domingo, 30 de agosto de 2009

Mais uma sugestão e com muita história pelo meio...

Em vésperas de regressar ao trabalho, decidi aprofundar os meus conhecimentos de cultura geral e este domingo fui até ao MNAA (Museu Nacional de Arte Antiga), não para ver a exposição permanente, porque essa já tive ocasião de a conhecer noutros tempos, mas sim para ver a exposição temporária "Encompassing Globe - Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII, depois do convite feito pela revista «Lisboa Carris», e das sugestões dadas pelos "teimosos" que andam pendurados nos balaústres dos autocarros.

Esta exposição constitui «um olhar sobre as notáveis viagens de exploração dos portugueses, sobre o império comercial único por eles criado, bem como sobre as consequências determinadas dos contactos estabelecidos com as terras e os povos recém-encontrados». E ao contrário de Vasco da Gama, não fui por via marítima, mas optei pelo transporte ferroviário e rodoviário da Carris.

O MNAA, está situado na Rua das Janelas Verdes e na ida apanhei boleia do 15E, enquanto que na volta, foi o 60 que me trouxe até ao centro da cidade. O acesso à exposição custa 5.00 € e o ingresso, permite viajar até à Indía, África, Sri-Lanka, Japão, Macau, China, Brasil, através das cartografias, das pinturas, figuras e objectos valiosos que compõem a exposição, onde nem os painéis de São Vicente faltam.

A sugestão está lançada, resta agora optar por escolher o dia e o meio de transporte. Recordo que para o MNAA, pode utilizar as carreiras 15E, 18E, 28, 714 e 732 na Av.24 de Julho; 25E no Largo de Santos e 60, 713 e 727 na Rua das Janelas Verdes. Esta exposição pode ser visitada até 11 de Outubro. Aproveite e desfrute da esplanada do Museu para tomar um café ou fazer uma refeição mais completa.
E resta-me desejar boas viagens e boas visitas que amanhã já é segunda-feira, o dia em que regresso ao trabalho...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Sugestão do Tripulante: Fim-de-semana "eléctrico"

Já não é novidade nenhuma a minha "paixão" pelos eléctricos de Lisboa, um transporte com mais de 100 anos de história e que tem ultrapassado gerações. Mas para não parecer suspeito, até porque podem pensar que estou a puxar a brasa à minha sardinha, como diz o ditado, a sugestão desta semana recai sobre o n.º 100 da revista semanal «TimeOut» e que lhe mostra tudo o que há para fazer em Lisboa.

Esta semana a capa sugere as "100 portas de Lisboa onde é obrigatório entrar (pelo menos uma vez na vida)". Ao folhear a revista, deparei-me com algumas em que já entrei, outras que desconhecia e outras que aprovo a respectiva referência. São elas a do Elevador de Santa Justa que «se lhe chamar-mos a nossa Torre Eiffel, saímos a perder. Mas se virmos as filas de turistas que lá se juntam em Agosto, até parece. E estamos capazes de apostar que nove em cada dez lisboetas nunca subiram até lá acima, e isso é imperdoável. Por uma vez, compre o bilhete e suba. Veja os pormenores de ferro arquitectados por Mesnier du Ponsard, um aprendiz de Gustave Eiffel. São só 45 metros de altura, mas são bonitos», e quem o diz é a Time Out.
Mas se tem medo alturas, a Time Out sugere também a porta do Ascensor da Bica que recentemente celebrou 117 anos de vida. Diz a revista que «toda a gente já o viu de cima, do Calhariz, e muito provavelmente até já o fotografou. Mas na ponta do Elevador da Bica é assim, com uma entrada resguardada que pertence a um prédio setecentista cujo átrio foi aberto para este fim. Para além da vista do rio que se tem ao subir a Rua da Bica, todo o cenário é pitoresco, e não admira que muitos filmes já tenham sido rodados aqui, quase desde que o ascensor começou a funcionar, em 1892» e quem o diz é a Time Out, não sou eu.

Contudo se acha que dois minutos de viagem é muito pouco, siga então a terceira sugestão, que é entrar na porta do Eléctrico da carreira 28, mas cuidado com os carteiristas. A Time Out diz que estas portas «abrem e fecham, pela frente e por trás, dos Prazeres até à Graça [mas vai até ao M.Moniz], e não há notícia de algum dia se terem queixado de quem as atravessa. São como o eléctrico que servem: pau para toda a obra, populares e democráticas, abertas a lisboetas apressados, turistas aos magotes, velhotas com sacos das compras, meninos e meninas. Brancas por cima, amarelas por baixo, velhas e relhas como Lisboa. Numa paragem perto de si, as portas do eléctrico 28», sugere a revista semanal.


Para além destas sugestões tem também o Ascensor da Glória e os eléctricos 12, 15, 18 (regressa na 2ª feira ao activo) e 25. São todas elas boas razões para ter um dia diferente «ligado à corrente». Faça bem os seus planos e Boas viagens.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Menu do Dia: Ovo estrelado à 742

E quando se pensa que já ouvimos tudo o que havia para se ouvir fora do normal, eis que surge mais uma frase completamente "alucinante" de alguém que decidiu marcar este meu dia de trabalho na 742. O calor abrandou e de repente aparece alguém com um frio tremendo que ao entrar no autocarro, logo repara que um barulho lhe faz lembrar o funcionamento do ar condicionado, mas que afinal não é. Era apenas a ventilação.

A senhora em questão, é cliente habitual da 742 e fazia-se acompanhar da sua filha como é normal. O que não era normal era não trazer uma máscara na cara para prevenir a Gripe A, porque já na semana anterior as tinha transportado duas vezes e numa desses vezes, tinham-me dito que era para se prevenirem, antes que ela (a gripe) atacasse. A filha essa, não faltou á chamada e lá entrou com a máscara na cara. No interior encontram uma amiga e conversa para aqui conversa para aqui, lá se foi parar à Gripe A.

Não é que eu estivesse muito interessado em ouvir as suas conversas, porque até era tudo bastante dramático, mas uma delas com idade mais avançada, obrigava as outras a falarem mais alto, o que obrigatoriamente tive de ouvir. A dona Luísa (que já se encontrava no autocarro quando as outras entraram), ficou espantada pela filha trazer uma máscara na cara e interrogou a mãe, já que a filha sofre de um atraso mental. A mãe lá lhe explicou que era para prevenir a Gripe A, aquilo «que toda a gente não liga, porque pensam que calha só aos outros. É um perigo andar na rua!», dizia.

O autocarro não parava e rapidamente chegou ao El Corte Inglês, onde a dona Luísa se despediu, dando o lugar à mãe da jovem com a máscara que já se encontrava sentada. Pensava eu [finalmente já saiu e já há sossego... Já não podia ouvir aquelas alminhas a falar que mais pareciam estar a gritar...], mas a mãe da moça, então sentada no lugar onde vinha a dona Luísa, sai-se com esta: «Bolas a dona Luisa deixou a cadeira a ferver... Isto é um perigo. Não gosto nada destas coisas....», comentava.

«Até parece que andou aqui a fritar um Ovo Estrelado! Credo!», bocejava. E eu já com uma vontade enorme para me rir, mas limitei-me a pegar num papel e a escrever o que tinha acabado de ouvir para não me esquecer de aqui relatar, até porque tudo se passava ali na frente na cadeira junto à porta da entrada. O certo é que esta não será certamente a coisa mais estranha que irei ouvir nesta profissão, porque depois disto, tudo pode mesmo acontecer. Se no fim-de-semana na 720 mais parecia uma praça com a gritaria, hoje cheguei mesmo a imaginar-me a conduzir um restaurante ambulante, cujo a especialidade seria o então «ovo estrelado à 742»...

Amanhã há mais...

Boas viagens!

sábado, 22 de agosto de 2009

Quando o autocarro se transforma em praça...

É como se de repente estivesse-mos no Mercado da Ribeira, no de Alvalade, do Chile ou até mesmo no da Boa Hora. Gritos para aqui, gritos para ali e uma mistura de conversas e de línguas que geraram uma verdadeira "açorda" de diálogos cruzados. A causa foi um desvio do autocarro da carreira 720 para fazer uma viagem na carreira 15E entre o Calvário e Belém. Uma avaria na zona de Belém impossibilitava a ida dos eléctricos além Santo Amaro e lá me foi solicitado que fizesse o transbordo.

Nestas ocasiões as pessoas perdem em segundos a paciência e o motorista é o alvo principal para que consigam saber, o que afinal se passava e o porquê do eléctrico não ir a Belém nesta tarde de Sábado. As bandeiras estavam explícitas e diziam 15E Algés (Transbordo), mas a chegada a Belém transformou o interior do autocarro num cenário que mais parecia uma praça. Mais exaltada uma das senhoras chegou mesmo a insultar-me sem razões aparentes, e com um diálogo em que dizia que «é sempre a mesma coisa. Vocês andam a brincar com o nosso dinheiro... São uns C..... Palhaços de M......», mas "eu não lhe faltei ao respeito, portanto a senhora não me falta ao respeito a mim, entendidos!?", disse-lhe e já com vontade de soltar uma parede qualquer, ao estilo "Salve-se quem puder" - o programa que anima os serões da SIC.

Mais compreensíveis foram os turistas que embora com mais dificuldades em entender o que se estaria a passar, dado que não estão habituados nem conhecem os percursos, foram os primeiros a aceitar as nossas indicações. Ainda assim, esta viagem até Belém acabou por ajudar a passar a tarde, porque sempre deu para quebrar a monotonia de um percurso repetitivo de um dia de serviço na 720.

Amanhã há mais. Boas Viagens!!
Fotomontagem de Rafael Santos, Foto de Pedro Almeida

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Imagens de uma Cidade: Lisboa em Agosto

E porque ás vezes também é bom ser turista, ainda que da própria cidade...

Esplanada do Café A Brasileira - Chiado


Agosto em Lisboa...

Esplanada da pastelaria Bénard - Chiado

E amanhã já é dia de trabalho! Boas Viagens...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

«A pouco e pouco», lá chegaram mais duas folgas e com ritmo...

E pronto! Custou a passar mas já está mais uma semana para a reforma, como se costuma dizer. A pouco e pouco, os dias foram passando. A pouco e pouco o autocarro lá foi andando. A pouco e pouco as pessoas lá foram entrando e saindo. A pouco e pouco lá foram feitas perguntas e dadas respostas, enfim mais uma semana com algumas histórias para ficar na memória. Hoje terminei a semana na 35 com uma daquelas médias que nem a pouco e pouco havia meio de ver o fim.

Por falar em pouco e pouco, esta tarde entrou-me uma jovem que meio alucinada - digo eu - pôs-se a cantar e a dançar junto á porta da frente enquanto aguardava o troco do bilhete. De phones nos ouvidos, abstraída de tudo e de todos, lá cantava a música que até eu conseguia ouvir, tal não era o nível do volume. Meio desajeitada na dança, provocou alguns risos na «plateia» que estava bem composta já desde a Av.Roma. A pouco e pouco criava-se uma imagem dentro da minha cabeça e num instante pensei que tinha recuado um ano para trás, não estando na Av.General Roçadas, mas sim a assistir em casa ao «brilharete» que Amy Winehouse deu no Rock In Rio.

Á jovem de hoje só faltou mesmo tropeçar no seu próprio salto alto. E porque a semana passou a pouco e pouco, aqui vos deixo com uma recordação musical de outros tempos, já que aqui falei de música. Ao pesquisar no YouTube lá encontrei o teledisco desse homem da música portuguesa que todos conhecem pelo menos de nome - José Cid. Diga lá que já não se lembrava daqueles óculos escuros que costumavam aparecer na RTP e que não eram os do Abrunhosa.

A música chama-se claro está: «A pouco e pouco» e achei engraçado o teledisco pelo facto de mostrar através da letra um pouco do dia-a-dia de quem enfrenta pela manhã a agitação matinal e porque dá para recordar Lisboa de outros tempos com autocarros de dois pisos (É +/- aos 0.24 segundos). O local, esse parece ser a Av.Infante Santo. Ora carregue lá no play e recue você também no tempo.





Boas recordações, bom apetite para as favas com chouriço, que eu volto aos comandos já no Sábado :)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Na 742 mas devagar, devagarinho e... parado!

E se ontem tudo correu tão bem que nada houve para contar, já hoje e precisamente com o mesmo serviço, muito há para dizer, provando assim uma vez mais, que como já tenho vindo a dizer, o interessante desta profissão é que tudo é diferente a cada dia que passa. Serviço seguido na 742 e com a vantagem de todas as viagens serem para o Polo Universitário da Ajuda.

A tarde parecia ser calma, dada a pouca afluência de passageiros, o pouco trânsito nas ruas que até permitia ouvir o martelo dos calceteiros bater nas pedras que irão compor os novos passeios de São Sebastião, enquanto se aguardava o verde surgir no semáforo. As obras estão prestes a acabar o que vai ser bom, porque é bastante cansativo passar aquele troço.

Surge o verde e lá estou eu a atravessar a António Augusto de Aguiar, rumo á Ajuda e já com uma passageira a perguntar-me se não passava à porta do estabelecimento prisional de Lisboa. Confirmei-lhe que passaria e disse para sair quando o grupo de pessoas que estava em frente á porta da saída, saísse. Pois também eles iriam para lá, porque já no dia anterior os tinha transportado. Era hora da visita!

E se tudo parecia ser tão calmo, de repente, um acidente na Ponte 25 de Abril, vira completamente o «filme» ao contrário e originando longas filas de espera. Se na ida para a Ajuda ainda escapei ao engarrafamento, já na viagem de regresso e última antes de recolher, havia de me calhar em sorte, ou mesmo azar, ficar preso em Alcântara com os espertos que insistem em desrespeitar os sinais de Obrigação e proibição, ali existentes na entrada da Rua Maria Pia. Embora lá diga que só podem seguir em frente, a maioria inverte a marcha e se a via contrária estava parada, ficaram assim as duas paradas.

Sete minutos passaram e lá me consegui escapar daquele embaraço causado pelos «chicos-espertos». Mas ao contrário do que eu pensava, ainda iria apanhar novamente engarrafamento, porque não era só no sentido descendente. As pessoas, começavam a desesperar e aos poucos iam descendo nas paragens por onde ia passando. O autocarro ia ficando vazio e do lado oposto só via rostos de desespero de quem ainda tinha umas boas centenas de carros à frente.
Chego ao Arco do Carvalhão e mais um bom pedaço de tempo parado. Os acessos à ponte estavam completamente parados e a senhora que estava sentada no primeiro lugar já me informava dos pormenores, porque «nem imagina como estavam os carros lá na ponte. Era só chapa batida...»
Olho para a Consola SAEIP e já vejo um atraso de 25 minutos. Olho sobre o horário da chapa e já devia estar na Praça do Chile quando ainda estava no Arco do Carvalhão. Uns metros à frente consigo a pouco e pouco chegar a Campolide e novamente tudo parado. Ao todo já ali estava á 40 minutos para fazer a Rua Maria Pia entre Alcântara e Campolide, um percurso que habitualmente demora 12 minutos.

E pronto lá apareceu depois alguém que perguntava se parava na paragem da Rua Morais Soares... Mas porque não havia eu de parar se lá está a paragem? As paragens estavam cheias e há hora de entrar na Estação ainda eu estava a chegar à Madre Deus. E assim foi caoticamente o meu dia de trabalho. Amanhã termino a semana pelo que as folgas serão bem-vindas!

Boas Viagens!

domingo, 16 de agosto de 2009

718: Depois da Yorn, eis os Insólitos Carris

Há situações que nos ficam na retina, mas outras há que ficam gravadas para sempre. Há também aquelas que nos fazem recuar ao passado, como aconteceu esta manhã na paragem da Avenida Afonso III, quando efectuei mais uma abertura de portas depois de ter sido solicitado. Ia com destino ás Amoreiras na 718 e na paragem estava um senhor que em segundos fez-me recuar no tempo e lembrar-me da série de desenhos animados que costumava ver quando regressava da escola.

O lenço no pescoço era verde e o chapéu era branco. Em jeito de gingão, subiu ao autocarro e mais rápido que a sua própria sombra, diz-me que o seu Lisboa Viva estava carregado mas que não passava nos validadores. Tinha o comprovativo como prova do pagamento do seu passe e eu tinha já no meu imaginário as correrias do cowboy que disparava mais rápido do que a própria sombra, e enfrentava em todas as suas aventuras o crime e a injustiça. Exactamente o "Lucky Luke".

Para bem dos restantes as pistolas «tinham» ficado em casa, mas as botas eram idênticas. E se este era, digamos, um cowboy á portuguesa, fazendo concorrência ao original Lucky Luke de origem franco-belga, que actuava no Oeste Americano, já a seguinte passageira que entrou imediatamente na paragem seguinte, poderia ser bem uma cowgirl, não pelo traje, mas pela forma como entrou e disparou uma catanada de palavras sobre o colega da frente(742) que a tinha visto na paragem e não tinha parado.

Perguntou-me inclusive se «não sabe o nome do seu colega que ali vai á frente?...», pois obviamente que a resposta era daquelas que nem precisava da ajuda do público, nem dos 50-50. Se soubesse o nome de todos os meus colegas, estaria prestes a entrar no guiness, mas também não lhe iria dizer, porque até apostava que não tinha feito sinal para parar (é o normal...), até porque naquela paragem em questão param duas carreiras, pelo que se dá sempre o benefício da dúvida que neste caso seria 718 ou 742.

E para terminar a manhã nada melhor que um diálogo do tipo:

Passageira: «Bom dia, passa onde tinham a vossa estação?»
Motorista: "Não sei a qual se refere, mas passa nas duas. Passo primeiro pela do A.Cego e termino nas Amoreiras..."
Passageira: «Exactamente é essa mesmo». (qual delas?)

A senhora em questão coloca os sacos de papel cuidadosamente sobre o primeiro banco disponível e permanece de pé junto á porta da frente.

Motorista: "Então e a senhora não vai querer sentar-se? É que ainda faltam umas paragens para lá chegar..."
Passageira: «Não posso, porque dói-me os ouvidos!»
Motorista: "Desculpe?!" (nem queria acreditar, mas antes que fosse atingido por uma gargalhada, que foi o que me deu vontade, lá perguntei de novo...)
Passageira: «É que está ali frio, por causa do ar condicionado e eu estou com dores nos ouvidos...»
Motorista: "Ahhhh, Então e se for apenas a ventilação, também faz mal? É que a senhora em pé não convém ir porque pode cair, já reparou..."

Resultado: Tive mesmo de desligar o AC, depois a ventilação e só assim se sentou. Parece insólito mas ás vezes acontece. «É mesmo difícil agradar a todos. Nem Deus agradou a todos quanto mais..», dizia um outro passageiro que assistia á conversa.

Amanhã há mais....

Boas Viagens!
Fotomontagem de Rafael Santos com foto de Pedro Almeida
Foto Ouvido: tudosobrepalntas.net

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Na 35 como peixe na água: Devia ser assim todos os dias :)

As folgas passaram rápido de mais e hoje já voltei à roda! E foi um regresso dentro da normalidade, mas não deixando de parte as peripécias de uma carreira como a de hoje, que embora seja das que mais gosto fazer, lá vai tendo os seus "cromos" habituais, o seu bairrismo característico e uma atenção redobrada dada a mobilidade dos seus passageiros. Antes de pegar ao serviço já eu rezava para que pelo menos tivesse um ar condicionado em condições porque no exterior as temperaturas já andavam perto dos 38ºC.

Na paragem indicava que faltava 1 minuto para a chapa 11 da carreira 35 aparecer e não falhou. Lá chegou o autocarro e as janelas fechadas indicava-me á partida que iria ter uma tarde descansada com a temperatura. Rumo ao C.Sodré e de lá parti para a Praça do Chile. A Rua da Alfândega está com um piso novo o que deve ter reduzido em um terço, o barulho na zona do Martinho da Arcada...

Faço a paragem e aparecem os primeiros conhecidos do dia, que como já é habitual cumprimentaram-me e perguntaram pela família etc... É sempre bom ser bem recebido quando se regressa a uma carreira depois de algum tempo de ausência. Outros há que entram e "nem ai, nem ui", mas sempre vai passando um(uma) colega que nos vai cumprimentado.

Já depois de ter ido uma vez mais ao C.Sodre, chego então ao terminal do Hospital de Santa Maria um pouco "apertado" no horário, mas passível de recuperar na volta, mas á minha espera tinha já um passageiro de mobilidade reduzida. Há 3.ª foi de vez: fiz as coisas com mais calma e desta vez já não me cortei ao abrir a rampa. O passageiro entrou com a cadeira de rodas eléctrica, solicitou-me uma tarifa de bordo e pediu-me para o deixar na última paragem. Assim dito, assim feito e com uma simpatia fora do comum.

Seguiam-se então mais uma viagem a Santa Maria e duas á P.Chile e pelo meio lá apareceu um rapaz que habitualmente entra na Rua Washington. Adora cumprimentar todos os motoristas com um aperto de mão, mas fala tão alto que incomoda até o mais surdo que seja. É no bom sentido da palavra, um daqueles «cromos» habituais que não podem faltar na caderneta de uma carreira...

O resto das viagens correram muito bem e até eu estava admirado porque havia realmente pouca gente. As viagens foram todas feitas e no final até deu gosto ouvir o rádio apitar com uma chamada da Central e do outro lado dizerem: «Boa tarde Sr.Motorista, isto hoje está muito bom... Até parece mentira, mas ia precisar de um favor seu.»

"Diga, colega, estou á escuta", disse-lhe. «Precisava, se não se importasse que ao chegar ao C.Sodré metesse bandeiras de Santa Maria em vez de P.Chile e em vez de recolher depois do C.Sodré recolhia de Santa Maria».... Estava visto que por algum motivo havia faltado o carro que iria fazer a viagem para o Hospital de Santa Maria. Acabou por saber bem, porque até tive direito a recolher 15 minutos mais cedo o que prova que nem tudo é tão mau como se diz ou se quer fazer ver.

Uma conclusão: há mesmo dias e dias. E assim começou mais uma semana de trabalho. Para trás ficaram mais duas folgas onde provei o melhor bolo de chocolate do mundo (em breve será aqui sugerido - ehehe) e onde reencontrei alguns amigos.


Boas Viagens!

Foto gentilmente cedida por Pedro Almeida

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Tarde "israelita"na 22 onde nem os novos escaparam...

Quando o calor "aperta" nota-se logo... E engana-se quem pensa que só se dá conta com o transpirar das camisolas ou o suor a escorrer na cara! Nota-se também na forma de estar e de agir das pessoas. Ficam mais impacientes e revoltadas e só mesmo o melhor ar condicionado faz acalmar os ânimos, porque em dias como o de hoje, os 5 minutos de espera pelo autocarro parecem ser 20 ou até mais...

Depois da bateria de exames médicos de rotina pela manhã, ainda na estação da Musgueira, tinha a saída de uma chapa da carreira 22, marcada para as 15h19 e mal saí do posto médico da estação, a vontade era só uma: voltar a entrar, porque o bafo de calor era tão grande que cortava a respiração.

Mas como serviço é serviço, toca de ver qual o autocarro atribuído e rumar até ao parque, ligar o motor do 1622, ligar rapidamente o Ar Condicionado (funcionava!) e arrefecer um autocarro que estava á torreira do Sol. Não foi fácil e só no Marquês se conseguia ter uma temperatura ambiente agradável. Bem, pela frente tinha então 4 idas á Portela.

E se Agosto é um mês calmo na cidade, no que ao trânsito diz respeito, já as histórias essas não tiram férias e hoje, depois de ter visto novamente a tal senhora que dias antes tinha ficado surpreendida com o Casalinho da Ajuda, eis que entrou uma outra ali para os lados do Aeroporto com destino á Portela.

Chegados á Portela, a senhora questiona-me se iria demorar muito a partir para o Marquês de Pombal... «É que eu moro do lado oposto, sabe?!», dizia-me. "Pois agora para o Marquês, parto dentro de 10 minutos", disse-lhe. E se numa primeira reacção parecia ter acabado de perder mais uma aposta no Euromilhões, já numa segunda reacção lá disse que «Também precisam descansar os senhores... Conduzir essa gente toda é dose!» e de um momento para o outro já estava a analisar as novas aquisições da Carris - os Articulados da 28.

«É que nem o 28 aparece com aqueles carros novos que não prestam para nada. Aqueles bancos enormes e mais lugar para viajar de pé do que sentada...», e ainda questionei "então acha que eram melhores os outros? Tinham dois degraus altíssimos, um calor infernal porque não tinham ar condicionado... E estes novos até avisa as paragens e deitam aroma pelas viagens..." e nem tempo me deu para respirar, quando já me estava a responder: «Aquilo!? Deus me livre. Eu conheço bem o seu administrador e até já lhe disse que aqueles autocarros eram uma vergonha. Bem também não duram muito tempo, porque para os que aqui se transportam o melhor mesmo eram carroças. Ainda no outro dia os vi já todos riscados com canetas e rasgados e nem um ano têm... Até os de Israel são mais bem estimados...» (foto: autocarro israelita - Agencia Corbis)

E acrescentou: «Ainda há dias tive reunião com o seu administrador, porque também sou administradora na ANA, e não tive medo de lhe dizer... Até um colega seu que já em conhece, me pediu há dias [«já que tem influência com o administrador, peça lá para tirar as lombas ali da parte de cima porque dá cabo dos carros...»], mas claro que não lhe disse porque se lá está uma escola tem de ser assim...», e já eu tentava levar a conversa mais para a brincadeira porque acho imensa piada quando me vêem dizer que conhecem o Administrador da Carris, como se eu não conhecesse.

Conversa puxa conversa e a certa altura já me dizia que preferia esperar os 10 minutos, do que ir a pé, porque todos os dias acordava cedo para passar pelo ginásio antes de ir para o trabalho «enquanto muitos dormem...», pois é verdade, mas "olhe e eu muitas das vezes acordo ainda mais cedo para que a senhora e outras que fazem o mesmo possam apanhar o autocarro...", e lá concordou: «Pois eu sei bem que não é muito fácil, ainda mais com a gente que atura que se fosse na minha terra já tinham os pulsos cortados. Ali sim há respeito. Aqui não, é tudo á balda. Graças a Deus que não nasci cá...», dizia-me com toda a garra e patriotismo, e já eu me questionava, mas afinal qual o seu pais?

«O meu país é Israel e lá há respeito... há regras. Aqui o melhor eram carroças», e lá terminei um diálogo que já me tinha colocado inúmeras questões. O porquê de estar em Portugal se Israel é melhor.... O porquê de tanto fanatismo, quando todos sabem que a estabilidade em Israel já é coisa do passado...O porquê do colega ter pedido para tirar as lombas da Portela, quando eu pediria coisas bem mais importantes e o porquê de haver sempre alguém que acaba por marcar o nosso dia de trabalho.

Assim se passa um dia de trabalho. A semana já lá vai. Agora venham as folgas que já fazem falta:)
Boas Viagens!
[Nota de Redacção: Todas as declarações estão entre "«...»" e são da respectiva responsabilidade dos seus autores e intervenientes]

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

742 Casalinho da Ajuda: Que interessante!! (??)

Pode parecer mentira, mas não é! Voltou o trabalho e com ele voltaram as histórias, e confesso que até já estava a achar muito estranho tamanha acalmia. A 742 é rica em histórias e hoje até tive direito a "viajar" até Moçambique, e engana-se quem pensa que o tema foram os eléctricos (embora eu seja um seguidor nato deste meio de transporte), até porque na antiga colónia portuguesa em África, os eléctricos circularam entre 1904 e 1936 e eram então chamados de Xiguruguru.

Mas a minha "viagem" até a Moçambique, foi feita num abrir e fechar de olhos, enquanto terminava mais uma viagem na 742, no terminal do Casalinho da Ajuda, quando a passageira que ocupava o primeiro lugar junto à porta da frente me questionou se era ali o terminal da carreira. Pensei por instantes que se tinha enganado no autocarro, mas não...

«Sabe, nunca aqui tinha vindo», dizia-me, enquanto lhe informava que "aqui é o Casalinho da Ajuda. A senhora está perdida ou enganou-se no autocarro?".... «Não! Vim apenas dar uma volta e conhecer este terminal que ainda não conhecia e é muito interessante esta zona aqui...» Surpreendido com tamanha afirmação, decidi questionar: "Desculpe, disse interessante? É que para mim de interessante não tem mesmo nada... Há zonas bem mais bonitas e bem mais agradáveis..." e admirada com a minha afirmação responde: «Não me diga! Então com esta vista fantástica sobre o Tejo... Sabe, sempre gostei do mar, nasci e vivi muitos anos em Moçambique e tinha casa junto á praia e era uma maravilha!»

Pois estava lançado o mote para uma "viagem" no tempo e a senhora galvanizava-se cada vez mais para contar a história da sua vida. Já me tinha dito que estava só e que o único vicio que alimentava todos os meses, era o passe da Carris, porque lhe permitia fazer algo que adora - Passear. Sai todos os dias para andar de autocarro ou eléctrico e hoje tinha decidido ir até à Ajuda. Em minutos disse-me que por ali haviam muitos ciganos, mas que contra eles nada tinha e que eram um povo que tinham tido origem na Índia, e por instantes já eu me lembrava das aulas de história e geografia do meu secundário.

História à parte, e com o Tejo à vista, já a senhora fazia questão de me dizer que nadava muito bem e que tinha feito parte de uma equipa com a sua irmã. Uma era especialista em Bruços outra em Costas... «velhos tempos esses em que mal víamos a água era vestir o fato de banho e pimba!» E entretanto já estava na hora de partir rumo ao Bairro Madre Deus. «Já vai arrancar? Coitados vocês nem tempo têm para descansar. Eu admiro muito o vosso trabalho. Vocês têm de aguentar muita coisa que eu não era capaz...», pois "mas é uma questão de hábito, sabe?!" ... «Sim mas vocês aturam o público, é o trânsito e por vezes chegam atrasados porque há acidentes ou problemas nas ruas e ninguém compreende. É uma pena.»

Pois tem toda a razão, mas infelizmente nem toda a gente pensa como esta senhora que acabou por ficar no Alto de Santo Amaro, não sem antes desejar-me muitas felicidades e muita sorte, etc... ah e agradecer a atenção disponibilizada, «sabe estava mesmo a precisar de falar um pouco porque vivo sozinha...», e lá seguiu rumo ao café para usufruir de mais uma pausa nos seus 70/80 anos de vida.

No final ainda fiquei com uma questão: mas afinal o que tem de interessante o Casalinho da Ajuda?... Bem uma coisa é certa: gostos não se discutem!

Boas viagens!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Regresso ao trabalho na 755

Nas campanhas publicitárias dos hipermercados é o «regresso ás aulas» que tem destaque, mas hoje aqui no «Diário do Tripulante» é o regresso ao trabalho que ganha lugar para dizer que o mais difícil já está, que é fazer aquela ponte entre as férias e o trabalho. É quase mais difícil do que atravessar a Ponte 25 de Abril em pleno verão no regresso da praia.

O primeiro dia custa sempre. É o despertador que volta a tocar é a agitação e o movimento rotineiro de olhar para o relógio e depois é o contacto com o autocarro, onde tudo parece ainda maior do que quando o deixámos quando fomos de férias. Hoje a diferença não foi assim tão grande porque o regresso acabou por ficar marcado, com a formação para utilização dos novos autocaros.

Tudo era diferente porque havia botões novos, rampa eléctrica, etc... mas terminada a formação, foi altura de rumar para o I.S.E.L. onde a 755 me esperava para brindar com o regresso ao contacto com o público :)... Um serviço seguido e cerca de 7 viagens e quatro idas a Sete Rios, onde a Polícia Municipal ganhou o dia, com tantas multas, bloqueios e reboques de viaturas mal estacionadas, por quem escolheu esta tarde para visitar o renovado ZOO. Pois se tivessem seguido a "sugestão do tripulante" há uns meses atrás já não tinham arriscado a multa, pois são muitas as carreiras que servem o ZOO.

Quanto ao serviço em si, foi calmo, ou não estivésse-mos nos em Agosto. A Av.da Igreja nem parece a mesma, mas ainda assim há quem insista em estacionar na paragem quando 50 metros há frente há lugar para estacionar...

Por hoje já está! Amanhã custa menos... e o resto da semana vai ser com a pujança de quem vem de férias, mas que não se importava de ir novamente(risos).

Boas Viagens!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O regresso da "Volta" a Lisboa em vésperas de voltar aos comandos

Para o último dia de férias, reservei a minha presença na Av.Liberdade para assistir ao vivo ao regresso da Volta a Portugal em Bicicleta, à cidade de Lisboa. O ciclismo é um dos meus desportos favoritos, e ao ciclismo juntei as saudades do jornalismo. Peguei na máquina e decidi fazer a minha própria reportagem do evento que causou diversos cortes nas carreiras da rede da Carris.

E porque as imagens valem sempre mais do que mil palavras, apresento-vos de seguida algumas das fotos recolhidas esta tarde durante o Prólogo Contra-Relógio que decidiu quem vai partir de amarelo na 1ª. etapa da prova que liga as Caldas da Rainha a Castelo Branco. É português e representa a Liberty Seguros depois de na época transacta ter representado as cores do Benfica. Cândido Barbosa terminou o contra-relógio em 1º. lugar com 2m56s e a sua passagem fez vibrar os espectadores que estavam presentes na Av.Liberdade e em maior número nos Restauradores.



Eis a foto-reportagem do Tripulante:


O regresso da prova à capital, causou diversas alterações nas carreiras regulares da Carris...

A Av.Duque de Loulé foi terminal provisório de algumas carreiras, dado o corte do trânsito no Marques de Pombal...

A volta serve também como bandeira de certas empresas e a EDP não faltou á chamada com a sua campanha publicitária de ciclistas suspensos...

O olhar atrás das câmaras de uma entrevista que chegou a milhares de casas espalhadas pelo país que estiveram sintonizadas na RTP1

Andalucia / CajaSur, uma das equipas participantes na prova, aqui com o argentino Montenegro - dorsal 118 a subir a Av.Liberdade...

Bruno Pinto, dorsal 47, da equipa Barbot, a utilizar o corredor da avenida, habitualmente utilizado pelos autocarros da Carris...


O português Bruno Castanheira da Barbot, a curvar os Restauradores sob o olhar atento das centenas de adeptos que disseram «presente» à chamada...

Ruben Plaza, da Liberty Seguros a preparar-se para subir a Av.Liberdade, sob calor intenso...


Eládio Jimenez a sprintar na Praça dos Restauradores...

As câmaras da RTP levaram a volta até sua casa, mas...


...outros preferiram a janela ou mesmo a praça dos Restauradores para verem mais de perto os ciclistas


E todos quiseram ver Cândido Barbosa que fez vibrar o público presente, tendo terminado o contra-relógio em primeiro lugar.


Cândido Barbosa, parte assim de amarelo, já amanhã na primeira etapa que liga as Caldas da Rainha a Castelo Branco. A volta continuará nos dias seguintes pelo centro e norte do país e eu também amanhã parto para o regresso ao trabalho, depois de umas férias que serviram sobretudo para descansar. Espero que tenham gostado das sugestões que aqui fui deixando durante as férias. Se vai de férias, então votos de boas férias, se as férias também já terminaram então, desejo um bom regresso ao activo.

Boas Viagens!


terça-feira, 4 de agosto de 2009

Cidade Berço

"Aqui nasceu Portugal", é com esta afirmação que o visitante é recebido na cidade de Guimarães que fica situada no Baixo Minho, região onde o verde se espraia sobre a terra, cobrindo os montes com extensos pinheirais, e os vales com altos vinhedos, que dão à terra uma característica única no conjunto do território português.

As cores garridas dos azulejos, contrastam com a acalmia das ruas de uma cidade que parece ser medieval. A cidade de Guimarães está historicamente, associada à fundação da nacionalidade e identidade Portuguesa. Guimarães (entre outras povoações) antecede e prepara a fundação de Portugal, sendo conhecida como "O Berço da Nação Portuguesa".

A gente de Guimarães sabe bem receber e também aqui, tal como em Braga comi muito bem, no restaurante "Santiago". O castelo de Guimarães também não pode deixar de ser visitado, sobretudo pela vista que se obtém do seu topo, sobre toda a cidade de Guimarães.

E feita a sugestão da cidade de Guimarães, aqui ficam algumas fotos desta passagem pela cidade de D.Afonso Henriques:





Boas Férias e Boas Viagens que o meu regresso aoa ctivo é já na 5.ª Feira....

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

"Bracara Augusta"

Aproveitando a parte final das férias, decidi conhecer a cidade de Braga - a mais jovem do país e uma das mais jovens da Europa - e revi Guimarães. A cidade de Braga é a capital do distrito do Minho. Situada a cerca de 306 Kms de Lisboa, aquela que outrora foi chamada de Bracara Augusta e que tinha ligação com Roma por via romana é hoje uma cidade cheia de história, onde a igreja marca uma presença bastante forte.

A arte sacra está presente em quase todas as ruas da cidade, quer seja através das suas lojas específicas ou das muitas igrejas que se podem encontrar. Há também palácios como o dos Biscainhos com peças de séculos passados e que nos reportam a outros tempos. A cidade não é muito grande e dois dias bastam para conhecê-la. A gastronomia é boa, ou não estivesse ela no Minho, na zona norte do país.

Embora seja uma cidade jovem e cheia de história, Braga aposta pouco no Turismo, e se pretende visitar a cidade o melhor mesmo é obter informações na Internet, porque o Posto de Turismo nem sempre é a melhor opção. A rede de transportes é confusa, sobretudo para quem visita a cidade, onde nem mapas são disponibilizados, com excepção feita ao serviço da CarrisTur, que disponibiliza em Quiosques, lojas e hotéis, um mapa do seu percurso e os principais pontos de interesse.

Mas ainda assim, vale a pena visitar Braga, por isso se vai de férias e não sabe onde ir, visite o Minho, onde será certamente bem recebido e onde poderá desfrutar de uma das melhores gastronomias portuguesas. Neste campo, posso sugerir o Restaurante "O Alexandre" que fica próximo do Arco, no final da Rua do Souto.

Não deixe ainda de visitar o Santuário do Bom Jesus. O Bracara Tour leva-o até lá. Depois só tem de optar: Ou soube os 670 degraus ou apanha a boleia do Ascensor movido a contra-peso de água. No topo além dos jardins e da vista sobre a cidade pode ainda visitar a Igreja do Bom Jesus.

Aqui ficam algumas imagens da minha passagem por Braga:


Boas Férias e Boas viagens!

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