sábado, 28 de fevereiro de 2009

Dia de Feira da Ladra onde nem a Gaita faltou...

Como nem tudo é mau, hoje «joguei» em casa! Ou seja passei a manhã na carreira 35 o que me agrada sempre... Ás 10h30 rendi o colega no Areeiro e fui até ao Hospital de Santa Maria onde apanhei os primeiros pingos de chuva do dia, estava cinzenta a manhã para aqueles lados. Poucos passageiros pelas paragens, mas na viagem para o Cais do Sodré já apanhei mais gente, ou não estivesse eu numa manhã de sábado e a caminho da Feira da Ladra, rumo ao Cais do Sodré...

Na Praça do Chile, junto ao mercado avisto um molho - não de brócolos, mas - de carros em que, se dois estavam bem estacionados era muito... Chego à Morais Soares e a confusão habitual de um sábado de manhã, que para mim já começa a ser habitual todos os dias porque se há rua em que se perde tempo é nesta com os carros em segunda fila. Foram 11 minutos para fazer o troço P.Chile - P.P.Couçeiro!

Passado este bocado eis que chega a parte do percurso mais interessante onde cada viagem traz uma surpresa, a Rua Washington. No topo tudo bem mas em baixo qualquer distraído ficaria a saber que era dia de feira. Ainda assim passava-se mais ou menos bem.

Nas obras da P.Comércio até se circulava bem, mas a falta do carro da chapa da minha frente fez com que o meu autocarro enchesse já na vinda para cima... Em Santa Apolónia já iam passageiros de pé, em Sapadores já se pedia para chegar á retaguarda e na paragem da Escola Nuno Gonçalves a porta da frente já não fechava.

Aperto aqui, encosto ali e a porta lá fechou. Com receio de se desequilibrar, uma senhora apoia-se junto á maquina da bilhética e coloca a mão sobre a consola de dados que serve para comunicar com a Central. Apercebendo-me da situação, pedi à passageira que se segurasse antes no validador, para que não carregasse sem querer em nenhuma tecla. De imediato uma outra senhora que estava atrás dela e ao meu lado diz sorrindo: «Veja lá... não toque na gaita do motorista se não ele fica já todo desorientado...»

Confesso que não estava á espera de tal afirmação. E música parece que era esta senhora que me queria dar. Já sobre a gaita, diz o dicionário da língua portuguesa que se trata de uma palavra singular feminina que significa "instrumento de sopro que é, na sua forma mais simples um canudo com buracos; instrumento para crianças tocarem; pífaro", mas que na gíria significará "pénis, se for no singular" e "orifícios por onde a lampreia respira, se for no plural".

Ora como lampreia, só se alguém a trouxesse da praça e morta pelo que já não respirava, prefiro não pensar que a senhora era tão atrevida que quisesse levar a coisa para o lado do corpo humano. Assim sendo, digamos que se pode associar a tal gaita ao apito que o rádio faz sempre que a central tenta falar com o motorista. Digamos que é uma forma diferente de se ver a coisa...

Depois seguiu-se a segunda parte do serviço, de «plantão» na estação para o que desse e viesse, mas até correu bem. Amanhã há mais...

Boas Viagens!

Fonte: Priberam - Diccionário de Lingua Portuguesa On-Line

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Saiãããnaa ou 742, qual delas a pior?....

Há dias em que o cansaço nos vence de olhos fechados e com ele presente, vai-se a vontade de escrever e foi o que me aconteceu ontem que até tinha algo para vos contar, nem que fosse apenas o regresso a uma carreira que há muito não fazia. Foi uma quarta-feira movimentada sobretudo ali entre o Rossio e o C.Sodré. Estreei-me também em serviço com os desvios causados pelas obras da Ribeira das Naus que causaram o caos!

A carreira foi a 44 e voltei a andar com um Mercedes Citaro que oferece uma boa condução. Continua igual, isto é, cheia de estrangeiros que nos visitam e que á mais pequena distracção estão sem nada nos bolsos. Pois é, ontem foi uma alemã que quando chegou ao Cais do Sodré reparou que já não tinha a carteira. O estado de desespero foi tão grande que tive de a deixar á porta da esquadra da P.Comércio.

Já da parte da tarde e com um Volvo B7L nas mãos, tive direito - eu e os restantes passageiros - a música cigana entre o Rossio e o Largo Frei Heitor Pinto. Confesso que já não podia ouvir aquela ladainha de quem tentava calar uma criança com um birra... sim porque se a ideia era adormecer a criança, na minha opinião, aquela cantilena só fazia o contrário. A Saiana era irrequieta e só se calou quando a mãe lhe deu de mamar... Mas a verdade é que até já nem me saia da cabeça o nome da "saiãããããnaaaa".

Já hoje e como não poderia deixar de ser... mais um dia na 742. Fim do mês à porta e notas novas na carteira acabadas sair dos ATM's, ou seja, dinheiro fresco e mais carros na rua. Ainda assim deu para cumprir os horários de todas as partidas. E até para esclarecer um passageiro que a certa altura até pensei que me estivesse a fazer algum teste de conhecimento da cidade e da rede da Carris.

Primeiro queria saber, qual o transporte da Afonso III para Picoas, depois era o tempo que demorava, seguiu-se mais uma pergunta e desta feita sobre a frequência da 718 e 742. Pensando que ia ficar por ali... «Desculpe, mas já agora só mais uma questão e peço desculpa por fazer tanta pergunta quase ao fim do seu dia de trabalho... O meu escritório vai mudar para o Colombo. Da Afonso III qual a melhor maneira para ir de transportes? É que de carro depois não tenho lugar para estacionar...»

Esclarecido lá saiu na AfonsoIII e lá levou escrito o endereço do site da Carris (www.carris.pt) para ver os horários. Amanhã há mais...

Boas Viagens!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Foi Carnaval... Niguém levou a mal!

Há quem diga que «a vida são dois dias e o Carnaval são três», mas para mim o Carnaval é uma eternidade... Ainda assim este ano não me posso queixar muito. Tudo correu muito bem aqui para os meus lados. Depois de uma semana na formação, cheguei a temer o pior com o regresso ao volante precisamente no dia de encerramento do Entrudo. E sobretudo por ser na 742, mas nem parecia Carnaval.

Um ou dois miúdos mascarados, com destaque para a máscara da sevilhana que foi a que mais vi hoje pela cidade e para a de um rapazito que estava mascarado de polícia. Estava muito engraçado. A juntar a estes pequenos um ou outro adulto e até mesmo idosos, e aqui o destaque vai para a senhora com franjas verdes na cabeça e óculos vulgos "fundo copo 3", acompanahdos de pinturas exageradas no rosto que colocou todo o autocarro a rir entre a Morais Soares e o B.º Madre Deus, onde se despediu de mim com a seguinte deixa:

«Sr.Motorista, quando fui para baixo apanhei o seu colega ali junto ao Ramalho Eanes, e enquanto esperava o autocarro estava a falar com o Sr.Agente e disse-lhe: "Ai Sr.Polícia não leve a mal o que lhe vou dizer, mas adorava casar com um polícia..." E ele perguntou-me o porquê e disse-lhe: "Para quando chegasse a casa ter dois cacetetes á minha disposição..." Calou-se e nem me deu mais troco. Adeus Sr.motorista, bom trabalho...» Mas que grande lata minha senhora...

Bem e voltando ao dia de trabalho, passou rápido até, o que é sempre bom sinal, ou sinal que tudo corre bem. Carnaval nem vê-lo como já referi, mas o que vi foi uma autêntica guerra e que molhou muita gente ali para os lados do casalinho da Ajuda. Quando lá cheguei na primeira viagem que fiz até parecia que estava num país em conflito, mas até achei piada porque eram três grupos e uns contra os outros e quando assim é do mal o menos...

Um dos elementos de um dos grupos já devia ter muita prática e usava o seu casaco de treino para «parar» os balões de água vindos dos adversários e não é que não rebentavam... Outros havia que já nem camisola tinham tal não era o encharcanço...

Quanto a mim, janela bem fechada não fosse eu passar de espectador a vítima. E por falar em vítimas, houve algumas ali para os lados das Galinheiras. Quando recolhi á estação e já de regresso a casa, la chegou um colega da 17 todo molhado para trocar de autocarro. Os alvos principais nas Galinheiras eram mesmo os motoristas, pelo que alguns autocarros tiveram de recolher por falta de condições, o que acaba por ser chato para os restantes passageiros.

Mas como diz o outro: «É carnaval e ninguém leva a mal....»
Foto: Tirada esta tarde no terminal do Casalinho da Ajuda

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Recordando: As minhas aventuras há 15 anos atrás...

Enquanto a semana de trabalho não começa, andei a dar uma vista de olhos no meu arquivo fotográfico e encontrei uma fotografia que há uns tempos atrás encontrei pelo mundo da Internet. A fotografia que vos falo é esta que está aqui ao lado e reporta ao ano de 1994.

E questiona o leitor, o porque de eu estar aqui a mostrar esta fotografia que nada tem haver com o meu dia-a-dia de trabalho?... Até pode ter muita razão, mas para mim esta fotografia é nada mais, nada menos que uma recordação da minha infância que foi passada em Alfama. Tinha na altura 10 anos de idade e achava imensa piada aos eléctricos com o seu barulho característico do compressor, o "TxeeTxee.." do ar que saía da válvula dos travões, os bancos que viravam, e o troley a rodar para mudar de direcção. Não esquecendo claro está a faísca que ás vezes saía da agulha da rede aérea, ou quando o troley saltava.

Na retaguarda iam por vezes os "penduras", mas eu preferia ir sempre do lado de dentro e bem junto ao Guarda-freio para ver como tudo era feito. Nesta mesma fotografia, além da recordação destes tempos, uma recordação de mim próprio com apenas 10 anos. Sim sou eu que estou ali no lado direito da imagem de camisola verde. Também aqui em casa foi uma surpresa quando encontrei esta fotografia.

Adorava entrar nas Escolas Gerais e ir até á Graça e voltar, mas na volta ás vezes ia até ao Lg.Camões. Como conhecia grande parte dos guarda-freios da altura, um dia cheguei da escola e a minha avó lá me deixou ir dar uma volta de eléctrico. Sabia que não havia problema porque também ela já conhecia quem conduzia a carreira 28E. Fui até á Estrela e o pior foi quando faltou electricidade, tendo ficado uma hora parado na Estrela. Quando regressei ouvi das boas da minha avó e com razão...

Aqui fica esta memória minha, agora partilhada convosco, respeitante a este meu gosto e admiração pelos eléctricos de Lisboa e sua história, numa fotografia de Jim Halsall no ano de 1994 .

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Uma semana na formação...

O "passageiro" frequente deste blogue já reparou certamente que muito pouco ou quase nada acrescentei no decorrer desta semana que agora termina. Apenas adicionei dois textos acompanhados de duas imagens, que no meu ver acabam por ser muito, tendo em conta que tudo começou através do descrito nessas imagens.

Primeiro os eléctricos e depois os autocarros, o importante é não esquecer o passado, porque sem passado não haveria certamente o presente! Contudo, há também que abordar o futuro. E a Carris tem vindo a melhorar o seu serviço e a prestação dos seus Tripulantes, para que no presente e no futuro sirvam cada vez melhor os seus clientes.

Como sabem, tenho poucos anos disto (cerca de dois) e apesar de não ser esta a minha área de formação, tive a sorte de entrar numa empresa e de fazer algo que gosto. Posso mesmo adiantar que tenho orgulho em dizer que trabalho na Carris...

Podem pensar que é graxa, mas não. Cedo comecei a andar de eléctrico e as minhas idas para a escola foram sempre na Carris. Como lisboeta, sempre tive aquela ligação com as cores da empresa e quem me acompanhou no decorrer desta semana na formação, viu que de facto eu gosto de Lisboa e gosto do que faço. Isso não há dúvidas!

Quanto á formação «Qualidade+ no Serviço ao Cliente», de salientar o esforço da empresa no investimento deste tipo de formações, que acabam por ser benéficas não só para a própria empresa como também para nós tripulantes, quer sejam motoristas ou guarda-freios. Como em tudo na vida, há quem goste e quem não goste, há quem considere interessante e quem pense que é chato, mas que é benéfico, isso é!

Entre os temas debatidos ao longo da semana, destaco o módulo II das técnicas de condução e condução defensiva e o módulo III referente a interpretação de mapas e telemática. O primeiro pelo facto de serem apresentadas e debatidas diversas situações do dia-a-dia de quem anda ao volante de um autocarro na cidade de Lisboa, com os respectivos conselhos e procedimentos, e o segundo pelo facto de se conhecer um pouco melhor toda a rede da Carris e principalmente, os pontos mais procurados pelos nossos clientes na cidade de Lisboa.

Fiquei por exemplo a conhecer a Loja da Pedra... Sabe onde fica? já tinha ouvido falar? Pois posso-lhe dizer que se procura algum tipo de Pedra, aqui encontrará certamente. Situa-se no Lg. São Sebastião Pedreira, 48. :)

Pelo meio ainda se falou um pouco de eléctricos, o que me agrada sempre, e neste aspecto faltou mesmo um dia de condução no eléctrico. Acho que seria interessante para se ter uma noção das distâncias necessárias para se efectuar uma travagem em segurança, permitindo assim a nós motoristas (os presentes no curso) um melhor conhecimento das distâncias necessárias pelos nossos colegas guarda-freios. Aqui fica a sugestão...

No geral, considero que foi uma semana bastante produtiva, numa formação de 40 horas, a cargo da CarrisTur, nas instalações de Cabo Ruivo. Na próxima semana estou de regresso á roda - e não ao freio -, embora talvez não me importasse, e como não poderia deixar de ser na 742. Portanto e por ser dia de Carnaval... promete ter algo para contar. Haver vamos...

Boas Viagens!
Imagem: site CarrisTur

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Foi há 107 anos que os lisboetas estrearam um novo meio de transporte em Lisboa...

A formação continua a correr e ao chegar a casa, acabo por receber alguns mails. Num dos quais com um link enviado por um amigo. Coincidência ou talvez não, acabo por encontrar num link desse site sugerido, a webpage da revista "Transportes em Revista" que habitualmente costumo ler on-line.



Nesta última edição de Outubro 2008 aparecem artigos relacionados com os novos autocarros da Carris, com o MOB CARSharing da CarrisTur e sobre os 107 anos do Carro eléctrico, que agora destaco aqui no meu espaço da blogosfera.


A CARRIS comemorou o 107º aniversário do
serviço de tracção eléctrica. Foi em 31 de
Agosto de 1901 que os lisboetas, pela
primeira vez, puderam utilizar aquele novo e
revolucionário tipo de transporte, que
acabaria por substituir o serviço público com
veículos de tracção animal deslocando-se
sobre carris, os “americanos”. A primeira carreira
do serviço de tracção eléctrica assegurava
a ligação entre Cais do Sodré e Ribamar.
Em 1905 toda a rede estava já electrificada
tendo-se verificado, nos anos subsequentes,
o normal crescimento da frota e
alargamento da rede. O aumento populacional,
as cada vez mais difíceis condições
de circulação na cidade, o aparecimento
dos autocarros e do Metropolitano de
Lisboa, foram factores que estiveram na
origem da diminuição da rede da eléctricos
e da frota para os níveis actuais – cinco
carreiras, 58 eléctricos, dos quais dez articulados,
40 históricos e oito ligeiros.


O texto acima referido é da autoria da revista «Transportes em Revista», de Outubro de 2008

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Recordando a C.C.F.L. em... 1912

Bem e como agora não tem havido nada de relevante a contar neste blogue, deixo-vos uma foto do passado da Carris, quando começaram a aparecer os primeiros autocarros. Nunca é de mais recordar a história de uma empresa centenária.

Trata-se de um Autocarro Leyland de origem inglesa, na viagem pré-inaugural da carreira Sete Rios-Carnide, Lisboa, 1912.
Fotografia in Diário de Notícias, 23/11/1912, apud História da C.C.F.L., vol. 2, Carris, 2006.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Hoje: «Diário de um passageiro», mas não o da televisão...

Hoje no “Diário do Tripulante”, vesti a pele de passageiro e como tive de me deslocar ao Parque das Nações, decidi deixar o carro á porta de casa e ir de transportes públicos. Na ida apanhei a carreira 28 e lá fui eu de Santa Apolónia até á Estação do Oriente a bordo (creio eu) do 4603. Viaja-se bastante bem nestes novos autocarros, diga-se de passagem, e o conforto era tanto que quando dei por mim já estava a chegar ao meu destino.

No regresso já não tive igual sorte! O 28 tinha acabado de passar e a chegar estava o 759 que também me servia, apesar da volta ser maior. Mas como estava de folga e sem pressa, aproveitei e até fui na 759, ficando assim a conhecer o seu percurso na totalidade, dado que só o conhecia até á Encarnação. Entrei na Estação do Oriente e saí em Santa Apolónia.

Os cortes do trânsito na Baixa é só a partir de Domingo, mas já hoje se fez sentir um pouco do que dali advém... A chapa da frente tinha sido “cortada” devido ao trânsito e aquela onde viajei, acabou por carregar até a porta não poder fechar... Como já havia muita gente no interior, fiquei ali junto do colega, aproveitando assim para conhecer melhor o percurso e as paragens, não vá um dia ser necessário fazer lá uma viagem.

Hora de ponta, autocarro cheio e algo insólito teria de acontecer. Mas para entender melhor o que conto de seguida, proponho antes um exercício...

Imagine um autocarro em hora de ponta... De seguida recue um pouco no tempo e lembre-se daqueles televisores enormes antigos, que já não se usam e onde o cinescópio fazia com que tivessem uma «cauda» enorme. A juntar a isto, pense num indivíduo que mal se aguenta em pé com uma televisão dessas pesadíssimas, nos braços e um pires na mão e a querer entrar num autocarro.

Conseguiu visualizar? Pois eu também não queria acreditar, mas escusado será dizer que não teve sorte nenhuma, porque o meu colega - e bem – nem sequer lhe deu hipóteses de subir o degrau do autocarro porque a porta, essa nem se abriu. Pois em causa estava a segurança dos restantes passageiros, porque já imaginou uma televisão dessas cair em cima dos pés de alguém?! ... Já para não dizer que um autocarro é um transporte público – sim, mas - de passageiros e não de mercadorias.

O autocarro arrancou e ele lá ficou a aguardar a chegada do próximo, mas sinceramente acho que ficou lá toda a tarde á espera que alguém o deixasse entrar, o que duvido.

As paragens iam passando e o autocarro esse estava cada vez mais cheio e já ali para os lados do ISEL entrou uma jovem que simpaticamente – eu comprovo – solicitou um bilhete. Por ali ficou porque não dava já para chegar á retaguarda. Chegámos então a Chelas e mais uns quantos passageiros a entrar, aproveitando assim, os espaços deixados livres por aqueles que saíram.

A mesma rapariga, que ainda trazia o cabelo molhado, acaba por dizer que «já vem outro atrás, será que posso sair e entrar com o mesmo bilhete?»... Obviamente que não, e quase de certeza que ela já sabia a resposta, mas justificou-se dizendo que «ainda agora saí do banho e estar a levar com esta multidão e com a mistura de cheiros que por aqui vai, meu Deus....», tinha razão a rapariga e quanto a mim, eu só não estava arrependido por ter optado por aquele caminho, porque tinha ficado a conhecer a 759.


Destaco também a simpatia do meu colega que chegou ao ponto de também ele contar-me algumas histórias que nos últimos 13 anos de Carris já viveu, entre as quais destaco a de um passageiro que queria entrar com uma sanita no autocarro. Exactamente uma sanita! Mas só ele poderá aqui mesmo contar melhor essa história...

E assim foi um dia de folga diferente do habitual sem dúvida.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

78: A estreia na carreira "ZEN"

De "maldita" a "bonita", assim se pode descrever a minha opinião sobre uma carreira que nunca tinha feito, que tem como número 78 e que faz um percurso curto, - é certo, com 15 minutos de viagem - mas agradável, entre o Campo Grande e o Paço do Lumiar. Algum dia teria de acontecer e hoje foi esse dia. Ao longo de um ano e meio, quase dois, apenas me tinha calhado uma vez na escala e havia trocado com um colega.

A opinião que tinha desta carreira é que era uma carreira "chata" porque ao olhar para a chapa e para a quantidade de viagens (22 ao todo...), qualquer um entra logo num deprimento geral, mas hoje aconteceu o contrário. Ok, estava um dia espectacular, daqueles a anunciar que a Primavera que se apróxima promete, mas certo é que o serviço correu ás mil maravilhas e quando olhei para o relógio, já só me faltavam três "idas" ao Paço do Lumiar.

A estreia na 78 não podia portanto ter sido melhor e confirmo a opinião do meu amigo Pedro que a apelidou de uma «carreira ZEN». É de facto calminha esta carreira, e trânsito apanha só mesmo na hora de ponta e ali na zona de Telheiras. Gente simpática, Bonita até, e com um sorriso na cara... e claro está que não poderia ter faltado a pergunta da praxe nesta carreira: «Este autocarro passa nas TeleMarias?...»

Passa pois! É um centro de emprego ali no Alto da Faia e é muito procurado, sobretudo por brasileiras. Já tinha ouvido falar nas TeleMarias, através dos colegas que já tinham andado pela 78 e de facto confirmo. Quase todas as viagens até ás 19horas, parei nessa paragem. Para quem vem do Campo Grande, é a décima creio.

Agora seguem-se três dias de folga e depois uma semana de formação, por isso não estranhem se este blogue tiver pouco para contar...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

10 Francos?! Nunca digas nunca...

Quando menos se espera, eis que somos enganados! Hoje fui eu... Na verdade há sempre aquele hábito de se dizer "isso comigo não acontece porque estou sempre atento..." mas basta um pouco mais de confusão numa paragem tipo a do aeroporto para escorregar e fazer parte da lista daqueles que fazem rir os outros porque foram enganados.

Mais um dia na carreira 5 e a meio da tarde pedem-me três bilhetes para o Areeiro. «São 4.20€ por favor...» Os passageiros pegam nos bilhetes e rumam aos lugares ainda livres num autocarro quase cheio em hora de ponta. Outros foram entrando e quando olho para o espelho já tinha mesmo o autocarro completo. Mas entretanto pedem-me mais dois bilhetes... «2.80 € por favor...» Em cima da banqueta o passageiro coloca duas moedas de um euro e quatro moedas de vinte cêntimos - pensava eu! Ao mesmo tempo, uma senhora interrompe com uma pergunta «Termina mesmo na estação dos comboios? Aqueles que vão para Sintra...»

Respondo afirmativamente e ao mesmo tempo recolho o dinheiro da banqueta. Tudo parecia estar a correr muito bem, tirando o facto de ter feito duas viagens seguidas com o autocarro a «rebentar» pelas costuras, dando sinais de que a crise já leva muita gente a deixar o carro em casa.

Também em casa e já com a minha missão de hoje cumprida, faço as contas aos bilhetes vendidos para prestar contas no dia seguinte e quando conto o dinheiro eis que me deparo com 10 francos! Exactamente fui enganado! Já havia sido nos primeiros dias mas com um estrago menor. Na altura uma senhora brasileira deu-me 5 reais por 5 cêntimos. São iguais as moedas! Hoje foi 10F em vez de 1€ e não venham cá com a desculpa que também se devem ter enganado porque em França também já lá vai o tempo do franco...

Enfim acontece mesmo a todos e quando menos se espera. Boas Viagens.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A vida de Salazar na carreira 5...

Que nos autocarros se fala um pouco de tudo, já devem ter percebido pelos textos anteriores, contudo há sempre algo que chama mais a atenção, sobretudo quando o silêncio se faz sentir no autocarro porque o passageiro da frente vai a ler o «Destak», porque o do meio vai a ouvir música descontraído, ou até porque a jovem da última fila está concentrada a fazer uns apontamentos em época de exames. E até podem pensar que o motorista é um verdadeiro cusco, mas até nem sou! Apenas sou obrigado a ouvir porque também lá vou dentro...

Hoje fiz a carreira 5. Foi a minha primeira carreira na Carris, e uma das conversas que destaco entre as muitas viagens que fiz ao longo do serviço, vai para a opinião dos passageiros quanto á exibição do dia anterior do Making Off de "A vida privada de Salazar".

A) Pá viste aquilo ontem na SIC a mostrar como era a vida do Salazar?
B) Vi, mas não achei grande piada para te ser sincero...
A) Mas olha que aquilo está bem feito e afinal ele até não era assim tão mau!
B) Mas aquilo não passa da ficção. Como sabem eles se ele já cá não está para confirmar!?
A) Pois não e agora se calhar nem quatro Salazares safavam isto.
Entretanto uma senhora mete-se na conversa...
C) Mas olhe que eu conheço quem tenha convivido de perto com ele e diz-me que está tudo muito idêntico á realidade da época.
B) Oh minha senhora ele queria era mulheres e a imagem que passavam dele era aquela que a PIDE queria que passasse...

E lá continuaram a conversa, mas entretanto entram dois passageiros a pedir informações e abstraí-me da conversa. O serviço correu bastante bem e a meio da tarde duas raparigas do Porto entram e pedem dois bilhetes para o Aeroporto.

«Depois não se importa de nos dizer onde temos de sair?...», pedem-me encarecidamente com a deixa... «É que se não ainda vamos parar á Buraca! Andamos um pouco perdidas...» Achei piada a forma como disseram e lá se fez a viagem com uma boa disposição até porque a carreira 5 fica-se mesmo ali pela estação Roma-Areeiro.

Ás vezes até vale a pena mudar de ares, sim porque tenho andado sempre pela 742 e 793...

domingo, 8 de fevereiro de 2009

«Nós por cá» na 767

Costuma andar de autocarro mas não repara na quantidade de pessoas que não dizem bom dia, boa tarde ou boa noite? E você, cumprimenta o motorista quando entra no autocarro? O programa «Nós Por Cá» da SIC acompanhou uma viagem da carreira 767 entre o C.M.Patria e a Estação da Damaia (carreira afecta á estação de recolha da Pontinha).

Uma reportagem de Joana Latino com imagem de Gulherme Lima que mostra um pouco do nosso trabalho no dia-a-dia dos transportes de Lisboa, na companhia do colega Carlos Brás.



sábado, 7 de fevereiro de 2009

O "Amor á camisola" na Flamenga...

Depois das folgas onde aproveitei para visitar a bonita cidade de Coimbra (há 12 anos que lá não ia), hoje lá regressei à roda. Tarde de sábado com sol em Lisboa e com algumas nuvens, mas sem a chuva que nos tem acompanhado nos últimos tempos. O verão esse ainda demora a chegar e talvez por isso, as pessoas tenham aproveitado para sair à rua com a família.

Hoje também eu mudei de ares e voltei a ter um serviço na carreira 755 que há já algum tempo não me calhava na escala. Esta carreira que circula entre o Poço do Bispo e Sete Rios, tem habitualmente, e digo habitualmente porque sempre que faço a 755 vejo aquele passageiro que entra e cumprimenta-me, com o seu "estimado" blusão da Carris.

Mora ali para os lados do Bairro da Flamenga e segundo conta ele, em tempos foi motorista da Companhia Carris de Ferro de Lisboa. Actualmente está reformado, mas lá continua a apresentar-se com o seu blusão azul que ainda ostenta o logótipo antigo da empresa e com um «Boa tarde colega, está tudo bem consigo?...»

Há dias em que traz uma história para contar mas outros há em que entra que nem uma «flecha» para a retaguarda. Mas eu cá ainda continuo com algumas dúvidas em relação ao passado daquele - agora então - passageiro que chega a contar histórias que nada têm a ver com aquelas que já ouvi de outros reformados que se orgulham igualmente de apresentar os respectivos cartões de funcionários da Carris e que fazem mesmo questão de se apresentarem e normalmente sempre do mesmo modo: «Andei cá muito ano... Ainda você não era nascido e já eu andava agarrado ao eléctrico... Depois vieram os autocarros e ainda andei com os de dois pisos...»

E por falar neste passado através destes ex-colegas acabo-me de lembrar de um outro que costuma apanhar a 701 ali em Sete Rios e vai até C.Ourique a contar as histórias que passou ao serviço da empresa e que quando passa em Campolide diz sempre o mesmo: «Aquela chaminé ali está a ver... Era a chaminé do túnel do Rossio porque os comboios eram a vapor e faziam muito fumo. Aqui não havia praticamente nada a não ser a estação da Carris onde é agora o centro comercial...»

Todas estas situações, sejam elas verídicas ou não (acredito que sim...), mostram a importância da Carris na cidade de Lisboa e a forma como a empresa marcou a vida destas pessoas que ainda hoje não se cansam de dizer que "ajudaram" a Carris a crescer. Eles já cumpriram a missão deles, agora somos nós a cumprir a nossa.
Boas Viagens!
Imagens de Arquivo: A primeira mostra o antigo logotipo da Carris. A segunda mostra o autocarro com o n.º de frota 201 na estação das Amoreiras.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

793 - uma carreira de espíritos?!...

Ás vezes dou comigo a pensar se será só comigo que as coisas acontecem, mas ao conversar com outros colegas, logo fico esclarecido, porque todos têm algo para contar e de facto nesta profissão todos os dias são diferentes e todos já assistiram ou passaram por diversas situações.

Para além das muitas aventuras que já contei por aqui, há também por vezes o lado social. Aquele em que o motorista é o ouvido mais próximo de quem não tem ninguém para desabafar ou apenas conversar. E ás vezes por muito que se tente que o passageiro se vá sentar, ele insiste em ficar ali na frente a falar...

Hoje terminei a semana na 793 e confesso que ainda não consigo gostar desta carreira! Mas isso não interessa para nada. O que interessa mesmo é destacar a conversa a que fui obrigado a ouvir logo na segunda viagem. Um passageiro entra no Bairro Madre Deus com destino à Estação Roma-Areeiro e senta-se no primeiro lugar da frente.

Até aqui tudo bem, a não ser a gritaria que os miúdos faziam lá atrás que tinham acabado de sair da escola. Já ali no bairro das salgadas, o mesmo senhor tenta meter conversa comigo, dizendo que «esta manhã choveu bem! Viu? Estive 30 minutos á espera do 30 para Picoas, porque tinha um exame a fazer no hospital, e fiquei todo encharcado»...

Como não gosto de desprezar as pessoas que não me faltam ao respeito, lá confirmei que de facto tinha chovido bem. Mas o senhor insistia em contar como tinha sido o seu dia. «Sabe tinha muitos esporos no intestino grosso e tive de fazer uma limpeza. Mas correu tudo bem...» Ao que respondi: «Se correu tudo bem, é o que interessa...» Mas insatisfeito talvez com as minhas respostas curtas e directas, fez questão de pormenorizar o exame, algo que eu dispensava... «Sim correu bem... Enfiaram-me um tubo pelo ânus com umas ventosas para agarrar os esporos. Até parecia que estava num filme e até foi rápido...»

E a minha sorte foi que entrou uma outra passageira já ali no Feira Nova da Bela Vista que o conhecia, tendo então ficado à conversa com a senhora, deixando-me assim mais descansado a desempenhar as minhas funções. Digam-me lá se isto são conversas para se ter com o motorista? Realmente aparece-nos de tudo um pouco...

Para não bastar, já depois das 16h00, ainda houve uma passageira que saiu no bairro dos alfinetes e ao passar pela porta da frente lá me disse que iam espíritos dentro do autocarro. Acredite se quiser!

E como não há uma sem duas nem duas sem três, foi precisamente neste bairro que uma outra passageira, já conhecida ali do bairro Prodac, me disse que num dos buracos do asfalto que por lá se encontra, tinha falecido há um ano atrás um rapaz que passava de mota junto á escola básica 2,3 de Marvila.

«Andava sempre a avisar os amigos para terem cuidado com aquele buraco e afinal foi ele que lá morreu. Teve o acidente e morreu logo e o que mais confusão me fazia, ao ponto de deixar de apanhar o autocarro para não passar por lá, é que nos primeiros dias punham lá muitas flores e pratos com comida! E eram sempre dois pratos por dia, umas vezes era massa outras, arroz... mas que coisa mais esquisita!», contou-me.
O buraco esse voltou a aparecer e para que não se repitam acidentes como esse que causou a morte do motard,(link encontrado depois de uma pesquisa por curiosidade) sugiro ás entidades competentes que se preocupassem um pouco mais com o estado do asfalto da cidade.
Completamente surreal esta carreira. Bem dita seja a folga que o regresso é já no sábado numa carreira perto de si!
Boas viagens!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Ás vezes o motorista também sai na rifa...

Já está a chegar ao fim mais uma semana aqui para o tripulante deste blogue! E hoje lá andei eu de novo na 742 e apanhei um pouco de tudo. Primeiro foi o senhor que não devia ter mais nada para fazer se não implicar com o motorista. Nem eu estava a perceber o porquê da conversa, porque mal entrou começou logo a dizer que «fazem o que querem... os ciganos não pagam bilhetes e andamos nós a pagar para eles andarem de borla e ninguém faz nada! Eu vou mas é a Santo Amaro fazer queixa.» E ao mesmo tempo que o dizia, apontava para mim como se fosse eu o grande culpado da situação.

Enfim, restou-me ouvir, calar e iniciar viagem para que não faltasse ao respeito ao utente, porque aí seria eu a perder a minha razão.

Já na segunda parte do serviço, uma forte chuvada caiu sobre a cidade, e ali em Alcântara entrou uma passageira que me solicitou que lhe indicasse a paragem mais próxima da Rua dos Lusíadas. Num primeiro tempo, confesso que o meu "GPS cerebral" indicou-me a zona da Expo, sabe-se lá porquê. Mas de imediato me veio á memória que já tinha visto uma rua com aquele nome ali para os lados do Alto de Santo Amaro.

«É que falaram-me que era perto de uma estação da carris...», dizia a passageira! Começo a subir a Luís de Camões e logo respondo: «Sim tem razão. É mesmo aqui nesta transversal. Terá de sair já na próxima...» Agradeceu e lá foi á sua vida enquanto eu fui uma vez mais ao Casalinho da Ajuda.

No regresso, volto a apanhá-la e entra toda sorridente, como quem havia conseguido o seu objectivo: encontrar o local certo para tratar de algo! «Muito obrigada senhor motorista. Era mesmo aqui. Agora passa novamente onde me apanhou há pouco?...», perguntou. E lá seguiu de novo até Alcântara.

O resto do serviço correu bem tirando aquela senhora que ali no Largo do Leão decidiu deixar o carro na curva enquanto foi á escola buscar a menina. Foram 7 minutos ali parado e já com o P.S.P. da embaixada da Rússia a tomar conta da ocorrência quando decidiu aparecer. E amanhã é o ultimo dia da semana.... :)

Boas Viagens

Imagem: DR www.jvicttor.com.br

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

[Off Topic]Ecosuicida voltou a ser Ecoponto

Concluindo este Off topic, apenas dizer que hoje voltei ao Lumiar, desta feita para a carreira 36 e quando cheguei estavam a despejar o ecoponto amarelo. O funcionário da C.M.L. reparou na posição dos contentores e fez questão de os virar para o lado do passeio, regressando assim á normalidade. Bem haja ao senhor que teve a proeza de transformar o ecosuicida em ecoponto.

Sobre o dia de hoje nada a dizer a não ser o caos provocado pelos semáforos do Lumiar que desde este fim-de-semana têem causado cortes e atrasos nas carreiras. Ainda não percebi o porquê de terem alterado os tempos destes sinais, porque nem os peões foram favorecidos...
Quem vem de Odivelas pela Rua do Lumiar, demora cerca de 10 minutos para fazer o troço final desta rua até ao cruzamento onde se inicia a Alameda das Linhas Torres. Mas como nem tudo é mau, hoje também vi começarem a tapar alguns dos buracos que andam aí pela capital... Bem ditas eleições que se aproximam!
Boas Viagens!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

[Off topic] Se mora no Lumiar, cuidado com o ecosuicida...

Quem como nós anda pela cidade de Lisboa de uma ponta a outra vê de tudo e mais alguma coisa. Mas há coisas que não se consegue deixar passar em branco. Hoje o dia até correu bastante bem. Andei na 106 mas antes de entrar ao serviço, aproveitei para deixar o meu carro na Musgueira onde o enorme placar de publicidade á Alta de Lisboa, estava completamente derrubado pelo vento.

Estacionado o carro, chegou a altura de rumar até ao Lumiar, o meu local de rendição para este domingo. E foi precisamente aqui que vi um ecoponto, transformar-se em ecosuicida! Há muito que ali junto ao posto de vendas da carris, está um ecoponto, mas hoje encontrei-o do outro lado junto ao gradeamento mas posicionado de forma algo estranha, ou talvez não...

Não sei quais as razões que os levou (C.M.L.) alterarem o local do ecoponto, mas colocar os bocais do ecoponto amarelo e verde para o lado da estrada é que não foi nada boa ideia. As imagens falam por si.

Entretanto e aproveitanto este post que já é off topic, apenas agradecer a todos os passageiros deste blogue que ajudaram a ultrapassar as 10.000 visitas desde o dia 6 de Janeiro de 2009.

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