terça-feira, 16 de dezembro de 2008

106 - Olha o passarinho...

Não, não pensem que andei a tirar fotografias, até porque a carreira não era muito agradável para esse tipo de modernices. Andei pela 106 que faz C.Grande - Galinheiras (Via Torrinha) e há algum tempo que não ia para aqueles lados, mas confesso que não tinha saudades. E vontade então não tinha nenhuma, mas depois de começar o serviço, até se fez bem...

Um bónus na chapa que fez pegar mais tarde e dois dedos de conversa com alguns colegas ali no Lumiar, fez com que eu fosse para esta carreira com outro espírito. Quantas viagens fiz já nem sei, porque para cada uma creio que dão 20 e poucos minutos, ora em sete horas e tal dá muita volta e carrega muita gente, que até parece um picadeiro.

E o pior mesmo foi quando se acabaram as pilhas do pequeno rádio que me acompanha na jornada laboral. Só deu para ouvir até perto das 17h00 precisamente quando iniciava ó bloco noticioso da rádio que costumo ouvir e passo a publicidade - a Mega FM. Depois também já não foi preciso porque começou o regresso a casa de muitos passageiros que lá iam reclamando das temperaturas baixas e até o «diabo andou à solta» dizia uma senhora, referindo-se à ventania que se fazia sentir lá fora...

Para culminar o dia de trabalho, ali para os lados da Quinta das Conchas, antes de chegar ao Lumiar, um grupo de miúdos e miúdas, proporcionou-me um momento engraçado dada a forma como abordaram o facto de um dos colegas estar a correr em direcção ao Lumiar, a fim de nos apanhar, porque havia chegado atrasado à paragem anterior.

O rapaz era magrinho, pequenito e corria tanto que até parecia o Obikwelu, mas as colegas do rapaz preferiram antes chamá-lo de passarinho : «Olha ele a correr até parece um passarinho...»

O que eu não sabia ainda é que era mesmo a alcunha do rapaz. Ele entrou no autocarro mas a mim pareceu-me mais um rato que um pássaro, dada a rapidez com que entrou para que não lhe pedisse o passe ou o bilhete. As colegas iam-se rindo também elas por eu ter dito que: «mais parece um rato pela rapidez com que foi lá para trás» e lá diziam elas que era mesmo passarinho.

O rapaz lá do fundo do autocarro ouviu a conversa e danado com a situação argumentou: «O que é que se passa meninas? Estou aqui mas estou a ouvir a vossa conversa! Devem gostar muito do passarinho...» e foi o suficiente para os restantes passageiros também sorrirem descontraindo assim um pouco do stress de mais um dia de trabalho.

Amanhã já é 4.ª Feira e para mim é o último dia da semana uma semana que terminará da melhor maneira espero eu, com um serviço na minha carreira preferida - 35.

5 comentários:

Carlos Correia disse...

Há uns tempos consegui convencer um amigo a vir comigo fazer uma volta Campo Grande - Campo Grande (106 até às Galinheiras e 108 para baixo). O que é certo é que ele jurou para nunca mais. Porque será?

Boa continuação

Carlos Correia
element@netcabo.pt

Vasco Lopes disse...

Confesso que não é carreira que aprecie. As viagens que nela fiz sempre correram bem, mas àqueles que estejam a pensar dar uma voltinha na 106, é bom que o façam às horas de maior movimentação ou acompanhados. E quando me refiro à 106, estou também a pensar na 108 ou mesmo na 777.
A propósito, Rafael, quando andares na 757 (ex-17C), diz-me qualquer coisa. Acho que é a única carreira da Carris que ainda não fiz, mas não estou interessado em ir sózinho para o Chapeleiro, se é que me entendes...

Um abraço.

Condutor do TXXI disse...

Já fiz o mesmo percurso que o Carlos Correia, numa tarde antes da hora de ponta, e tudo correu sem problema nenhum, assim como quando fiz a 300 da RL, percurso identico à 106 até ás Galinheiras seguindo de seguida para Camarate, Quinta do Mocho e Sacavem.
Assim como já fiz a 207 da Carris ás 3:30 e nada a assinalar.

Em vários anos, a unica carreira que tive alguns problemas com passageiros foi na 55 ainda quando lá andavam os Volvo B59, à 10 anos!

É tudo uma questão de sorte!

Carlos Correia disse...

Sobre o 17C (ou 757 como é agora conhecido) já o fiz em tempos, ainda pelo percurso antigo e sozinho. É uma carreira desprovida de qualquer tipo de essência ou espectacularidade, sem nada de relevante a assinalar a não ser o facto de o motorista me ter perguntado à entrada se eu tinha a certeza que era mesmo aquele autocarro que queria apanhar.

Cumprimentos

Carlos Correia

Anónimo disse...

Houve quem fizesse críticas a utlização de articulados Volvo B10M na 106, dizendo "Bulky" (volumoso) 106, ou Jelly Belly (geleia) 106. A zombaria continua e se os B7L saírem para as cªs 793 e 742, tornará-se muito instável, só se pode salvar sa zombaria os Mercedes-Benz OC500.

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