com o olhar», veja mas é se não pisa o vizinho do lado se viajar de pé (risos).

«Não empurre», porque já diz o ditado que “devagar se vai ao longe” e fica sempre bem «pedir licença para passar».

«Não corte as unhas dentro do transporte» e com esta concordo completamente. Além de não ser higiénico, torna-se irritante ouvir o som do corta-unhas num autocarro em silêncio e olhar pelo espelho e ver a unha saltar.

«Não coma», sim pode ter fome, mas se o fizer, seja pelo menos discreto e não deixe os restos no transporte. Lembre-se que ele é de todos!

«Não ressone» e «não grite» porque além de chato é incómodo para os restantes.

Tenha «cuidado com a carteira» sobretudo nas carreiras mais movimentadas. Dizem os lesados que não sentiram nada por isso fique atento ao que é seu.


Estes e outros conselhos estão todos no pequeno livro da etiqueta e do bom senso que pode ser adquirido na Fnac ou na Bertrand entre outras. É pequeno, de fácil leitura e ajudará certamente a despertar o educado que há em si. Ainda tenho esperança :)

Boas leituras e boas viagens!

Imagens: Wook ; Blog Forreta ; Blog KrónicasTugas

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Mais uma semana e com... Mobilidade

E chegou finalmente ao fim, mais uma semana de trabalho. Foi uma semana cansativa, até porque embora engraçada, esta profissão é bem desgastante e esta semana o que não me faltou foi mobilidade, ou não estivesse-mos nós na "Semana Europeia da Mobilidade". Comecei a semana na carreira 17, passei pela 44 e no fim-de-semana transportei os passageiros das carreiras 718 e 794. Hoje terminei a semana na minha 35 que está substancialmente melhor depois dos ajustes do horário.

Na sexta-feira a Carris comemorou os 137 anos e o transporte foi gratuito no dia 16 e volta a ser esta terça-feira, dia 22 de Setembro, no âmbito da semana da mobilidade. Há os que aproveitam para experimentar os transportes públicos e há os que neste dia insistem em querer um bilhete, dado que já sabem á partida que é gratuito. Depois há também aquelas pessoas que dizem que «já la têem o dinheiro dos passes...» e se pensa que os comentários ficam por aqui, engana-se pois chegou-se mesmo a ouvir alguém a dizer que «de borla é todos os dias, mas hoje é oficial», o que só prova que nesta vida "tudo é preso por ter cão e preso por não ter..."

E depois disto só digo: «ainda bem que dia 22 estou de folga...»

Mas comentários à parte, a semana até passou rápido, talvez por ter variado mais nas carreiras. Agora o regresso está já marcado para 5ª feira e bem cedinho pelo que resta-me aproveitar as folgas para recuperar forças e desfrutar desta cidade que não tarda nada já cheira a castanha assada...


Boas Viagens!




sexta-feira, 18 de setembro de 2009

18 de Setembro de 1872: 137 ANOS

A Carris completa hoje 137 anos de existência. Fundada no Brasil em 1872, a Carris inaugurou o seu serviço na capital portuguesa a 17 de Novembro de 1873, com a primeira linha de «Americanos» com carros puxados por animais, no troço Santa Apolónia - Santos. A 31 de Agosto de 1901 inaugurava o serviço de carros eléctricos com a sua primeira linha, muito semelhante á actual carreira 15, que circulava entre o Cais do Sodré e Ribamar (Algés).

Nos anos seguintes a rede aérea foi crescendo e a introdução dos carris pelas ruas da capital, tornou possível o aparecimento de novas carreiras, com «com carros inicialmente adquiridos nos Estados Unidos e, a partir de 1924, construídos nas oficinas da Empresa». Em 1940 chegaram á empresa os primeiros autocarros, sendo que o seu serviço foi oficialmente inaugurado a 9 de Abril de 1944.
Desde então a aposta passou a ser feita no autocarro, tendo sido necessária a criação em 1958 da estação de Cabo Ruivo já depois da existência da estação das Amoreiras, preparada para receber eléctricos e autocarros. Esta estação viria a ser desactivada em 1981, ficando a Carris com a estação de Santo Amaro, A.Cego, Pontinha - então criada em 1975, Musgueira - inaugurada em 1981 e a de Miraflores que surgiu em 1983.
«Nos anos 90, para além da entrada ao serviço de novos autocarros (médios, articulados e "minis"), assistiu-se a um interesse renovado pelo modo eléctrico traduzido na aquisição de 10 eléctricos articulados, nos quais, à tecnologia de ponta e elevados níveis de conforto se alia uma grande capacidade de transporte e na renovação de 45 eléctricos tradicionais que, numa feliz união, conjugam o respeito pela traça original com os mais modernos equipamentos electromecânicos».

Nos últimos anos a Carris tem apostado na renovação da sua frota, e em 2006 conseguiu tornar-se numa empresa Certificada e depois de ter também certificado algumas carreiras, prossegue com os mesmos objectivos e com a renovação da sua frota.

Hoje completa 137 anos de existência, por isso está de parabéns!

Boas Viagens!
Foto: Galeria de Biblioteca de Arte / Fundação calouste Glubenkian

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Diário do Tripulante - Versão 2.0

Sobre rodas ou nos carris, as histórias e episódios aqui relatados neste blog, têem composto um misto daquilo que é o dia-a-dia de um motorista ou de um guarda-freio na cidade de Lisboa. O que começou numa brincadeira, acabou por se tornar o ponto de encontro de muitos, tal como os autocarros e eléctricos desta cidade, que cruzam vidas a cada viagem que fazem pelas ruas da capital.

Há encontros imediatos, conversas cruzadas, varias nacionalidades, várias culturas, e todas elas fazem com que todos os dias haja algo para contar. A maioria das histórias deste blog passam-se nos autocarros da Carris, mas como se tem vindo a verificar pelos comentários publicados por colegas guarda-freios, o panorama não difere muito, a bordo de um eléctrico.

Hoje conto as histórias que vou assistindo, muitas das quais, impossibilitado de me abstrair, enquanto conduzo o autocarro, mas quem sabe num futuro próximo poderei também contá-las enquanto conduzo um eléctrico. O leitor habitual já sabe do meu gosto pelo transporte mais antigo da capital, e já que não posso exercer aquilo que realmente gosto, que é fazer televisão, há a esperança de em breve poder trocar a borracha dos pneus pelo ferro dos carris.

A verdade é que este blog já vai juntado as duas profissões que compõem a cara da Carris – os motoristas e guarda-freios. Por isso mesmo, acho que chegou a altura de dar uma nova imagem ao blog «Diário do Tripulante», com recurso a uma fotomontagem da autoria de Daniel Pedrogam, que gentilmente cedeu-me a imagem para a apresentação deste espaço que também já é seu.

Durante algum tempo será este o logótipo que vai ver no cabeçalho desta página porque aqui as histórias já não vêem só das carreiras, afectas à estação da Musgueira. Aqui já passaram histórias vividas por colegas da Pontinha, outros de Miraflores e até de Santo Amaro.

Do volante para o freio, este blog continuará, a contar histórias, a relatar situações e a sugerir espaços culturais e iniciativas, aos já mais de 40 mil visitantes, para provar que há muito para fazer em Lisboa, cidade a que me orgulho de pertencer, porque como se diz na noite de Santo António... «Lisboa é linndaaa!!!»

Boas Viagens!


n.d.r.: A imagem original do cabeçalho está on-line na galeria do autor, no Olhares.com

Nota do Editor: Do cabeçalho para o arquivo...

Já estamos em Setembro, mês de novidades. Há o fim das férias, o regresso ás aulas, o fim do sossego nas ruas da cidade e regresso do trânsito. Nos quiosques e papelarias, aumentam os cartões de grande formato com as colecções que prometem ser inéditas e para não ficar á parte das novidades, decidi também dar uma nova imagem ao blog.

O Volvo movido a Gás Natural, da autoria de Paulo Sousa, que gentilmente cedeu a imagem que tem composto o cabeçalho deste blog, passa agora a figurar no arquivo histórico deste blog, como marco de lançamento para aquela que foi uma aventura, a de contar e relatar as histórias vividas a bordo dos autocarros da Carris.

Com o passar do tempo foram surgindo também as histórias vividas nos Carris e ao que tudo indica o futuro deste blog passa mesmo por ai, pelo que aqui ficam os agradecimentos pela colaboração do Paulo Sousa.

Off Topic: Uma sugestão que nos chega da Rep.Checa

Há uns anos atrás (em 2005), o fotógrafo checo René Kubášek, realizou um projecto intitulado «Praga e Lisboa aos olhos dos Guarda-Freios», com fotos dos homens e mulheres que conduzem os transportes com mais simbolismo em ambas as capitais europeias. Agora o checo está de volta a Lisboa e com um outro olhar... «Praga e Lisboa aos Olhos dos Mestres do Rio» é o projecto que o faz regressar a Lisboa e que mostra o dia-a-dia dos comandantes dos cacilheiros que ligam as duas margens dos rios que banham Lisboa e Praga.

A exposição decorre desde do dia 9 de Setembro e está patente até dia 17 de Novembro e retrata através do olhar de René Kubášek, o Tejo e Vltava que "são diariamente percorridos pelos habitantes e visitantes num misto de rotina diária e lazer. Contudo o que a René Kubášek interessa registar é como serão vistas e vividas estas cidades aos olhos dos mestres do rio, capitães dos cacilheiros que todos os dias nos transportam de uma para outra margem. Encontramos nestas fotografias uma (possível) representação das vivências de quem já percorreu milhares de vezes estes rios mas que considera, nas palavras dos próprios mestres, que a vista que se avista dos barcos nunca é um «lugar comum». Através do olhar e sensibilidade artísticas de René Kubášek, do seu enquadramento da realidade, da re-criação de vistas sobre estas cidades e estes rios encontramos as memórias registadas por Kubášek nas inúmeras travessias e conversas mantidas com os mestres dos rios", diz o site da Galeria das Salgadeiras.
Sem dúvida uma exposição a não perder, cujo a inauguração oficial será no próximo dia 19 para a qual fui convidado, mas que por estar de serviço, não vou poder estar presente. Logo que possa irei visitar a exposição deste amigo checo a quem agradeço o convite com esta publicação.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Na 5 rumo ao Oriente mas com "Antibiótico"...

E o serviço de hoje resume-se naquela que considero a frase do dia de hoje...

«Se não se importa, desligue o Ar Condicionado porque eu estou a antibiótico...», dizia a passageira que entrou esta tarde na carreira 5 rumo á Est.Oriente. E sem lhe ter perguntado nada, lá me disse que tinha recorrido ao medicamento por causa do 701 quando foi a C.Ourique.

Pobre coitado do 701 que não faz mal a ninguém... Entretanto e depois de ter chegado á Est.Oriente, a senhora lá agradeceu ter reduzido a potência do AC. Quem aproveitou para arejar fui eu, enquanto aguardava a hora da partida, mas estar parado na Estação do Oriente e sair do autocarro ou ter a porta aberta, é como se tivesse sido colocada uma placa a dizer "posto de informações".

E as perguntas são gerais, não se limitando apenas á rede da Carris. Há quem pergunte pelos Correios, outros querem saber onde para o autocarro para Viseu e outros há que precisam do Aki para ir comprar uma torneia... Enfim, há de tudo um pouco! Até parece que vem nos guias da cidade que na placa A, lugar 9 do terminal rodoviário da Estação do Oriente está alguém que responde a todas as dúvidas imaginárias. Só faltou mesmo perguntarem pelos números do Euromilhões, até porque hoje é sexta-feira.


Bem mas se for por isso, agora também já sei dizer quais são os desta semana: 12,15,35,42,43 + 4,6

Boas Viagens!

Lisboa... Ontem e hoje

Ainda esta sexta-feira vai a meio, e já valeu a pena acordar cedo para fazer uma "dobra" na 35 e avistar na Rua do Arsenal, uma das relíquias da Carris. O 301 anda na rua para formação de dois motoristas de Miraflores, e antes deste foi o 109. Ainda com as cores verdes e branco que os caracterizaram durante alguns anos, as relíquias mostram que continuam preparadas para enfrentar os péssimos pisos de Lisboa e estão ali para as curvas... Só é preciso força de braços.

Quando efectuava a ultima viagem para o Cais do Sodré, lá dei passagem ao nosso amigo 301 com os respectivos motoristas e formadores. É sempre agradável vê-los passar porque no mínimo faz-nos recuar no tempo e confesso que dos de dois pisos, já só me lembro dos laranjas. Actualmente estas viaturas, acima referidas, fazem parte do espólio do museu da Carris e o 301 até já foi estrela na tv, na série «Conta-me como foi», que mostra o Portugal de antigamente.

Publicada a imagem captada esta manhã, enquanto dava passagem ao nosso amigo, resta-me então vasculhar o arquivo e escolher uma foto de outros tempos, quando estes AEC transportavam os lisboetas na sua rotina do dia-a-dia.


No tempo em que os AEC faziam companhia aos eléctricos, nos Restauradores
Foto: Restauradores (1938-1980) Estúdio Mário Novais

Os AEC's de dois pisos da série 300 a descer a Avenida rumo aos Restauradores

Foto: Restauradores (1938-1980) Estúdio Mário Novais

Bem e já que recuei no tempo graças ao 301, resta-me voltar ao presente, almoçar e ir então, para o serviço desta sexta-feira, 11 de Setembro de 2009 - 8 anos após o atentado terrorista às tores gémeas do World Trade Center.

Boas Viagens!


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

"Sim, já é de 15 em 15!", Entendidos?

Ainda a semana não terminou e aposto que a frase que mais repeti esta semana foi precisamente a que está no título deste post. A carreira 79 até é uma das que se faz bem, mas quando calha na escala duas vezes numa semana... é dose. Nem sei como há quem goste de por lá andar todos os dias. Há dias que passam num ápice e outros há, que demoram eternidades a passar. Na terça-feira (08/09/09) foi um daqueles dias que nunca mais se via «o fim ao tacho» como se costuma dizer, mas hoje até passou bem rápido, embora tivesse de fazer á mesma as 14 viagens á volta dos Olivais.

Na terça-feira já muitos haviam perguntado se a carreira já tinha voltado ao horário habitual de 15 em 15 minutos, e apesar das caras serem quase sempre as mesmas todos os dias, hoje que é quinta-feira, mais uma quantidade de perguntas e todas iguais... «Já é de 15 em 15 sr.motorista?»... É, e já desde segunda-feira.

Depois a pergunta gera sempre conversa no autocarro. uns porque não entendem o porquê de horários férias escolares e dizem que «aqui só anda a 3.ª idade», e outros dizem que «já foi um bónus terem posto o autocarro aos sábados á tarde e domingos». Há também aqueles do tipo um senhor que entrou a meio da tarde na Encarnação e me disse que «não se compreende o porquê da carreira não ir à Quinta do Morgado», mas não se pode agradar a todos. Entretanto e já perto do final do dia, eis que entra uma senhora e ao abrir da porta, lá deu início a um diálogo de conversas curtas.

Passageira ao entrar: «Já é de 15 em 15 minutos ou ainda é de meia em meia?»
Motorista: «Boa Tarde, antes de mais...»
Passageira: «Já é de 15 em 15?»
Motorista: «Boa Tarde!...»

A Passageira hesita por instantes, cala-se e opta por sentar-se, dando preferência por, não ficar a saber a frequência do autocarro que é a habitual naquela carreira, do que dizer boa tarde ao motorista e então ter uma resposta. Já sentada, lá chegou a uma conclusão e comentou com a vizinha da cadeira do lado que «ele (que era eu) queria que eu tivesse dito boa tarde, mas como não disse, esperava que eu dissesse. Mas também não vou dizer porque ás vezes dizemos e não respondem». Lá está aquela ideia que comportamento gera comportamento e a prova que a educação afinal nem sempre vem de cima.

Imagem: Horário da carreira 79, disponível em www.carris.pt

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A trovoada e o calor a fazer das suas...

A trovoada e a chuva desta madrugada prometiam trazer uma manhã agitada. Não admira, tendo em conta que a maioria dos condutores conduzem de igual forma, quer faça chuva quer faça sol. Ainda em casa, o rádio (do despertador) começa a tocar pela manhã cedo, lembrando que está na hora de sair da cama para mais um dia de trabalho, hoje na 742. As notícias já davam conta de acidentes, congestionamentos e cheias, em Lisboa.

Num instante cheguei a Alcântara e lá comecei o serviço rumo à Ajuda. As pessoas, essas até apreciam que entravam viradas do avesso, talvez consequências de uma noite mal dormida devido á forte trovoada. Ao mínimo sinal vermelho do validador, respondiam com murros; ao verem "Univ.Ajuda" na bandeira, mostravam a sua revolta por não ir para o Casalinho, já para não dizer que hoje todos se lembraram de trazer notas de 10 e 20 euros para comprar os poucos bilhetes que vendi. As moedas "voaram" num instante.

Já da parte da tarde o calor apertou, mas a calma de Agosto já lá vai... Quem não resistiu ao calor foi um BMW que avariou na subida da Rua da Aliança Operária(ver foto), em plena linha do eléctrico, o que causou transtornos aos passageiros da 18E e posteriormente das carreiras 742 e 60, porque quando lá cheguei estava já a Policia Municipal (do Smart Carris), a tentar controlar o trânsito para que a viatura desimpedisse a via. Ficámos ali 10 minutos parados e lá conseguiram tirar o carro de cima da linha.

Escusado será de dizer, que a impaciência dos passageiros voltou ao de cima, que até em questionaram o porquê de não ultrapassar o eléctrico, isto já depois de terem visto o policia mandar-me aguardar atrás do eléctrico. Amanhã há mais e espero que esta noite não haja trovoada...
Outras notícias do dia
Entretanto, chegou-me por email da Linha Aberta da Carris a informação que "no próximo dia 11 de Setembro (6ª feira) a partir das 22:00h a Central de Comando de Tráfego da CARRIS vai transferir as suas instalações da Estação de Santo Amaro para a Estação de Miraflores.A partir desse momento até às primeiras horas do dia 13 de Setembro (Domingo), o Sistema de Ajuda à Exploração e Informação aos Passageiros (SAEIP) permanecerá fora de serviço. Por este motivo os painéis electrónicos de informação estarão desligados, sem informação do tempo de espera dos veículos, e o serviço de informação através de SMS (SMS CARRIS) ficará fora de serviço durante esse período."

Boas Viagens!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

35 da P.Chile para a Alameda...

E a partir de hoje a minha carreira favorita (a 35, claro está) passa a ter um novo terminal nas chapas designadas de reforço que até então faziam "C.Sodré - P.Chile". Com o prolongamento à Alameda, estas chapas acabam por fazer correspondência também à linha vermelha do metro que também já se estendeu até S.Sebastião. Esta manhã, já vi como estavam feitas as pequenas alterações e já deu para perceber que os passageiros ficaram bastante satisfeitos com esta alteração.

Embora ainda só tenha feito este troço, como passageiro dado que estou de folga e porque andava por lá perto, parece-me no entanto que ficou substancialmente melhor, quer a nível de horário, quer a nível de serviço prestado ao cliente. Agora resta-me aguardar que saia um serviço na escala para poder tirar as minhas próprias ilações. Com esta alteração a carreira 35 continua então a ter como terminais o C.Sodré e o Hosp. Santa Maria e passa a ter a Alameda como terminal das chapas de reforço e do serviço nocturno.

Agora e numa opinião muito pessoal, só bastava alterarem a configuração da bandeira de destino do Hosp. Santa Maria e colocarem umas letras maiores tal como acontece com o 732 onde aparece "H. Santa Maria" em vez das minúsculas letras que dizem "Hosp. Santa Maria". Por falar em alterações, também nunca é de mais lembrar os mais distraídos que foi criada uma nova carreira designada de "Expresso", com o número 780 que circula nos dias úteis e nas horas de ponta, entre o Saldanha e Benfica. A carreira 781 passou também recentemente a funcionar aos fins-de-semana e feriados, servindo assim os seus passageiros entre o C.Sodré e o Prior Velho.

Amanhã já é dia de trabalho. As folgas passam rápido e venha então mais uma semana de trabalho.

Boas Viagens!

domingo, 6 de setembro de 2009

Imagens de uma cidade: Lisboa

E porque ás vezes sabe bem ser turista, ainda que da própria cidade...

O eléctrico 577, na mítica carreira 28, a subir a Calçada da Estrela
Boas viagens!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Av.República - "Ontem e Hoje" a fechar a semana


E já está finalizada mais uma semana de trabalho, tendo hoje andado pela carreira 36 e tendo verificado que já se acabou realmente o sossego, com o regresso das férias. A Av. da República estava já repleta de automóveis, contrastando assim com o mês de Agosto onde se circulava com grande normalidade. Parado no semáforo, recordei-me que tinha algures no meu arquivo uma foto daquela avenida, mas de outros tempos.

Aqui está a foto que contraria o que hoje se passou nesta avenida. Nesta imagem de 1967, havia poucos carros e ainda haviam eléctricos. Hoje já haviam muitos carros e eléctricos, já há uns anos que por ali não passam. Fica assim mais uma recordação de Lisboa de outros tempos...

Bom fim-de-semana e Boas Viagens. Eu regresso na 3.ª Feira!
Foto: Retirada da Internet e de autor desconhecido

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

E esta semana já chega de 742...

E lá chegou ao fim mais um dia de trabalho, hoje sem nada de mais a contar porque foi um daqueles dias em que tudo correu bem e onde os ponteiros do relógio, parece que andaram mais rápido que o habitual e o serviço, esse foi o mesmo de ontem assim como o autocarro que já tinha a cortina devidamente reparada. Foi o 3.º dia da semana na mesma "altura", o que eu para ficar a conhecer um pouco melhor o dia-a-dia do motorista que já é efectivo de carreira, ao contrário do "supra", como é o meu caso.

As caras são as mesmas (no geral), adivinha-se até as paragens que vão ser feitas a cada paragem e cada dia que passa, parece que passa mais rápido. Contudo, torna-se por vezes chato estar todos os dias a fazer o mesmo e a transportar aqueles que não são tão desejados, digamos assim. Há portanto uma conclusão a tirar disto tudo. Há vantagens e desvantagens em ser supra ou efectivo.

O efectivo sabe praticamente o que faz ou vai fazer durante todo o ano, porque a escala repete-se de "x" a "x" tempo, já o supra, limita-se a saber as folgas que tem durante o ano e a aguardar que saia o serviço na escala. Ainda assim, varia mais as carreiras o que não torna tão monótono o serviço. Amanhã é o ultimo dia de trabalho da semana e não é na 742, porque esta carreira para mim e nesta semana chegou ao seu terminal.

Ainda assim registo a frase do dia, ouvida no terminal do Casalinho da Ajuda, de uma passageira que tentava aconselhar uma jovem e que a certo ponto lá proferiu que «...elas não gostam deles, mas o que sei dizer é que vão lá picar...». O que o motorista tem de ouvir...

Boas viagens!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Muita teoria, mas também muita prática! 742 no seu melhor...

Diz o ditado que «para morrer, basta estar vivo», mas há também quem opte pela teoria da Lili Caneças que em tempos disse que, «estar vivo é o contrário de estar morto». Qual delas optar não interessa, o que interessa mesmo é que esta teoria pode servir para descrever o meu dia de trabalho de hoje. Se estar vivo é o contrário de estar morto, então, cair é o contrário de levantar. Estar deitado é o contrário de estar em pé e estar parado é o contrário de estar a andar.

Pois bem, o dia começou ao contrário. Pode parecer estranho mas não. Aconteceu um pouco do que já foi referido acima. Estive algum tempo parado (em vez de começar a andar), vi uma pessoa cair na rua (coitada, deve ter-se aleijado) e vi a cortina cair sobre mim (foi por pouco que não me acertou), mas começando pela manhã, acabei de render o colega e logo na minha frente, uma senhora com o seu carrinho verde, decidiu tentar «empurrar» o autocarro amarelo da minha frente, porque tinha pressa para chegar ao seu trabalho.

Escusado será dizer que a pressa terminou em vagar e sem o seu pára-choques. O pior foi que inicialmente não se deu como culpada, depois lá caiu em si e viu que tinha batido por trás e que vinha da esquerda para a direita e lá se deu como culpada, mas.... Eis que surge um "mas"... só tirava «o carro com a presença da Polícia, por via das dúvidas.» O resultado alastrou-se rapidamente à Rua das Janelas Verdes, à Rua Maria Pia, à Rua de Alcântara e todas as carreiras que por ali passavam, pararam.

Passado um tempo lá apareceu a Polícia Municipal do "nosso" smart de vigilância Corredor Bus que fez as marcações e mandou retirar os carros do local. Á hora que devia partir do Casalinho estava em Alcântara e podem desde já imaginar o granel que estava montado nas paragens seguintes. São coisas que acontecem, pois seguindo a teoria, para se ter um acidente de viação basta ter carro e andar na estrada.

Resolvido o problema e já com a chapa na hora, chego á P.Chile. Os passageiros entraram, fechei as portas, olhei para o espelho esquerdo, olhei para a frente e vejo na passadeira da frente um vulto a cair. Era mesmo uma senhora que havia tropeçado nos Carris do eléctrico que infelizmente já não passa na Morais Soares (era uma boa solução apra terminar com as paragens em segunda fila). Estava distraída a senhora e confesso que até a mim me doeu os joelhos...

E porque não há uma sem duas nem duas sem três... Hoje houve até quatro. A meio da tarde lá apareceu na paragem do Casalinho o indivíduo que chateia sempre a cabeça ao motorista com a lamuria de uma dor (que não tem) nas pernas para ficar fora da paragem junto à tasca da Boa-Hora. Comigo não se safa, porque se está doente das pernas e não pode andar, se bebe (e não é pouco) ainda fica pior. "Isto só pára nas paragens. Não é como o táxi. Ou fica aqui ou na próxima", disse-lhe, embora ele insistisse que «mas não te custava nada parares ali amigoooo», como meu amigo não é de certeza, contei até três e fechei a porta: "Está decidido. Não queres sair aqui, sais na próxima", mas não me livrei das ameaças normais do tipo que lá ia dizendo que «agora atirava-me aqui para o chão e tinhas de parar obrigatoriamente e chamar o teu chefiii».

Para terminar, um susto ao subir a Rua Maria Pia. De repente, ouvir um estalo e vi a cortina da minha frente cair sobre mim. Mais uma prova da teoria, que para cair basta estar em pé. Tal como um desmaio de uma pessoa, a cortina ressentiu-se do sol que suportou toda a tarde e deu de si. E lá tive de terminar a viagem com o rolo da cortina ali mesmo na minha frente, porque nem as hastes se tinham soltado. São coisas que acontecem quando menos se espera e que tornam caricato um dia de trabalho, onde desde então, todos os que entravam, olhavam com espanto.

Surpreendido fiquei eu, com a amabilidade (coisa rara nos tempos que correm) de um senhor que se transportava no autocarro e se levantou a perguntar se era necessária alguma ajuda para remover a cortina que estava suspensa. Foi simpático, mas consegui minimizar o problema. Hoje já será reparado nas oficinas.
E amanhã há mais...

Boas Viagens!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Não está nos cinemas mas é candidato a um globo: "Tirem-me deste cheiro"

Bem, já há uns dias que nada havia de especial para contar, porque para contar há sempre todos os dias, mas hoje cheguei a casa ainda com o odor que esta tarde me obrigou quase a conduzir com a cabeça de fora. Eu sei que já foi um tema aqui abordado - os cheiros, mas hoje o dia até estava calmo, apesar do serviço na 35 recair sobretudo, em viagens para o Hospital de Santa Maria. Pois eu até prefiro as viagens para a P.Chile...

Agosto já lá vai e o primeiro dia de Setembro, trouxe a confusão de volta ao centro da cidade. O que se fazia em 3 minutos passou a ser feito em 8 ou mais, porque muitos já regressaram ao trabalho, o que fez aumentar o trânsito para os lados da P.Comércio. Logo pela manhã e ainda a aguardar a rendição, no Cais do Sodré, um rapaz pergunta-me o porque do passe durar 30 dias se o mês tinha 31. Lá lhe tentei explicar, mas rapidamente vi que ele falava só para protestar (e mal), porque a cada resposta minha, dizia «mas o mês tem 31 dias, não se compreende...»

Ultrapassado esse momento, lá veio a má disposição de quem parecia estar revoltado por ter voltado ao trabalho. "Mas que culpa tenho eu disso?" A pergunta fica no ar...

Já da parte da tarde e depois da pausa para almoço, aparece na paragem da João XXI, uma senhora que já a conheço só pelo cheiro e pela sua arrogância. Perdoem-me os leitores mais sensíveis, mas é daqueles passageiros que nos fazem querer ver a sua paragem de destino o mais rapidamente possível.

Recordo-me da primeira vez que a transportei (na 745), onde entrou e perguntou: «Passa no C.Grande?», e recordo-me ter respondido na altura que apenas passaria no Jardim e não no interface. Mas na altura foi tão arrogante comigo que ficou logo apresentada e sempre que entra pergunta o mesmo, embora já saiba que passa lá.

Hoje vi-a na paragem e pensei: "Lá vem ela perguntar se passa no C.Grande...", mas antes que perguntasse disse eu: «Então vamos até ao C.Grande não é verdade?...» Surpreendida, pergunta: «É pois, mas como é que sabe? É que eu vim no 22 e vi que estava enganada, pois costumo ir no 745». Pronto cheguei rapidamente a uma conclusão: Péssima ideia ter dito que ia para o C.Grande. Mais valia ter esperado ela perguntar e sentar-se. Pois assim ficou em pé junto á cadeira da frente a contar o que tinha feito toda a tarde.

«Sabe vim agora do restaurante do antigo jogador do Benfica, vou lá todas as tardes descascar batatas, porque cozinhar, não cozinho. É a minha filha q trabalha lá...» E para não ser directo, até porque já nem estava a ouvir o que me dizia, tal não era o cheiro que transportava consigo. "Faz bem, mas não acha que era melhor sentar-se lá atrás, para não correr o risco de cair... É que posso ter de travar de repente e cair", mas ela estava firme e dizia «estou bem segura, não se preocupe...» Oh nãooooooo!!!!!!!!

Lá cheguei ao C.Grande já depois de muito ouvir o que já não estava a ouvir e de cheirar o que já não cheirava. Já estava anestesiado ao ponto de chegar a casa e ter de lavar bem a cara e o nariz para libertar aquele cheiro que para dar um certo realismo ao texto, era um cheiro a mijo retardado. Algo que por muito que tente não consigo compreender nem suportar. A ÁGUA NÃO FAZ MAL A NINGUÉM!!!!

A sorte nestas alturas é quando entra alguém com um perfume agradável que vai sanando o ambiente do autocarro, onde já nem os extractores actuam, ao estilo de uma saga qualquer de um filme numa sala perto de si. Não é o "tirem-me deste filme", mas poderia ser bem o «Tirem-me deste cheiro...»

Boas viagens

Translate