quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

"Sugestão do Tripulante"(2): À descoberta de Lisboa e da carreira 15E...

Sabia que...
A carreira 15E foi a primeira carreira de eléctricos, tendo celebrado o seu centenário há já alguns anos atrás. Depois de um século de alterações, estabilizou num percurso quase idêntico ao original – que seria ainda mais semelhante se se concretizasse o tão falado encurtamento à Rua da Alfândega.


A modernização desta carreira passou pela aquisição de eléctricos articulados para o seu serviço; porém, a reduzida quantidade destes veículos levou a que a carreira continue a funcionar com uma mistura de eléctricos remodelados e articulados. Apesar disso, é um dos pilares da rede de transportes de Lisboa.

A cidade através da carreira...
Para este fim-de-semana sugiro algo diferente da semana anterior. Troque de meio de transporte e apanhe boleia do eléctrico da carreira 15, que parte da Praça da Figueira em direcção a Algés.
Vai passar pelas ruas da Baixa Pombalina e chegará de imediato à mais importante praça de Lisboa, por muitos considerada a sala de visitas da cidade – a Praça do Comércio. Mas como está em obras, siga viagem até Santo Amaro onde se concentra a minha sugestão deste fim-de-semana.

O MUSEU DA CARRIS

A celebrar os seus 10 anos de existência, o museu da Companhia Carris de ferro de Lisboa, divulga ao público as suas memórias, que ao longo de mais de um século prestou ao crescimento de Lisboa, cidade que se desenvolveu também graças à evolução dos sistema de transportes públicos.

O seu património permite, através de objectos de valor histórico e documental em exposição a divulgação da história da empresa, e contribui para uma função social através do desenvolvimento deste espaço cultural.

O Museu da Carris conduz o visitante a uma viagem no tempo, através de raros documentos e objectos postos à sua disposição: relatórios, fotografias, uniformes, títulos de transporte, equipamento oficinal, eléctricos, autocarros etc.
O Museu situa-se na Estação de Santo Amaro, na Rua 1.º de Maio, 101 - 103


Depois da visita e se ainda tiver tempo, sugiro que volte a entrar no 15E em direcção a Algés, prosseguindo viagem até aos Jerónimos onde terminará a tarde com um lanche na mais antiga e famosa fábrica dos Pastéis de Belém que foi fundada em 1837.

Esta sugestão é possível de se fazer de vários pontos da cidade, pelo que a espinha da carreira que apresento de seguida poderá ser uma boa ajuda.


Agradecimentos: A Luís Cruz-Filipe pelas informações disponibilizadas no seu site de arquivo histórico e a Pedro Almeida pelas fotografias cedidas.
Fonte: Wikipedia / A minha página Carris / Carris.pt




3 comentários:

Vasco Lopes disse...

Sem dúvida, a carreira 15 é sempre um clássico. Nem que seja pela sua antiguidade, uma vez que foi a primeira linha de eléctricos da cidade de Lisboa e que começou com um percurso entre Algés e o Cais do Sodré, em 1901.
Porque moro em Algés desde que nasci, foi a primeira carreira em que me lembro de ter andado, na altura ainda com um percurso entre a Cruz Quebrada e a Praça do Comércio.
Uma viagem imprescindível para quem quer conhecer Lisboa.

Anónimo disse...

Para o Museu da Carris também tem o 727, o 732, o 742 e o 56.

João Lello disse...

Também o 751 para no Museu da Carris e não só. Também vai á Carris de Miraflores

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