sábado, 6 de dezembro de 2008

Todos os dias aprendemos, e é verdade!

Hoje foi dia de regresso a uma carreira que há muito não fazia - a 47. Até correram bem as primeiras viagens da parte da manhã. Há muito que não andava por aqueles lados, mas há sempre um "se"...

A meio da manhã começou a chover e ali na zona de Telheiras, já fora da paragem uns bons 15 metros um passageiro pede-me do lado de fora que lhe abra a porta. Inicialmente disse-lhe, gestualmente claro está, que ali não poderia abrir a porta - como mandam as normas internas. O semáforo encarnado não ajudou e do lado de fora lá ficou ele a dizer que os outros colegas abriam e que podia também abrir etc...

Como a chuva já se fazia sentir, lá o meu subconsciente me disse para fechar um pouco os olhos ás regras e abrir a porta ao senhor e sua neta. Má opção! O cliente começa a insultar-me verbalmente dizendo que e cito «se fosse um preto ou cigano logo abria e não dizia nada!»

Alertei-o de imediato que o racismo era algo que não fazia parte do meu dicionário e que lhe tinha aberto a porta fora da paragem, pelo que não tinha razão para falar daquela maneira. Já bastante exaltado o senhor levanta o tom de voz e os seus nervos já o faziam espumar pela boca, dizendo que me fazia e acontecia e que com ele não fazia farinha, como se fosse eu a insultá-lo.

Para não perder a razão e para não descer ao nível do dito cujo, calei-me e prossegui viagem e também ele prosseguiu até á Pontinha, gritando e insultando-me. Os restantes passageiros, esses apenas uma vez solicitaram que ele se calasse, mas sem êxito. É caso para dizer: SE não tivesse aberto a porta não tinha aturado a sua má disposição.

Depois a juntar a isto houve ainda uma discussão entre duas passageiras por causa de um lugar reservado a pessoas de mobilidade reduzida o qual uma delas apelidou de «lugar dos aleijados».

Para finalizar o post de hoje, deixo-vos o Pensamento do Dia, que foi uma frase dita por uma passageira durante uma das viagens esta tarde e a qual tive oportunidade de escutar: «O tabaco foi feito para os homens e não para as mulheres!»
Foto cedida por: Pedro Almeida

6 comentários:

Anónimo disse...

também andei a lá ontem, na chapa 2 e 5, mas a mim correu q foi uma maravilha, esse urso devia era ter ficado na rua, é assim que depois por uns pagam todos.

ana disse...

É inacreditável a falta de civismo das pessoas. Gabo-lhe a pachorra.

Carlos Correia disse...

Às vezes os passageiros ainda têm o bom senso de defender o motorista. Parece que desta vez não foi o caso. Mas enfim, melhores dias virão certamente. Força.

Cumprimentos

Carlos Correia
element@netcabo.pt

Pedro Barata disse...

Se tivesses uma máquina do tempo dava jeito. Há gente mesmo estúpida, não há outra palavra.
Haja paciência...

Um abraço

Anónimo disse...

Colega faz como eu não te cales mas sim manda o calar-se se não o carro não anda o mal e esse calas-te e eles fazem o que querem a ti e ao resto dos colegas outra coisa não facilites. pois nem todos merecem. abraço Rafweeks@yahoo.com

Pedro Pinto disse...

Qual o mal de abrir a porta a 15 metros da paragem e com o sinal vermelho? Caramba... Ganham muito em fazer-se de "maus"? Ainda bem que a abriu, pena que o passageiro não tenha aproveitado para agradecer!

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