Há quem lhes chame muita coisa, mas quando eu era criança e quando ainda havia respeito por esses senhores que fiscalizam a bilhética a bordo de autocarros e eléctricos, chamava-lhes revisores. Hoje na 794 apareceram para meu espanto, mas também para minha alegria confesso. Há já alguns - largos - meses que não fazia a 794 e a conclusão que tiro depois de um dia de trabalho nesta carreira é de que está tudo igual no que a borlas diz respeito.terça-feira, 30 de junho de 2009
Na 794 com a presença dos «picas»
Há quem lhes chame muita coisa, mas quando eu era criança e quando ainda havia respeito por esses senhores que fiscalizam a bilhética a bordo de autocarros e eléctricos, chamava-lhes revisores. Hoje na 794 apareceram para meu espanto, mas também para minha alegria confesso. Há já alguns - largos - meses que não fazia a 794 e a conclusão que tiro depois de um dia de trabalho nesta carreira é de que está tudo igual no que a borlas diz respeito.segunda-feira, 29 de junho de 2009
26 voltas aos Olivais(79) é muita fruta...
Deixei apenas para hoje a escrita sobre mais uma passagem pela carreira 79, porque sabia que também hoje iria haver algo para contar e digo também hoje(domingo), porque foi de facto um fim-de-semana «non-stop» no que aos Olivais diz respeito. Calhou-me na escala um Sábado e Domingo nesta carreira de circulação e se um dia de vez em quando até sabe bem, para aliviar um pouco a rotina das outras carreiras, dois dias acabam por ser já, sinónimo de muita volta.
Nem parecia a 79... Insólitos à parte porque esses fazem mais parte de uma campanha de uma operadora móvel de telecomunicações, já este domingo, digamos que foi um "copy and past" do dia anterior mas sem esse tal insólito que havia marcado o Sábado.sexta-feira, 26 de junho de 2009
745 Via Av.Brasil....
Pois é amigos, lá começou mais uma semana de trabalho e bem cedinho. O que eu gostava ao início das madrugadas, mas e o que me custa a levantar agora, sobretudo quando o maldito despertador toca por volta das 4h00 da manhã! As madrugadas têem a vantagem de se ficar com o resto do dia livre, mas confesso que quem acorda ás 4h00 e depois de oito horas de serviço, pouca vontade tem para fazer o quer que seja à tarde, a não ser descansar e recuperar para o dia seguinte.quarta-feira, 24 de junho de 2009
Imagens de uma cidade: Lisboa
Lisboa vista do Tejo
A bordo do "Antero de Quental" da Soflusa... A vista sobre Alfama

De regresso à capital, uma passagem por São Vicente de Fora

E o eléctrico vermelho afecto ao turismo
Com o olhar atento sobre o Mosteiro de São Vicente de Fora...

E se uns passeiam no n.º8 da CarrisTur, outros regressam do trabalho na 34

Ou até na 35 :)
Boas Viagens!
domingo, 21 de junho de 2009
A feira das galinheiras na 17... «ta mto grande»!
Fim-de-semana, primeiro dia de Verão e muita gente a rumar até à praia, mas outros, preferiram deixar esta opção para a tarde porque de manhã foi dia de feira das Galinheiras e calhou-me uma vez mais um serviço na 17. Até parece castigo.... agora todos os domingos lá ando eu nas Galinheiras :(
Há gente para todos os gostos e feitios, do português ao indiano, passando pelo africano e não esquecendo claro está o cigano. Por instantes parece que estamos numa fronteira onde se cruzam vários países, com os evidentes sinais da globalização. Dalí aos Fetais é um "pulo" e na viagem de regresso á P.Chile, nova paragem prolongada junto à feira. Sacos atrás de sacos e veias sobressaídas nos braços de quem os transporta e quando menos se espera eis que surge uma pergunta que me deixou algo confuso por parte de uma cigana: «Ta mto Grande?... Ta mto Grande?», e eu sem entender nada, dada a rapidez e a forma enrolada como foi feita a questão.
Pensei que se referia ao saco e a uma pergunta sobre o poder ou nao poder entrar, mas ao mesmo tempo, percebia que não era isso e lá pedi que repetisse: "Desculpe? está muito grande o quê?", e a resposta de quem queria perguntar era a mesma. «Ta mto grandeee?... » E enquanto esta, digamos, conversa de doidos prosseguia, já uma fila enorme se criava á porta do autocarro até que tive de dizer que ou "entra ou sai". quinta-feira, 18 de junho de 2009
Na sauna 44: A saga do ar condicionado parte 2
«O estádio estava cheio e quando marquei o golo ao Benfica, as lágrimas caíram-me. Foi o pior jogo da minha vida!», a frase é da autoria de Rui Costa, num anúncio do clube da Luz, mas se Rui Costa fosse motorista e hoje tivesse andado com o 4145, até aposto que a frase seria algo mais parecido com "O dia estava muito quente e o autocarro não tinha ar condicionado. As pessoas não compreendiam e quando necessitei de ir ao WC a porta não abria. Foi o pior dia de trabalho da minha vida"...quarta-feira, 17 de junho de 2009
Antes e Agora (IV): Av. 24 de Julho
Voltando a "pegar" numa rubrica cujo objectivo é recuar no tempo e ver as principais diferenças, hoje apresento uma imagem da autoria de Phill Trotter que no verão de 1983 esteve em Lisboa, onde fotografou alguns autocarros da Carris. Escolhi desta feita a 24 de Julho com a carreira 32, actualmente designada de 732 e afecta à Estação de recolha de Miraflores.
Hoje (2009) circula com MAN 18.310 da série 2200 e mantém os mesmos terminais. Ao longo dos últimos anos esta avenida tem vindo a sofrer diversas alterações e o seu nome deve-se a um episódio importante daquele que foi um dos momentos mais dramáticos da história do nosso país: a Guerra Civil de 1828 a 1834 que opôs as tropas absolutistas de D. Miguel às forças liberais do seu irmão D. Pedro IV. domingo, 14 de junho de 2009
«Ié ié iééééé.... o Beato é que é!!»
Depois de uma manhã na 718, um serviço ocasional da parte da tarde num domingo que começou chuvoso mas que rapidamente aqueceu convidando as pessoas a saírem à rua e foi isso mesmo que fez a marcha do Beato, esta tarde, tendo para o efeito requisitado um Autocarro à Carris em Serviço Ocasional(Foto 1), e calhou-me a mim percorrer com eles a freguesia do Beato.E como este foi dos serviços mais engraçados que tive até hoje, apesar da minha retinência inicial, decido destacá-lo também como forma de agradecimento aos marchantes, aos organizadores e ao Sr. Presidente da Junta pela forma como fui recebido. Ah e aproveitei para lhe pedir, ainda que em tom de brincadeira, um novo espelho para o cruzamento da Calçada do Grilo... Ajudava-nos imenso!
Mas voltando ao que interessa contar, destacar a forma como os marchantes actuaram perante a sua população. Com garra e determinação, já depois de terem ficado em 8.º lugar na classificação deste ano. Mereciam realmente uma melhor posição na tabela! Com partida do clube Ateneu da Madre Deus(foto 2), (onde mostraram de imediato satisfação por ser um autocarro da Carris... «Ena este é dos novos... Sempre é mais porreiro que o outro e até tem ar condicionado», dizia um dos marchantes), dirigimos-nos então para o primeiro local onde os marchantes fariam marcação - O início da Calçada da Picheleira (foto 3).
Muitos apoiantes à espera em redor dos passeios e nas portas dos estabelecimentos, e até parecia que era uma equipa de futebol que ali ia passar. Ao fundo já se ouviam gritos de incentivo e claro está não podia faltar o «ié ié iéeeee, Beato é que é»...A polícia ainda não tinha chegado ao local e ao que parece houve uma certa falta de comunicação entre entidades, até porque quando chegaram ao local, os agentes de imediato identificaram os organizadores, por estes terem incentivado ao fecho da rua sem a presença das autoridades. Gerou-se uma pequena confusão, rapidamente sanada com a chegada do corpo de intervenção que auxiliou no corte da estrada, numa altura em que já alguém mais descontente ou de uma marcha rival, tinha lançado da sua janela um Limão...

A chuva também marcou presença, mas como alguém disse no local, «marcha molhada, marcha abençoada», e certo é que foi por pouco tempo. Marcação feita, aplausos recebidos e nova viagem, desta feita até à Estrada de Chelas(foto 4), junto à Farmácia, que foi o local que juntou mais populares para ver a marcha actuar. Palavras de apoio, algumas de revolta pela classificação obtida, e muitas fotografias pelo meio e já com a companhia da PSP que acabou por andar connosco durante toda a tarde.
A próxima paragem foi junto ao Teatro Ibérico, em Xabregas (foto 5) onde o aproximar do carro da PSP que ia a abrir caminho e sobretudo a chegada do autocarro com os marchantes, fez "aquecer" os presentes no local com mais gritos de apoio a uma marcha que evocou os descobrimentos. Daí, partimos para o convento do Beato onde teve lugar mais uma actuação (foto 6).Rumámos então de seguida para o Bairro Madre
Deus, onde me pediram que os levasse para a rua Faustino José Rodrigues (foto 7), mas por se tratar de uma rua estreita e sem saber se havia condições para lá meter o autocarro, a PSP foi primeiro ver o local e como não havia carros mal estacionados lá seguimos para uma rua onde todos os habitantes ficaram contentes por lá ver um autocarro da Carris... «Finalmente já temos autocarro à porta...», pois tiveram, mas só ocasionalmente e para a Marcha do Beato.

E como vêem ás vezes até sabe bem fazer um serviço diferente do habitual, nem que seja para quebrar a rotina do dia-a-dia...
Boas viagens!
sábado, 13 de junho de 2009
Um dia com um curto "Calvário" e perguntas desnecessárias...
Depois da noite de festa pelas ruas de Alfama eis que hoje andei de serviço na 720 ali para os lados do Alto do Pina, onde os ânimos andaram bastante calmos durante todo o dia, até porque a festa hoje, foi mesmo para os lados de Alfama e do Castelo. E em dia de Santo António, bastou uma viagem da Picheleira ao Calvário, para ser interpelado já no terminal que se situa no Largo das Fontainhas, por um transeunte que depois de bater à porta e não dizer boa tarde, decidiu questionar-me sobre uma carreira, e o resultado do diálogo foi algo parecido com o seguinte:Eu: «O 742 não passa aqui!»
Suposto Cliente: «Já não passa?...»
Eu: «O 742 passa naquele largo lá atrás... no Calvário!»
Suposto Cliente: «Eu sei! Só queria saber se já tinha passado algum agora?!»
Eu: «E como é que o senhor quer que eu lhe diga, se estou aqui e de costas para o Calvário?!?»
Suposto Cliente: «Tá certo, obrigado...»
Não dá mesmo para acreditar como há pessoas que fazem perguntas sem pensar e ás vezes sem terem a mínima consciência do espaço em que estão. Leva-nos por vezes a pensar "será que este(a) tipo(a) está a gozar comigo?"... Pelo menos já disse obrigado no final de um diálogo que mais pareceu anedota.
Seguiu ao seu destino e também eu segui para a Picheleira mais uma série de vezes tendo numa das viagens reparado numa senhora que aos poucos ia - perdoem-me o termo - bufando, dando sinais de insatisfação. Pensei tratar-se de alguma companhia mais indesejada através de algum odor, ou por ser Sábado e estarem em vigor os horários de Feriado. A certa altura levantou-se e ficou junto à porta da frente, mas sempre sem me dizer nada, até que já na Rua Brancamp, e sem pedir, aproveitou a abertura da porta da frente para sair, e não sem antes dizer que «para andar nestes autocarros temos de vir com casacos e bem agasalhadas porque é um frio que não se pode...», referindo-se ao ar condicionado que por acaso até estava no mínimo.
É apenas uma amostra daquilo que é ser "preso por ter cão e preso por não ter", porque se tem ar condicionado é porque está frio, e se não tem é porque está calor e não se consegue respirar... Decidam-se!!! Bem e para terminar, o "calvário" da última viagem com a avaria da bandeira electrónica de destino, provando que, tal como as pessoas para morrerem basta estarem vivas, também elas(bandeiras) para se avariarem, basta estarem em pleno funcionamento. Resultado: Avisei a Central de Comando de Tráfego e o "720 CALVÁRIO", manteve-se visível mesmo com destino à Picheleira o que me obrigou a parar praticamente em todas as paragens para informar que rumava para outro sítio que não o Calvário.
E mesmo assim, não fosse eu estar distraído, ainda houve pelo menos dois passageiros que ao entrar lá me alertaram...«Olhe que leva escrito lá em cima, Calvário...». Cheguei então ao fim do meu curto calvário já no Areeiro quando fui rendido pelo colega, tendo-o informado que as mesmas se tinham avariado na viagem anterior, pelo que teria de aguardar indicações da C.C.T., e com isto também podem ter uma pequena ideia que até os próprios autocarros nos pregam partidas quando menos esperamos...
Boas Viagens!
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Manhã na 755 abre apetite para noite em Alfama!
Chegou finalmente o dia em que o verdadeiro lisboeta não pode ficar em casa. E muitos foram os que acordaram cedo para aproveitar o dia na praia. Outros tiveram exames na escola e outros tantos preferiram guardar as energias para a noite de hoje que promete ser longa. Calhou-me em sorte uma madrugada na 755, não pela carreira, mas pelo horário, que me permite percorrer nesta noite de Santo António, os bairros típicos de Lisboa.quinta-feira, 11 de junho de 2009
Em Arraiolos... longe do "stress" citadino!
Em dia feriado, nada melhor que aproveitar a folga para aliviar o stress do centro urbano e rumar até zonas mais calmas. Hoje fui até ao Alentejo, mais precisamente até à Vila de Arraiolos, concelho de Évora, onde até dia 14 decorre o evento «O tapete está na rua'09», numa iniciativa da C.M.Arraiolos, com vista a destacar o artesanato da região.O artesanato desta vila é como o seu próprio nome indica, os Tapetes de Arraiolos, uma tradição secular que é admirada por muitos. A vila é simpática, assim como os seus habitantes e no que toca à comida, nem precisa apresentações... Ou não estivesse-mos nós a falar do Alentejo.
Arraiolos fica a 1h30 (apróx.) de Lisboa, pelo que é uma boa sugestão para quem pretenda ter um fim-de-semana mais calmo e diferente do habitual. A iniciativa que mostra a história dos Tapetes está muito bem organizada e em várias tendas espalhadas pelas ruas da vila é possível ver-se todo o processo desde a tosquia das Ovelhas, passando pela criação do fio da Lã, o tingimento e claro está, o bordar do tapete.
Se pretender ver mais fotos sobre esta sugestão que agora vos deixo, poderão seguir a minha galeria no Olhares.com e se aceitarem a sugestão desta curta e simpática viagem, e quiserem por lá almoçar, sugiro o restaurante «O Pelorinho», que se situa na rua em frente à Igreja Matriz.


Amanhã já é dia de trabalho, mas também dia de arraial. É a noite de Santo António em que nenhum lisboeta pode faltar! Bons Santos!
quarta-feira, 10 de junho de 2009
"Viva Portugauuuuu" em dia de Portugal...
Há certas e determinadas coisas que por muito que se tente, é difícil entender! A meio da tarde e ainda com poucas horas de serviço na 79, verifico algumas pessoas com cachecóis e bandeiras portuguesas, fazendo lembrar aqueles gloriosos dias em que a selecção nacional dava alegrias aos portugueses. Mas se tinha a certeza que por ali perto não havia jogo da selecção, pensei num primeiro instante que se tratava de um grupo que queria comemorar o 10 de Junho de uma forma diferente e mais colorida.Em Santarém, o Presidente da República Cavaco Silva já tinha feito um discurso onde destacou e criticou a elevada taxa de abstenção nas últimas eleições europeias, mas nos Olivais o discurso era outro e pouca gente sabia, ou melhor quem devia saber não sabia porque os participantes até eram bastantes.
Na viagem das 15.30 deparo-me com a Rua Moncímboa da Praia cortada pela P.S.P. Trânsito, e do lado de lá do carro dos senhores agentes estava o tal grupo de pessoas brasileiras com bandeiras portuguesas e cachecóis que acompanhados de dois carros com grande sistema de som instalado, acordavam quem tivesse mesmo o sono mais pesado dos Olivais.
A música, essa era brasileira e mais parecia que a rua se tinha tornado o palco de uma igreja Evangélica brasileira, dadas as cantorias em nome de Jesus e os folhetos distribuídos onde constava que era a festa da Bênção da Tarde do Dia de Portugal. Contacto então a central para dar conhecimento da interrupção, dado que nem a Carris tinha conhecimento de tal procissão, como alguém no local apelidou, mas que mais parecia uma manifestação.
Desimpedida esta artéria dos Olivais lá segui viagem com os passageiros já com cara de poucos amigos e prontos a explodir pela demora causada pelos transeuntes. Esperava eu que desse tempo de dar volta aos Olivais Sul para não voltar a apanhá-los mas sem êxito, porque mal subo a Rua de Chibuto, a visto os peregrinos na Almada Negreiros e nova interrupção e esta com mais tempo(ver foto).
Passado o contra-tempo lá prossegui dentro da normalidade ainda que com ligeiro atraso. E se não fossem estes tipos a fazerem esta, pouco ou nada teria hoje para contar até porque foi feriado e pouca gente andou pela 79. Amanhã também é feriado e também eu vou gozá-lo...
Boas Viagens!
domingo, 7 de junho de 2009
Duas horas e meia real(mente) diferentes do habitual na 22
Três dias passaram desde o último artigo publicado, sinal que nada de anormal constatei nos restantes serviços que fui tendo pela 742, até porque a semana foi praticamente toda nesta carreira com a excepção feita para a quarta-feira, onde andei pela 755. Hoje e para terminar a semana, calhou-me na escala o serviço de ordens das 14h00, ou se preferirem, o plantão das 14h00 para o que der e vier!«Uma hora para jantar» e depois teria de «estar no Areeiro para render a chapa 3 da carreira 22 ás 20h18, num serviço até ás 22h31 a recolher na Musgueira», avisava-me o expedidor de serviço neste domingo.
Preparava-me então para contar as 28 moedas que viriam a dar 1.40€, até porque, a forma estranha como todas as moedas estavam tão juntinhas levava-me a conferir moeda a moeda e a redobrar a atenção, até que, a certa altura da contagem surge uma com um desenho diferente das já conhecidas moedas de cêntimos. Pois lá estava de novo uma da família do Real Brasileiro. 5 CENTAVOS! «Desculpe mas esta não vale aqui...» informei eu o passageiro que para meu espanto e já depois de observar a moeda em questão me questiona o "porquê?"
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Já "cheira" a manjerico na 742!
Depois da passagem na 4.ªfeira pela 755 onde tudo correu dentro da normalidade e sem grandes registos, lá regressei hoje à 742 onde como diz o outro, «vira o disco e toca o mesmo...» O Casalinho da Ajuda continua igual a si mesmo, e na primeira viagem encontro uma Bicicleta de criança, deixada no asfalto junto à penúltima paragem, como que se alguém tivesse chegado ao local prometendo um lanche com bollycaos e Coca-Colas na rua de cima, tal não era a correria dos putos!quarta-feira, 3 de junho de 2009
Depois da rádio e da revista a vez do Jornal de Notícias...
Começo a ter cada vez mais dificuldades em passar despercebido pelas ruas, sobretudo nas de Lisboa. Hoje e depois da TimeOut, foi a vez do Jornal de Notícias dar destaque ao blogue "Diário do Tripulante". Aquela identidade que sempre tentei esconder já contraria uma vontade e o artigo que hoje é publicado na última página do JN, já fez chegar comentários da cidade do Porto. Da passagem pela televisão aos volantes dos autocarros da Carris e com a esperança de um dia poder andar na linha, esta entrevista destaca sobretudo o blogue, "Diário do Tripulante", que foi criado em Agosto de 2008, para contar histórias do dia-a-dia de um motorista ou guarda-freio da Carris, mas sobretudo para que valorizem esta nossa profissão, que em muitas vezes se torna ingrata, mas sobretudo divertida. E se conseguir fazer com que toda a gente que entre no transporte público diga um simples "Bom dia ou Boa tarde", já ficarei satisfeito, porque acima do facto de ser um/uma motorista ou um/uma Guarda-freio, está ali um ser humano.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Regresso "atrevido" e com as curvas da 742
11h20 da manhã e já eu estava em Alcântara para um regresso ao trabalho, claro está na 742, depois de uma semana e meia de férias, que deu sobretudo para descansar e aproveitar o bom tempo que se fez sentir por Lisboa. O certo é que até podia estar um mês inteiro de férias, que não iria notar diferenças na 742 até porque ás 11h20 já a equipa de fiscalização que vinha a bordo, tinha passado dez coimas. Para tempos de crise como tanto se fala, nem dá para acreditar como ainda há assim tanta gente que arrisque pagar 140.00€ quando pode apenas pagar 1.40 € e isto falando na Tarifa de Bordo...
Mais uma viagem ao Polo Universitário e no regresso para o B.º Madre Deus, a primeira história deste regresso ao trabalho. Na rua do Cruzeiro, entrou uma senhora com a sua filha (de apróx. 5 anos) que se queixava imenso das pernas, dizia que lhe estavam a picar. A criança chegou mesmo a chorar com a aflição, e a mãe preocupava-se cada vez mais a cada grito que a pequena rapariga reproduzia.

